Perguntas do paciente (41)
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve acontece com mais pessoas do que parece. Quando estamos muito ansiosos ou deprimidos, pesquisar sintomas na internet pode aumentar o medo e fazer o cérebro interpretar sensações comuns como sinais de perigo. Isso acaba alimentando um ciclo de preocupação e isolamento.
O escitalopram costuma levar algumas semanas para fazer efeito, por isso é importante manter o acompanhamento com o médico e não interromper a medicação por conta própria.
A psicoterapia pode ajudar bastante, tanto para compreender o que está por trás desse medo quanto para reduzir a ansiedade e recuperar, aos poucos, a confiança para voltar à vida social. Não é preciso enfrentar tudo de uma vez. Com o tratamento adequado, esse ciclo pode ser interrompido.
Desejo que você fique bem e procure ajuda profissional. Você não precisa passar por isso sozinho(a).
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve tem sido muito comum desde a pandemia e nem sempre significa falta de força de vontade ou preguiça. Quando perdemos o interesse por atividades que antes eram prazerosas, como a leitura, vale a pena investigar o que está acontecendo emocionalmente, pois ansiedade, depressão, estresse crônico e até o excesso de estímulos das redes sociais podem afetar bastante a concentração.
Em vez de tentar "lutar" contra o Instagram, experimente começar com metas pequenas e realistas. Ler por 10 ou 15 minutos por dia costuma ser mais eficaz do que esperar ter horas de concentração. Aos poucos, o cérebro vai recuperando a capacidade de manter o foco.
Se essa dificuldade tem prejudicado sua vida acadêmica e sua rotina, a psicoterapia pode ajudar a compreender a origem desse problema e construir estratégias adequadas para o seu caso. Quando entendemos a causa, fica muito mais fácil encontrar um caminho para superá-la.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, essa tristeza parece ser uma resposta natural a uma experiência muito significativa. Vocês viveram, por alguns dias, uma rotina de casal e, ao voltar para casa, seu mundo afetivo precisou se reorganizar.
Nem toda saudade intensa é sinal de dependência emocional ou de que exista algum problema no relacionamento. Às vezes, ela apenas mostra o quanto aquele encontro foi importante para você.
Observe como essa tristeza evolui nos próximos dias. Se ela for diminuindo à medida que você retoma sua rotina, provavelmente faz parte desse processo de adaptação. Se começar a se repetir com muita intensidade ou causar sofrimento frequente, vale a pena buscar psicoterapia. Ela pode ajudar a compreender por que as despedidas mobilizam tanto você e favorecer uma vivência mais tranquila dos vínculos.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma dúvida mais comum do que parece. Quando nos sentimos profundamente acolhidos, compreendidos e vistos por alguém, é natural que surjam sentimentos intensos. Isso não significa, necessariamente, que você esteja apaixonado pela sua psicóloga como pessoa.
Na psicoterapia, chamamos de transferência a tendência de reviver, na relação terapêutica, emoções e expectativas construídas ao longo da vida. Mas isso não invalida o que você sente. Pelo contrário: esses sentimentos são reais e podem revelar aspectos importantes da sua história afetiva.
Minha sugestão é que converse abertamente sobre isso com sua psicóloga. Um profissional preparado acolherá esse tema sem julgamentos e poderá ajudá-lo a compreender o significado dessa experiência. Muitas vezes, esse diálogo se torna um dos momentos mais transformadores do processo terapêutico.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero dizer que você não é uma namorada "defeituosa". O que você viveu na infância foi muito doloroso e pode deixar marcas que aparecem justamente nos momentos em que você tenta se sentir segura e íntima de alguém.
Pelo que você relata, seu corpo parece reagir como se ainda estivesse em perigo, mesmo sabendo que está ao lado de uma pessoa em quem confia. Isso pode acontecer com quem passou por experiências de abuso e não significa que você não ame seu namorado ou que nunca conseguirá viver uma relação saudável.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, oferecendo um espaço para elaborar esses traumas com segurança e no seu tempo. Também seria importante evitar o uso de álcool, já que você percebe que ele intensifica as crises e as lembranças dolorosas.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. Com acompanhamento adequado, é possível reconstruir a confiança, recuperar a sensação de segurança e viver a intimidade de uma forma mais tranquila.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente não é estranho. O desejo de viver um vínculo profundo, de ter alguém com quem dividir a vida, é humano. E você não precisa estar com tudo resolvido para poder se relacionar.
Talvez o que esteja trazendo tanta angústia seja a ideia de que você já deveria ter uma resposta, já deveria ter encontrado alguém ou já deveria estar feliz. Aos 25 anos, muita coisa ainda está sendo construída, inclusive a forma como você se relaciona consigo e com o outro.
Não existe uma regra dizendo que primeiro você precisa estar completamente bem para depois procurar alguém. Você pode cuidar da sua vida, construir sua carreira e, ao mesmo tempo, estar aberto a um relacionamento. O importante é perceber se essa busca vem do desejo de compartilhar ou do medo de ficar sozinho.
Como isso te acompanha desde muito cedo e hoje te deixa tão vulnerável, a psicoterapia pode te ajudar a entender melhor o que existe por trás dessa necessidade de conexão e a viver esse desejo com menos peso. Você não precisa escolher entre cuidar de si e amar alguém. As duas coisas podem acontecer juntas.
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Durante a gestação é muito comum surgirem sentimentos contraditórios. É possível amar o bebê e, ao mesmo tempo, sentir medo, insegurança, dúvidas ou até dificuldade para aceitar as mudanças que a gravidez traz. Isso não significa, necessariamente, que você esteja rejeitando seu filho.
Cada mulher vive esse processo de uma forma única. Em vez de se preocupar em descobrir se está "rejeitando o bebê", procure compreender o que está sentindo e de onde esses sentimentos podem estar vindo. Muitas vezes, eles falam mais sobre os desafios da maternidade, da própria história de vida ou do momento que você está vivendo do que sobre o vínculo com o bebê.
Se esse sofrimento for intenso ou persistente, vale a pena buscar acompanhamento psicológico. A gestação também é um período de profundo crescimento emocional, e ter um espaço de escuta pode ajudar você a viver essa experiência com mais segurança e tranquilidade.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem sempre ela está. Mas quem já viveu um episódio depressivo pode ficar mais vulnerável diante de perdas, estresse intenso ou mudanças importantes na vida. Isso não significa que a depressão voltará necessariamente, mas é um sinal de que vale a pena olhar com carinho para si mesmo.
Muitas vezes, antes que uma nova crise se instale, o corpo e a mente dão pequenos sinais: desânimo persistente, perda do prazer, isolamento, alterações no sono ou na energia. Quanto mais cedo esses sinais forem reconhecidos, maiores as chances de interromper esse ciclo.
Buscar ajuda não é um sinal de fraqueza, mas uma forma de cuidar da própria saúde emocional antes que o sofrimento se torne maior.
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que mais me chamou a atenção no seu relato não foi apenas o sofrimento vivido no trabalho, mas a dor de não ter se sentido acolhido por quem você esperava que acreditasse em você.
Quando nos sentimos desacreditados por uma figura tão importante quanto a mãe, é comum que isso deixe marcas na confiança, tanto em nós mesmos quanto nas outras pessoas. Mas uma experiência dolorosa não define todas as relações da sua vida, por mais que hoje pareça assim.
Talvez, antes de tentar confiar novamente nos outros, seja importante acolher a dor dessa ferida e compreender o impacto que ela teve em você. A psicoterapia pode ajudar justamente nesse processo: elaborar essa sensação de abandono, ressignificar essa experiência e reconstruir a confiança, primeiro em si mesmo e, aos poucos, nas pessoas que realmente demonstram ser confiáveis.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem estar relacionados a ansiedade, sobrecarga emocional, estresse ou outras questões que precisam ser compreendidas com mais cuidado.
Tente observar em quais momentos isso piora, como está seu sono, sua rotina e o nível de pressão no trabalho. Pequenas pausas, respiração mais lenta e organização de uma tarefa por vez podem ajudar, mas, se isso estiver frequente ou prejudicando sua vida, a psicoterapia pode ser importante para entender o que está por trás desses sintomas e encontrar formas mais saudáveis de lidar com eles.
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Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d
Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.
Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.
Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.
Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Pelo seu relato, esses episódios têm sido frequentes e vêm causando sofrimento. Como estão presentes desde a infância, embora tenham mudado de forma ao longo dos anos, merecem uma avaliação psicológica cuidadosa. Apenas por esse relato não é possível definir um diagnóstico.
Na Psicologia Analítica, compreendemos que imagens e pensamentos que surgem de forma involuntária podem expressar conflitos psíquicos que ainda não encontraram outra forma de se manifestar. Isso não significa, necessariamente, que você queira que essas situações aconteçam ou que represente um risco de colocá-las em prática.
Ao mesmo tempo, é importante considerar outras possibilidades clínicas, como quadros de ansiedade, pensamentos obsessivos, alterações do sono ou outras condições que precisam ser investigadas. Dependendo da avaliação psicológica, também pode ser indicada uma consulta com um psiquiatra ou neurologista.
A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o significado dessas experiências, reduzir o sofrimento e desenvolver recursos para lidar com elas de forma mais saudável. Você não precisa enfrentar isso sozinho.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. O que mais me chamou a atenção no seu relato não foi o vídeo que você assistiu, mas o sofrimento que isso despertou em você.
Pelo que descreve, você não parece ter sentido prazer. Ao contrário: sentiu culpa, angústia e nojo. Isso é bem diferente de desejar aquilo que viu.
Às vezes, um episódio como esse toca em feridas que já existiam. Você menciona baixa libido, depressão, ansiedade e a dor de nunca ter vivido uma experiência sexual. Talvez seja justamente isso que esteja pesando mais do que os poucos minutos diante da tela.
A psicoterapia pode ajudá-la a compreender por que essa experiência ganhou um significado tão intenso, sem julgamentos ou rótulos. Você não precisa carregar essa culpa sozinha.
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Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne
Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Às vezes, o que permanece não é apenas a pessoa, mas aquilo que a relação representou e que não pôde ser vivido. Quando uma história fica sem fechamento, ela pode continuar ocupando um espaço interno por muito tempo. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o que ainda o prende a essa experiência e por que isso também interfere nos relacionamentos atuais.
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Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lembrar de pessoas que morreram e sentir tristeza ou pena pode fazer parte da forma como você lida com perdas e com a finitude. Mas, quando isso acontece o tempo todo e traz sofrimento, é importante compreender o que essas lembranças despertam em você. A psicoterapia pode ajudar a dar um sentido a esses sentimentos e a torná-los menos pesados.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando um comportamento começa a ocupar espaços inadequados, como o ambiente de trabalho, passa a ser escondido e traz a sensação de perda de controle, vale procurar ajuda. O profissional mais indicado para começar é um psicólogo.
A psicoterapia pode ajudar a compreender o que essa compulsão está tentando aliviar: ansiedade, solidão, medo, mudanças na relação ou outras angústias. O tratamento não consiste apenas em “parar de assistir”, mas em entender os gatilhos, recuperar o controle sobre o comportamento e encontrar outras formas de lidar com o que está por trás dele
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível superar, sim. O que você descreve parece ir além de um arrependimento saudável. A necessidade de voltar ao assunto, acrescentar detalhes e buscar repetidamente a confirmação do perdão pode trazer um alívio momentâneo, mas logo a dúvida retorna.
Isso pode estar relacionado à ansiedade e, em alguns casos, a um funcionamento obsessivo, mas somente uma avaliação profissional poderá compreender melhor o que está acontecendo. Mais importante do que receber novamente o perdão do seu parceiro é conseguir elaborar o que aconteceu e construir o seu próprio perdão.
A psicoterapia pode ajudar a interromper esse ciclo de culpa e confirmação, compreender por que essa experiência ainda permanece tão viva e transformar o arrependimento em responsabilidade, sem que você precise continuar se punindo indefinidamente.
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de uma pessoa assistir pornografia não significa, por si só, que exista uma compulsão. Porém, quando isso acontece em situações inadequadas, como durante o trabalho, ou quando há perda de controle e prejuízos na vida pessoal, profissional ou no relacionamento, é importante olhar para esse comportamento com mais atenção.
Também é compreensível que essa descoberta tenha despertado tristeza e insegurança em você. Antes de concluir que se trata de um vício ou apenas de uma preocupação sua, vale a pena que vocês conversem de forma aberta sobre como esse comportamento afeta a relação. Se houver sofrimento para um ou para ambos, a ajuda psicológica pode ser muito importante.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que você esteja dividido. Ao mesmo tempo em que deseja construir a sua vida, sente que está deixando sua mãe sozinha. Isso costuma despertar culpa e ansiedade, principalmente quando existe um vínculo muito forte entre mãe e filho.
Mas construir a própria vida não significa abandonar quem amamos. É possível continuar sendo presente, cuidadoso e afetuoso sem abrir mão dos seus próprios projetos.
Se essa culpa é muito intensa, vale a pena refletir se você está assumindo uma responsabilidade que vai além do que realmente lhe pertence. A psicoterapia pode ajudá-lo a diferenciar cuidado de culpa e a viver essa nova etapa com mais tranquilidade.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perder um animal de estimação pode ser tão doloroso quanto perder alguém da família. Eles fazem parte da nossa rotina, da nossa história e do nosso afeto. Por isso, o luto merece ser acolhido, e não diminuído.
O que me chamou a atenção no seu relato foi a culpa. Quando alguém que amamos parte, é muito comum a mente voltar inúmeras vezes procurando o que poderia ter sido feito de diferente. Mas, na maioria das vezes, essa culpa faz parte do próprio processo de luto e não significa que você tenha falhado.
Pelo carinho com que você fala dela, imagino que tenha cuidado da sua cachorrinha da melhor forma que pôde, com os recursos e o conhecimento que tinha naquele momento. Talvez, agora, o desafio não seja encontrar um culpado, mas permitir que a saudade exista sem transformar o amor que vocês viveram em culpa.
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando sentimos que tudo depende de nós, geralmente não é porque tudo realmente dependa, mas porque aprendemos a ocupar esse lugar. O lugar de quem resolve, cuida, prevê os problemas e tenta impedir que algo dê errado.
Durante muito tempo isso pode ter sido uma forma de proteção e até de sobrevivência. Mas chega um momento em que esse modo de viver pesa, porque a pessoa não consegue descansar, delegar ou confiar que o outro também pode se responsabilizar.
Parar de sentir isso não acontece apenas repetindo que você precisa “soltar”. É necessário compreender de onde veio essa responsabilidade excessiva e o que você teme que aconteça caso deixe de controlar tudo.
A psicoterapia pode ajudar a diferenciar o que realmente é sua responsabilidade daquilo que você assumiu por medo, culpa ou hábito. Cuidar não precisa significar carregar tudo sozinho.
Perguntas frequentes
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Tomei Iumi por 2 anos e 2 meses, mas comecei a me sentir inchada ( por meses só descia 2 dias) e com
A escolha do anticoncepcional deve considerar sintomas, histórico de acne,…