Perguntas do paciente (158)

  • Tive uma ruptura por trás do calcanhar e um trauma no tendão de Aquiles,meu pé vive inchado e meu an

    Tive uma ruptura por trás do calcanhar e um trauma no tendão de Aquiles,meu pé vive inchado e meu andar agora puxo um pouco da perna ,se eu ficar muito tempo em pé ele fica inchado e quando está muito frio eu cinto uma sensação de choque no tendão.
    Tem possibilidade de eu estar com sequela permanente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Ola! Vou explicar de forma geral para te ajudar a entender. Dores articulares (joelho, ombro, quadril, tornozelo) tem varias causas possiveis - sobrecarga, lesoes de tecidos moles como tendoes e meniscos, e alteracoes degenerativas - e o diagnostico depende do exame fisico e, quando necessario, de exames de imagem. Medidas gerais como repouso relativo, controle da sobrecarga e fisioterapia costumam ajudar, mas a conduta correta exige avaliacao individual para identificar a origem da dor. Fique atento a sinais de alerta como travamento da articulacao, inchaco importante, febre, ou incapacidade de apoiar o peso - nesses casos, procure atendimento sem demora. De qualquer forma, uma avaliacao presencial com um ortopedista e essencial para examinar o seu caso especifico e orientar com seguranca. Esta e uma informacao de carater educativo e nao substitui a consulta medica.


  • Boa tarde, fiz a cirurgia para retirar a placa e 7 parafusos da clavícula, tenho 41 anos e queria sa

    Boa tarde, fiz a cirurgia para retirar a placa e 7 parafusos da clavícula, tenho 41 anos e queria saber o tempo de recuperação para levantar peso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Olá! Após a retirada da placa e dos parafusos da clavícula, o osso já estava consolidado da fratura, mas os orifícios deixados pelos parafusos são pontos de fragilidade temporária. Costuma-se recomendar evitar levantamento de peso significativo e esforços intensos por cerca de 6 semanas, tempo em que esses orifícios se preenchem e o osso recupera resistência. O retorno progressivo à carga deve ser individualizado e liberado pelo seu ortopedista, com base no exame e, quando necessário, em radiografias de controle, pois retomar peso cedo demais aumenta o risco de fratura nesse ponto. Sinais de alerta como dor intensa, estalido ou deformidade local merecem avaliação. Esta é uma orientação educativa e não substitui a consulta presencial.


  • Tenho esporão e fascite plantar e tem 2 anos que não sentia dor agora inflamou porque estava trabalh

    Tenho esporão e fascite plantar e tem 2 anos que não sentia dor agora inflamou porque estava trabalhando em pé com o calçado inadequado. Tem 5 dias que não consigo colocar o pé no chao. Já fiz gelo com garrafa, coloquei salonpas e não passa. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Ola! Vou explicar de forma geral para te ajudar a entender. Dores articulares (joelho, ombro, quadril, tornozelo) tem varias causas possiveis - sobrecarga, lesoes de tecidos moles como tendoes e meniscos, e alteracoes degenerativas - e o diagnostico depende do exame fisico e, quando necessario, de exames de imagem. Medidas gerais como repouso relativo, controle da sobrecarga e fisioterapia costumam ajudar, mas a conduta correta exige avaliacao individual para identificar a origem da dor. Fique atento a sinais de alerta como travamento da articulacao, inchaco importante, febre, ou incapacidade de apoiar o peso - nesses casos, procure atendimento sem demora. O ideal e procurar um ortopedista para avaliacao individual, que e o que permite a conduta mais adequada e segura. Resposta de carater educativo, que nao substitui a consulta presencial.


  • Tive um acidente e tenho 2 fraturas nas apófises transversais na L3 e L4. Estou a fazer analgésicos

    Tive um acidente e tenho 2 fraturas nas apófises transversais na L3 e L4. Estou a fazer analgésicos para as dores e uso de cinta lombar. Qual é o tempo de recuperação? A cinta é para ser usada sempre? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Olá! As fraturas dos processos transversos (as projeções laterais das vértebras) costumam ser fraturas estáveis, porque ficam fora do eixo que sustenta a coluna. Por isso, na grande maioria dos casos, o tratamento é conservador, sem cirurgia, com controle da dor e retorno gradual às atividades conforme a tolerância. A consolidação geralmente ocorre em torno de 6 a 8 semanas.

    Sobre a cinta lombar: ela ajuda no conforto e no alívio da dor na fase inicial, mas não deve ser usada para sempre, pois o uso contínuo e prolongado pode até enfraquecer a musculatura. O habitual é usá-la por um período limitado, nos momentos de maior dor, e ir reduzindo conforme a melhora, associando depois um trabalho de fortalecimento e mobilidade (fisioterapia) para recuperar a função.

    Como o seu caso veio de um acidente, um ponto importante: essas fraturas às vezes se associam a outras lesões. Fique atenta a sinais de alerta como dor abdominal, sangue na urina, dormência ou fraqueza nas pernas, ou dor que piora muito, e procure atendimento se algo assim surgir. O ideal é manter acompanhamento com um ortopedista, que vai ajustar o tempo de cinta, a progressão das atividades e a reabilitação ao seu caso. Melhoras!


  • Esporão plantar nos dois pés dá de trabalhar muito tempo em pé?

    Esporão plantar nos dois pés dá de trabalhar muito tempo em pé?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Olá! Sim, passar muito tempo em pé é um dos principais fatores de sobrecarga que desencadeiam esse quadro. Vale esclarecer uma confusão comum: na maioria das vezes a dor não vem do esporão em si (que costuma ser apenas um achado na radiografia, e muita gente o tem sem nenhuma dor), e sim da fascite plantar, uma sobrecarga da fáscia, aquela faixa que sustenta o arco do pé.

    A boa notícia é que a grande maioria melhora sem cirurgia, com medidas simples e consistentes. O que tem mais respaldo na literatura:
    - Alongamento específico da fáscia plantar e da panturrilha, feito diariamente, especialmente ao acordar e antes de ficar muito tempo em pé;
    - Palmilhas de bom amortecimento (as pré-fabricadas de qualidade costumam funcionar tão bem quanto as sob medida);
    - Calçado adequado e evitar andar descalço em piso duro;
    - Gelo no calcanhar após longos períodos em pé e, quando possível, alternar a postura ao longo do expediente.

    Se a dor for muito intensa, persistir por vários meses apesar dessas medidas, ou vier com formigamento ou dormência, vale uma avaliação presencial com um ortopedista para confirmar o diagnóstico e individualizar o tratamento. Cuide-se!


  • É normal sentir dor no local da operação de fêmur tempo da operação 6 meses idade 77 anos. Obrigada

    É normal sentir dor no local da operação de fêmur tempo da operação 6 meses idade 77 anos. Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Aos 6 meses de uma cirurgia de fêmur, ainda sentir algum desconforto no local é relativamente comum, principalmente em quem tem mais idade — a consolidação e a recuperação dos tecidos podem levar mais tempo, e o próprio material (placa, haste ou parafusos) às vezes incomoda. Em geral é uma dor mais leve, que melhora com a reabilitação e o fortalecimento. Porém, dor que persiste forte, piora com o tempo, ou vem com inchaço, vermelhidão, calor, febre, dificuldade para apoiar o peso ou sensação de instabilidade merece avaliação, pois pode indicar algo que precisa de atenção (na consolidação ou no implante). O caminho seguro é voltar ao cirurgião com um raio-x de controle para verificar como estão o osso e o material. Na idade dela, manter a fisioterapia e a força também ajuda muito na recuperação. Melhoras!


  • Bom dia fiquei 4 meses com uma gaiola na fratura da tibia agora retiraram a gsiola e colocou placa e

    Bom dia fiquei 4 meses com uma gaiola na fratura da tibia agora retiraram a gsiola e colocou placa e parafuso nao estou autorizada a pisar no chao ainda e normal sentir uns estralos na perna tenho medo da placa ter saído fo lugar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Estalos ou cliques na perna depois de trocar o fixador externo por placa e parafusos são relativamente comuns nessa fase e, na maioria das vezes, vêm de tendões e da musculatura ainda se readaptando — não da placa. A fixação com placa e parafusos é firme ao osso e não "sai do lugar" com facilidade. O receio é natural, mas o mais importante agora é respeitar à risca a liberação de carga (quando voltar a pisar) indicada pelo seu cirurgião, pois isso depende das suas radiografias e do tipo de fratura. Procure reavaliação se os estalos vierem com dor que piora, inchaço, vermelhidão, febre ou se a perna entortar. Uma boa conduta é levar essas dúvidas na próxima consulta e, se fizer sentido, pedir um raio-x de controle — costuma tranquilizar bastante. Melhoras na sua recuperação!


  • Fraturei a Tibia e a fíbula fiz cirurgia e coloquei hastes e parafusos já passei no r

    Fraturei a Tibia e a fíbula fiz cirurgia e coloquei hastes e parafusos já passei no retorno com o médico ortopedista pra retirada dos pontos e passei novamente para fazer o Raio X pra saber como está a calcificação dos ossos, o médico disse que estava tudo normal e poderia voltar para o retorno das atividades, mais não estou confiante para voltar a trabalhar não estou andando normalmente ando com limitação , quando eu acordo minha perna está muito rígida sem movimento, quando faço alguma atividade simples minha perna fica roxa e inchada e com uma dor insuportável tipo queimação, ainda estou esperando chamar para fazer 20 seções de fisioterapia mais por enquanto estou fazendo exercícios em casa com ajuda , o que posso estar fazendo para me ajudar nesse caso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    O que você descreve — rigidez ao acordar, a perna inchar e ficar arroxeada quando fica para baixo e dificuldade para andar nas primeiras semanas após hastes e parafusos na tíbia/fíbula — é, em boa parte, esperado nessa fase: o membro ainda está readaptando a circulação e a musculatura depois de um período mais parado. Algumas medidas costumam ajudar: elevar a perna sempre que possível para reduzir o inchaço, movimentar tornozelo e dedos com frequência, progredir a carga e a marcha de forma gradual conforme a orientação que você recebeu, e começar a fisioterapia o quanto antes — ela faz muita diferença na rigidez e na confiança para voltar às atividades. Enquanto a fisioterapia não começa, manter exercícios leves em casa sem forçar além do limite da dor é o caminho. Um ponto merece atenção: dor "insuportável em queimação" não deve ser encarada como normal — vale relatar isso especificamente ao seu cirurgião, porque dor em queimação às vezes tem origem nos nervos e tem tratamento próprio. E, se surgir inchaço muito intenso e súbito, vermelhidão com calor ou febre, ou a panturrilha ficar dura e dolorida, procure atendimento sem esperar. No mais, paciência e fisioterapia bem feita costumam resolver a maior parte desse quadro. Boa recuperação!


  • Ossificação heterotópica no quadril direito porém os ortopedista dizem que não tem o que fazer algum

    Ossificação heterotópica no quadril direito porém os ortopedista dizem que não tem o que fazer alguma solução?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Ossificação heterotópica é a formação de osso em tecidos moles ao redor de uma articulação, comum após traumas, cirurgias do quadril ou longos períodos de imobilização. Em muitos casos ela não dá sintomas, e a conduta é mesmo conservadora: acompanhamento, fisioterapia para manter a amplitude de movimento e controle da dor — provavelmente foi o que seus médicos indicaram. A retirada cirúrgica existe, mas costuma ser reservada para quando a ossificação limita muito o movimento ou causa dor importante; e em geral se aguarda a "maturação" do osso (avaliada por exames de imagem) antes de operar, para reduzir a chance de ela voltar. Ou seja, "não ter o que fazer agora" muitas vezes significa que o melhor momento para uma intervenção ainda não chegou — e não que nunca haverá opção. Vale conversar com seu ortopedista sobre fisioterapia e sobre reavaliar com exames ao longo do tempo; se a limitação for grande, uma segunda opinião com quem trata reconstrução e deformidades também é válida. Melhoras!


  • Bom dia meu ponto ta com uma camada de sangue preto é normal?

    Bom dia meu ponto ta com uma camada de sangue preto é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Uma camada escura sobre os pontos costuma ser sangue ressecado formando uma casquinha (crosta) — isso é comum e, na maioria das vezes, faz parte da cicatrização normal dos primeiros dias. O ideal é não arrancar a crosta nem esfregar; mantenha o local limpo e seco conforme a orientação que você recebeu. Procure seu médico, porém, se aparecerem sinais de alerta: vermelhidão que aumenta ao redor, inchaço e calor, dor que piora, saída de secreção amarelada/esverdeada ou com mau cheiro, febre, ou se a pele ao redor estiver realmente escurecendo (e não apenas a crosta). Na dúvida, mostrar a ferida ao profissional que operou ou fez a sutura é sempre o caminho mais seguro. Melhoras!


  • Quebrei o fêmur na altura do trocanter proximal a mais de um mês e o médico não quer fazer cirurgia,

    Quebrei o fêmur na altura do trocanter proximal a mais de um mês e o médico não quer fazer cirurgia, qual o risco que eu corro ? Eu posso sentar-se e movimentar-se mesmo com o osso quebrado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Fraturas na região do trocanter (parte alta do fêmur) podem, em algumas situações específicas, ser tratadas sem cirurgia — geralmente quando estão estáveis e bem alinhadas, ou quando a cirurgia traria mais risco do que benefício para aquele paciente. Quem define isso é o médico que acompanha você e tem acesso às suas radiografias. Os principais riscos do tratamento não cirúrgico são o desvio (consolidação em posição inadequada), a demora ou a falha na consolidação, e as complicações de ficar muito tempo parado. Sobre sentar e se mexer: em geral é permitido e até desejável mudar de posição e movimentar dentro do que não dói, para evitar problemas da imobilidade; mas a liberação para apoiar o peso na perna (carga) varia bastante conforme o tipo de fratura — por isso siga exatamente o que seu médico orientou sobre o quanto pode pisar. Procure reavaliação se a dor piorar muito, se a perna ficar mais curta ou rodada, ou se você perder o movimento. E, por se tratar de uma decisão importante, uma segunda opinião com um ortopedista é sempre válida. Melhoras!


  • Quebrei a tibia uns 5 cm antes do pe ficou todo fragmentado sem desvio nao fez ciguria usei a tala p

    Quebrei a tibia uns 5 cm antes do pe ficou todo fragmentado sem desvio nao fez ciguria usei a tala por 15 dia e depois voltei o gesso
    E possivel a retirada do gesso com a recuperação de 80 dias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Fraturas da parte baixa da tíbia (logo acima do tornozelo) sem desvio podem, sim, ser tratadas sem cirurgia, com imobilização — foi o seu caso. O tempo de gesso e de recuperação varia conforme o traço da fratura, a idade e como o osso vai consolidando; é comum a imobilização durar em torno de 6 a 12 semanas, com a retirada guiada pelas radiografias de controle e não apenas pela data. Os 80 dias que mencionaram são uma estimativa razoável, mas quem confirma a retirada do gesso é o seu médico ao ver que o osso está consolidando bem. Depois de tirar o gesso costuma haver rigidez e inchaço por um tempo, e a fisioterapia ajuda bastante a recuperar movimento, força e a retomar a carga de forma gradual. Procure reavaliação antes do previsto se tiver dor que aumenta dentro do gesso, dormência, dedos muito inchados, roxos ou frios, ou cheiro/ferida sob o gesso. Melhoras!


  • Quais as causas da dismetria adquirida relacionadas à bacia óssea?

    Quais as causas da dismetria adquirida relacionadas à bacia óssea?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Ótima pergunta. Um esclarecimento de termo: o nome mais adequado para a diferença de comprimento entre os membros é discrepância de membro (ou anisomelia). Quando ela é adquirida e tem relação com a bacia/pelve, as causas mais comuns são: sequelas de fratura do quadril ou da pelve consolidada em posição inadequada; artrose ou necrose avançada do quadril, que encurtam o membro funcionalmente; cirurgias do quadril (incluindo próteses) que alteram o comprimento; lesões na cartilagem de crescimento na infância (por trauma ou infecção); e a obliquidade pélvica (báscula) por contraturas ou alterações da coluna, que gera uma diferença aparente. É importante distinguir a discrepância real (osso mais curto) da aparente (postural/pélvica), porque a conduta muda. Isso se faz com exame físico e medidas em exames de imagem (escanometria). Se você nota diferença no comprimento das pernas, claudicação ou dor, vale uma avaliação presencial para medir com precisão e definir o melhor caminho. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.


  • Quais são as causas de dismetria adquirida que afetam o joelho?

    Quais são as causas de dismetria adquirida que afetam o joelho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Olá! Boa pergunta. A região do joelho tem uma importância especial no comprimento das pernas porque ali ficam as placas de crescimento mais ativas do corpo: a da extremidade inferior do fêmur e a da parte superior da tíbia são responsáveis pela maior parte do crescimento do membro inferior. Por isso, problemas perto do joelho costumam ter grande impacto no comprimento da perna, principalmente em crianças e adolescentes.

    Entre as causas adquiridas de dismetria que envolvem o joelho estão:
    - Fraturas ao redor do joelho que atingem a placa de crescimento (fise), podendo levar à parada do crescimento e encurtamento;
    - Fraturas que, durante a consolidação na infância, estimulam um leve sobrecrescimento (a perna fica mais longa);
    - Infecções ósseas (osteomielite) que afetam a placa de crescimento;
    - Tumores ou lesões na região e suas cirurgias;
    - Deformidades angulares (joelho que entorta para dentro ou para fora), que alteram o eixo e o comprimento funcional.

    O efeito final depende de qual estrutura foi afetada e da idade (quanto crescimento ainda resta). A avaliação inclui exame clínico e radiografias com medição (escanometria). O tratamento vai desde acompanhamento e palmilha, nas diferenças pequenas, até procedimentos cirúrgicos nas maiores, como equilibrar o crescimento no momento certo (em crianças) ou o alongamento ósseo, sempre com finalidade funcional de igualar os membros e preservar as articulações.

    O ideal é uma avaliação presencial com ortopedista para identificar a causa específica e individualizar a conduta. Espero ter ajudado!


  • O que é a dismetria adquirida dos membros inferiores com bacia óssea?

    O que é a dismetria adquirida dos membros inferiores com bacia óssea?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Olá! Dismetria dos membros inferiores é o termo que usamos para a diferença de comprimento entre as duas pernas. Quando é "adquirida", significa que não nasceu com a pessoa, mas surgiu ao longo da vida, por exemplo após uma fratura que consolidou mais curta, uma lesão na placa de crescimento na infância, infecções ósseas, tumores ou sequelas de cirurgias.

    A relação com a bacia óssea (pelve) é direta: quando uma perna fica mais curta, a bacia tende a se inclinar para esse lado, o que chamamos de báscula ou obliquidade pélvica. Com o tempo, essa inclinação pode sobrecarregar o quadril, o joelho e, sobretudo, a coluna, levando a uma curvatura compensatória e a dores.

    Vale diferenciar dois tipos: a dismetria verdadeira (estrutural), em que há de fato diferença no comprimento dos ossos, e a aparente (funcional), em que os ossos têm o mesmo tamanho, mas a báscula da bacia ou contraturas dão a impressão de diferença. O tratamento depende dessa distinção e da magnitude: diferenças pequenas costumam ser acompanhadas ou compensadas com palmilha; diferenças maiores podem ter indicação cirúrgica, seja para equilibrar o crescimento na infância, seja com alongamento ósseo do lado mais curto, sempre com objetivo funcional de equilibrar os membros e proteger as articulações e a coluna.

    O ideal é uma avaliação presencial com um ortopedista, com medição adequada (clínica e por radiografia), para confirmar o tipo e definir a melhor conduta. Espero ter ajudado!


  • O que é dismetria adquirida dos membros inferiores após atropelamento ?

    O que é dismetria adquirida dos membros inferiores após atropelamento ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Olá! A dismetria adquirida após um atropelamento é a diferença de comprimento entre as pernas que surge como consequência do trauma. O atropelamento é um trauma de alta energia e pode levar à dismetria por alguns mecanismos:

    - Fratura que consolida com encurtamento (quando os fragmentos do osso ficam cavalgados ou em posição encurtada) ou com desvio angular;
    - Perda óssea direta no acidente, ou após cirurgias e tratamento de infecção;
    - Em crianças e adolescentes, lesão da placa de crescimento (fise): se a placa for danificada, aquele osso pode parar de crescer e ficar mais curto. Curiosamente, em algumas fraturas na infância ocorre o contrário, um leve sobrecrescimento do osso por causa do aumento da circulação durante a consolidação.

    As consequências costumam incluir inclinação da bacia, alteração da marcha (o jeito de andar, às vezes com claudicação) e sobrecarga de joelho, quadril e coluna.

    O tratamento depende do tamanho da diferença: as pequenas costumam ser acompanhadas ou compensadas com palmilha; as maiores podem ter indicação de cirurgia, incluindo o alongamento ósseo do lado mais curto, cujo objetivo é funcional, restabelecer o equilíbrio entre os membros, melhorar a marcha e proteger as articulações.

    O ideal é uma avaliação presencial com um ortopedista para medir corretamente a diferença (exame clínico e radiografia) e planejar a melhor conduta para o caso. Espero ter ajudado a esclarecer!


  • Quem pode a avaliar e tratar a báscula da bacia? .

    Quem pode a avaliar e tratar a báscula da bacia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Olá! A báscula da bacia (inclinação ou obliquidade pélvica) é avaliada e tratada pelo ortopedista. Como ela frequentemente está ligada a uma diferença de comprimento entre as pernas (dismetria) ou a alterações da coluna, costuma ser bem conduzida por um ortopedista com experiência em deformidades dos membros e da coluna.

    A avaliação geralmente envolve:
    - Exame físico (medida das pernas, observação da marcha e da postura, e teste para diferenciar se a báscula é estrutural ou funcional);
    - Radiografias com medição adequada (escanometria dos membros e, quando necessário, radiografia da coluna em pé).

    A partir daí, o tratamento depende da causa e da magnitude:
    - Báscula leve ou funcional: muitas vezes melhora com fisioterapia, ajuste postural e, quando há dismetria, palmilha de compensação;
    - Diferenças maiores ou estruturais: pode haver indicação de tratamento cirúrgico, como equilibrar o crescimento (em crianças) ou o alongamento ósseo do lado mais curto, sempre com objetivo funcional de nivelar a bacia, proteger a coluna e melhorar a marcha.

    Outros profissionais, como o fisioterapeuta, têm papel importante na reabilitação, mas o diagnóstico da causa e a indicação do tratamento são do médico ortopedista. O ideal é uma avaliação presencial para definir a origem da báscula e a melhor conduta. Espero ter ajudado!


  • Quais são os sintomas de uma báscula de bacia "anormal"?

    Quais são os sintomas de uma báscula de bacia "anormal"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Olá! A báscula (ou inclinação) da bacia pode passar despercebida quando é leve, mas, quando mais acentuada ou "anormal", costuma dar alguns sinais. Os mais comuns são:

    - Sensação de que uma perna é mais curta que a outra, ou de que o corpo fica torto quando em pé;
    - Dor lombar (na parte baixa das costas), uma das queixas mais frequentes, pela curvatura compensatória da coluna;
    - Dor ou desconforto no quadril, no joelho ou no tornozelo do lado sobrecarregado;
    - Alteração na marcha (jeito de andar), às vezes com um mancar discreto;
    - Cansaço muscular assimétrico, ombros ou cintura em alturas diferentes e desgaste irregular do solado do calçado.

    Vale lembrar que esses sintomas não são exclusivos da báscula pélvica e podem ter outras origens. Além disso, nem toda báscula precisa de tratamento agressivo: pequenas inclinações são comuns e bem toleradas. O que define a conduta é a magnitude, a causa (se vem de diferença de comprimento das pernas, da coluna ou de contraturas) e o impacto nos sintomas.

    Se você percebe esses sinais de forma persistente, vale uma avaliação presencial com um ortopedista, que poderá medir, identificar a causa e orientar o tratamento adequado. Espero ter ajudado!


  • O que é báscula da bacia (inclinação pélvica)? .

    O que é báscula da bacia (inclinação pélvica)? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    "Báscula da bacia" é o nome popular para a obliquidade ou inclinação pélvica — quando a pelve não fica nivelada, pendendo para um lado, para a frente (anteversão) ou para trás (retroversão). Pode ter origem numa diferença de comprimento dos membros (discrepância de membro / anisomelia), que faz a bacia cair para o lado mais curto; em encurtamentos ou contraturas musculares; em alterações da coluna, como escoliose; ou em sequelas de lesões do quadril. Nem toda báscula é doença: pequenos graus são comuns e sem sintomas. Quando acentuada ou persistente, pode sobrecarregar a coluna, os quadris e os joelhos. O caminho é identificar a causa (postural ou estrutural) no exame físico e, se necessário, em exames de imagem, para então tratar a origem. Se houver dor, claudicação ou sensação de perna mais curta, vale uma avaliação presencial para esclarecer. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.


  • A báscula da bacia sempre causa dor? .

    A báscula da bacia sempre causa dor? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rafael Vargas

    Não — a báscula (inclinação ou obliquidade pélvica) nem sempre causa dor. Graus pequenos são frequentes na população e costumam ser assintomáticos. A dor tende a aparecer quando a inclinação é mais acentuada ou mantida por muito tempo, porque sobrecarrega de forma assimétrica a coluna lombar, os quadris e os joelhos — podendo gerar dor lombar, no quadril ou desgaste articular ao longo dos anos. Também importa a causa: se a báscula vem de uma diferença real de comprimento dos membros (discrepância de membro / anisomelia), de uma alteração da coluna ou de uma contratura muscular. Por isso, mais do que o ângulo em si, o que orienta a conduta é a presença de sintomas e a origem. Se você sente dor associada, vale uma avaliação presencial para medir e definir o tratamento. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.