Perguntas do paciente (26)

  • Dr. Tomo escitalopram há mais de 2 anos, quero fazer o desmame, posso dividi-lo ao meio pra fazer o

    Dr. Tomo escitalopram há mais de 2 anos, quero fazer o desmame, posso dividi-lo ao meio pra fazer o desmame? Tenho só 7 comprimidos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    A decisão de reduzir ou suspender um antidepressivo deve, idealmente, ser feita com acompanhamento do médico que prescreveu a medicação. Mesmo após um longo período de uso, a retirada precisa ser planejada de forma individualizada, considerando fatores como diagnóstico, tempo de estabilidade dos sintomas e dose utilizada.

    Quando a suspensão é feita sem orientação, podem surgir sintomas de descontinuação, como tontura, irritabilidade, ansiedade, alterações do sono ou mal-estar geral. Além disso, em alguns casos, também existe o risco de retorno dos sintomas que motivaram o tratamento inicialmente.

    Por isso, o mais seguro é conversar com o profissional que acompanha seu caso para definir um plano gradual e adequado de redução, garantindo que o processo seja feito com segurança e com acompanhamento caso surjam sintomas durante o desmame.


  • Olá Dr(a), Gostaria de saber se eu tenho algum trastorno,pois tenho muita dificuldade de relacionam

    Olá Dr(a),
    Gostaria de saber se eu tenho algum trastorno,pois tenho muita dificuldade de relacionamento, tímidez ao extremo, dificuldade em interpretação, interrompimento das falas das pessoas, medo de fazer as coisas...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Alguns dos sintomas que você descreve — como timidez muito intensa, dificuldade em interações sociais, medo de agir ou falar e insegurança nas relações — podem aparecer em diferentes situações. Em algumas pessoas, esses sinais podem estar relacionados a quadros de ansiedade, dificuldades específicas de habilidades sociais ou outros fatores emocionais. Em outros casos, podem fazer parte do próprio estilo ou traço de personalidade da pessoa.

    É importante lembrar que ter alguns desses sintomas não significa necessariamente que exista um transtorno mental. Para que um diagnóstico seja considerado, é necessário avaliar a intensidade dos sintomas, há quanto tempo ocorrem e o quanto impactam a vida diária.

    Por isso, quando há dúvida ou sofrimento associado a essas dificuldades, o mais indicado é buscar uma avaliação com profissional de saúde mental, que envolve uma conversa detalhada sobre a história de vida, o contexto em que os sintomas aparecem e o funcionamento nas diferentes áreas da vida.

    Caso exista alguma condição clínica, o tratamento — muitas vezes com psicoterapia e, em alguns casos, medicação — pode ajudar bastante no desenvolvimento de estratégias para lidar melhor com essas situações.


  • Faço tratamento para depressão, ansiedade e TOC há alguns anos mas não sinto melhora quanto as oscil

    Faço tratamento para depressão, ansiedade e TOC há alguns anos mas não sinto melhora quanto as oscilações de humor, falta de atenção, impulsividade, entre outros. É possível que haja mais algum transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Sim, isso é possível. Em saúde mental, é relativamente comum que uma pessoa apresente mais de um diagnóstico ao mesmo tempo, o que chamamos de comorbidade. Quando alguns sintomas persistem apesar do tratamento — como oscilações intensas de humor, impulsividade ou dificuldade de atenção — pode ser importante reavaliar o quadro clínico de forma mais ampla.

    Algumas condições podem apresentar sintomas que se sobrepõem, como transtornos de humor, transtornos de personalidade (como o transtorno de personalidade borderline), TDAH em adultos, entre outros. Por isso, quando a resposta ao tratamento não é a esperada, muitas vezes é útil realizar uma reavaliação diagnóstica cuidadosa.

    Essa avaliação costuma envolver anamnese detalhada, coleta de história objetiva (por exemplo, com familiares quando possível), compreensão da história de vida, evolução dos sintomas e impacto no funcionamento, para entender melhor o que está acontecendo e ajustar o tratamento, se necessário.

    Se você sente que alguns sintomas ainda não foram totalmente compreendidos, vale conversar com o profissional que acompanha seu caso para revisar o diagnóstico e as estratégias terapêuticas.


  • O borderline é marcado apenas por raiva intensa ou emoções intensas no geral?

    O borderline é marcado apenas por raiva intensa ou emoções intensas no geral?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Não. Embora emoções intensas e dificuldade em regular os afetos sejam características importantes do transtorno de personalidade borderline, o quadro não se resume apenas à raiva.

    O transtorno costuma envolver instabilidade emocional mais ampla, com mudanças rápidas de humor, sensação de vazio, medo intenso de abandono, relações interpessoais instáveis e impulsividade. Algumas pessoas também podem apresentar comportamentos autolesivos, crises de ansiedade ou grande sensibilidade a rejeição.

    A intensidade das emoções pode fazer com que pequenas situações sejam vividas de forma muito dolorosa ou ameaçadora, o que pode gerar reações mais intensas.

    O diagnóstico deve ser feito por avaliação clínica cuidadosa, após seguimento longitudinal já que vários sintomas podem se sobrepor a outros transtornos. Com acompanhamento adequado — especialmente psicoterapia estruturada e, quando necessário, medicação — muitas pessoas conseguem desenvolver melhores estratégias de regulação emocional e melhorar significativamente sua qualidade de vida.


  • Minha filha de 15 anos tá tomando sertralina a dois meses,começou com 25 ,passou pra 50 e agora 100

    Minha filha de 15 anos tá tomando sertralina a dois meses,começou com 25 ,passou pra 50 e agora 100 mg mais não vejo melhora ,só fica na cama ,não tem ânimo pra nada ,tem muitos pensamentos negativos, oq devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Quando um antidepressivo é iniciado, a resposta ao tratamento pode levar algumas semanas, e em alguns casos é necessário ajuste de dose ou mesmo reavaliação da medicação. No entanto, se após cerca de dois meses ainda há desânimo importante, isolamento, permanência excessiva na cama e muitos pensamentos negativos, é fundamental que a situação seja reavaliada pelo médico que acompanha o tratamento.

    Na adolescência, além da medicação, costuma ser muito importante uma avaliação mais ampla do quadro, incluindo intensidade dos sintomas depressivos, presença de pensamentos de autolesão, fatores escolares, sociais e familiares, além da associação com psicoterapia.

    Cada pessoa responde de forma diferente aos antidepressivos, e às vezes é necessário ajustar a estratégia de tratamento para alcançar melhor resposta.

    Se perceber agravamento dos sintomas ou pensamentos de se machucar, é importante procurar avaliação médica o quanto antes. O acompanhamento próximo nesses casos é essencial para garantir segurança e oferecer o tratamento mais adequado.


  • Eu vi uma reportagem sobre sindrome de munchausen me identifico com esse transtorno o que faço? Por

    Eu vi uma reportagem sobre síndrome de munchausen me identifico com esse transtorno, o que faço? Por favor me ajude sofro com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    A síndrome de Munchausen, hoje chamada de transtorno factício, é uma condição em que a pessoa pode acabar produzindo ou simulando sintomas físicos ou psicológicos, mas geralmente isso está associado a um sofrimento emocional significativo e a uma necessidade intensa de cuidado, atenção ou acolhimento. Ou seja, embora os sintomas possam ser provocados ou relatados de forma intencional, o sofrimento psíquico da pessoa é real e merece cuidado.

    É importante diferenciar esse quadro da simulação, que é quando alguém finge sintomas com o objetivo de obter ganhos externos claros, como benefícios financeiros, afastamento do trabalho ou evitar responsabilidades. No transtorno factício, normalmente não há esse tipo de ganho externo evidente, e a motivação costuma estar mais ligada a necessidades emocionais.

    Ao mesmo tempo, identificar-se com uma reportagem ou com algumas características de um transtorno não significa necessariamente que esse seja o diagnóstico. Muitos sintomas podem se sobrepor a diferentes condições de saúde mental, e por isso é fundamental uma avaliação cuidadosa por um profissional.

    Se esse tema despertou identificação ou sofrimento para você, o passo mais importante é buscar ajuda profissional. Psiquiatras e psicólogos estão preparados para acolher esse tipo de situação sem julgamento, ajudando a compreender melhor o que está acontecendo e indicando o tratamento mais adequado. O acompanhamento psicoterápico, em especial, costuma ser muito importante nesses casos.


Perguntas frequentes

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