Perguntas do paciente (74)
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Eu e neu namorado temos borderline,ja aconteceu de quase terminarmos mais de 3 vezes,ele uma hora di
Eu e neu namorado temos borderline,ja aconteceu de quase terminarmos mais de 3 vezes,ele uma hora diz que não sente nada e na msm hora que eu abraço ele e choro,ele começa a chorar tbm e diz que não quer terminar e que esta só confuso,eu o amo mt não quero perde-lo o q posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando duas pessoas com TPB (borderline) se relacionam, o vínculo costuma ser muito intenso, cheio de amor, mas também de medo de abandono, confusão emocional e mudanças rápidas de sentimento. Isso não significa que o amor não exista — significa que as emoções ficam amplificadas.
O que você descreve é comum no TPB:
ele diz que não sente nada → você se desespera → o vínculo ativa → vocês choram → o medo de perder fala mais alto → vem a reconexão.
Isso não é manipulação, é desregulação emocional.
Se quiser, posso te ajudar a:
pensar o que dizer pra ele numa conversa mais estável
entender quando insistir e quando se proteger
transformar esse vínculo em algo menos doloroso pra você
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A psicanálise é só falar do passado e da infância?
A psicanálise é só falar do passado e da infância?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Essa é uma ideia comum, mas incompleta.
A psicanálise não é apenas falar do passado ou da infância. Ela trabalha com o presente, com o que se repete hoje — nos sintomas, nas relações, nas escolhas e nos sofrimentos atuais.
Por que o passado aparece?
Porque muitas formas de sentir, reagir e se relacionar foram construídas lá atrás. O passado não é revisitado por curiosidade, mas quando ele insiste em se manifestar no presente.
O foco real da psicanálise é:
O que te faz sofrer agora
Os padrões que se repetem na sua vida
Os conflitos inconscientes que influenciam suas escolhas
Aquilo que ainda não encontrou palavras
A infância não é um fim, é um meio.
Ela ajuda a compreender como certos modos de funcionamento psíquico se estruturaram — para que possam ser elaborados e transformados no presente.
Em psicanálise, não se trata de ficar preso ao passado, mas de se libertar do que nele ainda te aprisiona hoje.
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Tenho 28 anos.Há pouco mais de dois meses comecei algo que nunca tinha feito antes: namorar. E amo e
Tenho 28 anos.Há pouco mais de dois meses comecei algo que nunca tinha feito antes: namorar. E amo ela, mas comecei a sentir um desconforto, e muita angustia quando vi fotos dela com o ex, com quem teve um longo relacionamento. E comecei a ter a sensação de inferioridade, de tristeza, de raiva e de frustração. Parece que só por vir depois dele já é o bastante pra me sentir mal. Então tenho pensamentos de separação, e me sinto pior. Parece que ja estou derrotado antes de começar...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado por confiar isso aqui. O que você descreve faz muito sentido, especialmente considerando que esse é seu primeiro relacionamento. Não é fraqueza — é humano.
Quando você vê fotos dela com o ex, não é só “ciúme”. O que aparece aí é um choque entre fantasia e realidade:
antes de você, ela teve uma história, um passado, alguém que ocupou um lugar importante. E isso pode ativar sentimentos bem profundos de comparação, inadequação e medo de não ser suVocê não está derrotado. Você está aprendendo a amar.
E aprender dói às vezes.
Se quiser, posso te ajudar a:
entender como conversar com ela sem criar conflito
diferenciar o que é ciúme saudável x autossabotagem
trabalhar essa sensação de inferioridade passo a passo
Você não é menor por ter chegado depois. Você só chegou no seu tempo
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Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última per
Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última pergunta (link falei sobre um término de relacionamento, que retomamos o contato e eu estava aguardando a resposta dela, bom, ela me respondeu e não deu em nada, realmente é o fim e eu preciso me reconstruir e seguir minha vida. Só que vem acontecendo uma coisa estranhada: ela me diz que o que temos é muito importante para ser ignorado, fala que me considera bastante importante e o que temos é um laço de amor fraterno, mas quando me vê nos lugares não me olha nem na cara. O que seria isso? Confusão? Autoproteção? Conflito interno? Indecisão? Está lutando contra a decisão dela?
Enfim, são muitas perguntas, mas não são as principais, as mais importantes vem a seguir.
Percebo que quando passo um tempo considerável online, seja no instagram, whatsapp, youtube, ou até mesmo vendo um filme ou série, eu sinto ansiedade e tristeza, como se tivesse um vazio ali dentro de mim e que as redes sociais/internet estão me sugando. Mas quando me desconecto e vou fazer coisas no mundo real como: arrumar meu quarto, tocar violão, sair para caminhar ou pedalar, ir para a academia, ler um livro, conversar com meus pais, tudo isso me tira daquela sensação de tristeza e angústia, é como se fosse um instinto de sobrevivência sendo ativado, e me sinto muito melhor desconectado da internet e redes socias e me faz sentir bem. Gostaria de entender essas minhas dúvidas do motivo disso acontecer e os motivos que estão por trás dessas minhas sensações e também pelas atitudes da minha ex. Devo me afastar completamente dela? Devo continuar fazendo esse desmame de redes sociais?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Li sua mensagem com muita atenção. Qdo o outro se afasta, ou muda de lugar, não é só o vinculo que fica em suspenso, mas também aquilo que esse laço sustentava em você.
Importante você ter notado de que como seu corpo e angustia respondem de maneias diferentes, qdo vc esta imerso nas redes sociais, e qdo retorna ao mundo concreto; não como certo ou errado, mas como algo em vc parece pedir por menos ruidos( mentais) e mais presença.
Não vejo, como resposta imediata, nem como decisão que deva ser tomada no agora....isso faz parte do processo da escuta de Si mesmo; o mais importante é exatamente o que vc ja o faz, observar e compreender melhor seus desejos ,limites, necessidades e suas faltas.
Qto ao que ela pensa, não temos acesso direto ao seus pensamentos ou sentimentos.....O QUE TEMOS É O EFEITO O QUE ESSA FALTA DE CLAREZA PRODUZ EM VOCÊ.
Podemos trabalhar essas questões na analise, diferenciando o que é do outro, e o que é seu, pra que isso não permaneça apenas no campo da suposição e do sofrimento silencioso.
Seguimos trabalhando essas questões no espaço analitico, respeitando seu tempo, e o que puder emergir dele.
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Olá, eu tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade. Estava consideravelmente moderada, porém, eu i
Olá, eu tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade. Estava consideravelmente moderada, porém, eu iniciei o tratamento com roacutan, e um tempo depois eu estou sentindo uma apatia, não sinto felicidade, nem tristeza por coisas que antes sentia. Quero muito saber se isso tem relação com o remedio
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim tem haver; embora há controversa, temos evidencias clinicas de associação com:
HUMOR DEPRIMIDO;
O medicamento pode reduzir as defesas psiquicas, tornando conteudos
internos mais acessiveis, manifestando a ansiedade.
Aumentam a chance de:
HISTORICO PREVIO DE ANSIEDADE,
ESTRESSE EMOCIONAL DURANTE TTRATAMENTO,
DEVEM SER COMUNICADO IMEDIATAMENTE AO DERMATOLOGISTA, E A U PROFISSIONAL DE SAUDE MENTAL.
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Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim
Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim no dia seguinte nos casamos .ele ficou por muito tempo distante no começo até ficou uns dias na casa da mãe passou meses ele melhorou e eu voltei a ver alegria nele depois de 6 anos parece q ele voltou a ter esse bloqueio.teve várias dias com insônia,irritado ,teve dias com altos e baixos.ate q um dia desses ele me pediu um tempo chorou bastante e já está fazendo 46 dias q está na casa da mãe porém todos os domingos ele faz questão de vir ficar comigo agente namora e tudo com muita conexão.porem quando ele vai embora ele muda completamente fica totalmente distante.agora está se sentindo mal por a gente fazer sexo aos domingos,está sentindo q está me usando.ele parece confuso ,diz q lembra de coisas no nosso casamento q machuca muito ele .ele age como só eu que o machuquei.agora já está falando q não tem vontade de dormir em nossa casa e q não tem quase vontade nenhuma de voltar pra casa .eu e a família dele sabe q tem algum problema na cabeça dele .pq ele sempre chora ,fala q dói nele está fazendo isso pq quem quer se separar pega e se separa e não chora e não tem dúvidas
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
"QUANDO ALGUEM NÃO CONSEGUE SUSTENTAR UMA ESCOLHA, É PORQUE ALGO INCOSCIENTE ESTÁ EM CONFLITO COM ELA."
por isso, não é possivel saber com certeza o que ele sente apena pelo que diz.
O que pode ajudar você:
OBSERVAR PADRÕES, E NÃO PROMESSAS;
PERCEBER SE HÁ MOVIMENTO REAL DE RESPONSABILIZAÇÃO EMOCIONAL OU REPETIÇÃO;
"CUIDAR DO SEU PROPRIO SOFRIMANTO, SEM ASSUMIR O PAPEL DE SALVÁ-LO; E ENTENDER QUE AMAR ALGUÉM, NÃO SIGNIFICA SUPORTAR IDEFINIÇÕES CONTINUAS"
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Boa noite! Quero tirar uma dúvida, na verdade trocar ideia sobre o assunto. Estou em uma união está
Boa noite!
Quero tirar uma dúvida, na verdade trocar ideia sobre o assunto. Estou em uma união estável há 05 anos e, meu companheiro trabalhou como marinheiro offshore de 2011 q 2013. Na época havia ganhado uma bolsa de estudo para estudar em Houston e aprofundar conhecimentos. Desde o primeiro dia que o o conheci ele fala sobre essa experiência e revive o passado, lamentando a bolsa que perdeu. Na época em que o contrato foi quebrado, ele também se separou, um casamento de 20 anos devido a traição por parte da ex mulher. Meu objetivo era que um algum momento ele deixasse de lamentar o passado e passasse a enxergar com outros olhos essa experiência incrível e única. E tentasse extrair os aprendizados para sua jornada. Porém, quando tomamos uma cervejinha (uma vez por semana), ele volta ao passado e fico pensando que por alguns momentos ele deixa de viver nesse passado. Mas para ser franca, não há nada que eu fale ou tente fazer com que ele veja de uma outra forma. Não adianta!
Gostaria de saber se é possível que eu de alguma forma o faça enxergar com outros olhos. Porque terapia ou qualquer outro tipo de conversa ou ajuda, ele não aceita jamais.
Agradeço desde já pela atenção.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na visão psicanalista, a memória é afetiva, e não neutra. Não se recorda o passado como ele foi e sim como foi VIVIDO EMOCIONALMENTE.
As lembranças agradaveis ficam ligadas a sensações de acolhimento, segurança, prazer ou amor, ao serem reativadas, elas reatualizam esses afetos no presente.
Tem também o desejo de repetição: reviver ou reparar algo que não existe mais no presente.
Qdo o apego ao passado é excessivo, significa dificuldade de investir no presente ou medo do futuro; agora qdo é somente flexivel, pode ser um recurso saudavel de fortalecimento emocional.
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Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e int
Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e intrusivos, medo de que se não fizer determinada coisa de um jeito especifico algo ruim irá acontecer, ansiedade constante queria saber se devo primeiro buscar um psiquiatra ou um psicologo ou psicanalista qual vou primeiro, e como melhorar esses sintomas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ideal é procurar os dois, mas você pode começar por qualquer um.
Se tiver que escolher uma ordem, geralmente recomendo:
1. Psicólogo (especialmente TCC) ou Psicanalista
O TOC responde muito bem à psicoterapia
A terapia ajuda a:
entender os pensamentos obsessivos
reduzir os rituais e compulsões
lidar com a ansiedade e o medo de que “algo ruim aconteça”
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é a mais indicada para TOC
A psicanálise ajuda a compreender os conflitos emocionais mais profundos que mantêm o sintoma
2. Psiquiatra
Avalia se há necessidade de medicação
Os remédios não “apagam quem você é”, mas podem reduzir a intensidade das obsessões e da ansiedade
Em muitos casos, terapia + medicação é a combinação mais eficaz
Importante: não é sinal de gravidade precisar de psiquiatra. É cuidado.
Sobre os sintomas que você descreveu
O que você relatou é muito compatível com TOC:
pensamentos obsessivos e intrusivos
medo de consequências catastróficas
necessidade de fazer coisas “do jeito certo”
ansiedade constante
Esses pensamentos não definem você. Eles são sintomas — não verdades.
O que ajuda a melhorar os sintomas (além da terapia)
Não brigar com o pensamento
Quanto mais você tenta expulsá-lo, mais forte ele volta. A terapia ensina a não responder ao pensamento com ritual.
Evitar buscar garantias o tempo todo
Perguntar, conferir, repetir atos alivia na hora, mas alimenta o TOC no longo prazo.
Aprender a tolerar a ansiedade
Ela sobe, parece insuportável, mas ela cai sozinha quando não é reforçada.
Rotina, sono e redução de estimulantes
Cafeína, privação de sono e estresse pioram bastante os sintomas.
Uma coisa muito importante
TOC não é falta de força, fé ou controle.
É um transtorno tratável, e quanto antes você buscar ajuda, melhor o prognóstico.
Se quiser, posso te ajudar a:
entender melhor seus tipos de pensamentos obsessivos
saber como funciona o tratamento do TOC na prática
montar um plano de próximos passos pra buscar ajuda sem se sentir perdido(a)
Você já deu o passo mais difícil: reconhecer que precisa de ajuda. Isso já é força
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Sempre tive problema de manter relacionamentos. Já faço análise, e percebi algumas repetições. Sempr
Sempre tive problema de manter relacionamentos. Já faço análise, e percebi algumas repetições. Sempre senti ciúmes do passado. Imaginava as cenas afetivas e sexuais, isso me dava muita angústia, mas ao mesmo tempo percebi que existia um sutil prazer que se expressava na curiosidade. Quando percebi isso senti mais angústia. Isso é normal? e é possível mudar essas repetições?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim — isso é mais comum do que você imagina. E o fato de você já estar em análise e conseguir nomear isso mostra um nível importante de consciência psíquica.
Vou por partes, com cuidado.
1. Sobre o ciúme do passado e as cenas imaginadas
O chamado ciúme retrospectivo não é só sobre o(a) parceiro(a). Ele costuma tocar em algo mais profundo:
comparação, exclusividade, medo de não ocupar um lugar único, feridas narcísicas.
As cenas afetivas e sexuais imaginadas funcionam como uma fantasia compulsiva: elas machucam, mas também capturam. Isso explica o paradoxo que você percebeu.
2. O “sutil prazer” que aparece
Isso é delicado, mas importante:
o prazer não está no sofrimento em si, e sim em manter vivo um circuito psíquico conhecido.
A curiosidade, a repetição da cena, o “olhar de novo” podem dar:
sensação de controle
excitação psíquica
manutenção de um vínculo interno com o objeto amado
confirmação inconsciente de crenças antigas (“não sou suficiente”, “vou perder”)
Perceber esse prazer costuma gerar mais angústia, porque confronta a ideia moralizada de que “eu deveria só sofrer”. Mas o psiquismo não funciona assim — ele é ambivalente.
Ambivalência não é patologia. É estrutura humana.
3. Isso é “normal”?
Normal no sentido de frequente e compreensível, sim.
Mas também é um sinal de que existe uma repetição — e toda repetição pede escuta.
Na psicanálise, repetimos não porque queremos sofrer, mas porque:
algo não foi simbolizado
um afeto ficou preso
um modelo de vínculo tenta se reinscrever
4. É possível mudar essas repetições?
Sim. Mas não pela força ou pela proibição do pensamento.
A mudança acontece quando:
a repetição é reconhecida (isso você já fez)
o prazer e a dor podem ser pensados sem julgamento
o afeto ganha palavras, não só imagens
o passado deixa de ser vivido como ameaça no presente
O objetivo da análise não é eliminar o ciúme à força, mas transformar a relação que você tem com ele. Quando a fantasia perde o caráter compulsivo, ela perde poder.
5. Algo importante para você guardar
Você não repete porque é fraco(a).
Você repete porque seu psiquismo aprendeu a amar desse jeito.
E tudo o que foi aprendido pode, com tempo e trabalho, ser reelaborado.
Se quiser, posso te ajudar a:
diferenciar curiosidade de compulsão
entender o lugar do prazer na repetição
pensar como isso aparece na transferência
ou transformar isso num material para aprofundar na sua análise
Você não está “estragado(a)”.
Você está em processo
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Aconteceu algumas na minha vida ultimamente que tem me deixado bem emotivo e com uma vontade de semp
Aconteceu algumas na minha vida ultimamente que tem me deixado bem emotivo e com uma vontade de sempre desabafar; acham que deveria conversar com o meu analista para aumentar a frequência das sessões, por exemplo, mais de uma sessão por semana? E isso seria proveitoso para o meu tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim — faz todo sentido levar isso para o seu analista, e sim, pode ser bastante proveitoso aumentar a frequência das sessões em determinados momentos.
Vou te explicar com calma, sem romantizar nem patologizar
Quando aumentar a frequência ajuda?
Aumentar para mais de uma sessão por semana costuma ser indicado quando:
aconteceram eventos recentes que mobilizaram muito afeto
você se sente mais emotivo, sensível ou desorganizado
há uma urgência psíquica de falar, de simbolizar o que está vivo
os conteúdos estão “transbordando” entre uma sessão e outra
Nesses momentos, o psiquismo pede mais continência, não necessariamente mais respostas.
Isso significa regressão ou dependência?
Não.
Na psicanálise, o aumento de frequência não é fraqueza — é manejo clínico.
Pense assim: quando algo está muito vivo, uma sessão por semana às vezes não dá conta de metabolizar tudo. Duas (ou mais) permitem:
aprofundar associações
reduzir a sobrecarga emocional entre sessões
trabalhar afetos antes que eles virem atuação
sustentar o processo em momentos críticos
É sempre definitivo?
Não.
Na maioria das vezes, o aumento é temporário, ajustado ao momento que você está vivendo. Depois, pode-se retornar à frequência anterior.
Como levar isso para o analista?
Do jeito mais simples possível. Por exemplo:
“Tenho sentido uma necessidade maior de falar, parece que uma sessão por semana não está dando conta do que estou vivendo. Queria pensar com você se aumentar a frequência faria sentido agora.”
Isso, por si só, já é material clínico valioso.
Um ponto importante
O desejo de “sempre desabafar” pode ser:
necessidade legítima de elaboração
sinal de excesso de afeto não simbolizado
ou até algo que vale ser pensado na transferência
Tudo isso não se resolve fora da análise — se trabalha dentro dela.
Em resumo:
Sim, vale conversar
Pode ajudar muito o tratamento
Não é sinal de piora, mas de escuta do próprio processo
Você não está “exigindo demais”.
Você está percebendo o que precisa agora — e isso já é trabalho analítico
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O que é a camuflagem social e como ela contribui para a dismorfia corporal?
O que é a camuflagem social e como ela contribui para a dismorfia corporal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Qdo o sujeito camufla emoções, traços de personalidade, dor psiquica ou diferenças, o corpo passa a sustentar o que não pôde ser simbolizado; o que não encontra palavra, encontra expressão corporal.
Essa dissociação favorece:
PERDA DA ESCUTA CORPORAL;
DIFICULDADES DE RECONHECER LIMITES FISICOS E CORPORAIS;
SENSAÇÃO DE CORPO ESTRANHO FRAGENTADO OU INADEQUADO.
O corpo deixa de ser morada e passa a ser objeto de controle e vigilancia.
A camuflagem gera: CULPA POR FALHAR; VERGONHA DO CORPO REAL; ATAQUES AO PROPRIO CORPO(somatizações, compulsões e disturbios alimentares).
"OU SEJA, A CAMUFLAGEM SOCIALCONTRIBIU PARA A DISCORDIA CORPORAL AO EXIGIR QUE O CORPO, SUSTENTE UM PERSONAGEM.
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Quando a ansiedade com mudanças se torna um problema sério?
Quando a ansiedade com mudanças se torna um problema sério?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade com mudanças é natural. Mudanças tiram a sensação de controle, e o cérebro reage tentando nos proteger.
Ela se torna um problema sério quando deixa de ser pontual e começa a dominar sua vida.
Fique atento(a) se:
A ansiedade é intensa e constante, mesmo quando a mudança ainda nem aconteceu
O sofrimento dura semanas ou meses, sem diminuir
Você evita decisões, oportunidades ou relações por medo de mudar
Surgem sintomas físicos frequentes (taquicardia, falta de ar, tontura, tensão, insônia)
Há pensamentos catastróficos: “não vou dar conta”, “vai dar tudo errado”
A ansiedade interfere no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos
Você se sente paralisado(a) ou em alerta o tempo todo
Quando a mudança passa a ser vivida como ameaça constante, e não como adaptação, a ansiedade deixa de ser protetora e vira sofrimento.
Por que isso acontece?
Geralmente está ligado a:
necessidade excessiva de controle
medo de errar ou fracassar
experiências passadas de perda ou insegurança
baixa tolerância à incerteza
O que ajuda?
Psicoterapia (TCC e psicanálise ajudam muito)
Aprender a lidar com a incerteza, passo a passo
Técnicas de regulação emocional
Em alguns casos, avaliação psiquiátrica
Regra simples: se a ansiedade te impede de viver ou escolher, ela merece cuidado.
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Nunca senti nenhum tipo de amor por ninguém. É normal isso?
Nunca senti nenhum tipo de amor por ninguém. É normal isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa pergunta é mais comum — e mais profunda — do que parece. E vou responder com cuidado: sim, isso pode ser normal, dependendo do que estamos chamando de “amor”.
Alguns pontos importantes pra te ajudar a pensar isso sem se julgar:
1. Amor não é uma experiência única e universal
Nem todo mundo sente amor do jeito que os filmes mostram: intenso, arrebatador, romântico.
Há pessoas que sentem o amor de forma mais contida, mais racional, mais tardia ou menos reconhecível emocionalmente.
Às vezes o amor está ali, mas:
não vem acompanhado de euforia
não aparece como necessidade do outro
não gera apego intenso
E aí a pessoa conclui: “acho que nunca amei”.
2. Pode ser defesa, não ausência
Em muitos casos, não sentir amor não significa incapacidade de amar, mas proteção.
Se houve:
frustrações precoces
vínculos instáveis
medo de depender
experiências de perda, rejeição ou invasão
o psiquismo pode aprender que não se vincular é mais seguro.
Isso costuma acontecer sem a pessoa perceber.
3. Amor ≠ intensidade
Às vezes a pessoa espera sentir algo muito intenso para chamar de amor — e como isso não acontece, acha que nunca sentiu nada.
Mas o amor também pode ser:
cuidado
presença
escolha
respeito
vontade de preservar o vínculo
Sem drama. Sem excesso.
4. Não sentir amor não te torna “frio(a)” ou defeituoso(a)
Isso não é falha de caráter, nem falta de humanidade.
É uma forma de funcionamento psíquico que pode — ou não — se transformar ao longo da vida.
5. Isso pode mudar?
Sim, pode.
Especialmente quando esse tema é trabalhado em análise ou terapia, sem pressão para “sentir o que deveria sentir”.
O amor não nasce da cobrança. Ele surge quando existe segurança psíquica para se implicar.
Uma pergunta que costuma ajudar mais do que “por que não amo?” é:
O que em mim se protege quando não amo?
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Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?
Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A busca por sentido tem uma relação profunda com o comportamento impulsivo, especialmente quando observada pelas lentes da psicoterapia, da psicanálise.
Falta de sentido e impulsividade:
Quando a pessoa não consegue atribuir significado à própria vida, surge um vazio existencial. Esse vazio pode gerar angústia, tédio, ansiedade ou sensação de não pertencimento.
O papel da psicoterapia
Nas sessões de psicoterapia ou psicanalise, trabalhar a busca por sentido permite transformar impulsos em reflexão. Ao nomear angústias e elaborar conflitos, o sujeito passa a agir menos para “calar” o vazio e mais para responder, de forma simbólica e responsável, às demandas da própria existência.
Quanto maior o vazio de sentido, maior a tendência ao comportamento impulsivo. À medida que o sujeito constrói significado para sua vida, os impulsos deixam de comandar e passam a ser compreendidos, regulados e integrados à experiência psíquica.
Onde falta sentido, o impulso tenta preencher.
Onde o sentido é construído, o comportamento tende a se organizar.
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Por que o medo existencial é tão intenso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Por que o medo existencial é tão intenso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O medo existencial costuma ser especialmente intenso no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) porque ele toca o núcleo da organização psíquica dessas pessoas: a fragilidade do senso de identidade, do vínculo e da continuidade do eu. Esse medo não é apenas “ansiedade sobre a vida”, mas uma vivência profunda de vazio, aniquilação e perda de sentido.
No TPB, o medo existencial é tão intenso porque existir não é algo garantido internamente.
A pergunta não é apenas “qual é o sentido da vida?”, mas sim:
“Eu continuo existindo se o outro não estiver?”
O trabalho terapêutico busca, aos poucos, ajudar o sujeito a:
* construir um eu mais contínuo;
* simbolizar o vazio;
* encontrar sentido que não dependa exclusivamente do outro.
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Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?
Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença entre TOC existencial e reflexão filosófica não está no tema (sentido da vida, morte, realidade, identidade), mas na forma como a mente se relaciona com essas perguntas.
Reflexão filosófica:
É um movimento livre, simbólico e criativo do pensamento.
Características:
As perguntas geram curiosidade, não pânico;
A dúvida é tolerável e até fecunda;
Não há urgência em “resolver” a questão;
A pessoa consegue interromper o pensamento e seguir a vida;
O questionamento amplia o sentido, não paralisa.
TOC existencial:
É um fenômeno clínico marcado por obsessões mentais e tentativas compulsivas de obter certeza.
Características:
Pensamentos intrusivos, repetitivos e angustiantes;
Medo intenso de “nunca encontrar uma resposta”;
Necessidade compulsiva de pensar, analisar ou buscar garantias;
Sensação de ameaça à própria sanidade ou identidade;
Pensamento circular que não gera alívio.
Filosofia → amplia
TOC existencial → aprisiona
Filosofia convive com a dúvida
TOC sofre com a dúvida
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O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?
O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TOC existencial surge quando a angústia fundamental da existência é deslocada para o campo obsessivo, numa tentativa psíquica de dominar o indizível com o pensamento.
Nas sessões de psicanalise, o trabalho não é responder às perguntas existenciais, mas ajudar o sujeito a sustentar a falta de resposta, elaborando a angústia que está por trás da compulsão de pensar.
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Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?
Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O livre-arbítrio não significa controlar tudo o que acontece, mas escolher como nos posicionamos diante do que acontece. A aceitação da vida nasce exatamente aí.
Há coisas que não escolhemos: a família em que nascemos, perdas, limites, mudanças inesperadas. Quando tentamos lutar contra o que é inevitável, surge sofrimento.
O livre-arbítrio entra quando decidimos o que fazer com a realidade, e não quando tentamos negá-la.
Aceitar a vida não é resignação passiva. É reconhecer: “isso é o que existe agora” — e, a partir disso, escolher como agir.
O livre-arbítrio permite:
escolher atitudes mesmo em cenários difíceis
dar significado às experiências
assumir responsabilidade pelo próprio caminho
transformar dor em aprendizado
Paradoxalmente, quando aceitamos o que não depende de nós, o livre-arbítrio se fortalece no que depende: escolhas, valores, limites, vínculos e sentido.
Em termos terapêuticos, a aceitação reduz a luta interna e devolve autonomia.
Você não escolhe tudo o que vive, mas escolhe como vive o que lhe acontece.
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Quais são os valores fundamentais da Logoterapia? .
Quais são os valores fundamentais da Logoterapia? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
1- Valores criativos: o que a pessoa oferece ao mundo por meio das suas ações (qdo a pessoa realiza algo significativo);
2- Valores vivenciais: o que a pessoa recebe da vida (amor, arte, musica, espiritualidade, entre outros) experiência autêntica;
3- Valores atitudinais: postura diante de situações inevitaveis, mesmo qdo não é possivel mudar a situação, o ser deve escolher a atitude com que irá enfrentá-la.
A VIDA TEM SENTIDO EM TODAS CIRCUNSTANCIAS, CABE AO INDIVIDUO DESCOBRI-LO POR MEIO DA RESPONSABILIDADE, DA LIBERDADE INTERIOR E DA AUTO TRANSCEDENCIA.
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O que é orientação profissional e como ela pode me ajudar?
O que é orientação profissional e como ela pode me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode contribuir de varias maneiras:
Dar sentido ao sofrimento ligado ao trabalho;
Diferenciar desejo proprio de expectativas externas;
Compreender repetições e impasses;
Fortalecer identidade e autonomia;
Reduzir a ansiedade e insegurança diante das escolhas;
Integrar vida pessoal e profissional.
AJUDANDO O SUJEITO A CONSTRUIR SUAS PROPRIAS RESPOSTAS, COM MAIS CONSCIENCIA, RESPOSABILIDADE E ALINHAMENTO COM SEU DESEJO.
Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…