Perguntas do paciente (12)
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Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no
Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no passado através das minhas relações do presente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você traz é uma questão bastante delicada, que envolve experiências profundas e que continuam fazendo efeito nas relações do presente.
Na psicanálise, mais do que oferecer “ferramentas” no sentido prático, o trabalho acontece no sentido de ajudar você a compreender como essa vivência de abandono foi inscrita na sua história e de que forma ela pode estar se repetindo nos seus vínculos atuais.
Muitas vezes, sem perceber, a gente se coloca em relações tentando reparar algo que ficou em aberto no passado, como uma forma de buscar, no outro, algo que não pôde ser vivido ou elaborado naquele momento.
Ao longo do processo analítico, você vai podendo reconhecer esses movimentos, dar sentido a eles e, aos poucos, se reposicionar nas suas relações, sem precisar que elas ocupem esse lugar de “reparação”.
É um caminho que não acontece de forma imediata, mas que pode trazer mudanças importantes na forma como você se relaciona consigo mesmo e com o outro.
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De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de
De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de que serei deixada a qualquer momento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você traz é uma experiência delicada, que pode marcar profundamente a forma como você se sente nas suas relações.
Quando há uma vivência de abandono, especialmente em vínculos importantes como o com o pai, isso não fica apenas no passado...Muitas vezes, se inscreve como uma sensação mais constante de insegurança ou de que o outro pode ir embora a qualquer momento.
Nem sempre isso acontece de forma consciente, mas pode aparecer nos vínculos como medo de ser deixado, necessidade de garantias ou até um estado de alerta nas relações.
Mais do que uma relação direta de causa e efeito, vale a pena olhar para como essa experiência foi vivida por você e quais sentidos ela ganhou ao longo da sua história.
Um processo terapêutico pode ajudar justamente nessa elaboração, permitindo que essas marcas sejam compreendidas e, aos poucos, deixem de ocupar um lugar tão central na forma como você se relaciona hoje.
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Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se
Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se repita em outros vínculos?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você traz é uma experiência delicada, que costuma mexer bastante com a forma como a gente se sente dentro de uma relação, porque não envolve só a traição em si, mas também o impacto que isso tem na confiança, na segurança e até na forma como você passa a se perceber nos vínculos.
Depois de uma situação assim, é comum que surja um estado de mais alerta (como se, na tentativa de se proteger, você ficasse mais atenta a sinais de que isso poderia acontecer de novo).
Vale a pena olhar para como essa experiência te afetou e o que ela despertou em você, para que os próximos vínculos não fiquem guiados apenas por esse medo.
Um processo de terapia pode ajudar justamente nessa elaboração, permitindo que você construa relações com mais segurança e confiança possível.
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Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas tamb
Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas também não consigo abandonar meu casamento que é harmonioso e tenho um filho com a minha mulher. Não consigo sair dessa situação, porém não me sinto bem nela, está me consumindo. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é uma situação que costuma gerar bastante sofrimento, justamente por envolver sentimentos ambivalentes e escolhas que não são simples. Você se vê dividido entre dois vínculos importantes, e essa dificuldade de se posicionar pode acabar te mantendo em um lugar de desgaste constante, como você mesmo percebe.
Mais do que decidir entre uma relação ou outra de forma imediata, pode ser importante tentar compreender o que esse envolvimento representa para você, o que ele mobiliza, o que aparece nele que talvez não esteja presente no seu casamento, e como você tem se sentido dentro de cada um desses espaços.
Às vezes, a dificuldade de escolher não está apenas nas opções em si, mas no que cada uma delas implica emocionalmente.
Um processo terapêutico pode te ajudar a olhar para essa situação com mais clareza, entendendo seus sentimentos e possibilitando uma decisão que faça mais sentido para você, sem que isso siga te consumindo dessa forma.
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Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada
Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida bem comum quando alguém pensa em iniciar um processo de análise.
A análise não tem um tempo pré-definido, porque o percurso depende muito da história de cada pessoa, do que ela traz e do que vai se construindo ao longo do processo.
Mais do que a duração em si, o que orienta uma análise é o tempo necessário para que certas questões possam ser elaboradas com mais profundidade, e isso não acontece de forma linear ou apressada.
Ao longo do caminho, inclusive, isso pode ser conversado e avaliado junto ao analista, respeitando o momento de cada um.
Iniciar esse processo já é um passo importante, e ele pode ir ganhando sentido conforme você se permite entrar em contato com o que precisa ser trabalhado.
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E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de p
E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma questão importante, porque a relação com o analista faz parte do próprio processo.
No início, é natural que exista um certo estranhamento, afinal, você está falando de aspectos íntimos da sua vida com alguém que ainda está conhecendo, e isso pode levar um tempo até se tornar mais confortável.
Quando você traz a dúvida sobre “gostar ou não” do analista, também vale a pena se perguntar o que seria esse “gostar”, porque nem sempre a análise passa por uma identificação ou afinidade como em outras relações, justamente porque o lugar do analista é diferente, e isso pode, inclusive, causar certo incômodo no começo.
Às vezes, na tentativa de se sentir mais segura, a pessoa pode buscar no analista algo mais familiar ou conhecido, quando o processo envolve, justamente, sustentar um espaço que não é tão imediato assim.
Ainda assim, é importante observar como você se sente nessa relação ao longo das sessões. Se, com o tempo, não houver um mínimo de confiança ou possibilidade de se abrir, buscar outro profissional também é um caminho possível.
O mais importante é que esse espaço possa se sustentar de uma forma que faça sentido para você.
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É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?
É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma ideia bastante comum, mas não é exatamente assim que acontece. Na psicanálise, o silêncio pode ter um lugar importante, mas isso não significa que o analista “quase não fala”. O que existe é um cuidado maior para que as intervenções façam sentido dentro do que está sendo trazido, sem interromper ou direcionar demais o processo.
Em muitos momentos, o analista vai pontuar, perguntar ou destacar algo que aparece na fala, ajudando a pessoa a olhar para aquilo de outra forma. O silêncio, quando acontece, não é ausência, mas parte da escuta... um espaço que permite que o paciente entre em contato com o que está pensando e sentindo, no seu próprio tempo.
Cada processo vai se construindo de um jeito, mas a ideia não é que você fique falando sozinho, e sim que exista um trabalho conjunto, mesmo que isso nem sempre apareça de forma tão direta.
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Como funciona o papel de associação livre na prática da psicanálise?
Como funciona o papel de associação livre na prática da psicanálise?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A associação livre é um dos pontos centrais da psicanálise e, na prática, tem a ver com a possibilidade de você falar tudo o que vier à mente, sem a preocupação de organizar, filtrar ou “falar certo”. Isso inclui pensamentos que parecem sem sentido, lembranças soltas, dúvidas, contradições ou até aquilo que dá vontade de evitar dizer.
A ideia não é construir um discurso lógico, mas permitir que aquilo que aparece de forma mais espontânea possa ser colocado em palavras. Muitas vezes, é justamente nesses pontos que algo importante começa a se revelar. Com o tempo, esse movimento vai ajudando a pessoa a se escutar de uma outra forma e a perceber conexões que antes não eram tão claras.
O papel do analista, nesse processo, não é conduzir ou direcionar o que deve ser dito, mas sustentar esse espaço de escuta para que esse material possa surgir e ser trabalhado.
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Estou muito desanimada, sem vontade de fazer as tarefas diárias, não há nada de errado com minha vid
Estou muito desanimada, sem vontade de fazer as tarefas diárias, não há nada de errado com minha vida, porém parece que ela perdeu o "brilho". A psicanálise costuma atuar como ferramenta para estes casos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é uma sensação que pode ser bastante difícil de sustentar, mesmo quando, aparentemente, está tudo “em ordem” do lado de fora.
Esse desânimo, a falta de vontade e a impressão de que a vida perdeu o brilho podem ter relação com algo mais interno, que nem sempre é tão claro de identificar no dia a dia.
Nem sempre se trata de haver um problema concreto acontecendo, mas de como você tem se sentido em relação à sua própria vida, aos seus desejos e ao que faz sentido para você.
A psicanálise pode ser um espaço importante nesse sentido, não como uma ferramenta imediata para “voltar ao normal”, mas como um processo que te ajuda a compreender o que está por trás dessa sensação e a dar novos sentidos ao que você está vivendo.
Aos poucos, isso pode abrir caminho para uma forma diferente de se relacionar com a própria vida, que não esteja marcada apenas por esse esvaziamento.
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Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus
Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus traumas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise pode ser um caminho importante de autoconhecimento, principalmente quando falamos de experiências que ainda têm impacto emocional, como os traumas.
Mais do que acessar essas vivências de forma racional, o processo analítico permite que você vá entrando em contato com como essas experiências foram sentidas e registradas ao longo da sua história.
Muitas vezes, certos modos de reagir, sentir ou se relacionar acabam sendo atravessados por essas marcas, mesmo que isso não seja totalmente consciente.
Ao longo da análise, você pode ir reconhecendo esses movimentos, dando sentido ao que foi vivido e encontrando outras formas de lidar com isso no presente.
Não se trata de apagar o que aconteceu, mas de permitir que essas experiências deixem de ter o mesmo peso ou de se repetir da mesma forma na sua vida.
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Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois
Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois disso não consegui voltar "ao normal" como era antes. Isso é natural de acontecer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é algo que pode acontecer sim, e costuma gerar bastante estranhamento.
Depois de uma crise de ansiedade mais intensa, muitas pessoas relatam essa sensação de não terem voltado exatamente a ser como antes... como se algo tivesse mudado na forma de sentir, de reagir ou até de perceber a si mesmas.
Isso não significa necessariamente que algo esteja “quebrado”, mas pode indicar que aquela experiência teve um impacto importante, que ainda está sendo elaborado. Às vezes, a própria lembrança da crise ou o medo de que ela se repita acaba mantendo um certo estado de alerta.
Vale a pena olhar com mais cuidado para o que mudou depois desse episódio e como você tem lidado com isso no dia a dia. A terapia pode ajudar a compreender melhor essa experiência, reduzindo esse estado de alerta e possibilitando que você construa uma nova forma de se sentir mais estável novamente.
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Quanto tempo dura uma psicoterapia da área da psicanálise?
Quanto tempo dura uma psicoterapia da área da psicanálise?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida bastante comum quando alguém pensa em iniciar uma psicoterapia de orientação psicanalítica.
Não existe um tempo pré-definido, porque o processo depende muito da história de cada pessoa, do que ela traz e do que vai sendo construído ao longo das sessões.
Em vez de seguir um prazo fixo, o trabalho acontece no ritmo em que as questões podem ser elaboradas... o que nem sempre é linear ou rápido.
Ao longo do processo, inclusive, isso pode ser conversado e avaliado junto ao profissional, respeitando o momento e as necessidades de cada um.
Mais do que a duração em si, o mais importante é que esse espaço faça sentido para você e possa sustentar um trabalho que vá além de mudanças superficiais.
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