Perguntas do paciente (33)
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Existe alguma ligação entre compulsão sexual e experiência vivida ao longo da vida?
Existe alguma ligação entre compulsão sexual e experiência vivida ao longo da vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que haja uma ligação, mas não de forma direta ou previsível. A compulsão sexual pode surgir como uma resposta a algo que marcou a pessoa, mas que não necessariamente está claro ou consciente. Às vezes, o desejo toma essa forma repetitiva, quase como uma tentativa de preencher uma falta que não se explica facilmente. A experiência vivida ao longo da vida deixa rastros, e o corpo muitas vezes responde a eles de maneiras inesperadas. O importante não é tanto buscar uma causa fixa, mas escutar o que essa compulsão tenta dizer. A repetição, no fundo, pode ser um pedido de que algo seja reconhecido, e a terapia é um espaço onde isso pode começar a ganhar forma.
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É normal ser obcecada pela própria aparência e nunca estar satisfeita?
É normal ser obcecada pela própria aparência e nunca estar satisfeita?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Podemos dizer que é normal, se pensarmos que hoje em dia a sociedade impõe tantos padrões incalcançáveis, que grande parte da população sofre com isso que você está se queixando. Porém, nós não devemos normalizar esse tipo de sofrimento, que está profundamente ligado à expectativas sociais. Vivemos em um mundo que supervaloriza a imagem, alimentando a sensação de nunca sermos suficientes. A obsessão pelo próprio reflexo pode surgir não apenas de algo pessoal, mas do desejo de se encaixar em padrões inatingíveis. Muitas vezes, o que parece faltar não está no espelho. A questão não é apenas sobre o que você vê, mas sobre o que espera encontrar nesse reflexo. Explorar essa relação, tanto com você mesma quanto com o que a sociedade impõe, pode ajudar a entender melhor essa insatisfação.
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É possível que desejo por ter experiência com alguém do mesmo sexo seja algo passageiro ou esse dese
É possível que desejo por ter experiência com alguém do mesmo sexo seja algo passageiro ou esse desejo é algo que, de fato, faz parte da minha sexualidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desejo não é algo fixo ou que obedece a categorias rígidas. Ele se move, aparece de formas inesperadas e, muitas vezes, escapa de qualquer tentativa de controle. Sentir desejo por alguém do mesmo sexo pode ser passageiro ou pode se repetir – o mais importante é não tentar enquadrar isso imediatamente como definitivo ou transitório. O desejo fala de você, mas nem sempre de maneira clara ou linear. Ao invés de buscar uma resposta fechada sobre sua sexualidade, talvez seja interessante apenas escutar o que esse desejo desperta em você, sem pressa de rotulá-lo. A sexualidade não se esgota em definições, ela se constrói no seu próprio ritmo e nas experiências que você se permite viver e questionar.
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Qual a diferença entre relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico?
Qual a diferença entre relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Há diversas maneiras de abordar esse tema e explorar esses conceitos. No entanto, é importante considerar que nem todo relacionamento aberto é, necessariamente, não-monogâmico. Um relacionamento aberto pode ainda operar dentro de uma lógica monogâmica, onde o casal mantém uma posição central na vida um do outro. Nesse contexto, as expectativas em relação às normas sociais continuam presentes, e as regras estabelecidas limitam a autonomia sexual de ambas as partes.
Por outro lado, em um relacionamento não-monogâmico, parte-se do entendimento de que uma única pessoa não é capaz de atender a todas as necessidades do outro. Isso diminui a centralidade de um único relacionamento, redistribuindo as expectativas. Além disso, há o princípio de que as decisões sobre a própria sexualidade não são delegadas ao outro. O diálogo pode e deve existir, mas não há um conjunto de regras que retire da pessoa o poder final sobre como deseja se relacionar.
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Como a psicanálise trata traumas? Seria ela a abordagem mais eficaz?
Como a psicanálise trata traumas? Seria ela a abordagem mais eficaz?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise trata o trauma criando um espaço onde a pessoa possa, no seu tempo, encontrar palavras para o que antes parecia impossível de dizer. Não se trata de apagar o passado, mas de dar voz ao que foi silenciado, permitindo que isso se transforme em algo manejável. É como abrir espaço para que uma experiência dolorosa, em vez de aprisionar, possa ser transformada em algo que uma pessoa possa lidar. O diferencial da psicanálise, em relação a outras abordagens, é justamente nesse respeito ao ritmo único de cada pessoa. Ela não exige respostas prontas ou caminhos rápidos; ao contrário, busca permitir que o sujeito construa, no seu próprio tempo, um novo sentido para o que viveu. É nesse processo de escuta que esperamos que algo verdadeiramente transformador possa surgir.
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Olá, Estou casado há 24 anos e, no geral, temos um excelente relacionamento, sem brigas. No entan
Olá,
Estou casado há 24 anos e, no geral, temos um excelente relacionamento, sem brigas. No entanto, tenho algumas questões que gostaria de entender melhor, especialmente no que diz respeito ao comportamento da minha esposa.
No aspecto sexual, ela não tem muita vontade de transar com frequência e, quando o faz, prefere que seja no escuro. Além disso, ela não é muito fã de beijos prolongados. Por outro lado, ela gosta de se arrumar, cuidar do corpo e se vestir bem. Quando saímos para lugares públicos, percebo que ela frequentemente troca olhares com outros homens, independentemente de sua aparência. Ela se vira e fica olhando, como se estivesse buscando essa interação visual. Já conversei com ela sobre isso e ela afirmou não perceber que faz isso, e diz que, se um homem achar que tem chance, a malícia está na cabeça dele, não na dela.
No entanto, essa situação me deixa desconfortável, pois sinto que ela está procurando e desejando a atenção de outros homens. Quando isso acontece, ela tende a se afastar, não me dá a mão e evita demonstrar afeto em público, como se estivesse "encantada" ou absorta na troca de olhares.
Gostaria de entender se isso pode estar relacionado a algum transtorno ou se é um comportamento comum. Será que ela tem alguma insegurança ou uma necessidade de se sentir desejada? Como lidar com isso de maneira saudável para ambos?
Agradeço pela sua ajuda!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez seja interessante conseguir dialogar com ela sobre o seu desconforto, sem necessariamente levantar certezas sobre o comportamento dela. Independente dela admitir ou não esses olhares, ou deles existirem ou não, você tem se sentido desconfortável em algumas situações com ela e isso é legítimo. Entretanto, talvez o foco não deva estar apenas no comportamento dela, e sim no que ele provoca em você. O que sente quando esses olhares acontecem? Insegurança? Raiva? Medo? A psicanálise pode ajudar você a explorar essas emoções e o que elas revelam sobre suas expectativas e desejos dentro do relacionamento. Quanto a ela, não há como reduzir isso a um transtorno ou explicação simples. Cada gesto ou atitude traz algo singular, talvez até mesmo inconsciente, que só ela poderia decifrar. O ponto possível de se abordar nessa situação é: o que isso desperta em você? Talvez seja nessa direção que algo significativo possa surgir, não buscando respostas sobre ela, mas escutando o que em você esse desconforto revela.
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Olá pessoal! É normal não conseguir dormir se estiver ouvindo goteira de chuva ou chuveiro, barulho
Olá pessoal!
É normal não conseguir dormir se estiver ouvindo goteira de chuva ou chuveiro, barulho repetitivo, eu tenho que levantar e ir lá arrumar pra conseguir dormir.
Teve uma vez que choveu e levantei 2 horas da manhã pra ir lá fora tirar uma lata debaixo de uma goteira.
Nos últimos meses só consigo dormir com ventilador ligado, somente esse barulho me deixa confortável pra dormir.
Seria interessante levar isso pra terapia?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Certamente pode ser interessante levar isso para a terapia. Esses barulhos, que te incomodam a ponto de te tirar o sono, parecem provocar algo mais profundo do que apenas desconforto. O que será que esse incômodo tão específico diz sobre você? Por outro lado, o ventilador, que te traz conforto, também pode ter algo a revelar. Talvez não seja o som em si, mas o que ele desperta, as sensações ou lembranças que mobiliza. A terapia pode ser um espaço para explorar o significado disso no seu mundo interno. Não se trata de classificar como "normal" ou "anormal", mas de entender o que esses detalhes do seu cotidiano estão tentando dizer sobre você e o que você sente.
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Porque trato as pessoas como objetos? Me sinto apático, geralmente faço amizades com mulheres apenas
Porque trato as pessoas como objetos? Me sinto apático, geralmente faço amizades com mulheres apenas por intenções, não pq gosto da companhia delas, o tesão me move, mas nunca faço nada com elas, pois tenho medo de ser rejeitado e que as coisas não aconteçam como o esperado. Os amigos que tenho são homens e são os de infância, mas não sinto vontade de vê-los. Não faço novas amizades com homens, pois não me trazem relevância alguma. A maioria desprezo, vejo como inferiores. Isso se encaixa a algum tipo de transtorno?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em vez de buscar um "rótulo" para o que sente, talvez seja mais produtivo pensar no que está em jogo para você. O que significa, para você, tratar as pessoas como objetos? E como isso reflete o modo como se enxerga? Parece haver uma distância entre você e os outros, como se as conexões estivessem sempre mediadas por expectativas ou medos — do desejo não correspondido, da rejeição, ou até de algo que você talvez nem tenha nomeado ainda. Por que será que despreza algumas pessoas e evita outras? A apatia e o tesão que menciona podem dizer mais sobre você do que sobre quem está ao seu redor. Explorar essas questões em terapia pode abrir caminhos inesperados.
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Minha filha tem 9 anos e disse q gosta de fica sozinha as vezes isso é normal? E tb já teve uma cris
Minha filha tem 9 anos e disse q gosta de fica sozinha as vezes isso é normal? E tb já teve uma crise qundo a colega n quis falar com ela ela se arranhou isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que é "normal" depende muito de cada criança e do que ela vive. O fato de sua filha gostar de ficar sozinha às vezes pode indicar que ela valoriza seu próprio espaço, o que não é, por si só, preocupante. Já a crise e o ato de se arranhar merecem atenção, pois mostram que algo nela foi difícil de suportar naquele momento. Talvez ela ainda não tenha encontrado outra forma de lidar com sentimentos intensos, como rejeição ou frustração. O importante é não julgar nem minimizar, mas abrir um espaço onde ela possa falar sobre o que sente, sem medo. Isso pode ajudá-la a compreender e nomear o que vive, em vez de expressar apenas com gestos dolorosos.
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Quais são as diferenças entre retraimento social normal do patológico?
Quais são as diferenças entre retraimento social normal do patológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença entre um retraimento social considerado normal e um que pode ser chamado de patológico está no impacto que isso tem na vida da pessoa. Algumas pessoas preferem passar mais tempo sozinhas e, ainda assim, conseguem viver de forma tranquila, mantendo relações significativas quando desejam. Esse tipo de retraimento pode ser apenas uma característica da personalidade ou uma necessidade de descanso emocional.
Já o retraimento que causa sofrimento, impede a pessoa de realizar suas atividades ou compromete suas relações pode sinalizar algo mais. Nesse caso, não se trata apenas de querer ficar só, mas de uma dificuldade em se conectar com os outros ou consigo mesmo. O mais importante é entender o que o retraimento significa para quem o vive.
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Em quais casos de Saúde Mental a terapia é indicada como tratamento?
Em quais casos de Saúde Mental a terapia é indicada como tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia é indicada sempre que alguém sente que algo em sua vida está fora do lugar, difícil de compreender ou suportar. Pode ser um sofrimento intenso, como ansiedade, depressão ou traumas, mas também situações menos evidentes: conflitos em relacionamentos, dificuldades em tomar decisões ou mesmo um vazio que não se explica. Não é preciso "estar doente" para buscar terapia. Às vezes, é o desejo de entender mais sobre si mesmo que leva alguém a esse caminho. A saúde mental não é uma linha fixa, e cada pessoa sente e lida com os desafios de forma única. A terapia é um espaço para escutar o que não está claro e permitir que algo novo possa surgir a partir disso.
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Quais atividades eu posso fazer para melhorar a minha saúde mental?
Quais atividades eu posso fazer para melhorar a minha saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Melhorar a saúde mental não passa apenas por atividades externas, mas por escutar o que se passa internamente. Atividades como exercícios físicos, meditação ou hobbies podem ajudar, mas é importante perceber que nem sempre o mal-estar se dissolve com ações práticas. Às vezes, o que incomoda precisa ser reconhecido e não simplesmente abafado por distrações. Permitir-se momentos de pausa, de reflexão ou mesmo buscar terapia pode abrir caminhos para entender o que afeta sua saúde mental. O essencial é criar espaço para escutar o que suas emoções e pensamentos estão tentando dizer. Cuidar da mente envolve tanto o fazer quanto o permitir-se sentir, sem buscar uma solução imediata para tudo o que aparece.
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O que leva uma pessoa a desenvolver o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?
O que leva uma pessoa a desenvolver o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) pode ser visto como uma maneira pela qual alguém tenta lidar com algo que não consegue nomear ou compreender totalmente. É como se a mente estivesse sempre em alerta, antecipando perigos ou problemas, mesmo quando eles não estão realmente presentes. Esse estado pode surgir de experiências de vida difíceis, expectativas externas ou internas muito exigentes, ou até de uma sensação de insegurança que se instalou em algum momento. Porém, a origem não é simples ou única. Cada pessoa tem sua própria história e maneira de viver a ansiedade. O que importa é entender como essa ansiedade se manifesta e o que ela tenta dizer sobre quem a vive.
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Eu me vitimizo, faço dramas,tenho errado sempre em cima de um erro na cometido , dizem que sou narci
Eu me vitimizo, faço dramas,tenho errado sempre em cima de um erro na cometido , dizem que sou narcisista , como posso me tratar ou deixar isso pra atrás ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O comportamento de vitimização e os dramas podem ser um reflexo de um conflito interno que, muitas vezes, não é totalmente consciente. Quando você se coloca repetidamente na posição de vítima, pode estar tentando, sem perceber, chamar atenção para uma falta ou fragilidade que não sabe como lidar diretamente. O narcisismo, por sua vez, pode aparecer quando há um desejo de validação constante, como se fosse necessário que o outro reconhecesse ou atendesse algo essencial que está faltando em você.
Deixar esse comportamento para trás não significa simplesmente mudar o modo como se comporta, mas, antes, entender de onde ele vem. O narcisismo, frequentemente, é uma defesa contra a vulnerabilidade. A necessidade de ser visto e reconhecido pode estar relacionada a uma insegurança profunda, uma falta que você não sabe como preencher.
O processo de tratamento envolve, primeiramente, reconhecer esses padrões e começar a questionar o que eles dizem sobre você. Ao invés de se ver como vítima ou buscar apenas a aprovação externa, talvez seja possível entender o que você realmente deseja e precisa. A psicanálise oferece um espaço para que esses desejos, muitas vezes inconscientes, se revelem, permitindo que você se relacione de forma mais autêntica consigo mesmo e com os outros.
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Sofri muitos abusos quando era criança, e hoje ao 39 anos sinto que isso me prejudicou de alguma for
Sofri muitos abusos quando era criança, e hoje ao 39 anos sinto que isso me prejudicou de alguma forma, minha família não sabe só agora conseguir contar pra algumas pessoas , me acho uma pessoa horrível,com um péssimo humor , não consigo confiar em ninguém, me sinto desanimada pra tudo sem alto estima sempre sinto que sou inferior as outras pessoas e nunca consigo concluir nada na minha vida , me sinto um lixo sempre.o que pode ser isso.?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os impactos de uma violação sexual são inúmeros e nem sempre são aparentes. Pela sua mensagem, parece que já te ocorreu uma possível relação entre a forma como você se sente hoje em dia e os eventos passados. Pode ser muito interessante pra você poder falar mais sobre tudo isso. Se escutar, naquilo que há tanto tempo você vinha guardando só pra si, se apropriar um pouco mais daquilo que te faz se sentir tão mal e te causa sofrimento e, quem sabe, poder olhar pra si mesma de outras formas.
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Qual o impacto da falta de autoconhecimento da nossa sexualidade e da repressão - ou não realização
Qual o impacto da falta de autoconhecimento da nossa sexualidade e da repressão - ou não realização - de desejos sexuais na nossa vida (como desejo de se relacionar com pessoa do mesmo gênero, mesmo sendo feliz em se relacionar com pessoas do gênero oposto)? Pode nos trazer sofrimentos que, para leigos no assunto, não teria a ver com essa temática? Obrigada!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sexualidade ocupa um lugar central na experiência humana, mas nem sempre de forma evidente. O desejo, quando não é reconhecido ou vivido, não desaparece. Ele encontra outras vias, muitas vezes se expressando em sintomas que, à primeira vista, parecem não ter relação com o campo sexual. Ansiedade, angústia, dificuldades em se conectar com os outros ou mesmo uma sensação de vazio podem ser formas indiretas desse desejo não realizado se manifestar.
Desejar alguém do mesmo gênero, mesmo estando satisfeito em relações com o gênero oposto, não implica necessariamente em um conflito. O problema surge quando esse desejo é reprimido ou tratado como algo que não deveria existir. A tentativa de negar o que aparece no campo do desejo pode gerar um mal-estar que transborda para outras áreas da vida, criando sofrimentos que parecem desconectados de sua origem.
Na psicanálise, entendemos que a sexualidade não se limita ao ato sexual em si, mas atravessa o modo como nos colocamos no mundo e nos relacionamos com o outro. Quando há um esforço para silenciar ou moldar o desejo de acordo com expectativas externas, algo se perde. O sofrimento, nesses casos, muitas vezes se traduz em sensação de incompletude ou insatisfação constante, mesmo quando, racionalmente, a vida parece “em ordem”.
Dar espaço para esses questionamentos não significa que é preciso agir em todos os desejos, mas que se trata de escutá-los sem julgamento, entendendo o que eles dizem sobre quem somos. Esse processo de autoconhecimento pode aliviar o peso de uma repressão silenciosa e permitir uma relação mais autêntica consigo mesmo.
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Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos? Obrigado.
Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos?
Obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Apenas médicos podem receitar medicações, se for o caso do seu psicanalista ser formado também em medicina, ele poderá te receitar sem problemas. Abs
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Oi no começo de dezembro tive a minha primeira crise e não sei como mim controlar muitas das vezes v
Oi no começo de dezembro tive a minha primeira crise e não sei como me controlar, muitas das vezes vou pra o hospital e tomo diazepam na veia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Muitas abordagens vão buscar maneiras para te ajudar a "controlar" essas crises, de fato. E é claro que esta é uma tarefa legítima, visto que com elas você vivencia um sofrimento intenso. Porém, deixo aqui meu convite para que você possa não só manter esse sofrimento sob o seu controle, mas que possa escutá-lo, nomeá-lo, olhar para ele com crítica, se perguntar o que está acontecendo para que o seu corpo se expresse dessa maneira. Dessa forma, cria-se a possibilidade de você não precisar "controlar" uma crise, porque você vai compreender melhor o que te causa sofrimento, abrindo caminho para seu corpo se expressar de outras maneiras. Abs
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Tenho enorme dificuldade em se expressar e explicar algo para alguém ou em grupo, esqueço das palavr
Tenho enorme dificuldade em se expressar e explicar algo para alguém ou em grupo, esqueço das palavras, trava tudo me da um branco e não consigo repassar informações em reuniões no trabalho.
Sinto que minha língua se enrrolace e as palavras sumissem da minha mente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Falar nem sempre é uma tarefa fácil. Porém, me parece que o que poderia te ajudar nesse momento seria se escutar! Tem algo que está se apresentando dessa maneira, nesse momento, mas que talvez possa se expressar de outra forma, a partir do momento em que você se dispõe a olhar pra isso e a se questionar o que é que está em jogo na hora em que você deseja se expressar. Pra descobrir isso, o caminho é a escuta desse corpo e das palavras que podem aparecer em um ambiente em que você se sinta seguro, ou seja, no seu espaço de terapia. Fica aqui o meu convite! Abs
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Estou passabdo por muita instabilidase de humor e desenvolvi um medo voltar a trabalhar um pessimism
Estou passabdo por muita instabilidase de humor e desenvolvi um medo voltar a trabalhar um pessimism9 de q não sei fazer nada tudo vai dar errado meio q travei e sempre fui competente e boa no q fazia agora tenho medo de tudo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É importante observar em que momento essas mudanças começaram. Muitas pessoas estão sofrendo bastante com o retorno das atividades após o isolamento provocado pela pandemia. Seria interessante que você pudesse se dar um tempo e espaço pra falar sobre esses medos, isso que lhe faz duvidar da sua competência e "travar", mas de todo modo, vai levar um tempo para nos acostumarmos novamente com a nova rotina, que está muito diferente do que era considerado "normal" antes. Me coloco à disposição para essa escuta. Abs
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