Perguntas do paciente (16)
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Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do
Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você esteja passando por esse momento.
A psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender o que está mantendo esse estado e, aos poucos, recuperar sua autonomia e seus projetos. Você não precisa resolver tudo de uma vez.
A internação pode ser indicada em algumas situações, mas isso precisa ser avaliado por um profissional de saúde mental, considerando a gravidade dos sintomas e principalmente a presença ou não de risco para você. Tendo em vista que você já passa pelo CAPS e faz uso de medicação, você pode conversar com a equipe sobre a necessidade de intensificar o acompanhamento ou realizar uma avaliação psiquiátrica.
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Todo profissional que trabalha com terapia de casal deve estar preparado para acolher diferentes configurações de relacionamento, sem julgamentos ou tentativa de adequar o casal a um modelo tradicional.
O objetivo da terapia não é definir qual dinâmica é “certa” ou “errada”, mas compreender como essa relação funciona para vocês e trabalhar as questões, dúvidas e conflitos que surgirem a partir dela. Por isso, vocês podem buscar um profissional com quem se sintam seguros e acolhidos. A experiência específica com relacionamentos não monogâmicos pode ser um diferencial, mas o respeito à escolha e à autonomia do casal deve ser fundamental em qualquer atendimento.
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Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai aco
Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai acontecer, como uma traição. Isso me deixa ansiosa e eu não consigo relaxar. Quando ele sai entro em p}ânico, não durmo, vivo no alerta, choro muito e não consigo controlar que penso. Se ele meche no celular sem eu estar perto sinto como se algo está errado, e isso me cansa. o que fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A partir do que você traz, essa sensação constante de alerta e ansiedade dentro da relação parece estar associada a um medo de abandono ou traição (aqui nesse caso não tenho acesso a evidências), porém nesse momento, seria importante começar a compreender estes pensamentos e entender de onde surgem, deixo aqui algumas perguntas norteadoras, para auxiliar a refletir sobre.
1. Será que você já passou por algum relacionamento anterior em que houve quebra de confiança, traição ou insegurança?
2. Como eram seus vínculos lá atrás (infância, adolescência) você se sentia segura nas relações importantes da sua vida?
3. Esse medo aparece só nesse relacionamento ou já esteve presente em outros momentos?
4. Você percebe se há um medo maior por trás disso, como o medo de ser abandonada ou de não ser suficiente?
Saiba que essas perguntas não possue nenhum tipo de intenção de julgamento, mas só para ajudar a entender de onde pode estar vindo essa sensação constante de ameaça.
Neste momento, buscar uma ajuda psicológica pode ser um passo muito importante para trabalhar essas inseguranças, entender a origem desses medos e construir uma forma mais segura e tranquila para se relacionar. Qualquer coisa, conte comigo!
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Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso
Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso apenas sonhando com isso. Recentemente consegui um emprego na minha área, tenho muito medo muito mesmo. Estou ha 3 dias sem dormir, sem comer, com ânsia de vomito e com o intestino desregulado. Não consigo me concentrar. Nem me sentir feliz. Não consigo pensar em mais nada, só sinto medo e passo mal e choro. Me dar falta de ar e piriri. Choro que falta o ar. Sinto angústia e me dói o peito. Me disseram que é frescura ou preguiça, mas não é. Eu sinto a mesma coisa quando penso que todo mundo consegue fazer coisas simples ou básicas (como arrumar um emprego) e eu não. E agora que consegui um emprego, me sinto ainda pior. Eu não sei o que fazer. Eu quero desistir e deixar o emprego, mas é muito difícil arrumar emprego na minha cidade e eu não cumpri nenhum dia de serviço ainda. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Primeiramente, gostaria de lhe dizer que isso que você sente não é frescura. Esses sintomas são reais e podem estar relacionados a um quadro de ansiedade mais intensa, principalmente diante de situações de responsabilidade e mudança, como iniciar um novo trabalho.
Estes sintomas que você descreveu são bem característicos de um quadro de ansiedade, onde seu corpo está reagindo como se estivesse em um constante estado de alerta. É comum esse quadro acontecer, quando vem acompanhado de um medo de não dar conta, de falhar. Nesse momento, o mais importante é buscar ajuda profissional. A psicoterapia pode te ajudar a entender o que está por trás dessa ansiedade e, principalmente, a desenvolver formas de lidar com esses sintomas para que eles não te paralisem, especialmente em algo importante como o seu trabalho.
Enquanto isso, se possível, tente dar pequenos passos: não precisa resolver tudo de uma vez. Foque no “primeiro dia”, no momento presente, sem antecipar tudo o que pode dar errado. E, se os sintomas físicos estiverem muito intensos, também é válido procurar um médico para avaliação.
Você não está sozinha, e isso tem tratamento. Com o apoio certo, é possível atravessar esse momento e retomar o controle da sua rotina. Conte comigo!
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Eu tenho 25 anos e nos últimos anos tenho me sentido muito vazia, triste e ninguém me entende de fat
Eu tenho 25 anos e nos últimos anos tenho me sentido muito vazia, triste e ninguém me entende de fato, então eu guardo tudo pra mim. Eu não consigo ter vontade de sair de casa, de ficar feliz pelas coisas, de viver. O que eu posso fazer pra me ajudar a sair dessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de mais nada, acho importante colocar que este sofrimento que você descreve, é algo relevante e que você não precisa enfrentar sozinha. Esse sentimento de vazio, tristeza constante e dificuldade de se conectar com os outros indico0 que algo emocional precisa de cuidado e atenção e que merece uma melhor investigação, para que possa ser encontrado a causa raiz e entrar trabalharmos em cima dela, para que você comece a ter uma melhora deste sofrimento.
Quando tudo parece perder o sentido e até as coisas que antes poderiam trazer algum prazer deixam de fazer efeito, é um sinal de que vale buscar ajuda.
Neste momento, uma passo importante é buscar uma ajuda psicológica, pois a terapia pode te ajudar a compreender o que você está sentindo, dar espaço para expressar o que hoje você guarda e, aos poucos, reconstruir sentido e conexão com a vida.
Se possível, também é importante cuidar da sua rede de apoio, mesmo que aos poucos, como alguém de confiança, um familiar ou amigo, alguém na qual você possa buscar apoio e ajuda. Saiba que você não está sozinha no que sente, e isso pode ser trabalhado com o apoio adequado.
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Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, ac
Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, acho que elas estão me julgando ou avaliando, quando saio de casa sozinha é quando a minha rua está vazia, sempre fui muito tímida,evito ir a eventos,locais com muita gente e muito barulhentos,será que é normal ser assim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!, tudo bem?
O que você descreve me parece estar relacionado a uma timidez bem intensa ou até a uma ansiedade social, principalmente quando há esse medo de estar sendo julgada ou observada pelos outros.
Evitar sair sozinha, preferir lugares vazios ou se sentir desconfortável em ambientes com muitas pessoas são sinais de que isso está te limitando no seu dia a dia. Entendo que nesse caso, não é sobre ser “anormal”, mas sim sobre um sofrimento que merece atenção.
Muitas vezes, esse tipo de sensação vem de inseguranças, medo de julgamento ou experiências anteriores que marcaram a forma como você se vê diante dos outros.
Buscar iniciar a psicoterapia neste caso, é muito importante para entender melhor essas dificuldades e, aos poucos, se sentir mais segura para se colocar no mundo, respeitando seu tempo e seus limites.
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A terapia online é eficaz para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
A terapia online é eficaz para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, a terapia online pode ser eficaz para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
O mais importante no tratamento não é o formato (online ou presencial), mas a qualidade do vínculo com o profissional, a regularidade das sessões e o comprometimento com o processo. Muitos pacientes conseguem se beneficiar do atendimento online, inclusive por estarem em um ambiente mais confortável.
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olá, vou contar algo sobre mim. é algo em que venho pensando bastante e que tem me tirado várias n
olá, vou contar algo sobre mim.
é algo em que venho pensando bastante e que tem me tirado várias noites de sono de tanto refletir sobre isso.
então, eu tenho 21 anos, faço 22 esse ano, e sou uma pessoa muito insegura tipo, muito mesmo — em todos os aspectos, seja em relação à aparência ou a algo que eu faço ou devo fazer. sempre penso que vou entregar o pior.
além disso, uma coisa que me incomoda muito é que parece que eu não me vejo sendo capaz de ser uma adulta, sabe? de resolver meus próprios problemas. querendo ou não, o tempo está passando e eu estou sendo obrigada a me tornar uma adulta e a largar as atitudes de uma adolescente/jovem. será que isso é algum tipo de problema de desenvolvimento? porque eu não me imagino de forma alguma sendo adulta e não estou conseguindo seguir a minha vida e fazer o que tem que ser feito.
quando eu era criança, eu costumava me expor mais a situações e aprender. agora parece que eu tenho medo de tudo, e isso é horrível.
será que tudo isso que eu venho sentindo tem a ver com o bullying que eu sofri quando era mais nova e pode ser que esteja me afetando agora? o que eu devo fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço por compartilhar algo tão íntimo e delicado. O que você descreve é mais comum do que parece, especialmente nesse momento de transição entre a juventude e a vida adulta.
Do ponto de vista psicológico, esse período costuma despertar muitas inseguranças, pois envolve assumir novas responsabilidades, construir uma identidade própria e lidar com a sensação de dar conta da própria vida. Isso não significa, necessariamente, um problema de desenvolvimento, mas sim um momento de crise e reorganização.
A insegurança intensa e o medo de se expor que você relata podem estar relacionados a experiências passadas de desvalorização, como o bullying. Vivências assim costumam deixar marcas importantes na autoestima e na forma como a pessoa se percebe no mundo, fazendo com que o erro, o julgamento ou a exposição sejam sentidos como ameaçadores.
É interessante notar que você menciona que, quando era criança, conseguia se arriscar mais. Muitas vezes, o medo que surge na vida adulta não é sinal de incapacidade, mas de uma tentativa de proteção diante de experiências que foram dolorosas no passado.
O fato de você refletir sobre isso e buscar compreender o que está acontecendo já é um movimento importante de amadurecimento. Um acompanhamento psicológico pode te ajudar muito a elaborar essas vivências, fortalecer a autoestima e construir, no seu tempo, uma forma mais segura de ocupar o lugar de adulta.
Espero ter te ajudado e caso você opte por tentar, posso te acompanhar.
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Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e
Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O fato de você trazer uma história de vida com traumas, ansiedade e depressão é importante, pois essas experiências podem influenciar como você reage hoje, principalmente em situações que envolvem responsabilidade ou contato com outras pessoas, assim como você mencionou, pois os sintomas que você trouxe podem sim, estar relacionado à ansiedade, especialmente por estar em uma posição de responsabilidade e exposição. Esses sinais físicos, como nervosismo e mãos geladas, são comuns quando o corpo entende que está em uma situação de pressão ou avaliação. Você não necessariamente precisa de um “desbloqueio emocional”, mas sim de um espaço de cuidado e compreensão, tendo isso em vista, a psicoterapia pode te ajudar a entender essas reações, trabalhar essas vivências do passado e desenvolver mais segurança para exercer esse papel com mais tranquilidade e com qualidade de vida.
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Quais são os pilares de um projeto de vida? .
Quais são os pilares de um projeto de vida? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pensar um projeto de vida, vai além da definição de metas e planejamento racional. Trata-se, sobre tudo, da relação do sujeito com o próprio desejo, um desejo que muitas vezes não é claro, pois pode estar encoberto por expectativas familiares, sociais ou por identificações construídas ao longo da história.
Nesse sentido, a trajetória de vida ocupa um lugar central, já que as experiências, os vínculos e os conflitos psíquicos atravessam a forma como a pessoa se posiciona diante do futuro. O projeto de vida não nasce apenas de uma escolha consciente, mas também de marcas inconscientes que influenciam decisões, repetições e impasses.
Outro ponto fundamental é a relação com a falta e com os limites. Sustentar um projeto implica reconhecer que nem tudo é possível, que toda escolha envolve renúncias e que a incompletude faz parte da experiência humana. É justamente essa falta que também movimenta o desejo e impulsiona o sujeito.
Além disso, há uma dimensão importante de responsabilidade subjetiva, na medida em que o sujeito precisa se implicar nas próprias escolhas, saindo de uma posição passiva para uma posição mais autoral diante da própria vida. Por fim, o laço com o outro também estrutura esse processo, já que ninguém constrói um projeto de vida de forma isolada.
Assim, um projeto de vida é menos um plano fechado e mais um processo em constante construção, atravessado pelo inconsciente, pelo desejo e pelas transformações que ocorrem ao longo da existência.
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Quais são os impactos da falta de propósito na vida?
Quais são os impactos da falta de propósito na vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A falta de propósito na vida pode gerar um sentimento persistente de vazio, como se nada tivesse realmente sentido ou direção. Isso pode estar relacionado a uma dificuldade de se conectar com o próprio desejo, levando o sujeito a viver mais a partir de expectativas externas do que de uma construção própria.
Esse desalinhamento tende a produzir apatia, desmotivação e até uma sensação de estar “à deriva”, sem conseguir sustentar escolhas ou dar continuidade a projetos. Muitas vezes, surgem também angústias mais intensas, questionamentos existenciais e uma dificuldade maior em lidar com frustrações, já que não há algo que organize e dê significado às experiências.
Além disso, a ausência de propósito pode impactar os vínculos, uma vez que o sujeito pode buscar no outro uma tentativa de preencher esse vazio, gerando relações mais dependentes ou insatisfatórias. Em alguns casos, podem aparecer comportamentos de compensação, como excesso de trabalho, consumo ou busca constante por validação.
Mais do que a ausência de um “grande propósito”, o sofrimento costuma estar ligado à dificuldade de construir um sentido próprio. E é justamente nesse ponto que o processo terapêutico pode auxiliar, favorecendo um maior contato com o desejo e com aquilo que, de fato, faz sentido para o sujeito.
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Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse
Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, existiam muitos comportamentos de controle, manipulação e restrição dentro dessa relação. Importante mencionar que, o fato dele ser carinhoso em alguns momentos não anula o sofrimento que você viveu. Em relacionamentos abusivos/tóxicos, é muito comum existirem momentos bons, afeto, cuidado e até demonstrações intensas de amor e é justamente por isso que faz com que seja tão difícil se afastar e superar.
Você abriu mão da sua liberdade, dos seus gostos, da sua forma de se vestir, da convivência com amigos e família e até de partes importantes de quem você era para manter a relação e evitar que ele fosse embora. Isso mostra o quanto você foi se anulando dentro desse vínculo.
E algo importante de mencionar é que, o amor não deveria fazer você viver com medo de decepcionar, precisar implorar para ser compreendida ou sentir que precisa obedecer para não ser abandonada.
O que você sente agora também é compreensível. No pós-término, é comum a mente ficar muito presa aos momentos bons e minimizar os ruins, principalmente quando houve dependência emocional. Além disso, ele foi seu primeiro relacionamento, então existe também o luto pela idealização, pelos planos e pela imagem de futuro que você construiu.
Mas perceba uma coisa: você não sente falta apenas dele, mas sim a falta da expectativa de ser amada, escolhida e construída junto com alguém. E saiba que isso pode existir novamente em uma relação saudável, sem controle, sem medo e sem precisar abandonar quem você é.
Nesse momento, talvez seja importante se perguntar:
quem era você antes dessa relação? O que você gostava? De quem você se afastou? O que deixou de fazer por si mesma? Porque parte da superação também envolve se reencontrar.
Vai doer por um tempo, principalmente porque foi um vínculo intenso e cheio de dependência emocional, mas isso não significa que você nunca vai superar ou nunca vai encontrar alguém, apenas que você está vivendo um luto emocional.
Buscar ajuda psicológica pode ser muito importante nesse processo, para te ajudar a elaborar essa dor, reconstruir sua autoestima e entender por que foi tão difícil colocar limites nessa relação. Você não precisa enfrentar isso sozinha. Conte comigo!
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Existem algumas emoções que só consigo sentir durante sonhos, quando a situação vivida durante o son
Existem algumas emoções que só consigo sentir durante sonhos, quando a situação vivida durante o sonho desperta essas emoções como paixão, felicidade, entusiasmo, tristeza. No entanto, na vida real, desde a adolescência parece que eu vivo num constante estado de indiferença emocional onde não consigo sentir realmente alegria ou tristeza mesmo em casos extremos como perder alguém próximo. Pode ser característica de alguma doença?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve pode estar relacionado a uma dificuldade de sentir ou acessar as emoções no dia a dia, algo que algumas pessoas vivenciam como uma espécie de “indiferença emocional”. Isso não significa que você não tenha sentimentos, mas que eles podem estar mais bloqueados ou distantes.
O fato de você conseguir sentir emoções nos sonhos é um ponto importante, pois indica que essas emoções existem, apenas não estão tão acessíveis quando você está acordado.
Isso pode estar ligado a questões emocionais e até a uma forma de proteção do próprio psiquismo ao longo da vida, possivelmente desde a adolescência, como você mencionou. Onde o psiquismo “reduz” o acesso às emoções como uma maneira de lidar com experiências difíceis, conflitos ou sobrecargas.
Buscar ajuda psicológica pode ser um passo importante para compreender melhor o que está acontecendo e, aos poucos, se reconectar com suas emoções.
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Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência.
Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência. Eu coloco lógica, por um momento passa, mas depois volta, só que com uma espécie de dor inconsciente. Para não desgastar meu relacionamento, como lido com essa dor involuntária? E melhor, acabo com essa dependência de uma forma saudável?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Muitas vezes, entender pela lógica, como você mencionou, ajuda por um tempo, mas não isso não se sustenta porque essa dor não é apenas racional, pelo contrário, está ligada a questões emocionais e que são mais profundas.
Essa “dor involuntária” costuma aparecer quando algo toca medos como abandono, rejeição ou não ser suficiente. Entenda que, tentar apenas controlar ou evitar isso pode até aliviar momentaneamente, mas não vai resolver na raiz. Um caminho mais saudável não é acabar com a dependência de forma brusca, mas ir construindo aos poucos, mais autonomia emocional. Isso envolve aprender a reconhecer esses sentimentos sem se deixar guiar totalmente por eles, fortalecer sua relação consigo mesma e ampliar suas fontes de segurança para além do relacionamento.
Também pode ajudar se perguntar: o que exatamente eu sinto que perco quando o outro não está? O que essa relação representa para mim? Essas respostas costumam apontar para necessidades emocionais importantes.
A psicoterapia é muito valiosa nesse processo, porque te ajuda a compreender de onde vem essa dependência e a elaborar essa dor, fazendo com que suas relações sejam mais leves e menos baseadas no medo. Você não precisa ignorar o que sente, mas aprender a lidar com isso de forma mais consciente e cuidadosa. Se fizer sentido para você, pode contar comigo!
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Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, t
Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, trava! Tenho várias coisas em mente mais não sai...
E também tenho medo da feminidade da mulher (eu) com palavras, no jeito de falar..
Algum conselho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve é mais comum do que parece, muitas pessoas conseguem se expressar melhor por escrito, e neste caso por meio das redes sociais, onde há mais tempo para pensar, após falar pode só bloquear o celular e não irão sentir tanto a reação do outro.
Essa dificuldade ao falar pode estar ligada à ansiedade, insegurança ou até ao medo de julgamento. Quando você menciona um receio em relação à sua feminilidade na forma de se expressar, isso também pode indicar algum conflito interno, como medo de se expor, de ser vista ou de não ser aceita.
Um caminho possível é ir se expondo aos poucos, em situações seguras, sem se cobrar tanto por falar perfeitamente ou ficar pensando na reação do outro ou no que o outro irá falar. Respeitar seu tempo é fundamental.
Além disso, a psicoterapia pode te ajudar a entender de onde vem esse bloqueio e trabalhar essa expressão de forma mais livre e segura, tanto na fala quanto na forma de se colocar no mundo.
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Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar
Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar pessoalmente com outros homens. Me fechei para outras relações e sinto falta dos dois últimos abusadores. Sei que isso não é normal. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Criar um vínculo com alguém, mesmo que tenha sido doloroso, pode deixar marcas emocionais e essa saudade não significa que a relação era saudável, mas sim que havia uma ligação afetiva que não se desfaz de forma simples e por isso há este sentimento de falta.
Esse receio de se envolver novamente pode ser encarado como uma forma de proteção, depois de experiências que te machucaram, você se esquiva se relacionar com outras pessoas com medo de que possa vivenciar aquelas experiências novamente. O mais indicado é buscar um psicólogo, que possa te ajudar a elaborar essas vivências, compreender esses vínculos e, aos poucos, reconstruir sua segurança emocional para se relacionar de forma mais saudável com outras pessoas.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…