Perguntas do paciente (34)

  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Entendo como deve estar sendo difícil vivenciar tudo isso, especialmente quando até tarefas básicas e sair do quarto estão se tornando difíceis. O fato de você estar buscando ajuda novamente é importante, e não significa que você tenha perdido as oportunidades ou que esteja estagnada para sempre.

    Pelo que você relata, acredito que seja importante fazer uma avaliação psicológica mais cuidadosa para compreender como você está neste momento e quais recursos de tratamento podem ser necessários. Como você já faz acompanhamento no CAPS e utiliza medicação, também é importante manter esse acompanhamento e conversar com a equipe sobre a intensidade dos sintomas e sobre a possibilidade de precisar de um cuidado mais intensivo.

    A internação não é automaticamente necessária porque você está com depressão ou porque está com dificuldade para realizar suas atividades. Ela costuma ser considerada quando há necessidade de um nível de cuidado que não pode ser oferecido com segurança em acompanhamento ambulatorial, especialmente diante de risco à própria pessoa ou de grande comprometimento do funcionamento. Isso precisa ser avaliado individualmente.

    Antes de marcarmos, preciso também saber uma coisa importante: você tem pensado em morrer, em se machucar ou em tirar a própria vida? Se sim, ou se sentir que não consegue se manter segura, procure imediatamente o CAPS/serviço de emergência da sua região e permaneça acompanhada por alguém de confiança.


  • Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz

    Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Olá! É importante você procurar o médico que te receitou a medicação e conversar a respeito disso.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    A depressão não fica exatamente “na espreita” esperando algo ruim acontecer. Mas, para quem já passou por um episódio depressivo, algumas experiências difíceis podem aumentar a vulnerabilidade para que os sintomas retornem.

    Perdas, conflitos, rejeições, mudanças importantes ou períodos prolongados de estresse podem reativar formas de pensar, sentir e agir que já estiveram presentes em episódios anteriores. Aos poucos, podem aparecer novamente o isolamento, a perda de interesse, alterações no sono, pensamentos negativos e uma redução da capacidade de lidar com as demandas da vida.

    É por isso que compreender o que acontece com você quando algo difícil acontece pode ser tão importante quanto tratar a própria depressão. A psicoterapia pode ajudar a identificar esses padrões, reconhecer sinais de recaída mais cedo e construir maneiras mais eficazes de atravessar períodos de maior vulnerabilidade.

    Se você percebe que acontecimentos difíceis costumam desencadear esse ciclo novamente, esse é justamente um tema que podemos investigar juntos em terapia.


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    O que você descreve tem sido muito comum na clínica e merece atenção, especialmente quando o comportamento passa a fugir do seu controle ou começa a causar prejuízos no relacionamento, no trabalho ou em outras áreas da vida.

    A ajuda indicada é a de um psicólogo, preferencialmente com experiência em comportamentos compulsivos. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens com maior respaldo científico para esses casos. Em algumas situações, também pode ser recomendada uma avaliação com um psiquiatra.

    O tratamento busca compreender os gatilhos que mantêm esse comportamento, desenvolver estratégias para recuperar o autocontrole e construir formas mais saudáveis de lidar com emoções, estresse e impulsos. Com o acompanhamento adequado, a maioria das pessoas apresenta melhora significativa. Buscar ajuda é um passo importante e, na maioria das vezes, traz bons resultados.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Sinto muito pela sua perda. O que você está vivendo é uma reação muito comum no luto por um animal de estimação. Pensamentos como “eu poderia ter feito mais” costumam surgir porque nosso cérebro tenta encontrar uma explicação para uma perda tão dolorosa, e isso não significa, necessariamente, que você pudesse ter evitado a partida dela. A saudade e a dor ao ver outros cães também fazem parte desse processo. Aos poucos, a dor tende a se transformar, sem que isso diminua o amor ou a importância do vínculo que vocês construíram. Se você perceber que esse sofrimento continua muito intenso ou está difícil de enfrentar sozinha, buscar ajuda psicológica pode ser um passo importante. Um profissional pode ajudá-la a elaborar essa perda e a atravessar o luto de forma mais saudável e acolhedora.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Essa sensação é mais comum do que parece e pode ter diferentes causas. Algumas pessoas desenvolvem uma tendência a assumir responsabilidades além do que realmente lhes cabe, o que pode gerar sobrecarga, culpa e ansiedade. Para começar a mudar isso, vale a pena se perguntar: “Isso realmente depende de mim ou estou tentando controlar algo que foge ao meu alcance?” Aprender a diferenciar o que está sob o seu controle daquilo que não está, estabelecer limites e aceitar que nem tudo terá o resultado que você deseja são habilidades que podem ser desenvolvidas aos poucos. Isso não significa deixar de se importar, mas distribuir a responsabilidade de forma mais realista. Se essa sensação tem sido frequente e está causando sofrimento, a psicoterapia pode ajudar a compreender a origem desse padrão e desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com as responsabilidades do dia a dia.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Sim. O término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não se perde apenas a presença da outra pessoa, mas também os planos, as expectativas e a rotina construída com ela. Por isso, é natural sentir tristeza, saudade, raiva, culpa ou até alívio, e essas emoções podem coexistir.

    Superar essa dor não significa esquecer o que foi vivido, mas elaborar a perda e, aos poucos, reconstruir a própria vida. Esse processo costuma exigir tempo, autocuidado e uma rede de apoio. Vale lembrar que cada pessoa vivencia o luto de uma forma, e não existe um prazo “certo” para superá-lo. Se o sofrimento estiver muito intenso ou persistente, a psicoterapia pode ajudar a elaborar essa experiência e favorecer uma adaptação mais saudável.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    A tristeza faz sentido. Quando perdemos objetos da infância sem termos participado da decisão, não estamos perdendo apenas coisas, mas também lembranças, parte da nossa história e um sentimento de continuidade da nossa própria vida. É comum surgirem emoções como tristeza, raiva e até um sentimento de injustiça.

    Embora não seja possível recuperar o que foi perdido, é possível elaborar essa experiência e encontrar outras formas de preservar as memórias e o significado que esses objetos tinham para você. Se essa perda continua causando um sofrimento intenso ou recorrente, a psicoterapia pode ajudar a ressignificar essa vivência e a lidar com as emoções envolvidas.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    O que você descreve vai muito além de uma timidez comum. A intensidade do medo, as reações do seu corpo diante das interações e o quanto isso tem limitado sua vida pessoal e profissional mostram que esse sofrimento merece atenção e cuidado.

    Os profissionais mais indicados para avaliar e tratar esse tipo de dificuldade são o psicólogo e, quando necessário, o psiquiatra. A psicoterapia oferece um espaço seguro, sem julgamentos, para compreender o que está acontecendo e desenvolver, aos poucos, recursos para lidar com esse medo. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica pode complementar esse cuidado, mas essa necessidade é individual.

    Você disse que tem medo de não ser levada a sério. Quero que saiba que esse tipo de sofrimento é real e merece ser acolhido. Se você se identificou com esse relato, reflita sobre a possibilidade de buscar ajuda. Há tratamentos que podem reduzir esse sofrimento e melhorar sua qualidade de vida. Procurar um psicólogo é um primeiro passo importante para compreender o que está acontecendo e receber o cuidado mais adequado às suas necessidades.


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Reconhecer esse padrão já é um passo muito importante. Ter convicções não é um problema; a dificuldade surge quando precisamos estar certos o tempo todo ou quando passamos a interpretar opiniões diferentes como se fossem uma ameaça. Nesses momentos, é comum defendermos nosso ponto de vista sem conseguir considerar outras possibilidades.

    Uma habilidade importante é desenvolver flexibilidade cognitiva, ou seja, a capacidade de avaliar uma mesma situação por diferentes perspectivas. Isso não significa abrir mão dos seus valores ou concordar com tudo, mas admitir que duas pessoas podem interpretar o mesmo fato de maneiras diferentes e que, muitas vezes, há elementos válidos em ambas as visões. Essa flexibilidade é essencial para a convivência, os relacionamentos e o ambiente de trabalho.

    Na prática, antes de defender uma opinião, experimente se perguntar: “O que essa pessoa pode estar percebendo que eu não estou?”, “Existe alguma parte da fala dela que faz sentido?” ou “Se eu estivesse no lugar dela, como enxergaria essa situação?”. Essas perguntas ajudam a ampliar a compreensão sem exigir que você abandone suas próprias ideias.

    É importante reconhecer uma limitação: às vezes, essa dificuldade está relacionada a padrões de personalidade, experiências de vida ou formas aprendidas de lidar com conflitos. Nesses casos, mudar esse funcionamento costuma exigir prática e autoconhecimento. A psicoterapia seria de grande ajuda para identificar a origem desse padrão e desenvolver uma forma mais flexível de pensar, favorecendo relações mais saudáveis e uma comunicação mais eficaz.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Sim, em alguns casos é possível reconstruir o respeito em um relacionamento, mesmo depois de anos de conflitos e mágoas. Mas isso geralmente não acontece apenas com a passagem do tempo ou com a vontade de “começar de novo”. É necessário compreender o que aconteceu com esse vínculo e trabalhar os padrões que foram se construindo ao longo dos anos.

    Quando um casal passa muito tempo em ciclos de críticas, ofensas e afastamento, muitas vezes os dois deixam de enxergar o outro com abertura e passam a reagir mais à dor acumulada do que à pessoa que está diante deles. A terapia de casal pode ajudar a identificar esses ciclos, reconstruir formas mais saudáveis de comunicação e avaliar se existe espaço para uma nova construção da relação.

    É importante dizer que nem todos os relacionamentos conseguem ou devem ser reconstruídos. Isso depende da história do casal, da disponibilidade de ambos para mudanças e da existência de respeito e segurança mínimos para esse processo.

    Se existe desejo de compreender melhor o que aconteceu e avaliar se ainda é possível reconstruir essa relação, a terapia de casal pode ser um caminho para esse processo.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    O que você descreve pode ser muito difícil de vivenciar.

    Sentimentos de tristeza intensa, vontade de se isolar, chorar e a sensação de não ser compreendido ou de precisar “pisar em ovos” para se expressar podem acontecer em diferentes momentos da vida e por diversos motivos. Nem sempre conseguimos identificar imediatamente a origem dessas emoções, porque elas costumam ser influenciadas por uma combinação de fatores, como experiências passadas, situações atuais, a forma como interpretamos os acontecimentos e até aspectos biológicos.

    Também é comum que, quando uma pessoa percebe repetidamente que seus sentimentos não são acolhidos ou validados, isso aumente o sofrimento emocional. A validação não significa que o outro precise concordar com tudo o que sentimos, mas que consiga reconhecer e compreender nossa experiência. Quando isso não acontece de forma recorrente, é natural que surjam sentimentos de tristeza, insegurança ou dificuldade para se expressar.

    Ao mesmo tempo, apenas com esse relato não é possível concluir o que está acontecendo. Essas experiências podem estar relacionadas a diferentes contextos e merecem ser compreendidas dentro da sua história de vida, dos seus relacionamentos e da forma como essas emoções vêm se manifestando ao longo do tempo.

    Se você percebe que essa tristeza tem sido frequente, intensa, está interferindo na sua qualidade de vida ou nos seus relacionamentos, vale a pena buscar uma avaliação psicológica. Na psicoterapia, é possível investigar a origem desses sentimentos, compreender os padrões que podem estar contribuindo para esse sofrimento e desenvolver estratégias para lidar com eles de forma mais saudável.

    Você não precisa enfrentar isso sozinho(a). Compreender o que está acontecendo é, muitas vezes, o primeiro passo para promover mudanças significativas e construir relações mais seguras consigo mesmo(a) e com os outros.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    A ansiedade é uma experiência que envolve tanto a mente quanto o corpo. Quando percebemos uma ameaça, real ou imaginada, nosso organismo ativa sistemas de alerta que podem gerar sensações como aceleração dos batimentos cardíacos, tensão, inquietação, dificuldade de relaxar e pensamentos mais acelerados. Isso faz parte de uma resposta natural de proteção do nosso corpo.

    A diferença entre ansiedade e uma situação de perigo real nem sempre é simples, porque as sensações físicas podem ser muito parecidas. Por isso, é importante observar o contexto: existe uma ameaça concreta acontecendo naquele momento? A reação está proporcional à situação? Esses pensamentos e sensações estão se repetindo mesmo quando não há um risco presente?

    Também é importante lembrar que sensações físicas intensas não significam necessariamente que existe um perigo. O sistema de alerta do organismo pode ser ativado mesmo quando estamos diante de uma possibilidade, uma preocupação ou uma interpretação de ameaça.

    Quando essa sensação de estar sempre em alerta, a mente acelerada ou a dificuldade de relaxar começam a causar sofrimento ou interferir na vida, vale buscar uma avaliação profissional. A psicoterapia pode ajudar a compreender esses padrões, diferenciar sinais de ameaça real de respostas de ansiedade e desenvolver formas mais equilibradas de lidar com essas experiências.


  • Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?

    Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    O controle parental digita é uma ferramenta útil quando utilizado como um recurso de proteção e acompanhamento, especialmente para ajudar crianças e adolescentes a desenvolverem uma relação mais segura com a tecnologia.

    Mas é importante lembrar que nenhum aplicativo substitui aquilo que é mais importante: a construção de uma relação de confiança entre a família e o adolescente. O objetivo não deve ser apenas controlar o acesso, mas ensinar, conversar, orientar e ajudar o jovem a desenvolver autonomia e responsabilidade no uso das telas.

    Quando o controle digital é utilizado sem diálogo ou como uma forma de vigilância constante, pode aumentar conflitos e afastar a família. Quando é acompanhado de comunicação aberta, limites claros e presença dos responsáveis, pode ser um apoio dentro de uma educação digital saudável.

    A adolescência é uma fase de muitas mudanças, em que o jovem está construindo sua identidade, buscando autonomia e aprendendo a lidar com escolhas e consequências. Um acompanhamento psicológico pode ser um recurso importante para ajudar o adolescente a atravessar esse período com mais equilíbrio, desenvolvendo habilidades emocionais e de relacionamento.

    Da mesma forma, a psicoterapia pode auxiliar pais e responsáveis a compreender melhor essa fase, encontrar formas mais assertivas de orientar, estabelecer limites e reduzir ciclos de conflito na relação familiar.

    Mais importante do que a ferramenta utilizada é a qualidade do vínculo construído. A tecnologia muda rapidamente, mas diálogo, confiança e orientação continuam sendo os principais recursos para proteger e acompanhar crianças e adolescentes.


  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    O que você descreve é um fenômeno que pode acontecer em pessoas com ansiedade, mas, por si só, não permite concluir que essa seja a causa.

    Na ansiedade, é comum que a atenção fique excessivamente voltada para o próprio corpo (como batimentos cardíacos, respiração, tensão muscular ou sensação de cansaço). Esse estado de hipervigilância faz com que sensações físicas normais sejam percebidas com muito mais intensidade, aumentando a preocupação e, em alguns casos, a própria sensação de fadiga.

    O fato de você ter percebido mais cansaço enquanto caminhava prestando atenção aos sintomas e, depois, ter feito o mesmo percurso conversando com outra pessoa, sem praticamente notar o esforço, é compatível com o que a psicologia chama de atenção seletiva. Quando nossa atenção fica concentrada nos sintomas, eles tendem a parecer mais intensos. Quando ela é direcionada para outra atividade, como uma conversa, a percepção desses sintomas pode diminuir.

    No entanto, é importante destacar que essa observação não substitui uma avaliação médica. Como você ainda não realizou exames, vale a pena investigar também possíveis causas físicas para o cansaço, como alterações cardiovasculares, respiratórias, hormonais, metabólicas ou outras condições que possam contribuir para esses sintomas.

    Se a avaliação médica não identificar uma causa orgânica que explique o quadro, a psicoterapia pode ajudar a compreender como a ansiedade influencia a percepção das sensações corporais e ensinar estratégias eficazes para reduzir a hipervigilância, manejar os pensamentos ansiosos e retomar atividades como caminhar e correr com mais segurança e tranquilidade.

    É muito positivo que você tenha observado essa diferença entre os dois momentos. Esse tipo de percepção costuma fornecer informações valiosas sobre como a atenção, os pensamentos e as emoções podem influenciar nossa experiência física, e pode ser um excelente ponto de partida para um trabalho terapêutico mais aprofundado.


  • Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado

    Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado uma pessoa difícil e estamos discutindo constantemente, nossa primeira discussão foi porque ele começou a questionar respostas de comentários das minhas fotos de 2022, época que eu não estava com ele, e nos comentários não tinha nada de mais. Ele sempre questiona coisas bobas e sempre faz muitas perguntas e quer saber muitos detalhes sempre, ele viu uma foto antiga com um amigo meu e começou a questionar, vocês estão muito perto não acha? Como vocês conversavam? porque tirou essa foto? para quem mandou? porque tirou para mandar para outra pessoa?... Isso me incomoda e ao falar sobre com ele, ele fala que só está tentando me entender melhor e que não tem culpa de eu só ter tido relacionamentos rasos e que passado importa para ele, isso está acabando com a minha cabeça e eu não estou conseguindo ficar feliz, pois sei que quando ele está perto e estamos conversando eu posso falar algo ou fazer e ele começar a questionar e acabar com o momento feliz. Ele já falou que não é ciúmes e nem desconfiança. Sinto que nenhuma resposta e o suficiente para ele. O que fazer? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Pelo seu relato, parece que essa situação tem gerado um desgaste emocional importante.

    Questionamentos ocasionais sobre a história de vida do parceiro podem fazer parte do processo de conhecer alguém. No entanto, quando essas perguntas se tornam frequentes, excessivamente detalhadas e fazem com que uma das pessoas passe a sentir que precisa medir cada palavra, viver em estado de alerta ou “pisar em ovos”, é importante olhar para a dinâmica que está se estabelecendo na relação.

    O que mais chama a atenção no seu relato não é o fato de ele fazer perguntas, mas o impacto que isso tem causado em você. Você conta que já não consegue aproveitar os momentos juntos porque fica antecipando novos questionamentos e justificativas. Quando um relacionamento passa a gerar ansiedade constante, medo de errar ou a sensação de que nenhuma resposta parece suficiente, esse sofrimento merece atenção.

    Talvez seja um bom momento para você se perguntar: nessa relação, eu consigo ser quem sou com espontaneidade? Sinto que sou ouvida e respeitada? Consigo expressar meus pensamentos e sentimentos sem medo da reação do outro? Essas reflexões podem ajudar a compreender se essa relação está favorecendo ou prejudicando o seu bem-estar emocional.

    Como você relata que essa situação já está afetando sua tranquilidade e sua capacidade de se sentir feliz, considero que buscar um psicólogo pode ser um passo muito importante. A psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender essa dinâmica, fortalecer seus limites, identificar padrões relacionais e tomar decisões de forma mais consciente, sempre respeitando sua história, seus valores e aquilo que faz sentido para você.


  • Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela

    Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?

    Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Essa é uma ótima pergunta.

    Emoções intensas mobilizam todo o organismo, não apenas a mente. Quando vivenciamos um conflito, um susto, uma frustração ou qualquer situação emocionalmente marcante, nosso corpo ativa sistemas envolvidos na resposta ao estresse, aumentando o estado de alerta para lidar com aquela situação.

    Mesmo quando o problema é resolvido rapidamente, o organismo pode levar algum tempo para retornar ao seu estado de equilíbrio. Durante esse período, algumas pessoas relatam sensação de cansaço, desânimo, dificuldade de concentração ou necessidade de ficar mais recolhidas. Isso pode fazer parte da forma como o corpo e a mente se recuperam após uma ativação emocional intensa.

    No entanto, quando essa reação é frequente, muito intensa ou passa a interferir na rotina, vale a pena investigar mais profundamente. A intensidade da resposta emocional pode ser influenciada por diferentes fatores, como níveis de estresse, qualidade do sono, ansiedade, depressão, experiências de vida e até condições médicas que também podem contribuir para sintomas semelhantes.

    Na psicoterapia, é possível compreender por que determinadas situações mobilizam você de forma tão intensa, identificar padrões emocionais e desenvolver estratégias para regular essas emoções sem que elas tenham um impacto tão prolongado no seu dia a dia.

    Observar esse padrão já é um passo importante. Se ele tem se repetido ou causado sofrimento, buscar ajuda profissional pode contribuir para que você compreenda melhor o que está acontecendo e encontre formas mais saudáveis de lidar com essas experiências.


  • Minha casa caio em uma tempestade muito forte...não aconteceu nada comigo mas eu tinha 10 anos de id

    Minha casa caio em uma tempestade muito forte...não aconteceu nada comigo mas eu tinha 10 anos de idade
    Minha mãe teve as pernas quebrada por esse motivo tenho medo de tempestade quando estou sozinha pior ainda quando o céu começa escurecer fico já com muito medo e começa dar vontade de ir ao banheiro fazer o número 2 e faço. Tem alguma explicação? Devo buscar um profissional? Qual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Sinto muito que você tenha vivido uma experiência tão assustadora na infância. Passar por uma situação em que a casa desaba durante uma tempestade e ver sua mãe gravemente ferida pode ser profundamente marcante, especialmente para uma criança.

    O medo que você sente hoje pode ter uma explicação. Nosso cérebro aprende a associar determinadas situações a perigo quando vivemos experiências muito intensas. Nesse caso, sinais como o céu escurecendo, o barulho da chuva ou do vento podem funcionar como lembretes daquele momento, fazendo com que seu organismo entre em estado de alerta, mesmo que atualmente você esteja em segurança.

    Quando isso acontece, não é apenas a mente que reage. O corpo também participa dessa resposta. É comum que algumas pessoas sintam aceleração dos batimentos cardíacos, tremores, falta de ar, tensão muscular e até alterações no funcionamento do intestino. A vontade urgente de evacuar durante momentos de medo pode ocorrer porque o sistema nervoso e o intestino estão intimamente conectados, e situações de intenso estresse podem acelerar os movimentos intestinais.

    Como esse medo parece estar presente há muitos anos e interfere na forma como você vivencia as tempestades, considero que seria muito importante procurar um psicólogo para uma avaliação. Dependendo do que for identificado, abordagens psicológicas baseadas em evidências podem ajudar a reduzir esse sofrimento e ressignificar essa experiência.

    Se, além do medo intenso, você apresentar sintomas físicos importantes ou tiver dúvidas sobre outras possíveis causas para as alterações intestinais, também é recomendável conversar com um médico, para que uma avaliação clínica possa ser realizada.

    Você não precisa conviver com esse sofrimento para sempre. Buscar ajuda é uma forma de compreender o que aconteceu, acolher essa experiência e desenvolver recursos para que ela tenha cada vez menos impacto na sua vida.


  • Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des

    Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des de seus 21 dias de vida diagnóstico de leucemia congênita, recaida da doença há 6 anos,quando acreditávamos que tínhamos vencido ,o diagnóstico de glioma em,doença causada pelo tratamento da leucemia, como lidar com essa perda tão dolorosa?,depois de tanta luta, des de bebe,e agora super ativo,estudioso criança amada por todos. como aceitar essa partida?como seguir adiante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Antes de qualquer coisa, sinto profundamente pela perda do seu filho. Não consigo imaginar a dimensão dessa dor, mas agradeço por você ter encontrado forças para compartilhá-la.

    Pelo que você descreve, foram anos de luta desde os primeiros dias de vida. Vocês enfrentaram um diagnóstico extremamente difícil, passaram por tratamentos, recaídas, renovaram a esperança e, quando acreditavam que haviam vencido uma batalha, precisaram enfrentar outra. Tudo isso torna essa perda ainda mais dolorosa.

    Com apenas 20 dias desde a partida, talvez você ainda não precise encontrar uma forma de aceitar ou de seguir em frente. No luto, especialmente pela perda de um filho, não existe um caminho rápido nem um prazo para que a dor diminua. Neste momento, é natural que você ainda esteja tentando compreender tudo o que aconteceu.

    Ao longo do tempo, o luto não apaga o amor nem as lembranças. O que costuma acontecer é que, pouco a pouco, a dor deixa de ocupar todo o espaço e passa a coexistir com a história, o carinho e o significado que seu filho continuará tendo na sua vida. Esse é um processo lento e profundamente individual.

    Permita-se viver esse momento sem se cobrar por estar forte ou por encontrar respostas. Busque estar perto de pessoas que possam acolher sua dor e, se sentir que esse sofrimento está muito difícil de suportar, considere procurar um psicólogo. A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para elaborar essa perda, acolher todas as emoções que surgem nesse processo e ajudá-la a atravessar esse momento com o cuidado que ele merece.

    Você não precisa enfrentar um luto tão profundo sozinha. Pedir ajuda não diminui o amor pelo seu filho; é uma forma de cuidar de si enquanto aprende, aos poucos e no seu tempo, a conviver com uma ausência tão significativa.


  • Minha cachorra morreu como superar isso e também a culpa?

    Minha cachorra morreu como superar isso e também a culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Sinto muito pela perda do seu cachorro.

    Para muitas pessoas, um animal de estimação é um membro da família. Por isso, a tristeza, a saudade e até a sensação de vazio após essa perda são reações legítimas e merecem ser acolhidas.

    A culpa também é um sentimento muito comum no luto. É frequente que a mente volte repetidamente aos acontecimentos, pensando no que poderia ter sido feito de forma diferente ou imaginando outros desfechos. No entanto, esses pensamentos nem sempre refletem a realidade. Muitas vezes, eles fazem parte da tentativa do nosso cérebro de encontrar explicações para uma perda tão dolorosa.

    Superar essa culpa não significa esquecer o que aconteceu, mas olhar para essa história com mais compaixão por si mesmo, reconhecendo, de forma honesta, o que estava ou não sob o seu controle.

    Permita-se viver o luto sem minimizar essa perda. Falar sobre o seu cachorro, lembrar dos momentos que viveram juntos e reconhecer a importância que ele teve na sua vida pode fazer parte desse processo.

    Se a culpa for muito intensa, persistente ou impedir que você siga com sua rotina, buscar a ajuda de um psicólogo pode ser muito importante. A psicoterapia oferece um espaço para elaborar essa perda, compreender a culpa e ajudá-lo(a) a transformar a dor em uma lembrança que continue carregando amor, mas com menos sofrimento.

    O vínculo que vocês construíram não desaparece com a morte. O amor e as memórias permanecem, e, com o tempo, é possível que eles ocupem um lugar mais sereno na sua história.


Perguntas frequentes

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