Perguntas do paciente (11)

  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    Sua pergunta já indica que vc, se não tem planos, ao menos tem o sonho de ser amada tanto quanto imagina q seu bebê será. Marque uma consulta, procure ajuda pra vc nascer junto com seu bebê.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    O pensamento é como TV aberta: passa de tudo, nem tudo tem qualidade, nem tudo é seu. Por isso ele é íntimo e silencioso: pra vc ter tempo e oportunidade de escolher, entre tudo que passa pela cabeça, aquilo q vale agarrar. Procure um terapeuta pra te ajudar a decidir que pensamentos são importantes pra vc.


  • Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

    Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    O excesso de pesquisa é sintoma de solidão e pensamento ruminante. Procure alguém para te acompanhar.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    É normal passar por períodos de hesitação em relações longas. Não perca a oportunidade de dividir suas dúvidas com um bom terapeuta para q juntos vcs descubram o que vc realmente quer.


  • Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olha

    Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olhares e até ficamos desconcertados perto um do outro algumas vezes antes da terapia. Chamei ela pra ser minha psicóloga pra eu não deixar de ver ela e já estava a procura de uma mesmo e chamei ela. Já chorei várias vezes por não saber o que fazer. Já tem 2 anos e o sentimento não mudou e sofro por não saber o que fazer. Seria necessário eu falar com ela sobre isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    Ola, confessar seu sentimento seria importante ao seu processo. Se vc tiver coragem, pode ser um momento de grande avanço na terapia. Mas lembre-se: se ela não responder do ponto de vista profissional e sim do pessoal - por exemplo, dizendo que ela corresponde ou não corresponde a este sentimento - a terapia precisa ser finalizada. Vcs seguem como escolherem ( juntos ou separados) mas não há mais trabalho terapêutico e você deve procurar outro profissional.


  • Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, senti

    Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, sentimentos diversos como angústia, tristeza, melancolia, vazio profundo, culpa, raiva, muitos sentimentos misturados e no momento que escrevo me sinto entorpecido, anestesiado, sinto que uma barreira não deixa as emoções aflorarem. Coisas muito diversas ao mesmo tempo acontecendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    Sinta meu carinho, faz pouco perdi meu irmão mais novo. Existem muitos profissionais que podem ajudar no processo de luto que é também um momento de grande oportunidade para que vc refaça suas escolhas de vida e reavalie suas prioridades.


  • Tenho o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) posso ter uma vida normal?

    Tenho o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) posso ter uma vida normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    Certamente que sim. Uma boa adesão ao tratamento psicoterápico de longo prazo é essencial e pode inclusive fazer com que este diagnóstico mude ou não seja mais relevante.


  • Desejaria de saber se o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é uma doença psiquiátrica que p

    Desejaria de saber se o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é uma doença psiquiátrica que provoca muito sofrimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    Como qualquer condição psiquiátrica, é uma condição dolorosa. Porém, com boa adesão à psicoterapia pode ser mitigada a longo prazo.


  • Já nascemos com o transtorno afetivo bipolar (TAB)?

    Já nascemos com o transtorno afetivo bipolar (TAB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    Não, não nascemos com nenhuma condição psiquiátrica definida. Mesmo que haja uma predisposição genética, os fatores ambientais ( sociais, afetivos) são muito determinantes para o desenvolvimento do transtorno. Se estiver com dúvidas, procura um psicólogo. Não é necessário ter nenhum transtorno para ter benefícios positivos e preventivos da psicoterapia.


  • O que diferencia o transtorno afetivo bipolar de uma oscilação de humor normal?

    O que diferencia o transtorno afetivo bipolar de uma oscilação de humor normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    Um transtorno é diagnosticado quando causa prejuízos laborais, financeiros, sociais ou coloca em risco a saúde do próprio paciente e de seu círculo de convivência. Portanto, a oscilação de humor é problemática quando impede, por exemplo, que a pessoa trabalhe ou estude.


  • É possível identificar sinais precoces do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) em crianças e adolescente

    É possível identificar sinais precoces do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) em crianças e adolescentes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maura Cristina de Carvalho

    Sim, é possível identificar fatores de risco para o trastorno bipolar na infância e promover medidas de intervenção precoce o quanto antes. Em crianças e adolescentes chamamos de “estrutura não definida” porque há chances reais de que o tratamento impeça o transtorno de se instalar definitivamente.


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