Perguntas do paciente (33)
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa Noite! Corajoso da sua parte compartilhar algo tão íntimo. Saiba que você descreve algo muito válido. O desejo de construir um vínculo profundo com alguém faz parte das necessidades humanas e não há nada de fútil nisso.
Percebo que, além da vontade de estar em um relacionamento, existe uma preocupação em encontrar uma explicação para o fato de isso ainda não ter acontecido. É compreensível que isso gere tristeza, mas é importante lembrar que não existe uma idade “certa” para encontrar uma parceria, nem uma regra de que primeiro é preciso ter a vida completamente resolvida para então viver um relacionamento.
Ao mesmo tempo, depositar a expectativa de felicidade apenas na chegada de um relacionamento pode aumentar ainda mais a sensação de vazio e ansiedade. Um relacionamento saudável tende a complementar uma vida que já está sendo construída, e não a ser o único responsável pelo bem-estar.
Em vez de se perguntar “quando serei feliz?”, talvez seja mais útil perguntar: “Que tipo de vida quero construir, independentemente de estar ou não em um relacionamento neste momento?” Muitas vezes, quando ampliamos nossa vida em diferentes áreas — amizades, interesses, trabalho, lazer e autoconhecimento — também nos tornamos mais disponíveis para estabelecer vínculos significativos.
Se esse sofrimento tem sido intenso, persistente ou vem interferindo na sua qualidade de vida, buscar psicoterapia pode ajudá-lo a compreender melhor suas expectativas, seus medos e a forma como você se relaciona consigo mesmo e com os outros.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Quando uma pessoa tem vulnerabilidades, psicológicas, biológicas e que já vivenciou episódios depressivos em outros momentos da vida, acontecimentos estressantes podem funcionar como "um gatilho" para disparar um novo episódio depressivo;
Algumas situações na vida são muito difíceis, como conflitos, luto, entre outros e sendo assim elas nos exigem esforços para nos adaptarmos; e em algumas pessoas, se o estresse ficar muito intenso interfere no processo de enfrentamento dessas dificuldades, favorecendo um novo episódio depressivo;
Mas é importante considerar, que nem toda dificuldade emocional, sentimentos como tristeza e frustração é ou vai culminar em depressão, a diferença de uma situação esperada e outra depressiva , estará na intensidade dos sentimentos, no desânimo, na desesperança, nas coisas boas que não fazem mais nenhum sentido e também na frequência. Caso esteja produzindo muito sofrimento, interferindo na sua rotina e está a mais de semanas sem melhora, é importante buscar um psiquiatra e também uma psicóloga para avaliação; Com o tratamento adequado a depressão melhora.
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Puxa que difícil foi para você passar por tudo isso. Pelo que descreve, não foi apenas o ambiente de trabalho que trouxe sofrimento, mas também a sensação de não ter sido acolhido (a) ou acreditado por alguém de quem você esperava apoio. Isso pode intensificar sentimentos de abandono, injustiça e solidão (refletir se já existiram em outras situações com outras pessoas).
É compreensível que, após vivências como essa, surjam pensamentos de que “as pessoas não prestam” ou que não é possível confiar em ninguém. No entanto, esses pensamentos costumam refletir o impacto emocional da experiência e nem sempre representam a realidade como um todo.
Quanto à relação com sua mãe, talvez o maior desafio não seja convencer-se de que ela deveria ter agido diferente, mas elaborar a dor de não ter recebido o acolhimento que você precisava naquele momento. Nem sempre quem amamos consegue oferecer o suporte emocional de que necessitamos, e isso pode deixar marcas importantes.
A psicoterapia pode te auxiliar a processar essa experiência, compreender como ela influenciou sua forma de enxergar as pessoas e desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com esses sentimentos, sem que essa dor continue definindo seus relacionamentos e sua confiança nos outros.
Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinho (a). Buscar ajuda é um passo importante para reconstruir a sensação de segurança e confiança em si mesmo e nas suas relações.
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, a psicoterapia pode ajudá-lo bastante. Pelo que você descreve, parece haver um padrão em que a busca constante por livros, cursos ou mais conhecimento acaba competindo com aquilo que realmente precisa ser feito. Muitas vezes, isso não está relacionado apenas ao desejo de aprender, mas também ao perfeccionismo, à dificuldade de tolerar a incerteza, à procrastinação ou até a quadros como TDAH ou ansiedade, que precisam ser avaliados individualmente.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), assim como as Terapias Comportamentais, possuem boas evidências para trabalhar esses padrões, ajudando a identificar os pensamentos e comportamentos que mantêm essa dificuldade.
Como esses sintomas estão prejudicando seu desempenho no trabalho, vale a pena buscar uma avaliação psicológica. Assim, será possível compreender a origem desse padrão e definir o tratamento mais adequado para o seu caso.
Estou á disposição!
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, antes de tudo, vale lembrar que eu não sei se você já tem algum diagnóstico específico, mas, pelos sintomas que descreveu, eles podem estar relacionados a um quadro de ansiedade. Independentemente da causa, algumas estratégias podem ajudar a reduzir a ativação fisiológica e facilitar a concentração.
A respiração é uma delas. Você pode utilizar a técnica 4-7-8:
Inspire pelo nariz contando mentalmente até 4.
Prenda o ar contando até 7.
Expire lentamente pela boca, como se estivesse soprando, contando até 8.
Repita esse ciclo pelo menos 4 vezes.
Outro ponto importante é identificar os seus pensamentos. Por exemplo: "Percebo que estou com o pensamento acelerado e isso está dificultando minha atenção e minha capacidade de reter informações."
Ao perceber isso, tente reduzir o ritmo dos pensamentos, em vez de lutar contra eles. Quando identificar o que está acontecendo, evite entrar em um esforço excessivo para "forçar" a concentração. Faça pequenas pausas, respire, beba água lentamente e permita que seu corpo reduza o nível de ativação.
Se surgirem muitas preocupações (ideias, tarefas ou compromissos), sejam pessoais ou profissionais, anote tudo o que estiver passando pela sua mente. Colocar esses pensamentos no papel costuma ajudar a organizar as ideias e diminuir a sensação de sobrecarga.
Também procure direcionar seu foco apenas para a tarefa prioritária do momento, em vez de pensar em tudo o que precisa fazer. Isso facilita a retomada da atenção e reduz a sensação de confusão.
Além disso, cuide dos estímulos que competem pela sua atenção, como deixar o celular por perto, manter várias abas abertas no computador ou outras distrações do ambiente.
Por fim, considero importante buscar a avaliação de um profissional de saúde mental. Esses sintomas podem estar relacionados a diferentes condições, como um transtorno de ansiedade, TDAH, burnout ou até mesmo um episódio de mania, entre outras possibilidades. Uma avaliação adequada permitirá investigar melhor a origem dos sintomas e verificar a necessidade de psicoterapia, medicação ou outra forma de tratamento.
Enquanto isso, as estratégias que descrevi podem ajudar a reduzir os sintomas e favorecer uma melhor capacidade de concentração.
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Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d
Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.
Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.
Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.
Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar sua experiência. Pelo que você descreve, esses pensamentos surgem de forma involuntária, são vivenciados com bastante intensidade e têm gerado sofrimento significativo. Além disso, você relata alguns comportamentos de checagem para reduzir a ansiedade e um histórico de experiências perceptivas incomuns na infância e adolescência. Esse conjunto de sintomas merece uma avaliação clínica cuidadosa.
Existem diferentes hipóteses que podem explicar esse quadro, e não é possível definir um diagnóstico apenas com essas informações. Entre elas, podem estar transtornos de ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), especialmente quando há pensamentos intrusivos e comportamentos de neutralização, além de outras condições psiquiátricas e, em alguns casos, neurológicas, que também precisam ser consideradas.
O profissional mais indicado para iniciar essa investigação é um psiquiatra, que poderá realizar uma avaliação detalhada, verificar a necessidade de exames complementares quando houver indicação e definir a melhor conduta. Paralelamente, a avaliação com uma psicóloga, também é importante para compreender o funcionamento desses sintomas e iniciar o tratamento adequado.
Como os sintomas começaram recentemente e estão ocorrendo várias vezes ao dia, eu recomendaria que essa avaliação fosse realizada o quanto antes. Quanto mais precoce a investigação, maiores são as chances de compreender a origem dos sintomas e de iniciar um tratamento eficaz.
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreveu pode, sim, estar relacionado ao TOC. No TOC, o sofrimento geralmente não está no pensamento em si, mas na interpretação que a pessoa faz dele.
Ter imaginado como sua vida poderia ter sido se tivesse feito outra escolha é algo comum e, por si só, não significa que você ainda tenha sentimentos por essa pessoa ou que deseje repetir o que aconteceu. O problema é que o TOC pode fazer com que você interprete esse pensamento como uma prova de que há algo errado com você, gerando culpa intensa e uma necessidade de ter certeza sobre o que ele significa.
Observe um possível ciclo do TOC:
**"Já traí uma vez" → "Preciso ter certeza de que nunca mais vou trair ou de que não sinto nada por essa pessoa" → surge um pensamento involuntário → "Se estou pensando nisso, então não sou fiel; sou uma pessoa ruim."**
Perceba que o sofrimento não é provocado apenas pelo pensamento, mas pelo significado que você atribui a ele.
Em vez de tentar descobrir se esse pensamento é verdadeiro ou não, o mais importante é aprender a reconhecê-lo apenas como um pensamento, sem atribuir a ele um significado maior do que realmente tem. Isso tende a reduzir a culpa e a ansiedade.
Se você ainda não faz terapia, sugiro que procure um profissional. Esse funcionamento costuma se repetir em diferentes situações, mantendo o mesmo padrão. O ciclo do TOC se fortalece justamente pela busca constante de certeza e de alívio da ansiedade e da culpa.
A terapia ajuda a desenvolver maior tolerância ao desconforto emocional, reduzir a necessidade de certeza e romper esse ciclo, permitindo que você lide com seus pensamentos e sentimentos de forma mais saudável.
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Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta
Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá tudo bem? A DBT (Terapia Comportamental Dialética) não é indicada apenas para pessoas com transtorno de personalidade borderline. Embora tenha sido desenvolvida inicialmente para esse público, hoje sabemos que ela também pode ser bastante útil para pessoas que apresentam dificuldades importantes de regulação emocional, impulsividade, instabilidade de humor e dificuldades interpessoais. Alguns dos seus componentes, como mindfulness, tolerância ao mal-estar, regulação emocional e habilidades interpessoais, podem beneficiar pessoas com TDAH e transtorno bipolar, principalmente como complemento ao tratamento medicamentoso.
Eu trabalho com a Análise do Comportamento, uma abordagem que busca compreender por que determinados comportamentos acontecem e o que faz com que eles se mantenham ao longo do tempo. Em vez de focarmos apenas nos sintomas ou nos pensamentos, investigamos a função dos comportamentos, ou seja, o que eles produzem e quais fatores do ambiente e da história de vida influenciam esse funcionamento. A partir dessa compreensão, desenvolvemos novos repertórios comportamentais, estratégias para lidar com as emoções, maior flexibilidade psicológica e formas mais eficazes de enfrentar as situações do dia a dia. Inclusive a DBT é uma abordagem de base comportamental, é comum que os psicólogos analistas do comportamento utilizem das ferramentas da DBT.
Logo, repondo que não é necessário ter transtorno borderline para se beneficiar de estratégias da DBT.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito pela experiência que você teve com o profissional anterior. Você merecia ter sido acolhida, e não julgada.
Pelo seu relato, o que mais chama atenção não é o conteúdo em si que você viu, mas a intensa culpa, vergonha e ansiedade que isso despertou. Ter entrado em contato com um conteúdo perturbador não define quem você é, seus desejos ou seus valores.
O fato de você ter perdido o interesse rapidamente e interrompido a visualização também é uma informação importante. Seu sofrimento merece ser compreendido com cuidado, e não com críticas.
Sugiro que procure uma psicóloga que trabalhe com sexualidade baseada em evidências. Com um espaço seguro e acolhedor, é possível compreender essa culpa e reduzir o sofrimento que você vem enfrentando, além disso compreender aspectos relacionados a redução da tua libido e suas necessidades de ordem emocional e sexual.
Estou á disposição!
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Olá! Minha pergunta é sobre saúde sexual e pornografia: Passei minha adolescência consumindo pornogr
Olá! Minha pergunta é sobre saúde sexual e pornografia:
Passei minha adolescência consumindo pornografia com muita frequência. Com 18 anos comecei a ter relações sexuais e desde então tenho tido dificuldades. O meu desejo sexual está praticamente condicionado ao ato da masturbação sozinho com uma tela. Durante a intimidade com outra pessoa minha sensibilidade sexual é quase nula, e mesmo o clímax é frustrante.
Nos últimos meses tenho tomado bastante consciência sobre isso, e diminuí consideravelmente esse hábito, porém tenho dúvidas sobre o processo. Muito se fala do "reboot de 90 dias sem pornografia", me parece um pouco promessa milagrosa haha. Acredito ser capaz de parar com o hábito e "reformular" minha experiência com a sexualidade, porém gostaria de saber sobre isso com especialistas.
É realmente possível que, parando com esses hábitos, eventualmente se possa "reprogramar" a experiência sexual? Digo, desenvolver uma sexualidade saudável, sensibilidade na intimidade com outra pessoa, reverter disfunções causadas pelo consumo prolongado de pornografia...
Já tive experiências reais mais agradáveis, geralmente quando envolve sentimento e relacionamento. Porém, no geral, tem sido muito difícil manter relações sexuais.
Tenho pensado em algum acompanhamento também. Um psicólogo que trata de sexualidade é capaz, ou é necessário também uma especialidade médica?
Agradeço desde já a todos que cederem um tempo para me responder. Grato!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Em primeiro lugar, quero parabenizá-lo pela forma como você está refletindo sobre a sua sexualidade. Pelo seu relato, você já percebeu que existe um padrão aprendido entre masturbação, pornografia e excitação sexual. A boa notícia é que esse padrão não é permanente.
Não existem evidências científicas de que seja necessário um “reboot de 90 dias” ou que haja um prazo específico para “reprogramar” o cérebro. O que sabemos é que, ao reduzir o consumo de pornografia e ampliar gradualmente as experiências de intimidade real, muitas pessoas conseguem desenvolver uma resposta sexual mais flexível e satisfatória.
O fato de você relatar que as experiências reais são mais prazerosas quando envolvem vínculo afetivo é um indicativo positivo e sugere que sua resposta sexual não está “perdida”, mas pode estar condicionada a um determinado padrão de estímulo.
Acredito que um acompanhamento com um psicóloga e também sexóloga seja um excelente primeiro passo. Caso exista alguma suspeita de fatores hormonais ou outras condições clínicas, um médico (urologista ou endocrinologista) também poderá contribuir com a investigação. Na maioria dos casos, porém, o tratamento envolve principalmente a reeducação sexual e o trabalho psicoterápico. Em relação ao Uso Problemático de pornografia a terapia sexual tem bons resultados;
Fico á disposição!
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigado por compartilhar sua experiência. O fato de você perceber que esse comportamento e considerar a necessidade de tratamento é um grande passo.
Eu te perguntaria o que aconteceu após ela engravidar? Diminui o desejo por ela? Diminui a frequência sexual? Trouxe estresse e preocupação a vida de um filho?
O uso compulsivo de pornografia nem sempre está relacionado ao desejo sexual em si. Muitas vezes, ele pode funcionar como uma estratégia para lidar com emoções difíceis, como estresse, ansiedade, solidão, mudanças na rotina ou conflitos internos.
Quando o consumo passa a ocorrer de forma repetitiva, com perda de controle, causando sofrimento ou prejuízos na vida pessoal, profissional ou conjugal, é recomendável procurar um Psicóloga Especialista em Sexualidade. Em alguns casos, também pode ser indicada uma avaliação com um psiquiatra, principalmente se houver ansiedade, depressão ou outros sintomas associados.
O tratamento costuma envolver a Terapia Sexual, com foco em compreender quais situações, emoções e pensamentos desencadeiam esse comportamento, desenvolver estratégias mais saudáveis de regulação emocional e fortalecer o autocontrole. O objetivo não é apenas interromper o comportamento, mas entender sua função e reduzir a necessidade de recorrer a ele.
A terapia te ajuda também a ter uma compreensão geral da sua sexualidade e ao seu relacionamento.
Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem lidar com o uso problemático da pornografia e melhorar significativamente a qualidade de vida e dos relacionamentos.
Sou Terapeuta Especialista em Sexualidade, caso precise de maiores informações fique a vontade para entrar em contato e esclarecer suas dúvidas. Estou á disposição!
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi tudo Bem? Entendo por que isso tenha te deixado triste e confusa. Tudo indica que ele tenha um uso problemático da pornografia sim.
Mas, somente fato de ele assistir pornografia quando está sozinho, ou até mesmo em situações inadequadas, como no trabalho, não é suficiente para afirmar que exista uma comportamento sexual fora do controle. Para isso, é necessário avaliar outros aspectos, como dificuldade de reduzir ou interromper o comportamento, prejuízos importantes na vida pessoal, profissional ou no relacionamento e a persistência do comportamento apesar dessas consequências; E claro se tem trazido sofrimento para ele.
Mas pela minha experiência, assistir pornografia no ambiente de trabalho ou em poucas horas longe de você, pode ser um sinal de que vale a pena investigar melhor a relação dele com a pornografia.
Uma conversa clara, acolhedora e sem julgamentos pode te ajudar e ajudá-lo (nem sempre a pessoa esta ciente que é um problema, pois talvez ainda não apareceu os prejuízos desse comportamento) a compreender como isso impacta vocês como casal. Conversar de forma aberta sobre expectativas, limites e o significado que esse comportamento tem para cada um costuma ser um primeiro passo importante.
Reflita melhor como você tem se sentido com esse comportamento dele e se for o caso, busque ajuda terapêutica para você e sugira isso a ele também.
Caso não haja aceitação da parte dele sobre essas questões e isso estiver interferindo em como você sente nessa relação, cabe pensar sobre seus próprios limites. A terapia te auxiliaria nessa direção.
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Sobre o contexto de casais heterosexuais que tem níveis de desejo diferente. Um homem com desejo bem
Sobre o contexto de casais heterosexuais que tem níveis de desejo diferente. Um homem com desejo bem frequente e uma mulher com desejo de 1x ao mês. É saudável, usar a masturbação como alivio. Inclusive pensando em outras pessoas para controlar o desejo pela outra pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma dúvida bastante comum em casais que vivem uma discrepância de desejo sexual.
Olha, em primeiro lugar acho importante mencionar que a sexualidade é individual, ou seja, cada um é responsável pelo próprio prazer e como vai lidar com suas necessidades sexuais. Estar em um relacionamento não significar que a outra parte tenha que suprir sempre as minhas necessidades sexuais;
Sendo assim, a princípio, a masturbação pode ser uma estratégia saudável para lidam a própria libido e não precisa ser entendida como uma ameaça ao relacionamento. Mas importante que ela não substitua sistematicamente a intimidade do casal nem seja utilizada de forma compulsiva ou como única forma de lidar com emoções, especialmente se acompanhada com o uso problemático da pornografia;
Em relação às fantasias com outras pessoas, também é importante diferenciar fantasia de intenção/ação. Fantasiar faz parte da sexualidade humana e, na maioria das vezes, não significa desejo de trair ou insatisfação com o parceiro. Muitas pessoas utilizam fantasias durante a masturbação ou até mesmo durante a relação sexual, e isso, por si só, não caracteriza um problema.
O ponto central é compreender como essa diferença de desejo está sendo vivida pelo casal. Se um parceiro sente desejo com muito mais frequência do que o outro, vale a pena investigar os fatores que podem estar reduzindo o desejo da parceira (como estresse, questões hormonais, dinâmica do relacionamento, saúde mental, rotina, entre outros) e construir formas de ambos terem suas necessidades consideradas, sem pressão, culpa ou ressentimento.
Quando essa diferença começa a gerar sofrimento para um ou ambos, uma avaliação com um profissional especializado em sexualidade pode ajudar o casal a encontrar estratégias mais satisfatórias para ambos.
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Tenho sentido que todo mundo faz algo: Viaja, tem hobbies, tem amigos, vai a festas, tem uma vida sa
Tenho sentido que todo mundo faz algo: Viaja, tem hobbies, tem amigos, vai a festas, tem uma vida saudável…e eu vivo a mesma vida de casa para o trabalho. Fico em dúvida se quero fazer algo ou não. Se faço me arrependo de ter feito, se não faço, me arrependo de não ter feito.
Quando meu namorado trabalha final de semana, eu fico em casa inventando o que fazer. Acho que se chamar alguém para sair, a pessoa não vai querer ou não vai gostar do que eu quero fazer. Não tenho muitos amigos, apesar de ser muito comunicativa, não consigo me aprofundar em relações com os outros. Com o meu namorado eu consigo, sempre fazemos coisas leais e que eu gosto. Tenho sofrido, pois a minha cabeça fica pensando que deveria estar fazendo algo como as outras pessoas e que deve ter algum problema comigo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Bom, vou responder sua pergunta com questionamentos para sua reflexão.
Viver essa rotina não está sendo saudável para você? Você acredita que, para ser saudável, tem que ampliar suas relações e atividades? Ou está apenas se comparando com outras pessoas?
É interessante pensar por que você se arrepende quando sai?
Ao invés de ficar pensando que uma pessoa vai negar seu convite ou não gostar do que você quer, por que não experimenta? É possível ajustar algo que possa ser interessante para ambas as partes.
O que você observa que te impede de se aprofundar na relação com outras pessoas? É possível ir buscando conexões aos poucos. Você tem uma habilidade importante, que é ser comunicativa; isso poderá te auxiliar nesse processo.
Que bom que com o namorado flui bem, mas se você está de fato desconfortável, é preciso ampliar sua rede de relações e também de interesses.
É fundamental tentar compreender essa autocobrança para fazer as coisas. Às vezes, a gente tem um modo diferente de funcionar, e está tudo bem; outras vezes, precisamos nos expor um pouco mais e ver como nos sentimos.
O processo de autoconhecimento é importante para você. Entender melhor o que gosta, suas possíveis dificuldades nas interações sociais, se há necessidade de desenvolver algumas habilidades e aprender a lidar com a autocobrança, que, nesse caso, parece te paralisar e não te auxilia no que fazer.
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Como identificar o transtorno de personalidade narcisista?
Como identificar o transtorno de personalidade narcisista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quinta edição, (DSM-5-TR), o transtorno de personalidade narcisista é caracterizado por um padrão duradouro de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia. Para que um diagnóstico seja feito, o indivíduo deve apresentar pelo menos cinco dos seguintes critérios:
1. Sentido grandioso de autoimportância: Exagerar conquistas e talentos, esperando ser reconhecido como superior sem ter mérito proporcional.
2. Preocupação com fantasias de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal.
3. Crença de que é "especial" e único e só pode ser compreendido por, ou deve associar-se a, outras pessoas especiais ou de status elevado.
4. Necessidade excessiva de admiração: Buscar constantemente validação e reconhecimento dos outros.
5. Sentido de direito: Esperar tratamento favorável ou conformidade automática com suas expectativas.
6. Comportamentos exploradores em relacionamentos: Usar outras pessoas para atingir seus próprios fins.
7. Falta de empatia: Dificuldade em reconhecer ou identificar os sentimentos e necessidades dos outros.
8. Inveja de outros ou crença de que os outros os invejam.
9. Comportamentos e atitudes arrogantes: Demonstrar desdém ou desconsideração pelos outros.
Conviver com uma pessoa com TPN é um desafio, pois a necessidade constante de validação, somadas a falta de empatia pode produzir desavenças, além disso a diiculdade de dar suporte emocional e a tendencia a criticas e invalidações pode impactar na durabilidade dos relacionamentos, pois para quem se relaciona com uma pessoa com esse padrão de comportamento, tende a se sentir sobregarragada, frustrada e incompreendida.
Outras caracterisiticas do TPN é uma modo superficial de se relacionar, tendem a se importar e usar as pessoas conforme suas necessidades, podem apresentar sentimentos de inveja frequente, além de tenderem a ser bastante competitivos, são super sensiveis a critica e com tendencia a manipulação.
O fato da pessoa ter um TPN não significa nessecariamente que essa pessoa é má, significa que possivelmente passou por muitas coisas dificeis ao longo da vida que agir aprender agir desse modo, pode ter sido até um meio de sobrevivência, essas pessoas também sofrem e com a terapia podem compreender melhor seu modo de funcionar e o impacto do seu comportamento sobre os outros e melhorar.
Lembrando que quem está habilitado a realmente fazer diagnóstico é o psiquiatra e o psicólogo, traços como mencionado acima isoladamente ou em situações especificas não deve ser considerado como um TPN.
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Uma pessoa nasce ou se torna narcisista? .
Uma pessoa nasce ou se torna narcisista? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, para todo transtorno psicólogico, existe uma interação entre processos genéticos e biológicos que pode predispor ao desenvolvimento ou não de um transtorno, mas fatores ambientais tendem a ser determinantes para que havendo predisposição genética que eles se desenvolvam.
Por exemplo, uma criança que passa por negligências, abusos, criticas severas, pode desenvolver uma personalidade narcista como fator de defesa emocional.
Portanto, traços narcistas, são resultados da interação entre predisposição genética e fatores ambientais e culturais. Logo, não se trata de "nascer" ou "tornar-se" narcisista mais simda combinações de todos esses fatores.
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É Possível Identificar o Transtorno de Personalidade Narcisista na Infância e na adolescência ?
É Possível Identificar o Transtorno de Personalidade Narcisista na Infância e na adolescência ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, todo diagnóstico de transtorno de personalidade é feito a partir dos 18 anos, isso porque apesar de poder ser observados traços desse funcionamento na adolescência, é preciso considerar que o desenvolvimento da personalidade de uma pessoa, continua até o inicio da idade adulta, além disso não é incomum que crianças e tabém adolescentes se comportem em algum nivel com padrões narcistas, até porque o desenvolvimento da criança passa pelo egocentrismo e isso é natural, é preciso ensinar outros comportamentos como a empatia, por exemplo. E na adolescência exite inúmeras transformações desde biológicas e hormonais, até o processo de se descobrir no mundo, de buscar pela identidade e por validação, enfim um transtorno para ser considerado de personalidade precisa ter padrões duradouros e persistentes, para isso a personalidade do individuo tem que estar consolidada.
Sempre que o comporatamento de uma criança ou adolescente, despertar preocupações, é importante buscar um profissional especializada para uma avaliação;
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Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com am
Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com amor e sem mágoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, o primeiro ponto talvez seja pensar quais seriam as vantagens em recontruir algo que produziu sofrimento? Você compreende que essa relação é abusiva? Buscar esclarecimentos sobre a dinâmica dos relacionamentos abusivos é bem importante.
Se você está pensando na possibilidade de reconstruir pode estar vivendo em um ciclo muito caracterisiticos das relações abusivas, esse ciclo inclui tres fases: 1) Tensão: nesse momento ocorrem discussões, criticas e a relação fica tensa; 2) Abuso: Aparece como agressões físicas ou verbais, psicólogicas, emocionais, patrimoniais (quebrar suas coisas, por exemplo) e até financeira; 3) Lua de mel: aparece o arrependimento, as desculpas, promessas de mudança, aproximação física e emocional e vem a esperança que tudo pode ser diferente (pela sua pergunta, minha hipótese é que esteja nessa fase do ciclo)
Importante mencionar que tende a existir uma escalada da violência, o que tende a ser perigoso, quem faz violência verbal e fisica, pode se tornar cada vez mais violento.
Além disso, outros aspectos devem ser observados, por exemplo, existe ciúmes excessivo, vigilância, controle, como você se sente em situações como essa, caso elas existam?
Se a outra parte critica, desvaloriza, humilha, a pessoa qe sofre o abuso pode considerar que se ela não voltar ou tentar resgatar a relação, será culpada por tudo acabar. No cenário de uma relação abusiva, quem sofre os abusos tendem a duvidar de si mesmo e ficar com a autoestima baixa.
Outro componente importante é que geralmente a pessoa que sofre com os abusos, acaba muitas vezes se sentindo sozinha, justamente porque a parte que abusa favorece que a outra parte se distancie de familia e amigos, o que torna sair dessa relação ainda mais dificil.
Existe um manipulação frequente nos relacionamentos abusivos e isso é bastante delicado porque a pessoa pode sofrer agressões e ainda acreditar que a culpa é dela e que precisa resolver o relacionamento.
Se atentar a todos esses aspectos é bem importante para tomar uma decisão em ficar ou ir embora.
Além disso, existe consequencias fisicas, psicólogicas e emocionais em viver uma relacionamento assim. E sobre as magoas, cada um lida de uma forma, mas sabe-se que as cicatrizes emocionais de uma relação abusiva, pode permanecer mesmo após o término do relacionamento e é sugerido psicoterapia, para ajudar no processo de decisão de ficar ou sair, além de tratar as feridas emocionais, para não aparecer em ralcionamentos futuros.
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Boa tarde, sou homem gay de 29 anos, e tem uma coisa que está me deixando muito frustrado, quando es
Boa tarde, sou homem gay de 29 anos, e tem uma coisa que está me deixando muito frustrado, quando estou fazendo sexo com uma pessoa meu pênis sobe que é uma beleza, rápido não tenho a menor dificuldade, mas se tiver três ou mais não sobe de jeito nenhum, já tomei mais de 2 pílulas de Viagra e nada, isso esta deixando muito mal pois saio pra me divertir com meu parceiro e acabo me sentindo envergonhado pois meu pênis fica mole e não importa, acredito que seja ansiedade e coisas assim em fazer sexo grupal, não tenho certeza, mas como melhorar isso ? Não tenho a menor idéia do que fazer!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Realmente é muito difìcil lidar com os sentimentos de frustração e vergonha nesse contexto. O que geralmente acontece e está relacionado a perda de ereção é a ansiedade de desempenho, pois se avaliarmos o sexo em grupo pode produzir uma pressão a mais, para desempenhar, agradar, satisfazer...
Algumas pessoas podem entrar na atividade sexual com a sensação que serão avaliadas ou julgadas pelo seu desempenho.
Quando a perda de ereção é frequente, acaba que entra-se em um ciclo de falha, que é assim: você pensa que vai falhar, esses pensamentos ja te deixam ansioso, com vergonha, e voce na hora do sexo passa a ficar hipervilante, focando nos seus pensamentos e avaliando sua ereção e isso faz com que você se desconecte dos estímulos sexuais que estão presentes e então vem a perda da ereção e isso se torna um ciclo, pois na proxima atividade sexual grupal você ja vai entrar com mémorias negativas;
Portanto, para mudar esse cenário, fique atento se está preocupado na hora do sexo e volte a atenção para os estímulos sexuais, faça o que é mais prazeroso para você, enfim essa é apenas uma sugestão, a mudança desse funcionamento, geralmente requer acompanhamento com um terapeuta sexual.
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Quais são as probabilidades de ficar grávida estando no período fértil usando como contracepção pres
Quais são as probabilidades de ficar grávida estando no período fértil usando como contracepção preservativo, utilizado adequadamente, e coito interrompido de forma combinada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando se fala em gravidez não é possivel anular todas as probabilidades,especialmente no periodo fertil, porém o que é importante considerar:
- o uso do preservativo de modo correto, diminui significamente as chances de gravidez;
- Se estiver utilizando a camisinha (inclusive no momento da ejaculação) e fazer também combinar o coito interrompito, as chances diminuem ainda mais;
Sugiro se necessário, consultar com um especialista para análisar qual o melhor método contraceptivo para você ou para sua parceria.
Perguntas frequentes
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Fiz uma cirurgia da bacia pelve com parafuso no acetábulo 38 dias após sinto estalos e dor quando pa
Com pouco mais de um mês de cirurgia no acetábulo, a região ainda está em…