Perguntas do paciente (7)

  • Como diferenciar um pensamento intrusivo do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de um desejo real?

    Como diferenciar um pensamento intrusivo do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de um desejo real?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nathanael Selle

    Essa é uma duvida comum e extremamente importante! O pensamento intrusivo no TOC costuma ter características mais específicas como ser indesejado e egodistônico (ou seja, entra na mente contra a vontade da pessoa e costuma ser incoerente com seus valores, desejos e identidade. A pessoa não “quer” pensar aquilo) além de gerar sofrimento, culpa e ansiedade intensa!

    O desejo real costuma ser diferente, é alinhado com aquilo que a pessoa quer ou valoriza, pode gerar prazer, interesse ou motivação e não é vivenciado como invasivo ou estranho.

    Um ponto-chave no TOC é que o sofrimento geralmente está no fato de “ter o pensamento”, não em querer realizá-lo.

    Essa diferenciação pode ser difícil na prática, especialmente porque o TOC frequentemente gera essa dúvida. Nesses casos, a avaliação com um profissional é fundamental, tanto para esclarecer quanto para orientar o tratamento adequado


  • O que é mais importante para diferenciar hiperfoco e obsessão?

    O que é mais importante para diferenciar hiperfoco e obsessão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nathanael Selle

    Essa é uma dúvida bem comum e faz sentido, porque pode parecer parecido mesmo!
    O principal ponto é como isso é vivido

    O hiperfoco costuma acontecer quando algo prende muito a atenção. A pessoa fica super envolvida, concentrada, às vezes perde a noção do tempo mas, no geral, é algo neutro ou até prazeroso

    Já a obsessão no TOC é diferente, são pensamentos ou impulsos que invadem, não são desejados, e chegam com ansiedade, incômodo ou culpa. A pessoa não quer aquilo, mas sente que não consegue simplesmente deixar passar.
    O hiperfoco “puxa” para algo que interessa; a obsessão “empurra” algo que a pessoa não quer e isso costuma gerar sofrimento.

    Se ainda ficar dúvida, vale a pena avaliar com um profissional para entender melhor o que está acontecendo!


  • Qual transtorno pode ser confundido com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Qual transtorno pode ser confundido com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nathanael Selle

    Oii tudo bem ? Que bacana a tua pergunta!!
    O Transtorno de Personalidade Borderline pode ser confundido com outros transtornos porque alguns sintomas são semelhantes. Os diagnósticos diferenciais mais comuns incluem o Transtorno Bipolar, o TDAH, o Transtorno Depressivo Maior e alguns outros transtornos de personalidade, como o histriônico e o narcisista.

    Por exemplo, tanto o TDAH quanto o Borderline podem apresentar impulsividade e dificuldade para regular as emoções. Já no Transtorno Bipolar também podem ocorrer mudanças de humor, mas elas costumam durar dias ou semanas, enquanto no Borderline as oscilações tendem a ser mais rápidas e geralmente são desencadeadas por situações interpessoais, como conflitos ou medo de abandono.

    Por isso, o diagnóstico não é feito com base em um único sintoma, mas por meio de uma avaliação clínica cuidadosa, considerando a história de vida, o início e a evolução dos sintomas, o contexto em que eles ocorrem e o impacto no funcionamento da pessoa. Além disso, é relativamente comum que uma pessoa apresente mais de um transtorno ao mesmo tempo!


  • . Quais são os comportamentos impulsivos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    . Quais são os comportamentos impulsivos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nathanael Selle

    No Transtorno de Personalidade Borderline, os comportamentos impulsivos costumam aparecer como uma forma de tentar lidar com emoções muito intensas e difíceis de regular. Em geral, são atitudes feitas “no calor do momento”, sem muita avaliação das consequências, buscando algum alívio imediato

    Isso pode se manifestar em situações como gastos excessivos, uso de álcool ou outras substâncias, relações sexuais impulsivas, episódios de compulsão alimentar ou até comportamentos mais arriscados. Em alguns casos, também podem surgir atitudes autolesivas, principalmente em momentos de maior sofrimento emocional.

    O ponto central não é apenas a impulsividade em si, mas o contexto em que ela acontece: geralmente ligada a uma sensação de vazio, instabilidade emocional ou medo de abandono. Por isso, compreender esse funcionamento com ajuda profissional é fundamental para um manejo mais adequado.


  • Posso fazer Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia Sistêmica ao mesmo tempo?

    Posso fazer Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia Sistêmica ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nathanael Selle

    Oi boa tarde!
    Sim, em alguns casos é possível fazer TCC e Terapia Sistêmica ao mesmo tempo, mas isso precisa ser avaliado com cuidado!

    O mais importante é que as abordagens tenham objetivos compatíveis e não tragam orientações conflitantes. No caso do TOC, a TCC, especialmente com técnicas como exposição e prevenção de resposta costuma ser o eixo principal do tratamento, por ter mais evidência na redução dos sintomas.

    A terapia sistêmica pode entrar como complemento, principalmente quando há impacto nas relações familiares, ajudando a ajustar a forma como a família lida com os sintomas no dia a dia.

    Não é errado fazer duas terapias, mas é importante que haja alinhamento entre os profissionais para que o processo realmente ajude, e não gere confusão!


  • Quais são os sinais de que alguém tem medo da rejeição?

    Quais são os sinais de que alguém tem medo da rejeição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nathanael Selle

    Oi, boa tarde!

    Sobre a sua pergunta, sentir medo da rejeição é mais comum do que muitas pessoas imaginam! Em vários momentos da nossa vida nós podemos experimentar esse sentimento, principalmente após experiências de críticas, perdas ou relacionamentos difíceis. No entanto, quando esse medo se torna muito intenso, ele pode começar a afetar a forma como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros.

    Alguns sinais são: a necessidade constante de aprovação, o medo por achar que pode desagradar alguém , a dificuldade em dizer "não", e o próprio medo de ser abandonado, além da tendência a interpretar situações neutras, como uma mensagem sem resposta por exemplo, como um sinal de rejeição. É comum também que a pessoa deixe de expressar suas opiniões ou necessidades por medo de não ser aceita!

    Um primeiro passo importante na psicoterapia é justamente entender como esse padrão se constituiu na vida da pessoa: em quais contextos ela se sentiu rejeitada, com quais pessoas, em quais situações, e o que ela entende como rejeição, já que esse conceito pode assumir diferentes formas para cada indivíduo.

    Quando esse padrão começa a gerar sofrimento ou prejuízos nos relacionamentos, o acompanhamento psicológico pode ser um espaço importante para entender melhor essas emoções e desenvolver formas mais seguras de se relacionar.

    Se você sentir que isso faz sentido para o seu momento, pode agendar uma consulta para conversarmos com mais calma e entender melhor sua situação. Estou à disposição para te acompanhar nesse processo.


  • Existe um tipo de terapia que trabalha o cognitivo e o comportamento ao mesmo tempo?

    Existe um tipo de terapia que trabalha o cognitivo e o comportamento ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nathanael Selle

    Oi, boa tarde!

    Sim! Essa é justamente a proposta da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

    Ela trabalha ao mesmo tempo os pensamentos (cognitivo) e os comportamentos, entendendo que os dois estão diretamente conectados. A forma como a pessoa interpreta uma situação influencia o que ela sente e como ela age e o comportamento também retroalimenta esses pensamentos!

    Isso significa que a terapia busca tanto revisar padrões de pensamento disfuncionais quanto modificar comportamentos, usando estratégias mais estruturadas e orientadas para objetivos.

    Se fizer sentido para você, fico à disposição para te ajudar nesse processo :)


Perguntas frequentes

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