Perguntas do paciente (44)

  • Não sei se essa especialidade tem a ver com Multismo seletivo, mas se sim, tenho um irmão de 18 anos

    Não sei se essa especialidade tem a ver com Multismo seletivo, mas se sim, tenho um irmão de 18 anos que sofre de mutismo seletivo e não sabemos a qual especialidade de psicologo devemos leva-lo. Qual terapia é a mais indicada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Lopes Moreno

    Bom dia, tudo bem?
    O mutismo seletivo é um transtorno de ansiedade que afeta principalmente crianças, mas pode persistir até a idade adulta, como no caso do seu irmão.

    O mutismo seletivo pode ocorrer em conjunto com outras condições ou comorbidades. Embora cada indivíduo seja único e possa apresentar diferentes combinações de sintomas, algumas das comorbidades mais comuns associadas ao mutismo seletivo são:

    Transtorno de ansiedade social: Muitas vezes, o mutismo seletivo está relacionado à ansiedade social. A pessoa pode sentir medo intenso de ser julgada, humilhada ou ridicularizada em situações sociais, o que leva à dificuldade em falar.

    Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): Pessoas com mutismo seletivo podem experimentar uma ansiedade generalizada em várias áreas de suas vidas, além das situações sociais específicas.

    Transtorno do espectro do autismo (TEA): Embora o mutismo seletivo não seja exclusivamente um sintoma do TEA, algumas crianças com autismo também podem apresentar mutismo seletivo em determinadas situações.

    Transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH): Algumas crianças com mutismo seletivo também podem ter TDAH, caracterizado por dificuldades de atenção, hiperatividade e impulsividade.

    Transtornos de linguagem ou comunicação: Em alguns casos, o mutismo seletivo pode estar associado a dificuldades de linguagem expressiva ou problemas de comunicação.

    Em geral, a abordagem adequada depende de uma avaliação geral do quadro e das possíveis comorbidades presentes, mas em linhas gerais abordagens baseadas em evidencias como a terapia comportamental ou a terapia cognitivo-comportamental (TCC) são ótimas escolhas. A TCC é uma abordagem terapêutica que se concentra em identificar e modificar padrões de pensamentos negativos e comportamentos disfuncionais. No caso do mutismo seletivo, a TCC pode ajudar seu irmão a desenvolver habilidades de comunicação social e reduzir a ansiedade associada a situações específicas em que ele se sente incapaz de falar.

    Um tipo específico de TCC que pode ser benéfico para o mutismo seletivo é a terapia de exposição gradual. Essa terapia envolve a exposição progressiva a situações desafiadoras, começando com aquelas que causam menos ansiedade e progredindo para situações mais difíceis. O terapeuta trabalhará com seu irmão para ajudá-lo a desenvolver estratégias de enfrentamento e a praticar gradualmente a comunicação verbal em ambientes seguros e de apoio.


  • O que devo fazer pra cura essa Tricotilomania? Tem algum remédio que alivia esse sintomas e qual med

    O que devo fazer pra cura essa Tricotilomania? Tem algum remédio que alivia esse sintomas e qual medico especializado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Lopes Moreno

    A tricotilomania é tratada por profissionais de saúde mental, como psicólogos ou psiquiatras, especializados em transtornos do controle dos impulsos. O tratamento pode envolver uma abordagem multidisciplinar, combinando terapia cognitivo-comportamental (TCC), medicamentos e outras intervenções.

    A terapia cognitivo-comportamental é considerada o tratamento de primeira linha para a tricotilomania. Ela se concentra em ajudar a identificar os gatilhos emocionais e comportamentais que levam à compulsão de arrancar os cabelos, além de desenvolver estratégias para reduzir ou controlar esses comportamentos. A terapia também pode ajudar a melhorar a autoestima, desenvolver habilidades de enfrentamento e promover uma visão mais positiva da imagem corporal.

    Além disso, existem outras abordagens e técnicas complementares que podem ser úteis no tratamento da tricotilomania, como o mindfulness, técnicas de relaxamento e suporte psicossocial.

    É fundamental consultar um profissional de saúde mental especializado em transtornos do controle dos impulsos para avaliar o seu caso individualmente e determinar o tratamento mais adequado para você. Para que seja possível fornecer orientação personalizada e adaptada às suas necessidades específicas.


  • Quais são os primeiros sintomas a serem observados no TEA?

    Quais são os primeiros sintomas a serem observados no TEA?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Lopes Moreno

    O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) é uma referência amplamente utilizada por profissionais de saúde mental para o diagnóstico de transtornos, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A seguir, estão os critérios diagnósticos do DSM-5 para o TEA:

    Critérios A: Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, manifestados por pelo menos dois dos seguintes itens:

    Déficits na reciprocidade social, variando desde uma anormalidade no diálogo até a falta de iniciativa de interação social.
    Déficits na comunicação não verbal, usados para interação social, como contato visual, expressões faciais e linguagem corporal.
    Dificuldades em desenvolver, manter e entender relacionamentos, que podem ser manifestadas por dificuldade em compartilhar interesses, emoções e falta de reciprocidade social.
    Critérios B: Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, manifestados por pelo menos um dos seguintes itens:

    Comportamentos motores ou verbais repetitivos, estereotipados ou movimentos do corpo.
    Adesão excessivamente rígida a rotinas, padrões ritualizados ou resistência extrema a mudanças.
    Interesses restritos e fixos com intensidade anormal em assuntos específicos.
    Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum em aspectos sensoriais do ambiente.
    Critérios C: Os sintomas devem estar presentes desde os primeiros estágios do desenvolvimento.

    Critérios D: Os sintomas causam prejuízos significativos no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

    Critérios E: Os sintomas não podem ser melhor explicados por deficiência intelectual ou atraso global do desenvolvimento.

    É importante destacar que apenas profissionais de saúde qualificados estão aptos a fazer um diagnóstico adequado do TEA. Esses critérios são uma diretriz geral, mas uma avaliação abrangente leva em consideração outros fatores, como história de desenvolvimento e comportamental, além de observação clínica.


  • Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra

    Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Lopes Moreno

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é caracterizado pela presença de obsessões (pensamentos intrusivos e angustiantes) e compulsões (comportamentos ou rituais que a pessoa sente que precisa realizar para aliviar a ansiedade). Se você tem um ritual que está se tornando difícil de realizar e que envolve várias regras, é compreensível que isso cause estresse.

    Deixar de realizar um ritual sem refazê-lo pode ser desafiador, especialmente se sua mente está insistindo que você deve completar a ação para aliviar a ansiedade. No entanto, em um contexto terapêutico, muitas vezes é encorajado o enfrentamento gradual desses rituais. Essa abordagem pode ajudar a reduzir a necessidade de realizar compulsões e a ansiedade associada.

    Aqui estão algumas considerações:

    Considere a terapia: A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente a TCC focada em TOC, pode ser muito eficaz. Um profissional pode ajudar a desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade sem precisar realizar o ritual.

    Exposição e prevenção de resposta: Essa técnica envolve se expor às suas obsessões (o que gera ansiedade) sem realizar a compulsão. Isso pode ajudar a reduzir a ansiedade ao longo do tempo.

    Autocompaixão: É importante ser gentil consigo mesmo durante esse processo. Romper com um ritual pode ser difícil, e isso é compreensível.

    Apoio: Compartilhar suas experiências e desafios com amigos, familiares ou em grupos de apoio pode fornecer um espaço seguro para discutir suas lutas e obter suporte.


Perguntas frequentes

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