Perguntas do paciente (7)

  • Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza

    Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rafaela Strobach

    A perda de uma mãe, especialmente de forma repentina, pode provocar um sofrimento muito profundo e singular. O luto não acontece de maneira linear e nem tem um “tempo certo” para acabar. Muitas vezes, depois do impacto inicial, é justamente quando a vida vai tentando retomar o ritmo que a dor aparece de forma ainda mais intensa.

    Os sentimentos que você descreve (tristeza constante, culpa, vazio, cansaço e perda de prazer nas coisas) merecem acolhimento e atenção. Existe uma linha muito delicada entre um processo de luto e um quadro depressivo, e o mais importante não é necessariamente “dar um nome” imediato ao que está acontecendo, mas compreender como essa dor tem afetado sua vida emocional, seus vínculos, sua rotina e sua capacidade de seguir vivendo.

    A culpa também costuma aparecer com frequência no luto, principalmente quando perdemos alguém que amamos profundamente. Mas, muitas vezes, ela fala mais sobre o amor e sobre a dificuldade de aceitar a perda do que sobre uma responsabilidade real.

    Buscar acompanhamento psicológico pode ajudar muito nesse momento, oferecendo um espaço seguro para elaborar essa ausência, compreender seus sentimentos e atravessar essa experiência com mais suporte e cuidado emocional. Você não precisa passar por isso sozinha.


  • Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou

    Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou que sinta desafios eu costumo sofrer, mas permaneço, porém em relações de afeto e tranquilas, em algum momento me encontro com ansiedade e pensamentos de medo excessivo de um dia estragar a relação por não amar de verdade a pessoa ou magoá-la, algo que não sinto em relações desafiadoras, estou ficando com uma pessoa uns meses após sair de uma relação que me era desafiadora e finalmente saí quando senti que deveria ter alguém que me amasse, porém ao me sentir desejada e vista por alguém, comecei a ter ansiedade e aperto no peito novamente, tenho medo de nunca conseguir quebrar esse ciclo e medo de talvez ser uma pessoa incapaz de amar de verdade, queria muito não sentir esses medos e permitir conhecer as pessoas e me relacionar com elas antes de sentir esses sentimentos e acabar com tudo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rafaela Strobach

    O que você descreve parece estar relacionado a padrões afetivos construídos ao longo das experiências emocionais. Muitas vezes, relações instáveis geram familiaridade, enquanto vínculos tranquilos despertam vulnerabilidade e medo. Isso não significa incapacidade de amar, mas sim ansiedade diante de um afeto mais seguro e real. O fato de você perceber esse ciclo já é um passo importante. A psicoterapia pode ajudar a compreender essas dinâmicas e construir formas mais saudáveis e leves de se relacionar.


  • Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei

    Olá!
    Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não consigo tira da mente e passa pra ele e isso me mata por dentro. Como que faço para não ter dificuldade em querer conversar, nem fugir, nem ignorar a situação e não ficar na defensiva? tenho muito a falar mas sinto um bloqueio na hora principalmente quando sou pressionada a ter uma conversa seria.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rafaela Strobach

    Olá! Antes de falar sobre a dificuldade, em si, é importante refletir: você quer mesmo falar e não sabe como falar ou você só está se sentindo pressionada pra falar? Um psicólogo pode te ajudar com isso. Ao entender sua demanda e o seu histórico, pode te direcionar as perguntas certas que te façam pensar sobre isso e, por fim, te ajudar a pensar em diferentes maneiras de agir e falar que expressem os seus sentimentos. É sempre importante lembrar: um psicólogo nunca te dirá o que fazer, ele te direciona para a reflexão e decisão com autonomia.


  • Olá, posso ir no psicólogo sozinho com 14 anos ? Estou precisando muito.

    Olá, posso ir no psicólogo sozinho com 14 anos ? Estou precisando muito.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rafaela Strobach

    Olá! Buscar ajuda psicológica já demonstra muito cuidado com você mesmo e com o que está sentindo. No Brasil, adolescentes podem passar por atendimento psicológico, mas, em geral, é necessária a autorização de um responsável legal para o acompanhamento contínuo. Ainda assim, vale muito a pena procurar ajuda e conversar com um adulto de confiança sobre isso. Você não precisa lidar com tudo sozinho.


  • Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me

    Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rafaela Strobach

    A ansiedade nem sempre surge por um motivo consciente ou lógico, e isso não significa que exista um “defeito” na pessoa. Muitas vezes, ela pode estar relacionada a experiências emocionais, formas de funcionamento aprendidas ao longo da vida, traumas, excesso de preocupações, autocobrança ou até conflitos internos que nem sempre percebemos claramente. O corpo e a mente podem permanecer em estado de alerta mesmo quando aparentemente “está tudo bem”. A psicoterapia ajuda justamente a compreender a origem desses sentimentos e a desenvolver formas mais saudáveis de lidar com eles.


  • Oi! Quais esportes indicados para quem tem ansiedade?

    Oi! Quais esportes indicados para quem tem ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rafaela Strobach

    A prática de atividades físicas pode ajudar bastante no manejo da ansiedade, principalmente aquelas que favorecem a liberação de tensão e promovem maior conexão com o corpo e a respiração. Exercícios como caminhada, corrida, musculação, natação, yoga, pilates e dança costumam trazer benefícios emocionais importantes. O ideal é encontrar uma atividade que faça sentido para você e que seja prazerosa, sem transformar o exercício em mais uma fonte de cobrança. A regularidade tende a ser mais importante do que a intensidade.


  • Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade faz

    Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade fazer nada ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rafaela Strobach

    O mais importante não é apenas a abordagem do psicólogo, mas encontrar um profissional com quem você se sinta acolhido, seguro e à vontade para falar sobre o que está vivendo. Sintomas como desânimo, choro frequente e falta de vontade de fazer as coisas podem estar relacionados a diferentes questões emocionais e merecem atenção. Psicólogos de diferentes abordagens podem ajudar nesse processo, oferecendo um espaço de escuta, compreensão e cuidado emocional. Em alguns casos, também pode ser importante uma avaliação psiquiátrica complementar.


Perguntas frequentes

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