Perguntas do paciente (8)
-
Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino
Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Obrigada por compartilhar, dá para imaginar o susto e a preocupação que essa situação trouxe para você.
É compreensível que, num primeiro momento, sua reação tenha sido tirar o celular, especialmente pelo medo de que seu filho esteja em risco. Ao mesmo tempo, pode ser importante se perguntar como vocês conversam sobre internet, limites e sexualidade em casa, e o que esse episódio revela sobre o momento que ele está vivendo. Que tipo de conversa você gostaria de construir com ele a partir disso?
Considere, se você sentir necessidade, buscar psicoterapia para ter suporte nesse processo. Um acompanhamento psicológico pode ajudar tanto você quanto seu filho a atravessarem essa fase com mais diálogo, segurança e orientação.
-
Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?
Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Obrigada por compartilhar sua preocupação; é muito difícil para uma mãe ou um pai ver um filho em sofrimento e sentir que as mãos estão atadas diante da recusa dele.
É compreensível que, no desejo de ajudar, a medicação surja como um recurso, mas cabe refletir: o que vocês estão identificando como depressão é um diagnóstico médico ou uma percepção do isolamento e das mudanças de humor dele? Na adolescência, a linha entre as oscilações típicas da idade e o sofrimento patológico é sutil. Vale se perguntar: como está o suporte emocional em casa e de que forma ele se sente escutado por vocês sem que o foco seja apenas "curá-lo"?
Muitas vezes, a resistência do filho é um convite para que o sistema familiar olhe para si. Antes de insistir no remédio, talvez o caminho seja vocês, pais, buscarem terapia para compreenderem como podem se fortalecer e encontrar novas formas de apoiar esse jovem. Explorar essas dinâmicas em um espaço seguro pode ajudar a entender o que esse comportamento comunica sobre o momento que ele vive. Considere buscar esse apoio profissional para guiar sua família nesse processo.
-
É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo
É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo (3 ou 4 semanas) tempo tive uma crise de ansiedade e estou me recuperando. Porém as vezes quando estou tranquilo ou sentado na cadeira eu sinto dores nas costas, desconforto na garganta e até ombros. É possível que esse tipo de hábito me torne mais ansioso ou preocupado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Obrigada por compartilhar sua experiência aqui; é muito importante olhar para esses sinais que o seu corpo está emitindo, especialmente durante um processo de recuperação de uma crise de ansiedade.
Sim, existe uma relação profunda entre a nossa postura física e o nosso estado emocional. Na psicologia, compreendemos o corpo não como uma máquina, mas como um processo subjetivo e vivo. A forma como nos "sustentamos" no mundo — nossa organização muscular e postura — está intrinsecamente ligada à maneira como lidamos com o estresse e a ansiedade. Tensões crônicas nos ombros e no peito podem, por exemplo, restringir a respiração, enviando sinais de alerta ao cérebro que retroalimentam a sensação de preocupação.
Nesse sentido, vale refletir: o que essa postura "ruim" pode estar tentando proteger ou comunicar? Como você se sente fisicamente quando a ansiedade aumenta? Essas dores que surgem mesmo em momentos de tranquilidade podem ser o corpo revelando tensões que ainda não foram totalmente integradas ou relaxadas após a crise.
Explorar essa conexão entre seus sentimentos e suas sensações físicas em psicoterapia pode ser muito revelador. Um profissional pode te ajudar a entender a função dessas tensões e a encontrar formas mais fluidas de habitar o próprio corpo. Considere buscar esse suporte para fortalecer sua recuperação.
-
Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabe
Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan
O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabeça e medo ansiosa e fobia sosialRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua questão. Quando há uma troca de marca de um medicamento como o clonazepam, o corpo pode sentir a diferença na absorção (biodisponibilidade), o que explica os tremores e o aumento da ansiedade que você relatou.
Aqui estão as orientações objetivas sobre o que observar e como proceder:
Comunicação Médica: Relate imediatamente ao seu médico psiquiatra os sintomas específicos (tremor na cabeça, medo e fobia social) após a troca da marca. Ele avaliará se é necessário ajustar a dose ou retornar ao fabricante anterior para estabilizar sua fisiologia.
Observação do Corpo: Note em quais momentos o tremor aumenta. Do ponto de vista integrativo, esses sintomas indicam que seu sistema nervoso está em estado de alerta. Tente perceber se, ao sentir o tremor, você consegue fazer o exercício de pressionar levemente os pés contra o chão, buscando uma sensação de "aterramento".
Suporte Terapêutico: Enquanto a medicação atua no ajuste químico, a psicoterapia é o espaço para lidar com o impacto emocional desses sintomas. O objetivo é fortalecer sua percepção corporal para que você não se sinta refém das reações físicas enquanto o ajuste medicamentoso acontece.
O caminho mais seguro é unir o ajuste clínico com seu médico à exploração desses padrões na terapia, ajudando seu sistema nervoso a recuperar o estado de segurança.
-
Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um
Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um bom emprego financeiramente falando, mas detesto o que faço. Não possuo amigos ou qualquer vida social ou amorosa (sou diagnosticado com fobia social e TEA suporte 1). Procuro usar o vídeo game para escapar da realidade e ir para mundos de fantasia. Chego a ficar mais apegado com personagens virtuais desses jogos do que com pessoas da vida real.
É possível que isso seja sinal de depressão? Sinto que se jogos de vídeo game deixassem de existir, a vida seria um total marasmo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, obrigada por compartilhar tão abertamente sua experiência, que é muito importante e complexa. Jogar videogame como forma de escapismo é uma estratégia que muitas pessoas utilizam para lidar com dificuldades, principalmente em situações em que a vida real parece difícil, desagradável ou solitária, como você descreve ao falar do seu emprego, da fobia social e do TEA.
O apego maior aos personagens virtuais em comparação às relações reais é compreensível, visto que esses ambientes de jogos trazem segurança, controle e possibilidades de conexão menos desafiadoras para quem enfrenta ansiedade social. Porém, usar o videogame como principal ou única forma de contato com o mundo pode sim ser um sinal de sofrimento mais profundo, que inclui sintomas relacionados à depressão. Sentir que a vida seria um “marasmo” sem os jogos pode indicar que há uma carência emocional e social que precisa ser acolhida.
A depressão em pessoas com fobia social e TEA não é incomum e pode se manifestar com sentimentos intensos de tristeza, desânimo, isolamento ou perda de interesse em outras atividades. Diante disso, é muito importante você considerar buscar apoio profissional que possa ajudar a explorar essas emoções, desenvolvendo alternativas para ampliar seu bem-estar e suas relações, respeitando seus limites e particularidades.
Se precisar, posso te orientar sobre formas de terapia que auxiliam na construção de conexões sociais e no enfrentamento da insatisfação com a vida profissional, sempre com cuidado e acolhimento para sua realidade. Você não está sozinho nesse caminho, e é possível encontrar equilíbrio para que sua vida tenha mais significado para além dos jogos.
-
Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?
Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Compreendo sua pressa. O luto do divórcio é doloroso, e a negação é uma proteção natural, não um erro.
Para sair da negação, o segredo não é acelerar a mente, mas sim sentir o corpo. A negação é a mente dizendo "isso não é real". Tente focar na sensação em vez de no pensamento.
--Atenção ao Corpo: Pare e perceba onde a dor ou o choque estão no seu corpo (um aperto, um vazio, uma dormência). Sinta isso sem julgar. Isso é o que chamamos de conscientização.
-- Foque no Presente: Sinta seus pés no chão. Respirar fundo ajuda a enviar sinais de segurança ao seu corpo.
--Permita a Realidade: A negação se quebra quando você reconhece a dor no seu corpo. É o primeiro passo para a assimilação.
Não lute contra o processo; sinta-o em pequenas doses. Se a sensação de não aceitar persistir e atrapalhar sua vida, convido você a buscar a psicoterapia para ter um acompanhamento e suporte seguro para atravessar esse processo.
-
Tenho uma dificuldade enorme de respirar fundo e bocejar, isso pode está ligado a ataques de ansieda
Tenho uma dificuldade enorme de respirar fundo e bocejar, isso pode está ligado a ataques de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Obrigada por dividir isso — sei que não é fácil falar sobre algo tão desconfortável. Essa sensação de não conseguir respirar fundo ou bocejar completamente pode ser muito angustiante, e o que você descreve faz todo o sentido.
Na minha escuta, o que você traz me faz pensar em como o corpo, às vezes, entra num estado de alerta constante. Quando vivemos tensos — tentando dar conta de tudo, de não perder o controle — o diafragma (aquele músculo que ajuda a respirar fundo) também se contrai. É como se o corpo dissesse: ‘preciso ficar pronto’, e com isso, a respiração fica curta e o bocejo parece não completar. O ar, que deveria fluir, fica “preso” junto com algo mais — uma emoção que não pôde ser expressa, uma tensão antiga que o corpo ainda guarda.
Fico curiosa: o que será que fica “preso” junto com esse ar que não entra?
O que você sente quando tenta respirar mais fundo — medo, frustração, cansaço?
Percebe? Essas perguntas são difíceis de responder sozinha, porque esse padrão de “segurar o ar” (e tantas outras coisas) acontece de forma muito automática. O corpo aprendeu a se proteger desse modo há muito tempo.
Na psicoterapia, criamos um espaço seguro para escutar o que esse sintoma está tentando comunicar. Vamos reconhecendo o que o corpo quer dizer quando ele tensiona, quando ele prende a respiração — e, aos poucos, o sistema nervoso aprende que pode relaxar, que não precisa mais viver em modo de alerta.
Se isso ressoa com você, talvez seja o momento de explorar isso mais a fundo. Cuidar da sua respiração é, no fundo, cuidar de como você tem vivido dentro de si mesma. Esse é exatamente o tipo de caminho que percorremos na terapia integrativa — com calma, presença e escuta verdadeira.
-
Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e
Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Eu sou a Psicóloga Martha May Ribeiro.
Sua pergunta é extremamente importante, e você está sendo muito perceptiva ao notar o impacto que o sofrimento da sua colega está causando em você. Pelo que você descreve, você pode estar tendo a dificuldade em manter a fronteira entre o que é seu e o que é do outro. No seu caso, a tristeza e o choro constante são o seu corpo (Sistema Nervoso) sinalizando um **esgotamento** por absorver a dor da sua colega. Você pode estar se doando demais ou absorvendo demais o que é do outro.
**Você não deve parar de ser gentil, mas precisa aprender a se proteger.** Seu papel é de amiga, não de terapeuta.
1. PRIORIZE SEU LIMITE: Seu bem-estar é a sua primeira e maior responsabilidade. Se você está "para baixo", não tem energia para ajudar ninguém.
2. REDIRECIONE O CUIDADO: Valide a dor dela ("Entendo que está sendo difícil"), mas a incentive gentilmente a buscar o suporte de um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra). Diga que, por ser amiga, você não tem as ferramentas para ajudá-la melhor.
3. Use o "EU": Comunique o limite focando em você: "Eu me importo, mas **eu** não estou bem para continuar te escutando neste nível. Preciso cuidar de **mim**." Se sentir que essa dificuldade em colocar limites e a tristeza estão persistentes, convido você a buscar a psicoterapia para cuidar de si e fortalecer seu próprio limite e o cuidado consigo.
Espero ter ajudado.
Um abraço!
Autor
Perguntas frequentes
-
É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter? Ontem eu estava acordando, ainda c
Bom dia, tudo bem? Obrigado pela pergunta.
"É possível…