Perguntas do paciente (33)
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Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico trist
Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico triste. Também sinto falta dessa melancolia, desse vazio, mesmo que seja algo confuso para mim. Também fico desmotivado, cabisbaixo, sem ânimo pra fazer nada..
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece — muitas pessoas relatam mudanças súbitas no humor, tristeza sem causa aparente, desmotivação e até uma certa familiaridade com a sensação de vazio ou melancolia. Esses sentimentos podem ser confusos, mas na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) entendemos que eles não surgem “do nada”.
Na TCC, acreditamos que pensamentos, emoções e comportamentos estão profundamente conectados. Às vezes, mesmo sem perceber, passamos por pensamentos automáticos negativos, lembranças, comparações internas ou interpretações que influenciam nosso estado emocional. Isso pode acontecer de forma sutil, quase silenciosa — mas com um impacto grande no humor e na motivação.
A tristeza que parece “sem motivo” pode estar ligada a padrões mais profundos de como você aprendeu a se ver ou a se relacionar com o mundo. E o “estranho conforto” em certas sensações melancólicas também pode estar ligado à familiaridade emocional: são estados que, de algum modo, passaram a fazer parte da sua história afetiva.
A boa notícia é que isso pode ser compreendido e trabalhado. Com ajuda adequada, é possível identificar esses padrões, ganhar clareza sobre o que está por trás dessas oscilações e desenvolver estratégias para lidar com elas de forma mais leve e consciente. O autoconhecimento, nesse processo, é um passo importante para transformar a relação que você tem com suas próprias emoções.
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sou usuaria de sertralina 25 mg, mas com o tempo venho tendo pensamentos intrusivos com tudo todas a
sou usuaria de sertralina 25 mg, mas com o tempo venho tendo pensamentos intrusivos com tudo todas as horas, ate com quem amo,isso me deixa ansiosa e com medo de um surto, faço terapia e o medico aumentou minha dose de sertralina
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensamentos intrusivos são experiências comuns e podem se tornar angustiantes quando interpretados como ameaçadores ou fora de controle. Tanto a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) quanto abordagens construtivistas da psicologia entendem que esses pensamentos não definem quem você é, mas fazem parte de processos mentais automáticos.
Na TCC, trabalha-se a relação que estabelecemos com esses pensamentos, ajudando a reduzir sua intensidade e impacto emocional. Já no construtivismo, enfatiza-se como a forma de significá-los influencia sua experiência. O medo de "perder o controle" frequentemente se associa à ansiedade e não necessariamente indica um risco real de surto.
O ajuste da medicação pode auxiliar na regulação emocional, mas é no processo terapêutico que se pode aprender a lidar com esses pensamentos de maneira menos angustiante. Se sentir que os pensamentos continuam interferindo na sua vida, pode ser útil discutir com seu terapeuta novas estratégias ou abordagens.
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O que é ciúmes possessivo? .
O que é ciúmes possessivo? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ciúmes possessivo é uma forma intensa e muitas vezes disfuncional de ciúmes, marcada pelo desejo de controle sobre o outro e pelo medo constante de perda ou traição. Diferente do ciúmes ocasional, que pode surgir em qualquer relação afetiva, o ciúmes possessivo tende a ser mais rígido, acompanhado de pensamentos obsessivos, comportamentos de vigilância e uma sensação recorrente de ameaça, mesmo sem sinais concretos.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entende-se que esse tipo de ciúmes pode estar ligado a crenças centrais como “não sou suficiente” ou “se eu perder essa pessoa, não serei ninguém”. Essas crenças alimentam padrões de pensamento distorcidos e reações emocionais intensas. O trabalho terapêutico busca identificar esses pensamentos automáticos e desenvolver formas mais flexíveis e saudáveis de se relacionar.
Se o ciúmes possessivo está trazendo sofrimento ou conflitos, a psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para compreender suas origens, suas funções e as possibilidades de transformação. Reconhecer isso já é um primeiro passo importante.
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"Como Vencer a Crise Existencial? .
"Como Vencer a Crise Existencial? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A crise existencial é um momento em que questionamos profundamente o sentido da vida, nossas escolhas e identidade. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entende-se que esses questionamentos podem gerar angústia porque ativam crenças rígidas sobre como a vida "deveria" ser. Trabalhar essas crenças ajuda a flexibilizar o olhar sobre o futuro e a reduzir a ansiedade associada à incerteza.
Já em uma perspectiva construtivista, a crise existencial é vista como parte do processo contínuo de construção da identidade. Em vez de ser um sinal de algo "errado", pode ser uma oportunidade para ressignificar experiências e encontrar novos sentidos para sua trajetória.
A angústia surge, muitas vezes, quando tentamos resolver essas questões sozinhos. O suporte terapêutico pode ajudar a transformar esse momento de incerteza em um caminho de autoconhecimento e crescimento. Se esses sentimentos estão impactando seu dia a dia, conversar com um profissional pode ser um passo importante.
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É possível transformar a angústia em algo positivo?
É possível transformar a angústia em algo positivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a angústia pode ser transformada em algo positivo, mas isso depende de como a interpretamos e lidamos com ela. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), compreende-se que a angústia muitas vezes surge de padrões de pensamento rígidos ou catastróficos. Aprender a reconhecer e reestruturar esses pensamentos pode reduzir o sofrimento e permitir que a angústia se torne um sinal de que algo precisa ser ajustado, em vez de uma paralisia emocional.
Nas terapias narrativas, a angústia pode ser vista como um ponto de virada na história de vida. Em vez de interpretá-la como um obstáculo, é possível ressignificá-la como um chamado para revisar valores, escolhas e identidades, dando novos sentidos às experiências vividas.
Já do ponto de vista construtivista, a angústia faz parte do processo contínuo de construção do self. Ela surge quando nossos significados habituais entram em conflito, sinalizando que estamos em um momento de transição ou crescimento. Quando acolhida e compreendida, pode se tornar uma oportunidade de reorganizar a forma como enxergamos a nós mesmos e ao mundo.
Se sente que a angústia está limitando sua vida, a terapia pode ser um espaço seguro para explorar esses sentimentos e encontrar maneiras de transformá-los em crescimento e autoconhecimento.
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Qual é o Impacto da crise existencial na vida diária de um paciente adulto ?
Qual é o Impacto da crise existencial na vida diária de um paciente adulto ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A crise existencial é um momento em que questionamos profundamente o sentido da vida, nossas escolhas e identidade. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entende-se que esses questionamentos podem gerar angústia porque ativam crenças rígidas sobre como a vida "deveria" ser. Trabalhar essas crenças ajuda a flexibilizar o olhar sobre o futuro e a reduzir a ansiedade associada à incerteza.
Já em uma perspectiva construtivista, a crise existencial é vista como parte do processo contínuo de construção da identidade. Em vez de ser um sinal de algo "errado", pode ser uma oportunidade para ressignificar experiências e encontrar novos sentidos para sua trajetória.
A angústia surge, muitas vezes, quando tentamos resolver essas questões sozinhos. O suporte terapêutico pode ajudar a transformar esse momento de incerteza em um caminho de autoconhecimento e crescimento. Se esses sentimentos estão impactando seu dia a dia, conversar com um profissional pode ser um passo importante.
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Qual médico faz terapia cognitiva comportamental? .
Qual médico faz terapia cognitiva comportamental? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem estruturada e baseada em evidências científicas, utilizada para tratar diferentes formas de sofrimento emocional e transtornos psicológicos. Ela pode ser praticada tanto por psicólogos quanto por médicos psiquiatras, desde que tenham formação específica nessa abordagem.
O que diferencia os dois profissionais é sua formação de base: o psicólogo é formado em Psicologia e atua na escuta clínica, nas intervenções psicoterapêuticas e no acompanhamento psicológico; o psiquiatra é médico, com especialização em saúde mental, e pode prescrever medicamentos. Alguns psiquiatras também se especializam em psicoterapia e praticam abordagens como a TCC.
Se você está buscando a TCC, o importante é verificar se o profissional — seja psicólogo ou psiquiatra — tem qualificação reconhecida nessa abordagem. Em muitos casos, o trabalho conjunto entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico pode trazer benefícios significativos ao tratamento.
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Como a prática da empatia consigo mesmo pode ser um catalisador na promoção de uma autoestima resili
Como a prática da empatia consigo mesmo pode ser um catalisador na promoção de uma autoestima resiliente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A empatia consigo mesmo envolve reconhecer sua própria história com compreensão e sem julgamentos severos. Nas terapias narrativas, entendemos que a forma como contamos nossa trajetória influencia diretamente nossa identidade e autoestima. Quando adotamos uma postura mais empática em relação às nossas experiências, ampliamos as possibilidades de reescrever narrativas que antes estavam baseadas na autocrítica ou na desvalorização.
Já do ponto de vista construtivista, a autoestima não é um traço fixo, mas algo que se constrói ao longo da vida a partir das interações e significados que atribuímos a nós mesmos. A empatia consigo mesmo permite transformar momentos de fracasso em aprendizados e manter um senso de valor mesmo diante de desafios.
Se perceber que esse processo é difícil sozinho, o suporte terapêutico pode ajudar a identificar padrões narrativos que reforçam a autocrítica e a construir formas mais flexíveis e saudáveis de se relacionar consigo.
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Tenho transtorno de ansiedade generalizada e pânico , esses dias me sinto estranho sofro com a disso
Tenho transtorno de ansiedade generalizada e pânico , esses dias me sinto estranho sofro com a dissociação, muita oscilação no meu humor me sinto feliz em momentos que deveria ficar irritado , sinto que minhas emoções estão descontroladas, sinto que estou perdendo o controle , fico tonto de vez em quando e sem disposição, me pergunto qual o sentido de viver , o porque de tudo isso ? Me desespero achando que estou ficando louco
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é uma experiência intensa e bastante desorganizadora, mas é importante saber que não está sozinha — muitas pessoas com transtorno de ansiedade generalizada e pânico relatam sensações semelhantes, como a dissociação, a oscilação emocional e o sentimento de estar “perdendo o controle”.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entende-se que a ansiedade elevada pode afetar profundamente o modo como pensamos, sentimos e interpretamos a realidade. Isso pode gerar um “ciclo de retroalimentação” no qual os sintomas físicos e os pensamentos catastróficos se reforçam mutuamente, intensificando o sofrimento.
Sentir-se “estranho”, “desligado” ou em conflito com as próprias emoções pode ser sinal de que algo dentro de você está pedindo reorganização e cuidado. A terapia oferece um espaço seguro para nomear esses sentimentos, reconstruir o sentido da experiência e encontrar formas mais sustentáveis de lidar com a ansiedade.
Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas um passo corajoso para se reconectar consigo mesmo. Há caminhos possíveis — e você não precisa atravessá-los sozinho.
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tive uma crise de ansiedade semana passada, com isso nos dias seguintes depois do ocorrido tive algu
tive uma crise de ansiedade semana passada, com isso nos dias seguintes depois do ocorrido tive algumas reações, por exemplo quando eu ia me deitar para dormir meus musculos da cabeça e do braço começavam a tremer como se eu estivesse com medo ou com frio, outra coisa é peso nas pernas sem vontande de andar, e um peso na cabeça, já lidei com um transtorno chamado "Despersonalização / Desreleição" pois eu sentia que não estava em um mundo real, mas agora mudou, mas hoje estou sentindo esses cansaços, depois de uma crise é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é bastante comum que, após uma crise de ansiedade intensa, o corpo e a mente ainda manifestem sinais de exaustão ou alerta, mesmo dias depois do episódio. Tremores, sensação de peso, fadiga física e mental, além de mudanças na percepção do corpo ou da realidade, são respostas possíveis dentro do chamado "hiperarousal", um estado de ativação prolongada do sistema nervoso.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), compreende-se que o corpo reage à ansiedade como se estivesse diante de uma ameaça real, mesmo que ela seja apenas percebida. Isso gera reações fisiológicas intensas — como os tremores ou a sensação de cansaço extremo — que podem permanecer mesmo após a crise.
Já nas terapias narrativas e nas abordagens construtivistas, entende-se que a forma como damos sentido a essas experiências influencia diretamente como as vivemos. Às vezes, o corpo fala o que ainda não conseguimos simbolizar com palavras. Momentos como esse podem ser oportunidades para reorganizar não apenas os sintomas, mas também a história que você conta sobre si mesma em relação ao medo, à fragilidade e ao controle.
Se esses sintomas persistem ou causam sofrimento, buscar um espaço terapêutico pode ajudar a compreender melhor esses sinais do corpo e da mente, e a desenvolver estratégias para lidar com eles de forma mais leve e significativa. O importante é saber que sentir isso não é sinal de loucura, e sim um pedido interno por cuidado e reconexão.
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Ombros tensos e pescoço, fico puxando o ar constantemente, as veses sinto como se tivesse ar no ouvi
Ombros tensos e pescoço, fico puxando o ar constantemente, as veses sinto como se tivesse ar no ouvido. Tô com uma dor de cabeça lado esquerdo como se tivesse se mechendo aí fico meio tonto. Dias bons e dias ruins. Dias com insônia como se tivesse fazendo força na face mais tento relachar. Seria ansiedade ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você relata — tensão nos ombros e pescoço, respiração curta, sensação de ar nos ouvidos, dores de cabeça localizadas, tonturas, insônia e esforço para relaxar — são sintomas que muitas pessoas ansiosas também sentem. No entanto, é sempre importante lembrar que esses sinais físicos podem ter diferentes origens. Por isso, o primeiro passo é procurar um médico para descartar causas orgânicas, como alterações musculares, neurológicas ou respiratórias.
Se os exames estiverem normais e não houver causa física evidente, é possível que a ansiedade esteja desempenhando um papel importante no que você está sentindo. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que a ansiedade não se manifesta apenas como preocupação mental — ela também se expressa no corpo. A tensão muscular, os incômodos na respiração, a sensação de “pressão” na cabeça e até os distúrbios do sono podem ser respostas do organismo a um estado de alerta constante, muitas vezes mantido por pensamentos automáticos, exigências internas ou medos sutis que nem sempre percebemos claramente.
Além disso, é muito comum na ansiedade essa alternância entre dias “bons” e “ruins”, o que pode gerar mais insegurança e sensação de descontrole.
A boa notícia é que existem formas eficazes de entender e lidar com esse ciclo. A TCC trabalha justamente para identificar os gatilhos, compreender como o corpo e a mente interagem na ansiedade, e desenvolver estratégias para interromper esse padrão, promovendo mais equilíbrio e bem-estar no dia a dia.
Buscar esse entendimento já é um passo importante — e você não está sozinho nessa jornada.
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Eu tenho esses sintomas dormência nas mãos rosto meu coração acelera dor no peito e quando eu tive u
Eu tenho esses sintomas dormência nas mãos rosto meu coração acelera dor no peito e quando eu tive uma crise dessa o clínico falou que eu não tinha nada como nada esses sintomas vem se repetindo mais vezes ,as vezes passo mal não falo pra ninguém porque as pessoas fala que e frescura mas não e ,muito ruim isso não sei ao certo qual médico devo passar neuro ou psicólogo ,pisiqiatra
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve — dormência nas mãos e no rosto, coração acelerado, dor no peito e crises recorrentes — são sintomas que devem, sim, ser levados a sério. O primeiro passo importante é buscar uma avaliação médica detalhada (clínica, cardiológica ou neurológica, se necessário) para descartar qualquer causa física. Somente depois disso é possível considerar com mais segurança que esses sintomas possam estar relacionados a questões emocionais, como a ansiedade.
Muitas pessoas, ao passarem por essas crises, ouvem que "não têm nada" porque os exames não mostram alterações. No entanto, isso não significa que o sofrimento não exista — pelo contrário. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que a ansiedade pode provocar reações físicas muito reais, como falta de ar, dormências, tensão muscular, palpitações e dor no peito. Essas reações ocorrem quando o corpo entra em estado de alerta, mesmo sem haver um perigo real.
O sentimento de não ser compreendido — quando dizem que é “frescura” — infelizmente é comum, mas totalmente injusto. A ansiedade é uma condição legítima e pode ser tratada com respeito e cuidado.
Após a avaliação médica, você pode procurar um profissional da saúde mental: psicólogo (para psicoterapia) ou psiquiatra (para avaliar se há necessidade de medicação). Muitas vezes, o trabalho conjunto entre os dois profissionais é o que traz os melhores resultados.
Você não está sozinho(a), e o que sente merece escuta, compreensão e cuidado
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Tenho derpersonalizacao causada pela ansiedade. E normal o medo de cegar em crises de ansiedade ?
Tenho derpersonalizacao causada pela ansiedade. E normal o medo de cegar em crises de ansiedade ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é comum que pessoas que sofrem com ansiedade intensa ou crises de pânico relatem o medo de "cegar", desmaiar, enlouquecer ou até mesmo morrer durante uma crise. Essas sensações fazem parte do que chamamos, na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), de interpretações catastróficas dos sintomas físicos da ansiedade.
Durante uma crise, o corpo entra em um estado de alerta máximo, ativando o sistema nervoso autônomo. Isso pode gerar visão turva, tontura, pressão nos olhos e outros sintomas físicos que são percebidos como ameaçadores. O medo de perder a visão, embora não corresponda a um risco real, é sentido com intensidade e contribui para manter ou agravar o ciclo ansioso.
A despersonalização, por sua vez, é uma resposta comum ao estresse agudo: a mente, em sobrecarga, adota uma espécie de "desconexão" como forma de autoproteção. Pode parecer assustador, mas é uma reação conhecida e tratável.
Na TCC, trabalhamos para identificar os gatilhos, compreender os pensamentos automáticos que alimentam o medo e desenvolver estratégias para interromper esse ciclo. Com o tempo e o suporte adequado, é possível reduzir significativamente esses sintomas e retomar a sensação de segurança consigo mesmo e com o mundo.
Se esses episódios estão interferindo na sua qualidade de vida, conversar com um profissional pode ajudar a dar nome e direção ao que você está vivendo. Há caminhos possíveis — e você não precisa enfrentá-los sozinho(a).
Perguntas frequentes
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Tenho o DIU de prata com cobre há 5 anos. Ele venceu há três meses e, neste mês, fiz uma tomografi
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