Perguntas do paciente (27)

  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oii. Essa é uma pergunta que muitas pessoas fazem! Quando alguém já teve depressão, é natural ficar mais receoso de passar por um novo episódio, principalmente diante de perdas, estresse ou mudanças importantes... Isso acontece porque o cérebro e o comportamento podem ficar mais sensíveis a essas situações. Mas isso não significa que a depressão esteja "esperando para voltar". Significa apenas que vale a pena estar atento aos sinais e fortalecer os fatores de proteção. Manter uma rotina, cuidar do sono, praticar atividade física, cultivar relações de apoio, continuar fazendo atividades que tenham significado para você e buscar ajuda logo nos primeiros sinais de piora são atitudes que podem fazer diferença. Pela Análise do Comportamento, quanto mais fortalecemos comportamentos alinhados aos nossos valores e ampliamos as experiências de bem-estar, mais recursos desenvolvemos para enfrentar os momentos difíceis. E, se uma recaída acontecer, isso não significa que você voltou à estaca zero. Significa apenas que é hora de retomar os cuidados com a mesma gentileza e acolhimento que você teria com alguém que ama.
    Perceber este movimento já é um fator inicial muito importante, espero que consiga lidar com ele da melhor forma :)


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Olá! A psicoterapia apode ajudar e muito! . Pela Análise do Comportamento, o foco é entender o que está mantendo esse padrão. Muitas vezes, buscar mais um livro ou curso traz uma sensação imediata de alívio, preparo ou produtividade, enquanto executar o trabalho pode gerar desconforto, medo de errar ou perfeccionismo, faz sentido no seu caso? Sem perceber, o cérebro aprende a trocar a ação pelo estudo. A psicoterapia ajuda justamente a identificar esses padrões e desenvolver estratégias para aumentar a tolerância ao desconforto/Tédio (se for o caso), reduzir a procrastinação e construir hábitos mais consistentes. Se esse comportamento está prejudicando seu trabalho e sua qualidade de vida, vale a pena buscar ajuda mesmo.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oii, temos que avaliar, pois cada caso é singular, essas dificuldades podem estar relacionadas a diferentes fatores, como ansiedade, estresse, privação de sono, ambiente de trabalho, ou até outras condições externas que precisam ser avaliadas. O primeiro passo é entender quando esses sintomas aparecem, o que parece desencadeá-los e como eles impactam sua rotina. Enquanto isso, pode ajudar organizar as tarefas por prioridade, fazer pausas curtas ao longo do dia, reduzir distrações e cuidar do sono e da atividade física. Se esses sintomas são frequentes ou estão prejudicando seu trabalho e sua qualidade de vida, vale a pena procurar um psicólogo e, se necessário, um psiquiatra para uma avaliação. Com o tratamento adequado, é possível desenvolver estratégias para melhorar a concentração, memória, etc.


  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oi! Pelo que você descreveu, esse medo parece estar causando um sofrimento importante para a sua filha, então vale a pena buscar uma avaliação com um psicólogo infantil. Na terapia, é investigado como esse medo se desenvolveu e utilizado estratégias com evidências científicas, como a exposição gradual e lúdica, sempre respeitando o ritmo da criança, para que ela aprenda a se sentir mais segura diante dessas situações. Se o medo for muito intenso ou vier acompanhado de outros sintomas, também pode ser indicada uma avaliação com um psiquiatra infantil. Quanto mais cedo esse tipo de dificuldade é trabalhado, maiores são as chances de a criança superar esse medo e evitar que ele interfira na rotina e no desenvolvimento. Espero ter contribuído e espero que encontre ajuda para sua pequena!


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oi, é importante analisamos melhor seu caso... Mas esse sentimento é razoavelmente comum e costuma gerar um desgaste enorme. Na psicologia comportamental, entendemos que, muitas vezes, ele surge quando assumimos responsabilidades além do que realmente está sob nosso controle. Uma pergunta que pode ajudar é: "O que, de fato, depende de mim e o que não depende?" Aprender a diferenciar essas duas coisas, estabelecer limites e aceitar que nem tudo pode ser controlado reduz muito a sobrecarga emocional. Isso não significa se importar menos, mas distribuir melhor a responsabilidade. Se esse peso tem sido constante na sua vida, a psicoterapia pode te ajudar a desenvolver formas mais saudáveis d entender e lidar com isso..


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oi, sim, o processo de separação na maioria das vezes não é fácil e um término de relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não é apenas a perda da pessoa, mas também dos planos, da rotina e das expectativas construídas juntos. É natural sentir tristeza, saudade, raiva ou até culpa nesse período. O mais importante é permitir que essas emoções sejam vividas, sem tentar anulá-las ou agir impulsivamente para aliviar a dor. Com o tempo, apoio e estratégias adequadas, o sofrimento tende a diminuir. Se essa dor estiver intensa, persistente ou impedindo você de seguir com a sua vida, a psicoterapia pode ajudar muito nesse processo.


  • Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode impactar a qualidade de vida?

    Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode impactar a qualidade de vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oiii! Isso pode acontecer de diferentes formas. O TOC pode impactar a qualidade de vida, pois, Exemplo: alguém que, antes de sair de casa, sente que precisa conferir a porta dez vezes. Naquele momento, conferir traz um alívio, mas o cérebro aprende que só fica tranquilo se repetir esse comportamento. Pela Análise do Comportamento, chamamos isso de um ciclo de reforçamento: o alívio imediato aumenta a chance de a compulsão acontecer novamente. Com o tempo, isso pode afetar o trabalho, os estudos, os relacionamentos e até impedir a pessoa de fazer coisas simples, como viajar, chegar no horário ou aproveitar momentos com a família.. Na psicoterapia, trabalhamos para quebrar esse ciclo aos poucos, ajudando a pessoa a tolerar a ansiedade sem precisar recorrer aos rituais. É um processo gradual, baseado em evidências científicas, e que pode devolver muita qualidade de vida ao paciente.


  • Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p

    Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oii! Essa sua observação por si só é algo muito positivo, você está tentando entender seu comportamento, se autoconhecer, e está fazendo análises iniciais que fazem sentido. Morder o próprio lábio repetidamente pode ser considerado um comportamento de autolesão quando a intenção é causar dor ou aliviar um sofrimento emocional, mas nem todo ato de morder o lábio se enquadra dessa forma. Pela Análise do Comportamento, antes de dar um nome ao comportamento, buscamos entender qual função ele está exercendo. Pelo que você descreve, parece que ele acontece como uma tentativa de aliviar a ansiedade ou lidar com um desconforto emocional. Se, ao morder o lábio, você sente um alívio momentâneo e isso faz com que o comportamento se repita, vale a pena olhar para isso com cuidado, porque ele pode estar se tornando uma estratégia de enfrentamento. A psicoterapia pode ajudar a compreender essa função e desenvolver outras formas, mais saudáveis, de lidar com essas emoções. Se isso tem sido frequente ou está causando prejuízos para você, procurar ajuda profissional é um passo importante e que pode te ajudar muito!


  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Olá! Nossa, você já trouxe uma análise muito interessante nesse resumo. Vamos lá, por partes :) ! O que você descreveu pode estar relacionado à ansiedade sim, mas não é suficiente para afirmar isso. Achei muito interessante a diferença que você percebeu, quando estava focado nos sintomas, o percurso pareceu muito mais cansativo, quando estava conversando, sua atenção foi direcionada para outra coisa e o mesmo trajeto ficou mais leve. Pela Análise do Comportamento, isso mostra como o contexto e o foco da nossa atenção podem influenciar a forma como percebemos o corpo e o esforço físico. Isso é comum em pessoas com ansiedade, mas também pode acontecer por outras razões. Como você ainda não fez uma avaliação médica, eu recomendaria começar por ela para descartar causas físicas para esse cansaço. Se estiver tudo bem do ponto de vista clínico, a psicoterapia pode ajudar a entender o que mantém esse ciclo de preocupação com os sintomas e desenvolver formas mais flexíveis de lidar com eles. O fato de você já ter percebido essa diferença entre as duas situações é uma informação muito valiosa para o tratamento e já sinaliza que você tende a se auto-observar e a relacionar seu contexto ao seu comportamento, e isso é mesmo um ótimo começo!


  • Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?

    Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oii. então, o estresse, por si só, não causa um transtorno mental, mas quando é intenso ou prolongado pode aumentar a nossa vulnerabilidade. Pense no estresse como um alerta do seu organismo: ele é importante por um tempo "pode te mover para ação e solução do problema", mas, quando nunca "desliga", começa a afetar o sono, o humor, a concentração e a forma como lidamos com os problemas. ,, nesse contexto, a pessoa pode começar a evitar situações, se isolar, abandonar atividades que antes faziam bem ou recorrer a estratégias que aliviam o sofrimento apenas por alguns instantes. Esses padrões podem contribuir para a manutenção de quadros como ansiedade, depressão e/ou burnout, por exemplo. Com terapia é possível entender cada caso e desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis, fortalecendo a rede de apoio para que a pessoa volte a ter maior qualidade de vida. Não deixe de buscar ajuda se você precisar!


  • A saúde mental pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais?

    A saúde mental pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Olá! Não mesmo. Hoje sabemos que saúde mental vai muito além da ausência de um transtorno. Uma pessoa pode ter um diagnóstico e, ainda assim, viver uma vida com qualidade, bons relacionamentos e sentido. Da mesma forma, alguém sem diagnóstico pode estar sofrendo intensamente. Na psicoterapia, olhamos para como a pessoa está vivendo, se consegue se adaptar às dificuldades, cuidar de si, construir relações saudáveis e agir de acordo com aquilo que é importante para ela, mesmo diante de emoções difíceis. Vale lembrar que, Saúde mental não significa estar feliz o tempo todo, mas desenvolver recursos para lidar com os desafios da vida de forma mais flexível. Esse é um processo que pode ser aprendido e fortalecido ao longo de qualquer fase da vida. Espero ter ajudado.


  • Como os fatores sociais podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais?

    Como os fatores sociais podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Contribuem, e muito. Às vezes pensamos que um transtorno mental surge apenas por fatores biológicos, mas o ambiente em que vivemos também tem um papel importante. Situações como violência, perdas, excesso de cobrança, relações abusivas, isolamento, dificuldades financeiras ou falta de uma rede de apoio podem aumentar a vulnerabilidade ao sofrimento psíquico. Pela Análise do Comportamento, entendemos que nosso comportamento é influenciado pela interação constante com o ambiente. Por exemplo, uma pessoa que vive sendo criticada pode começar a evitar desafios por medo de errar, enquanto alguém que não encontra apoio nos momentos difíceis pode se sentir cada vez mais desamparado. Isso não significa que esses fatores, sozinhos, causem um transtorno, mas eles podem contribuir para o seu desenvolvimento ou manutenção. Por isso, quando pensamos em saúde mental, precisamos abordar não só de forma individual, mas também coletiva, governamental e social como um todo.


  • Qual a diferença entre normal e patológico na psicopatologia?

    Qual a diferença entre normal e patológico na psicopatologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Essa é uma excelente pergunta. Na psicologia, a diferença entre o normal e o patológico não está apenas na presença de emoções difíceis, mas principalmente na intensidade, frequência, duração e no impacto que elas causam na vida da pessoa. Sentir tristeza, ansiedade ou medo faz parte da experiência humana. O que merece atenção é quando esses estados passam a gerar sofrimento significativo ou prejudicam o trabalho, os relacionamentos e a qualidade de vida. Por isso, o contexto e a história de cada pessoa sempre precisam ser considerados. Mais do que "rotular" alguém, o objetivo da psicoterapia é compreender o que está acontecendo, o porque, e encontrar a melhor forma para auxiliar a pessoa.


  • Como o vazio crônico pode ser diferenciado de sentimentos normais de solidão?

    Como o vazio crônico pode ser diferenciado de sentimentos normais de solidão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Olá! Sentir solidão em alguns momentos da vida é algo natural e geralmente está relacionado à falta de companhia ou de conexão momentâneos. Já o vazio costuma ser uma sensação persistente de que "falta alguma coisa", mesmo quando a pessoa está cercada por pessoas, realiza atividades ou conquista objetivos. Na psicologia, o que diferencia um do outro é a intensidade, a duração e o impacto na qualidade de vida. Quando esse sentimento é frequente, causa sofrimento significativo ou interfere nos relacionamentos, no trabalho ou no prazer de viver, vale a pena buscar ajuda profissional. Com acompanhamento psicológico, é possível compreender a função desse sentimento e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com ele.


  • Como impulsividade influencia julgamentos éticos em situações sociais?

    Como impulsividade influencia julgamentos éticos em situações sociais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Sabe, quando a gente olha para a impulsividade pela lente da análise do comportamento, a gente para de ver isso como um "traço de personalidade", e passa a olhar como um padrão de comportamento que foi aprendido e reforçado.
    Pensando no dia a dia, um julgamento ético em uma situação social exige que a gente siga regras que são aqueles valores, leis e combinados sociais que a cultura nos ensinou que são importantes a longo prazo. Só que a impulsividade, na verdade, é uma escolha por reforçadores imediatos.
    Vou te dar um exemplo: imagine que alguém está em uma reunião de trabalho e um colega apresenta uma ideia que essa pessoa sabe que tem uma falha. Se ela for impulsiva, ela pode expor o colega ali na hora, de um jeito meio grosseiro.
    O que aconteceu no momento?
    O reforço imediato: Falar na hora trouxe um alívio rápido da frustração ou aquela sensação de "eu sei a resposta certa".
    A punição atrasada: Só depois vem a consequência ética e social o clima ruim, a quebra de confiança e a desaprovação do grupo.
    O "impulsivo" não necessariamente faz um julgamento ético ruim porque ele não conhece as regras sociais. Ele pode saber o que é certo ou errado. O problema é que o comportamento dele é muito mais controlado pelas consequências do aqui e agora do que pelas consequências que vão acontecer amanhã ou daqui a uma semana. O benefício imediato "ganha" o controle das ações dele. Em resumo, a impulsividade faz a balança pender para o que dá ganho agora, mesmo que isso custe um valor ético importante lá na frente. Faz sentido para você pensar dessa forma?


  • Minha cachorra morreu como superar isso e também a culpa?

    Minha cachorra morreu como superar isso e também a culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oi! Antes de tudo, eu sinto muito pela sua perda. Quando a gente perde um animal de estimação, perde alguém que fazia parte da rotina, da história e dos momentos mais simples da vida. É um luto legítimo e merece ser vivido. Sobre como superar, eu acredito que a palavra talvez não seja "superar", mas aprender a conviver com a ausência. No começo, tudo lembra a presença dela: os horários, os lugares da casa, os hábitos. Com o tempo, essas lembranças costumam deixar de causar apenas dor e passam a trazer também carinho e gratidão pelo tempo que vocês tiveram juntos. Quanto à culpa, ela é muito comum no processo de luto. O nosso cérebro tenta encontrar uma explicação para algo que foi muito doloroso e, muitas vezes, cria a sensação de que "eu poderia ter feito mais". Mas uma pergunta que eu gosto de fazer é: você tomou as decisões que tomou com as informações, os recursos e o amor que tinha naquele momento? Se a resposta for sim, então essa culpa talvez esteja tentando controlar algo que, na realidade, já não estava sob seu controle. Em vez de perguntar "o que eu deveria ter feito?", tente perguntar "o que essa culpa está tentando me dizer?". Muitas vezes, ela não fala sobre erro; ela fala sobre amor. Quanto maior o vínculo, maior pode ser a dificuldade de aceitar que nem sempre conseguimos evitar uma perda. Permita-se sentir tristeza sem interpretar isso como fraqueza ou falta de capacidade para seguir em frente. O luto não tem um prazo certo. Aos poucos, você vai construindo uma nova rotina, sem esquecer dela, mas levando esse vínculo de outra forma.

    E, se perceber que a culpa está impedindo você de viver o luto, trazendo sofrimento intenso ou persistente, conversar com um psicólogo pode ajudar muito a diferenciar responsabilidade real de uma culpa construída pela dor.
    Seja gentil com você. O fato de estar sofrendo já mostra o quanto ela foi importante na sua vida.


  • Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout )

    Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout ) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Olá! Então, pessoas mais rígidas podem ter um risco maior de desenvolver burnout, mas isso não significa que isso vá acontecer com todas. Na psicologia comportamental, entendemos que, quando a pessoa vive guiada por regras muito inflexíveis, como "eu preciso dar conta de tudo" ou "não posso falhar", ela tende a ignorar os próprios limites e sinais de cansaço. Com o tempo, esse padrão pode favorecer o esgotamento, principalmente quando existe sobrecarga no trabalho. Mas o burnout não tem uma única causa: fatores como excesso de demandas,, pouca autonomia e falta de reconhecimento também são muito importantes. A boa notícia é que a flexibilidade psicológica pode ser desenvolvida. Aprender a adaptar o comportamento às situações, respeitar os próprios limites e agir de acordo com os seus valores é um dos principais fatores de proteção para a saúde mental.
    Se vc percebe que esse padrão tem trazido sofrimento ou impacto na sua qualidade de vida, isso pode ser trabalhado em terapia. Espero ter ajudado um pouco!


  • Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Olá, quero te responder isso com bastante esperança e de acordo com estudos científicos. Mesmo depois de anos, ainda é possível ter uma melhora importante, sim. Sei que assusta muito e, para quem vive isso, pode dar a sensação de que nunca vai haver melhora né?. Na psicoterapia, entendemos especificamente cada caso. É comum que quanto mais você lute contra essa sensação ou fica monitorando se ela vai aparecer, mais ela tende a ganhar espaço. O tratamento ajuda justamente a quebrar esse ciclo, reduzindo a ansiedade e permitindo que você volte, aos poucos, a viver a sua rotina com mais tranquilidade. Eu realmente acredito que vale a pena buscar ajuda, porque existem tratamentos eficazes e muitas pessoas conseguem recuperar a qualidade de vida assim. Espero que você também consiga :)


  • Quais os comportamentos que podem contribuir para lidar com o luto ?

    Quais os comportamentos que podem contribuir para lidar com o luto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oi! Penso que o caminho mais saudável seja focar em comportamentos que respeitem o seu próprio ritmo, entendendo que não existe um prazo definido para a "dor passar". Em vez de buscar não sofrer, é recomendável se permitir sentir e expressar o sofrimento. Cuidar da alimentação, conversar com pessoas que você ama e te recebem bem, pode ajudar. Não se esqueça de valorizar pequenos movimentos de retomada a rotina, tipo: "hoje consegui tomar um chá com uma amiga" ou "ir para ao supermercado", e aos poucos vá inserindo atividades significativas, bem aos poucos. Lembre-se de que cada processo é único, e se estiver pesado demais buscar o suporte de um psicólogo pode ser necessário.


  • Como identificar se o sentimento de raiva está sendo expresso de forma saudável?

    Como identificar se o sentimento de raiva está sendo expresso de forma saudável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Pamela Marcelino Freitas

    Oiii, boa pergunta! É muito importante saber que a raiva, por si só, não é um problema. Ela é uma emoção natural e tem a função de sinalizar que algo importante para você foi ameaçado, foi injusto ou ultrapassou um limite. O que faz diferença é como você responde a ela. De forma saudável, a raiva permite que você expresse o que sente com respeito, estabeleça limites e busque soluções, sem machucar a si mesmo ou aos outros. Quando ela leva a explosões frequentes, agressividade, impulsividade ou, ao contrário, é sempre reprimida, pode ser um sinal de que vale a pena olhar para isso com mais cuidado. A boa notícia é que existem estratégias baseadas em evidências para aprender a lidar melhor com essa emoção. Se você sente que a raiva tem causado sofrimento ou prejuízos, buscar ajuda psicológica pode fazer toda a diferença.


Perguntas frequentes

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