Perguntas do paciente (34)

  • Como o bullying afeta emocionalmente as pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Como o bullying afeta emocionalmente as pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Olá! o bullying pode ter um impacto importante em pessoas com TOC, aumentando sentimentos de vergonha, tristeza, ansiedade e isolamento. Em alguns casos, o estresse gerado por essas experiências também pode contribuir para a intensificação dos sintomas. No entanto, cada pessoa reage de forma diferente, e o bullying não explica sozinho o desenvolvimento ou a evolução do TOC. Por isso é importante avaliar cada caso individualmente e buscar apoio quando estas experiências estiverem causando sofrimento significativo.


  • . Quais são as possessíveis complicações dos transtornos somatoformes?

    . Quais são as possessíveis complicações dos transtornos somatoformes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Do ponto de vista clínico, a complicação mais grave nem sempre é o sintoma físico em si, mas o ciclo que se estabelece entre a sensação corporal, a interpretação catastrófica, a ansiedade, o aumento da atenção ao corpo e a intensificação da sensação corporal. Quando esse ciclo se prolonga por anos, ele pode produzir incapacidade comparável à observada em algumas doenças orgânicas, mesmo com ausência de lesão tecidual identificável.


  • Quais as causas do Transtorno Somatoforme? .

    Quais as causas do Transtorno Somatoforme? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    A ciência ainda não descobriu uma causa única para esse transtorno. O que sabemos é que algumas pessoas nascem com uma maior sensibilidade do sistema nervoso e, ao logo da vida, fatores como estresse prolongado, ansiedade, depressão, doenças físicas, experiencias difíceis e, em algumas pessoas, traumas podem deixar o cérebro mais atento aos sinais do corpo. Com o tempo, ele passa a interpretar sensações normais ou pequenas alterações como se fossem um perigo. É como um alarme que foi ficando cada vez mais sensível até começar a disparar por motivos pequenos. Os sintomas são reais, mas o problema não é que o corpo esteja gravemente doente; é que o sistema que detecta e interpreta esses sinais ficou desregulado.


  • Como os transtornos somatoformes afetam a saúde mental?

    Como os transtornos somatoformes afetam a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Estes transtornos afetam a saúde mental porque a pessoa passa a viver muito preocupada com os sintomas físicos. Como as dores, tonturas, falta de ar ou outros desconfortos parecem sinais de uma doença grave, ela pode sentir medo constante, ansiedade e insegurança. Estes sentimentos podem levar ao desânimo, à tristeza, ao isolamento, e até à depressão. Além disso, preocupação faz a pessoa prestar ainda mais atenção ao corpo, o que pode aumentar a percepção dos sintomas e criar um ciclo: medo gera sintoma, que gera mais medo, que gera sintoma.


  • O transtorno somatoforme é o mesmo que simulação? .

    O transtorno somatoforme é o mesmo que simulação? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    O transtorno somatoforme e a simulação não são a mesma coisa. A diferença está na intenção. No transtorno somatoforme, a pessoa sente os sintomas de verdade e acredita que está doente. Ela não está fingindo.
    Já na simulação, a pessoa sabe que não está doente e finge ou exagera para conseguir alguma vantagem: atestado, dinheiro ou uma evitação de responsabilidade.
    Conversar com um profissional é o melhor caminho para entender o caso e oferecer a melhor assistência.


  • Qual a diferença entre transtorno somatoforme e somatização?

    Qual a diferença entre transtorno somatoforme e somatização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    A diferença principal é que a somatização é um fenômeno, enquanto transtorno somatoforme é um diagnóstico.
    A somatização acontece quando emoções, estresse, ou sofrimento psicológico se manifestam por meio de sintomas físicos, e isso pode ocorrer com qualquer pessoa em algum momento da vida.
    Já o transtorno somatoforme ocorre quando esses sintomas são persistentes, causam muito sofrimento, interferem na vida da pessoa e passam a exigir tratamento. em ambos os casos, o paciente não está fingindo.


  • Qual a diferença entre transtornos somatoformes e fingimento?

    Qual a diferença entre transtornos somatoformes e fingimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    A diferença está na intenção. Nos transtornos somatoformes, a pessoa sente os sintomas de verdade e acredita que eles são causados por uma doença. Ela não está fingindo.
    Já no fingimento, a pessoa inventa ou exagera os sintomas de forma consciente para obter alguma vantagem. O ideal é procurar um profissional para orientar a condução com esta pessoa.


  • O que são percepções sensoriais perturbadas? .

    O que são percepções sensoriais perturbadas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Percepções sensoriais perturbadas são mudanças na forma como o cérebro interpreta os sinais do corpo. A pessoa sente os sintomas de verdade, mas o cérebro pode amplificar ou interpretar esses sinais de maneira diferente do esperado. Isso não significa que ela esteja fingindo nem que os sintomas sejam imaginários. Procurar um profissional que oriente é o mais adequado para a condução responsável da questão.


  • Todas as pessoas com doenças mentais crônicas têm alterações sensoriais?

    Todas as pessoas com doenças mentais crônicas têm alterações sensoriais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Não. As alterações sensoriais podem acontecer em alguns transtornos mentais, mas não fazem parte de todos eles e nem aparecem em todas as pessoas. Cada transtorno tem características próprias, e mesmo pessoas com o mesmo transtorno, podem ter sintomas diferentes.


  • Como é feito o diagnóstico da imaturidade patológica?

    Como é feito o diagnóstico da imaturidade patológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Imaturidade patológica não é um diagnóstico oficial. Isso quer dizer que os códigos utilizados amplamente para saúde mental, como o CID-11 e o DSM -5-TR, não o escreve como um transtorno.
    O termo é uma descrição clínica, identificada por uma avaliação psicológica ou psiquiátrica completa, que considera a história de vida, o comportamento, o funcionamento emocional e o impacto dessas dificuldades no dia a dia.
    Eu, particularmente, preferiria escrever outros termos, como: dificuldade de regulação emocional, baixo desenvolvimento de habilidades socioemocionais, déficits de funções executivas entre outras características. O ideal é perguntar ao profissional para ter uma melhor compreensão do caso e consequentemente uma melhor abordagem com o paciente.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Olá! Ter dificuldade em conversar com mulheres não significa que exista algo relacionado à sua orientação sexual. Isso pode estar ligado a fatores como insegurança, medo de julgamento, ansiedade ou dificuldade nas interações sociais. Uma avaliação psicológica pode ajudar a entender o que acontece nesses momentos e desenvolver mais segurança, comunicação e confiança nas relações.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Bom dia! Ansiedade e estresse são parecidos e frequentemente aparecem juntos. Em geral, o estresse está mais relacionado a situações específicas da vida, enquanto a ansiedade envolve uma preocupação ou sensação de alerta que pode persistir mesmo fora dessas situações. Para entender o que está acontecendo, é importante realizar uma avaliação investigando os sintomas, a frequência deles, intensidade, gatilhos e o impacto na sua rotina. Para você fazer uma avaliação é necessário buscar um profissional. Aqui pelo Doctorália você pode encontrar profissionais e entrar em contato com eles através dos meios disponilizados.


  • Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin

    Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Olá! Pelo que você descreve, você passou por uma situação de grande impacto emocional e é compreensível que as consequências não tenham aparecido imediatamente. Às vezes, após um período de muita mobilização para lidar com uma crise, os sintomas podem surgir depois, quando começamos a processar o que aconteceu. A medicação pode ajudar nos sintomas de ansiedade e humor, mas nem sempre consegue trabalhar sozinha aspectos emocionais relacionados a experiencias difíceis, perdas, medo, culpa ou sobrecarga. Por isso, a combinação entre acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia é frequentemente indicada.
    Entendo sua resistência principalmente por experiências anteriores negativas. Mas terapia não é um processo único: existem diferentes abordagens e profissionais, e a relação de confiança com o terapeuta é uma parte importante do tratamento.
    Talvez o primeiro passo não seja "ter vontade de fazer terapia, mas encontrar um profissional com quem você se sinta segura para começar a entender o que está acontecendo.


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Rachel  Capanema

    Olá! Ajudar alguém que está sofrendo é importante, mas isso não deve acontecer às custas da sua própria saúde emocional. Se você tem se sentido triste com frequência, confusa ou chorando muito, pode ser um sinal de que a situação está ultrapassando os seus limites. Isso não significa que você precise deixar de apoiá-la, mas é importante lembrar que você não é responsável pela recuperação dela. Procure cuidar de si mesma e converse com um adulto de confiança ou um profissional se esse sofrimento estiver persistindo. Cuidar de você também faz parte da solução.


Perguntas frequentes

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