Perguntas do paciente (6)
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Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz
Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu não sou psiquiatra, sou psicóloga. Mas tive formação em farmacologia e também estudo sobre psicofármacos, então posso compartilhar algumas informações.
A dor de cabeça pode, sim, ser um dos efeitos colaterais da sertralina. É importante considerar também a dosagem que você está tomando, além de há quanto tempo iniciou o medicamento.
Em geral, a sertralina pode levar de 2 a 4 semanas para que seus efeitos terapêuticos comecem a aparecer de forma mais consistente, embora isso possa variar de pessoa para pessoa. Os efeitos colaterais, por outro lado, podem surgir antes mesmo dos benefícios.
Se, após esse período, as dores de cabeça continuarem ou estiverem muito intensas, o ideal é conversar com o médico que prescreveu a medicação. Ele poderá avaliar se é necessário ajustar a dose, mudar o horário, trocar o medicamento ou investigar outra causa para a dor.
Também é importante avaliar, junto com o médico, a relação entre benefícios e efeitos indesejados: se o medicamento está trazendo mais prejuízos do que benefícios, isso precisa ser discutido para que a conduta seja revista com segurança.
Não interrompa ou altere a dose por conta própria.
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você já ouviu falar na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)? Um dos conceitos centrais da ACT é a flexibilidade psicológica, que envolve aprender a lidar de uma maneira diferente com pensamentos, medos e inseguranças, sem permitir que eles determinem nossas escolhas.
No seu caso, por exemplo, talvez não seja possível eliminar completamente o medo de rejeição ou de ser alvo de zombaria. A questão seria: até que ponto esse medo está fazendo você esconder ou limitar características que fazem parte de quem você é?
A ACT trabalha muito com a desfusão cognitiva, que ajuda a perceber pensamentos como “vão me invejar”, “vão me achar arrogante” ou “vão zombar de mim” como pensamentos — e não necessariamente como fatos ou previsões do que irá acontecer.
A partir daí, podemos trabalhar também com os seus valores: que tipo de homem você quer ser e como gostaria de se posicionar no mundo, mesmo diante da possibilidade de algumas pessoas não aprovarem você?
Talvez o objetivo não seja deixar de sentir medo da rejeição, mas conseguir dizer: “Eu posso sentir esse medo e, ainda assim, escolher não me esconder.” Isso pode trazer muito mais liberdade e leveza.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para falarmos em TOC, é necessário avaliar se os sintomas atendem aos critérios diagnósticos do transtorno. Ter perfeccionismo, necessidade de certeza ou até mesmo alguns comportamentos obsessivos não significa, por si só, que a pessoa tenha TOC.
Um dos pontos importantes é observar o que acontece quando você não consegue ter certeza ou quando algo não sai como gostaria. Você sente uma ansiedade intensa e passa a realizar determinados comportamentos, checagens, perguntas, pesquisas ou outros rituais para aliviar esse desconforto? Esses comportamentos acabam ocupando muito tempo ou interferindo na sua vida? Esse tipo de investigação ajuda a diferenciar o perfeccionismo e a intolerância à incerteza de um quadro de TOC.
Também é importante entender de onde esse padrão pode ter surgido. O perfeccionismo pode estar relacionado a diferentes fatores: história de aprendizagem, experiências familiares, críticas ou cobranças, contexto cultural, características de personalidade, predisposições genéticas, entre outros. Não existe uma única explicação que sirva para todas as pessoas.
Por exemplo, uma criança que recebe muita aprovação quando “acerta” e muitas críticas ou constrangimentos quando erra pode aprender, ao longo do tempo, que “preciso fazer tudo certo para estar seguro, ser aceito ou não sentir vergonha”. Isso é apenas uma hipótese, e não significa que tenha sido necessariamente o seu caso.
Um profissional da psicologia pode ajudar a investigar esse padrão, entender o que mantém essa ansiedade e trabalhar estratégias para aumentar sua tolerância ao erro e à incerteza. Se houver indicadores de TOC ou necessidade de avaliação medicamentosa, também pode ser feito um encaminhamento para um psiquiatra.
Então, mais do que perguntar apenas “será que tenho TOC?”, talvez seja interessante investigar: “O que eu faço para tentar eliminar minha incerteza e o que acontece comigo quando não consigo eliminá-la?” Essa resposta pode trazer informações muito importantes.
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Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,
Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se eu fosse você, remarcaria o psiquiatra para ver o que pode estar acontecendo, talvez precise modificar a dosagem ou trocar a medicação.
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Eu trabalho com relacionamentos e essa é uma das minhas áreas de atuação. No entanto, meu trabalho é voltado para as demandas individuais e não realizo terapia de casal.
No caso de vocês, eu procuraria, sim, um profissional que tenha familiaridade com relacionamentos não monogâmicos ou, pelo menos, uma postura aberta, acolhedora e não patologizante em relação a diferentes configurações de relacionamento.
Isso não significa que todo terapeuta de casal não esteja preparado para essa demanda, mas é importante que vocês encontrem alguém que consiga compreender a dinâmica de vocês sem partir do pressuposto de que um relacionamento aberto é necessariamente sinal de problema, falta de compromisso ou dificuldade conjugal.
A terapia deve ser um espaço para vocês poderem falar sobre dúvidas, acordos, limites, ciúmes, inseguranças e conflitos com liberdade, sem que o formato do relacionamento seja tratado como algo que precisa ser “consertado”.
Uma boa pergunta para fazer antes de marcar a primeira sessão é justamente: “Você tem experiência ou familiaridade com relacionamentos abertos/não monogâmicos?”. A forma como o profissional responder já pode ajudar vocês a perceber se existe sintonia com o que estão buscando.
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC é, sim, uma das abordagens com bastante evidência para o tratamento da ansiedade social. Mas o fato de você já ter passado por duas experiências com TCC e não ter sentido melhora não significa que você não possa se beneficiar da psicoterapia. Também é importante considerar que existem diferentes formas de trabalhar dentro de uma mesma abordagem e que a relação com o terapeuta e a adaptação do tratamento às necessidades de cada pessoa fazem diferença.
Pelo que você descreve, parece existir um ciclo importante entre medo do julgamento/rejeição → ansiedade → evitar situações sociais → alívio momentâneo → manutenção do medo. E quanto mais situações você evita, mais difícil pode parecer enfrentá-las depois.
Eu trabalho com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que pode ser uma possibilidade para você experimentar. Na ACT, não trabalhamos com a ideia de que você precisa primeiro eliminar a ansiedade para depois voltar a viver. Trabalhamos para desenvolver flexibilidade psicológica: aprender a se relacionar de outra maneira com pensamentos como “vão me julgar”, “vou passar vergonha”, “não vão gostar de mim”, sem que esses pensamentos precisem controlar suas escolhas.
Também trabalhamos com aceitação, desfusão, valores e, principalmente, com a construção gradual de comportamentos que aproximem você da vida que deseja — inclusive enfrentando, de forma planejada e segura, situações que hoje você evita.
E existe algo muito importante no que você contou: você está há três anos sem ir à escola. Isso mostra o quanto essa ansiedade está interferindo na sua vida e merece ser olhado com cuidado, sem culpa e sem julgamento.
A ACT pode ser uma possibilidade, mas eu não diria que existe uma abordagem que necessariamente vai funcionar para todo mundo. O mais importante é encontrar um profissional com quem você se sinta acolhido e um tratamento que tenha objetivos claros e que permita acompanhar se você está, de fato, evoluindo.
Se você quiser, podemos conversar sobre como seria esse trabalho e avaliar se a ACT faz sentido para o que você está vivendo.
Perguntas frequentes
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Olá, pessoal! Tudo bem? Tenho 42 anos, testosterona basal de 420 e comecei a usar Nebido por orienta
Sim. Picos suprafisiológicos de testosterona, mesmo transitórios, podem oferecer…