Perguntas do paciente (51)
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Os pacientes com fibromialgia têm déficit objetivo?
Os pacientes com fibromialgia têm déficit objetivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fibromialgia pode, sim, afetar a concentração e a memória, algo que muitas pessoas chamam de “névoa mental”. Isso acontece porque a dor crônica, o cansaço e as alterações do sono acabam consumindo energia do cérebro e dificultando a atenção, a organização do pensamento e a memória de curto prazo. Em geral, não se trata de uma doença degenerativa nem de perda progressiva das capacidades cognitivas, mas de um impacto funcional que pode variar conforme o nível de dor, estresse e qualidade do sono. Quando esses fatores melhoram, o funcionamento cognitivo também tende a melhorar.
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O fibrofog (névoa fibro) pode afetar o desempenho profissional?
O fibrofog (névoa fibro) pode afetar o desempenho profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a “névoa fibro” pode impactar o desempenho profissional, especialmente em atividades que exigem atenção constante, rapidez de raciocínio, organização e memória de curto prazo. Pessoas com fibromialgia podem perceber mais dificuldade para se concentrar por longos períodos, lembrar informações recentes, alternar entre tarefas ou manter o mesmo ritmo de produtividade em dias de dor ou fadiga intensa.
Esse impacto costuma variar bastante: há dias melhores e piores, e não se trata de incapacidade permanente ou perda intelectual. Com manejo adequado da dor, melhora do sono, organização de tarefas e, quando possível, ajustes no ambiente de trabalho (como pausas estratégicas e planejamento mais estruturado), o funcionamento tende a melhorar e o desempenho pode se manter satisfatório.
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Qual a diferença entre ser canhoto e ter lateralidade cruzada?
Qual a diferença entre ser canhoto e ter lateralidade cruzada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ser canhoto significa ter predominância do lado esquerdo do corpo para realizar a maioria das atividades, como escrever, desenhar, escovar os dentes ou chutar, ou seja, há uma lateralidade definida, apenas diferente da maioria das pessoas.
Já a lateralidade cruzada acontece quando não há uma predominância homogênea do mesmo lado em diferentes funções. Por exemplo, a criança pode escrever com a mão esquerda, mas chutar com o pé direito ou ter dominância ocular direita. Nesse caso, não é simplesmente “ser canhoto”, mas apresentar uma organização lateral mista.
A lateralidade cruzada não é, por si só, um problema, mas em alguns casos pode estar associada a dificuldades de organização espacial, leitura e escrita, especialmente se a definição lateral ainda estiver imatura. Quando necessário, atividades psicomotoras podem ajudar na consolidação da lateralidade.
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Como desenvolver a coordenação motora fina das crianças canhotas?
Como desenvolver a coordenação motora fina das crianças canhotas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para desenvolver a coordenação motora fina de uma criança canhota, o mais importante é respeitar sua lateralidade, sem tentar forçar a troca de mão, e adaptar o ambiente para que ela se sinta confortável ao usar a mão esquerda. Atividades como brincar com massinha, encaixar peças pequenas, recortar, enfiar contas em barbante, fazer traçados e desenhar ajudam a fortalecer os músculos das mãos e aprimorar a precisão dos movimentos. Também é importante orientar a postura correta do papel (levemente inclinado para a direita) e a forma de segurar o lápis, evitando tensão excessiva. Com estímulos adequados e prática regular, a coordenação tende a evoluir de forma natural e saudável.
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Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po
Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua reação durante a crise, ter se aberto com a gerente, não foi uma escolha racional, mas resultado do sofrimento emocional que você estava vivendo. É natural que sua namorada tenha ficado chateada, especialmente porque ela também está lidando com problemas familiares e pediu um tempo justamente para se organizar. Isso não significa que o relacionamento acabou, mas sim que ela precisa de espaço para lidar com tudo.
Para recuperar a confiança, é importante reconhecer o impacto do ocorrido, explicar com sinceridade que você estava em crise e não teve intenção de expor nada, e respeitar o tempo que ela pediu. Ao mesmo tempo, cuide de você: essas crises merecem atenção e acolhimento profissional se continuarem. Com diálogo, honestidade e paciência, ainda há espaço para que vocês se reconectem quando ambos estiverem mais tranquilos.
Indico a psicoterapia e fico à disposição!
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Acontece coisa interessante no cérebro ao repetir uma palavra prolongando as letras por vários minut
Acontece coisa interessante no cérebro ao repetir uma palavra prolongando as letras por vários minutos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse fenômeno é chamado de saciação semântica. Quando uma palavra é repetida continuamente, as áreas do cérebro responsáveis pelo seu significado, especialmente regiões do lobo temporal, ficam temporariamente saturadas. Essa repetição constante leva a uma leve “dessensibilização”, fazendo com que a palavra perca momentaneamente seu sentido e passe a ser percebida apenas como som.
Além disso, ocorre uma forma de adaptação neural: os neurônios envolvidos no processamento daquela palavra reduzem sua resposta pela falta de novidade do estímulo. Com isso, o cérebro deixa de tratá-la como linguagem e começa a processá-la principalmente como estímulo auditivo, envolvendo mais áreas relacionadas ao som do que ao significado. Quando a prolongação da palavra é ritmada, esse processo pode até induzir um estado semelhante ao de práticas meditativas, gerando relaxamento ou uma sensação leve de estranhamento. Tudo isso é normal e temporário, fazendo parte da forma como o cérebro lida com repetições intensas.
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Qual a diferença entre o teste Wasi (Escala Wechsler Abreviada de Inteligência ) e o WAIS-IV (Escala
Qual a diferença entre o teste Wasi (Escala Wechsler Abreviada de Inteligência ) e o WAIS-IV (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos, Quarta Edição) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O WASI e o WAIS-IV diferem principalmente em extensão, finalidade e profundidade da avaliação. O WASI é uma versão abreviada destinada a oferecer uma estimativa rápida do funcionamento intelectual, sendo muito utilizado em triagens, pesquisas ou situações em que não é possível aplicar um instrumento completo. Sua aplicação costuma durar entre 15 e 30 minutos e utiliza apenas 2 ou 4 subtestes, o que permite calcular um QI Verbal, um QI de Execução e um QI Total, porém com precisão limitada.
Já o WAIS-IV é a escala completa de inteligência para adultos e é considerado o padrão-ouro para avaliações clínicas, neuropsicológicas e periciais. Ele possui 10 subtestes principais e outros suplementares, fornecendo não apenas o QI Total, mas também quatro índices detalhados: Compreensão Verbal, Raciocínio Perceptual, Memória de Trabalho e Velocidade de Processamento. Sua aplicação dura de 1h30 a 2h e oferece um perfil cognitivo amplo e preciso. Enquanto o WASI serve para estimativa, o WAIS-IV é imprescindível quando o objetivo é realizar uma avaliação diagnóstica completa.
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É possível usar o teste WAIS-IV (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos) em pessoas com dificu
É possível usar o teste WAIS-IV (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos) em pessoas com dificuldades de linguagem ou surdez?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o WAIS-IV pode ser aplicado em pessoas com dificuldades de linguagem ou surdez, mas isso exige cuidado, adaptações e uma interpretação muito criteriosa. Em pessoas surdas, especialmente aquelas que usam Libras ou têm perda auditiva significativa, subtestes verbais como Semelhanças, Vocabulário e Informação podem não refletir suas reais habilidades cognitivas, já que dependem da linguagem oral. Nestes casos, é possível utilizar intérprete treinado, focar mais nos subtestes não verbais e evitar conclusões baseadas no QI Total, que tende a ficar subestimado. A recomendação clínica é interpretar índices separadamente, sobretudo os de raciocínio perceptual e velocidade de processamento.
Em indivíduos com dificuldades de linguagem, o raciocínio é semelhante: os subtestes verbais podem ser afetados por limitações linguísticas, e não necessariamente por déficit cognitivo. Por isso, a avaliação deve priorizar subtestes de performance e considerar a linguagem como variável interveniente. É importante lembrar que o WAIS-IV não foi padronizado para pessoas surdas ou com importantes transtornos de linguagem, de modo que testes não verbais às vezes são opções mais precisas. Em qualquer situação, o profissional deve registrar as adaptações feitas e interpretar os resultados com cautela.
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A pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) reconhece que suas crenças são irracionais?
A pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) reconhece que suas crenças são irracionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Na maior parte dos casos, a pessoa com TOC tem consciência de que suas obsessões e compulsões são exageradas ou irracionais, mas sente dificuldade em controlá-las devido à ansiedade intensa que provocam.
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O que causa a ansiedade em quem tem Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de superstição?
O que causa a ansiedade em quem tem Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de superstição?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade no TOC de superstição é causada por uma interpretação disfuncional do pensamento mágico, em que o indivíduo acredita que seus pensamentos ou ações podem influenciar diretamente eventos externos. Essa crença provoca medo e sensação de responsabilidade exagerada, levando à execução de rituais para aliviar a angústia, o que, por sua vez, reforça o ciclo obsessivo-compulsivo.
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O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar alucinações?
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar alucinações?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TOC, por si só, não causa alucinações. No transtorno obsessivo-compulsivo, os pensamentos que surgem, chamados de obsessões, são produzidos pela própria mente da pessoa, e ela geralmente reconhece isso, mesmo que sejam incômodos ou irracionais. Já as alucinações envolvem perceber coisas que não estão realmente presentes, como ouvir vozes ou ver algo inexistente, o que é típico de outros transtornos, como os psicóticos.
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O que fazer durante um episódio de "visão de túnel" intensa?
O que fazer durante um episódio de "visão de túnel" intensa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A visão de túnel é resultado da ativação do sistema nervoso simpático, o mesmo que prepara o corpo para “lutar ou fugir”. Ao reduzir a ansiedade e desacelerar a respiração, o sistema parassimpático (responsável pelo relaxamento) entra em ação, e a visão volta ao normal.
Ações que podem ajudar:
1. Respire devagar e profundamente. Inspire pelo nariz contando até 4, segure por 2 segundos e expire lentamente pela boca contando até 6. Repita várias vezes.
2. Aterre-se no presente. Observe e diga mentalmente: 5 coisas que você vê, 4 que pode tocar, 3 que pode ouvir, 2 que pode cheirar e 1 que pode saborear.
3. Afrouxe o corpo. Solte os ombros, o maxilar e as mãos, o relaxamento físico ajuda a reduzir o foco visual estreito.
4. Mude o foco. Olhe ao redor devagar, tentando notar o ambiente periférico novamente; isso ajuda o cérebro a sair do modo de alerta.
5. Lembre-se: a sensação passa em poucos minutos quando o corpo começa a se acalmar.
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. O que é a "masculinização" dos critérios diagnósticos de autismo?
. O que é a "masculinização" dos critérios diagnósticos de autismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A chamada “masculinização dos critérios diagnósticos” do autismo se refere ao fato de que os critérios usados historicamente para identificar o Transtorno do Espectro Autista (TEA) foram baseados principalmente em estudos e observações de meninos.
O que isso significa na prática?
Durante décadas, a maioria das pesquisas sobre autismo foi feita com populações masculinas, e os sinais descritos nos manuais diagnósticos (como o DSM ou o CID) refletem maneiras mais típicas dos meninos expressarem o autismo, por exemplo, interesses restritos muito visíveis (trens, números, tecnologia) ou comportamentos repetitivos mais evidentes.
E as meninas?
Muitas meninas e mulheres autistas apresentam manifestações mais sutis e socialmente adaptadas do autismo. Elas:
Tendem a imitar comportamentos sociais para se ajustar;
Desenvolvem estratégias de camuflagem (ou masking), tentando esconder dificuldades sociais;
Têm interesses intensos, mas socialmente aceitos (ex: literatura, animais, psicologia);
Mostram maior sensibilidade emocional e empatia aparente, o que pode mascarar dificuldades internas.
Como resultado, muitas passam despercebidas por profissionais de saúde e educação, sendo diagnosticadas tardiamente ou com outros transtornos (como ansiedade, depressão ou TDAH).
Hoje, o que está mudando?
Pesquisas recentes e movimentos de mulheres autistas vêm reivindicando uma revisão dos critérios diagnósticos e uma compreensão mais inclusiva do espectro, que leve em conta as diferenças de gênero e as diversas formas de vivenciar e expressar o autismo.
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A camuflagem social é uma forma de insistência na mesmice no Transtorno do espectro autista (TEA) ?
A camuflagem social é uma forma de insistência na mesmice no Transtorno do espectro autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A camuflagem social e a insistência na mesmice são fenômenos distintos no Transtorno do Espectro Autista (TEA). A insistência na mesmice é uma característica central do autismo, manifestando-se como a necessidade de previsibilidade, rotina e estabilidade para reduzir a ansiedade e lidar com um ambiente percebido como imprevisível. Já a camuflagem social é uma estratégia aprendida, usada para mascarar ou disfarçar traços autísticos, imitando comportamentos neurotípicos e evitando rejeição social.
Embora não sejam o mesmo fenômeno, ambos refletem uma busca por controle e segurança diante da imprevisibilidade. A camuflagem pode ser entendida como uma forma de “manter a mesmice” no âmbito social, pois ajuda a pessoa a prever reações e evitar situações desconfortáveis. No entanto, diferentemente da insistência na mesmice, ela é uma resposta adaptativa e exaustiva, frequentemente associada à sobrecarga emocional, ansiedade e dificuldades de autopercepção em mulheres autistas.
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Como as mulheres autistas podem comunicar sua necessidade de rotina a outras pessoas ?
Como as mulheres autistas podem comunicar sua necessidade de rotina a outras pessoas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas mulheres autistas sentem conforto e segurança quando têm uma rotina estruturada, isso ajuda a reduzir a ansiedade e facilita o dia a dia. Para comunicar essa necessidade a outras pessoas, é importante expressar de forma clara, direta e tranquila.
Exemplos (considerando nível de suporte 1 - com verbalização):
“Eu me organizo melhor quando sigo uma rotina.”
“Mudanças de última hora me deixam um pouco ansiosa, então gosto de ser avisada com antecedência.”
“Ter uma sequência de atividades me ajuda a me sentir mais tranquila e produtiva.”
Também pode ajudar explicar o porquê disso, mostrando que não é uma “mania”, mas uma necessidade de bem-estar e funcionamento.
Se for difícil falar diretamente, é possível escrever ou combinar sinais (como um lembrete visual ou um recado), para que as pessoas próximas entendam e respeitem sua forma de se organizar.
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Como posso ajudar uma criança autista a se acostumar com novas situações?
Como posso ajudar uma criança autista a se acostumar com novas situações?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para ajudar uma criança autista a se acostumar com novas situações, é importante oferecer preparo, previsibilidade e acolhimento emocional. Explicar antecipadamente o que vai acontecer, usando uma linguagem simples e concreta, ajuda a reduzir a ansiedade. Recursos visuais, como fotos, vídeos ou desenhos, tornam o novo mais familiar, e pequenas simulações ou brincadeiras de “fazer de conta” permitem que ela experimente a mudança de forma segura. Manter elementos conhecidos, como um objeto preferido ou uma rotina de conforto, também favorece a adaptação. Durante o processo, é essencial validar os sentimentos da criança e respeitar seu tempo, sem forçar. Com apoio e experiências positivas, ela aprende, aos poucos, que o novo pode ser previsível e seguro.
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A inflexibilidade é sempre acompanhada por crises (meltdowns)?
A inflexibilidade é sempre acompanhada por crises (meltdowns)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, a inflexibilidade nem sempre leva a crises (meltdowns), embora, em alguns casos, isso possa acontecer.
A inflexibilidade cognitiva é uma característica do TEA que se manifesta como dificuldade em lidar com mudanças, imprevistos ou novas formas de fazer as coisas. Quando o ambiente é previsível e as demandas são apresentadas de forma gradual, muitas crianças e adultos autistas conseguem lidar bem, sem chegar ao ponto de uma crise.
O meltdown costuma acontecer quando há acúmulo de estresse, frustração ou sobrecarga sensorial e emocional, isto é, quando a pessoa é exposta a muitas mudanças ou estímulos sem o suporte adequado.
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. Quais são os sinais de inflexibilidade em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
. Quais são os sinais de inflexibilidade em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A inflexibilidade em crianças diagnosticadas com TEA aparece de várias formas e costuma estar relacionada à dificuldade em lidar com mudanças ou situações inesperadas. Alguns sinais comuns incluem:
Resistência a mudanças na rotina — a criança pode ficar muito irritada, ansiosa ou triste quando algo sai do habitual (por exemplo, mudar o caminho para a escola ou o horário das refeições).
Preferência por regras rígidas — tende a querer que tudo seja feito “do jeito certo” ou sempre da mesma forma.
Dificuldade em aceitar imprevistos — pequenas alterações, como trocar de roupa ou mudar o prato do almoço, podem gerar grande desconforto.
Fixação por interesses ou temas específicos, com dificuldade em mudar de assunto ou atividade.
Reações intensas diante de frustrações, como choro ou isolamento quando algo não acontece como esperado.
Dificuldade em ver diferentes pontos de vista, tendendo a interpretar as situações de forma literal ou única.
Esses comportamentos não significam “teimosia” ou “birra”, mas uma necessidade de previsibilidade e segurança. Com apoio terapêutico, uso de rotinas estruturadas, preparo prévio para mudanças e estratégias de regulação emocional, a criança pode aprender, aos poucos, a lidar melhor com a flexibilidade.
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. Como podemos ajudar uma mulher autista a lidar com a inflexibilidade cognitiva?
. Como podemos ajudar uma mulher autista a lidar com a inflexibilidade cognitiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Algumas estratégias que ajudam:
Antecipar mudanças: avisar com antecedência quando algo vai sair da rotina, explicando o que vai acontecer e por que.
Usar rotinas visuais ou escritas, que dão sensação de controle e previsibilidade.
Treinar pequenas variações no dia a dia, de forma leve e segura, para ampliar a tolerância a imprevistos.
Explorar técnicas de regulação emocional, como respiração, pausas sensoriais ou atividades relaxantes.
Trabalhar com um(a) terapeuta para desenvolver estratégias personalizadas e fortalecer a flexibilidade de pensamento de forma gentil.
O mais importante é entender que cada pequena conquista já representa um avanço e que a meta não é eliminar a rigidez, mas, sobretudo, aprender a lidar melhor com ela, reduzindo o sofrimento e ampliando o bem-estar.
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O que é a "cegueira do contexto" na comunicação? .
O que é a "cegueira do contexto" na comunicação? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A “cegueira do contexto” é uma dificuldade comum em pessoas no espectro autista e se refere à tendência de não perceber ou interpretar adequadamente as hipótese, metáforas, sátiras sociais e situacionais que dão sentido à comunicação.
Em outras palavras, a pessoa pode compreender as palavras literalmente, mas ter dificuldade para captar o “não dito”, como o tom de voz, as expressões faciais, a ironia, o humor ou as regras sociais implícitas.
Por exemplo: se alguém diz “que bom que você chegou cedo” de forma irônica, a pessoa com cegueira do contexto pode entender literalmente que chegou no horário, sem perceber o tom de crítica.
Essa “cegueira” não é falta de empatia, mas uma diferença no modo como o cérebro processa informações sociais. Com apoio terapêutico, exercícios de interpretação de situações reais e feedback claro e gentil, é possível desenvolver maior consciência sobre o contexto e tornar a comunicação mais fluida e confortável.
Perguntas frequentes
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Olá. Atualmente uso Vortioxetina 20mg, Venvanse 50mg e Aripiprazol 0,5mg. Tenho sentido que minha an
Olá! Primeiramente sobre a ansiedade. Embora a vortioxetina seja eficaz para…