Perguntas do paciente (9)
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Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela sua perda! Quando itens tão simbólicos somem assim, a sensação é a de que uma parte da nossa própria identidade foi arrancada de nós... Compreender a importância desse valor simbólico ajuda a legitimar a sua tristeza. O caminho para elaborar essa falta é perceber que, embora o objeto físico tenha se ido, os afetos e os significados que você depositou neles continuam pertencendo a você. A matéria se foi, mas o significado e a vivência da sua infância continuam intactos dentro de você. Digerir essa perda e o sentimento de invasão exige tempo e recolhimento.
Se você sentir que precisa de companhia para essa travessia, meu consultório está à disposição!
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Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)
Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não fez absolutamente nada de errado! Esse tempo que ele pediu não é um castigo para você. É só a mente dele tentando digerir a surpresa de ligar o próprio irmão à namorada atual. Ele precisa de espaço para processar o susto, o que fala sobre o momento dele, e não sobre um erro seu.
Quando a gente concentra todo o nosso apoio em uma única pessoa, qualquer instabilidade na relação traz a sensação real de que tudo vai desabar. Mas esse "tempo", por mais doloroso que seja, mostra que a sua segurança emocional não pode ficar tão refém das reações ou das escolhas do seu namorado!
É importante fortalecer a sua autonomia e lembrar que você consegue sim se sustentar, independentemente do rumo que o namoro tomar. Construir a sua própria base exige paciência e carinho consigo mesma.
Se cuida! Um abraço!
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TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma das perguntas mais delicadas e importantes quando falamos sobre dores profundas. Falar sobre cura no Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo exige que a gente mude um pouco a visão tradicional de cura médica, aquela ideia de que um sintoma simplesmente desaparece para sempre sem deixar nenhum vestígio.
Pela perspectiva da psicologia junguiana, o trauma crônico e repetido provoca uma espécie de fragmentação na nossa psique. Para conseguir sobreviver a ambientes ou situações de sofrimento contínuo, a mente cria defesas muito rígidas e isola essas memórias dolorosas em partes autônomas, que na nossa abordagem chamamos de complexos carregados de afeto. Quando você sente que os sintomas somem por um tempo e depois retornam com força, o que está acontecendo é que algum gatilho do presente tocou nessa ferida antiga, ativando esse complexo e inundando a sua consciência com as mesmas sensações de perigo do passado.
Por isso, em vez de focar em uma cura milagrosa que apague o que foi vivido, o caminho terapêutico trabalha com a ideia de integração. O trauma não deixa de fazer parte da sua biografia, mas ele perde o poder de ditar como você vive hoje. À medida que trazemos luz e consciência para essas dores, essas partes fragmentadas vão sendo acolhidas e reorganizadas dentro de você. Os sintomas podem até dar pequenos sinais em momentos de muito estresse, mas a grande diferença é que você adquire estrutura e recursos internos para não ser mais engolida por eles. A vida deixa de ser um eterno modo de sobrevivência.
Remendar essas fraturas da alma é um trabalho profundo, que mexe com estruturas muito antigas e delicadas do nosso desenvolvimento. Por essa razão, é indispensável estruturar um espaço seguro, como a psicoterapia, onde você possa olhar para essas feridas com o cuidado que elas exigem, sem o risco de se expor além do limite e no seu próprio ritmo.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Já é um grande passo você reconhecer isso. Olhar para os nossos próprios padrões de frente exige muita coragem e já é o começo de qualquer transformação!
Na psicologia junguiana, essa necessidade absoluta de estar sempre certo não é apenas teimosia: é uma armadura. Quando o nosso ego se sente ameaçado, ele confunde uma opinião contrária com um ataque direto a quem nós somos. No fundo, você não está defendendo uma ideia, está tentando defender a sua própria segurança/ identidade/ seu valor.
Sustentar essa rigidez cansa muito e custa caro nas relações... Por isso, é fundamental estruturar um espaço seguro, como a psicoterapia, para compreender a raiz dessa armadura e resgatar a sua flexibilidade. Se sentir que é o mom ento de olhar para isso, meu consultório está de portas abertas. Um abraço!
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito compreensível que você se pergunte se isso tudo é normal. Quando buscamos essa resposta, no fundo, estamos sentindo falta da validação que não está vindo do lado de fora. E sim, a sua tristeza e a vontade de se isolar fazem todo o sentido dentro do cenário que você descreve.
Para a psicologia junguiana, uma tristeza que parece surgir do nada é, na verdade, o inconsciente tentando nos enviar um recado importante. Você mencionou que sente que precisa pisar em ovos e que não consegue expressar o que pensa. Para manter o relacionamento em harmonia e evitar conflitos, você acabou precisando silenciar a sua própria verdade.
O ponto principal aqui é que a nossa voz e as nossas emoções são pura energia psíquica. Se essa energia não encontra uma saída para o mundo exterior — porque não há espaço para ela ser dita e acolhida —, ela não simplesmente desaparece. Ela é forçada a se voltar contra você mesma. É justamente esse movimento de repressão que o corpo e a mente traduzem em forma de choro intenso e melancolia. A sua tristeza não vem do nada; ela é o cansaço da sua alma por ter que se anular para caber em um lugar.
Desatar esses nós e compreender as razões inconscientes que sustentam essa dinâmica exige um olhar profundo e sem pressa. Por isso, considero fundamental estruturar um espaço seguro, como a psicoterapia, onde os seus sentimentos sejam o ponto central e recebam o respeito que merecem, sem que você precise medir o tamanho das suas palavras. Caso você sinta que é o momento de investigar essa tristeza e recuperar o seu chão, meu consultório está de portas abertas para te acompanhar. Um abraço sereno.
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Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas
Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.
Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.
Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É completamente compreensível sentir essa dor, e o primeiro passo é tirar o peso da vergonha ou da culpa das suas costas. Na psicologia, compreendemos que esses relacionamentos parassociais envolvem grandes projeções da nossa mente.
Quando admiramos alguém de forma intensa, depositamos nessa pessoa nossos maiores desejos, ideais e qualidades. O outro passa a funcionar como um espelho que reflete forças, talentos e potenciais que, na verdade, ainda estão adormecidos dentro de nós mesmos. É exatamente por isso que você sente tanta identificação e conexão. A grande verdade é que você só consegue reconhecer e amar toda essa beleza neles porque ela já existe, como uma semente, dentro de você!
Assim, podemos olhar para essa tristeza de talvez nunca ter a chance de conhecer o grupo como um sinal importante do seu interior: ela revela o tamanho da sua fome de conexão e o quanto você deseja se sentir integrado ao mundo externo e interno.
O caminho para esse sentimento se acalmar não é tentar ignorar o que sente, mas começar, no seu ritmo, a reverter essa energia tão bonita de identificação para a sua própria vida e realidade, trazendo esse movimento e essa busca por significado para as pequenas interações do seu dia a dia.
A psicoterapia pode ser um lugar para a gente acolher essa dor, entender o que a sua alma está buscando através dessa idealização e te ajudar a se movimentar na sua vida social de forma leve.
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Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã
Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aprender a diferenciar esse alarme de um problema físico exige uma pausa para observação... Para diferenciar a ansiedade de uma questão puramente biológica ou de um perigo real, vale notar como essa sensação se comporta.
O perigo real/problema de saúde físico são mais objetivos: o perigo está no presente imediato e o problema físico tende a se manter constante, sem mudar muito de acordo com o que você está pensando. A ansiedade, por outro lado, é flutuante e ligada ao futuro. Ela se alimenta da antecipação (o famoso "e se?") e costuma mudar de intensidade quando você altera o foco, respira com mais calma ou se percebe em um ambiente acolhedor.
O caminho mais seguro é sempre investigar a parte médica primeiro para descartar causas orgânicas. Se a saúde física estiver em dia, compreendemos que o corpo está usando a biologia para sinalizar que o lado emocional precisa de atenção! Por isso, estruturar um espaço seguro, como a psicoterapia, é essencial para investigar o que essa agitação tenta comunicar, sem a urgência do pânico.
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Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?
Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olhar para o controle digital parental como simplesmente bom ou mau seria reduzir uma dinâmica que é estruturalmente bem complexa. O caminho saudável não está nos extremos de proibir tudo ou liberar tudo, mas em usar essa ferramenta como um suporte temporário, que vai diminuindo à medida que a confiança e a autocrítica do jovem vão amadurecendo.
Encontrar esse equilíbrio entre proteger e dar liberdade mexe muito com os medos e as expectativas da família. Por isso, considero fundamental ter um espaço seguro, como a psicoterapia, onde sentimentos como a insegurança dos pais e o sufocamento dos filhos possam ser acolhidos e elaborados com clareza.
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É possível "reeducar" o cérebro para se acostumar a transar com camisinha após ter experimentado sem
É possível "reeducar" o cérebro para se acostumar a transar com camisinha após ter experimentado sem?
Eu estou em um relacionamento sério há algum tempo. Um dia, a minha namorada sugeriu de experimentarmos sem camisinha, pois segundo ela eu passaria a não mais querer fazer com camisinha. Assim que começou a menstruação dela nós experimentamos. Pois bem, fizemos isso duas vezes (em dois meses diferentes).
Acontece que ela disse que agora só faremos após o casamento. Perguntei a ela o porquê disso, e ela me explicou os motivos dela. Me senti um pouco enganado, mas entendi e respeitei. Após isso, eu não tenho mais sentido "tesão" durante o sexo com camisinha da mesma forma que eu sentia antes de saber como era a sensação sem proteção. Soma-se o fato dela ter me contato que só transava sem camisinha com o ex, faz me sentir ainda pior.
Agora, me parece que essa minha dificuldade de sentir o "tesão", não digo prazer, é mais da parte psicológica. E eu tenho buscado maneiras de "reeducar" meu cérebro para voltar a sentir essa vontade no sexo que eu sentia antes, mas tem sido muito difícil.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O seu bloqueio atual com a camisinha não é um problema físico, é emocional. Na psicologia, o nosso desejo responde diretamente ao que sentimos, então é bem provável que o preservativo acabou virando o símbolo de uma mágoa. Ele passou a carregar o peso de você ter se sentido enganado e, para piorar, a comparação dolorosa com o ex da sua namorada. A sua mente associou a camisinha a uma perda de validação dentro da relação.
Uma conversa sincera com a sua parceira sobre como você se sentiu com essa mudança de planos — expondo a sua vulnerabilidade, sem atacá-la — é essencial para desarmar essa barreira invisível que se criou entre vocês. Mexer com a nossa intimidade, autoestima e segurança exige muito acolhimento e paciência.
Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…