Perguntas do paciente (33)

  • Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris

    Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Quando familiares usam momentos de sofrimento psíquico para provocar, desqualificar ou manipular, a situação pode se tornar ainda mais difícil. O mais importante é tentar não entrar no jogo de provocações e buscar estabelecer limites claros sobre o que você aceita ou não em uma conversa.

    Se você percebe que determinadas interações aumentam sua confusão, medo ou sofrimento, procure reduzir esses conflitos e, principalmente, converse sobre isso com seu psicólogo ou psiquiatra. Em momentos de crise, ter uma rede de apoio segura e acompanhamento profissional é especialmente importante.

    E lembre-se: estar passando por uma crise de saúde mental não significa que você perdeu o direito de ser tratado com respeito.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    É possível sentir tudo isso ao mesmo tempo. Uma gravidez pode trazer sentimentos muito diferentes: alegria, medo, culpa, insegurança e até a sensação de que a própria identidade está desaparecendo. Isso não significa que você não ame seu bebê ou que será uma pessoa ruim por sentir isso.

    Quando você pensa “ele será amado e eu não” ou “minha vida não será mais minha”, pode ser importante olhar para esses pensamentos com cuidado, em vez de tratá-los como verdades. Você também continua existindo para além da maternidade: seus desejos, relações, trabalho, interesses e projetos pessoais continuam sendo importantes.

    Talvez o primeiro passo não seja descobrir imediatamente “qual é o meu grande objetivo de vida”, mas começar a construir pequenos espaços que também sejam seus. E, principalmente, não enfrentar tudo isso sozinha. O acompanhamento psicológico durante a gestação pode ajudar bastante a compreender esses medos, elaborar as mudanças e construir uma relação mais saudável com a própria identidade e com a maternidade.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Ter esse tipo de pensamento ou se preocupar com a forma como alguém do passado vai te enxergar não significa que você está traindo seu parceiro. Pensamentos, emoções e comportamentos não são a mesma coisa.
    Às vezes, a preocupação em “precisar parecer bem” diante de alguém pode estar relacionada à necessidade de validação, insegurança, baixa autoestima ou ansiedade. Em algumas pessoas, a culpa e a necessidade de ter certeza de que “não fizeram nada errado” também podem aparecer em padrões obsessivos.
    O mais importante é observar o que acontece depois do pensamento: você fica revisando mentalmente a situação? Busca garantias de que não traiu? Sente necessidade de controlar sua aparência ou comportamento para evitar determinada interpretação? Esses padrões podem ser mais relevantes do que o pensamento em si.
    Só uma avaliação psicológica/psiquiátrica pode dizer se existe relação com ansiedade, TOC ou outra questão. Mas sentir uma preocupação ou um pensamento sobre alguém do passado não define seu caráter nem seu compromisso no relacionamento.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Não existe uma idade específica para começar a falar sobre a morte com uma criança. Aos 3 anos, ela já pode compreender o assunto, desde que a explicação seja simples, verdadeira e adequada à sua idade.
    Nesse caso, como a criança não conviveu com o pai biológico e tem o padrasto como figura paterna, é importante respeitar essa realidade, sem apagar a história do pai biológico ou o vínculo construído com o padrasto. Evite expressões como “ele foi dormir” ou “viajou”, pois podem gerar confusão. Prefira uma explicação objetiva, como: “Seu pai morreu. O corpo dele parou de funcionar e ele não pode voltar.”
    A psicoterapia infantil pode auxiliar os responsáveis a abordar esse tema de maneira adequada e oferecer à criança um espaço seguro para expressar dúvidas e sentimentos.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    O que você descreve demonstra uma evolução importante. Conseguir interagir melhor e perceber que a ansiedade diminuiu são sinais de progresso, mesmo que alguns comentários ainda despertem insegurança. Também é importante lembrar que ser mais quieta ou reservada não significa necessariamente ter um problema.
    A sensação de não pertencimento também pode estar relacionada às experiências de bullying e às crenças construídas ao longo da vida. Na terapia, é possível trabalhar essas experiências, fortalecer a autoestima e desenvolver uma relação mais tranquila consigo mesma.
    Melhorar da ansiedade social não significa nunca mais sentir ansiedade, mas conseguir viver e se relacionar sem que ela determine suas escolhas.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Quando estamos ansiosos ou deprimidos, pesquisar sintomas pode parecer uma forma de encontrar respostas, mas o excesso de informações também pode aumentar os medos e pensamentos negativos.
    Um primeiro passo é reduzir as pesquisas sobre sintomas e diagnósticos e evitar usar a internet para tentar confirmar o que você está sentindo. Lembre-se: ler sobre um sintoma não significa que você necessariamente o tenha.
    Como você já iniciou o tratamento medicamentoso e está encontrando dificuldades para sair de casa, é importante manter o acompanhamento médico e buscar apoio psicológico. A terapia pode ajudar a compreender esses pensamentos e, gradualmente, recuperar sua autonomia e segurança.


  • Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Não necessariamente. Dormir com as mãos dobradas, na chamada “mão de T-Rex”, pode ser apenas uma posição confortável e não significa, por si só, que exista algum transtorno ou problema.
    O mais importante é observar se esse comportamento vem acompanhado de outros sinais que causam sofrimento ou prejuízo no dia a dia. Caso exista essa preocupação, uma avaliação profissional pode ajudar a entender melhor o contexto.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    A dificuldade de foco pode ter diferentes causas, como ansiedade, estresse, excesso de estímulos e mudanças na rotina, por isso não é indicado concluir apenas pelo sintoma que existe algum transtorno. Uma estratégia é começar com pequenas metas de estudo, reduzir as distrações durante esse período e deixar as redes sociais para momentos determinados, em vez de tentar eliminá-las completamente. Também vale observar quando essa dificuldade começou e em quais situações ela aparece.
    Se isso está prejudicando sua vida acadêmica e até atividades que antes eram prazerosas, a psicoterapia pode ajudar a compreender o que está por trás dessa dificuldade e desenvolver estratégias mais adequadas para sua rotina.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Os sintomas que você descreve podem estar relacionados à depressão e à ansiedade, mas não é possível confirmar um diagnóstico apenas por meio desse relato. Dificuldades de concentração e memória também podem aparecer em períodos de intenso sofrimento emocional. Como isso já vem acontecendo há cerca de dois meses e está afetando sua rotina, seus estudos e seus relacionamentos, é importante buscar uma avaliação com um psicólogo e, se necessário, também com um médico.
    Você não precisa esperar que esses sintomas piorem para procurar ajuda. A psicoterapia pode oferecer um espaço para compreender o que está acontecendo e construir, aos poucos, formas de recuperar sua rotina e seu bem-estar.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Sim, essa sensação pode acontecer e não significa, por si só, que exista algum problema no relacionamento ou com você. Depois de alguns dias vivendo uma rotina mais próxima e prazerosa com alguém importante, é natural sentir mais intensamente a mudança quando essa convivência termina. A saudade pode aparecer como tristeza, vontade de chorar ou sensação de vazio, principalmente porque você passou de uma rotina compartilhada para outra mais distante de forma repentina. Isso não significa necessariamente medo de perder a pessoa ou dependência emocional.
    O mais importante é observar se essa tristeza diminui com o passar dos dias e se você consegue manter suas atividades e sua rotina. Caso esse sentimento seja muito intenso ou frequente e comece a interferir na sua vida, conversar com um psicólogo pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Sinto muito que você esteja passando por isso. O que aconteceu com você não foi sua culpa e ter essas reações não significa que você seja “defeituosa”. Experiências traumáticas podem afetar a forma como o corpo e a mente reagem à intimidade, mesmo quando existe confiança e carinho na relação. Não é necessário se forçar a situações que provocam medo ou sofrimento. Também é importante evitar usar álcool para tentar lidar com essas emoções, pois ele pode intensificar a ansiedade e as reações desagradáveis.
    Um acompanhamento psicológico especializado em trauma pode ajudar você a compreender essas reações e gradualmente, desenvolver recursos para se sentir mais segura. Você merece receber cuidado e apoio, sem precisar enfrentar isso sozinha.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Não aceitar imediatamente a ideia de estar grávida não significa necessariamente rejeitar o bebê. A gestação provoca mudanças físicas, emocionais e na rotina, e é possível sentir medo, tristeza, ambivalência ou até dificuldade de criar vínculo nesse período.
    Em vez de se perguntar “eu amo meu bebê o suficiente?”, tente observar o que está por trás desse sentimento: você está com medo das mudanças? Da responsabilidade? De perder sua liberdade ou identidade? Está sofrendo com a própria gestação? Ou sente dificuldade de imaginar a maternidade?
    O vínculo também não precisa surgir de forma instantânea. Para algumas pessoas, ele se constrói durante a gestação; para outras, acontece gradualmente depois do nascimento.
    Se esses sentimentos estiverem causando sofrimento intenso, culpa ou fazendo você se sentir muito distante de si mesma, conversar com um psicólogo pode ajudar. Você não precisa se obrigar a sentir uma emoção específica para ser uma boa mãe.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    A depressão não necessariamente fica “esperando para voltar”. O que pode acontecer é que, depois de um episódio depressivo, algumas pessoas ficam mais vulneráveis a novos episódios, principalmente diante de períodos de estresse, perdas ou mudanças importantes. Isso também não significa que uma recaída seja inevitável. Conhecer os próprios sinais de alerta, manter acompanhamento profissional quando necessário, cuidar do sono e da rotina e buscar apoio diante de mudanças importantes pode ajudar na prevenção. E, se depois de um acontecimento difícil você perceber mudanças persistentes no humor, isolamento, perda de interesse, desesperança ou dificuldade para funcionar no dia a dia, vale procurar ajuda antes que o sofrimento se intensifique.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Dificuldade de concentração, agitação e pensamento acelerado podem estar relacionados à ansiedade, estresse, sobrecarga, alterações do sono, TDAH, entre outros fatores. O mais importante é investigar a origem, porque cada caso exige um cuidado diferente. A psicoterapia pode ajudar a compreender o que está acontecendo e desenvolver estratégias para melhorar sua qualidade de vida.


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Pensamentos intrusivos, medos intensos e experiências perceptivas podem ter diferentes causas e não permitem um diagnóstico apenas pela internet. É importante uma avaliação cuidadosa com um psicólogo e se necessário, um psiquiatra ou neurologista, para compreender a origem desses sintomas. A terapia ajuda a entender esses pensamentos, reduzir o sofrimento e definir o tratamento mais adequado.


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    No TOC é comum que a pessoa atribua um significado muito maior aos próprios pensamentos, como se pensar fosse o mesmo que agir ou desejar algo. Isso faz com que surjam culpa, medo e uma necessidade constante de ter certeza sobre o que sente ou fez. A psicoterapia ajuda a identificar esse padrão, compreender como o TOC alimenta esse ciclo e desenvolver formas mais saudáveis de se relacionar com os pensamentos, sem precisar lutar contra eles ou buscar confirmações o tempo todo. Com isso, a culpa tende a perder força e a pessoa consegue viver de forma mais leve e alinhada aos seus valores.


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Antes de tudo, sinto muito que você tenha passado por uma experiência tão desacolhedora em um momento de vulnerabilidade. Sentir culpa ou angústia após entrar em contato com um conteúdo não significa, por si só, que ele represente seus desejos, valores ou quem você é. Quando estamos ansiosos, deprimidos ou muito autocobradores, é comum que a mente fique presa a esse tipo de experiência e passe a questionar o próprio caráter, aumentando ainda mais o sofrimento.

    Na psicoterapia esse sofrimento é investigado de forma cuidadosa e sem julgamentos. O objetivo não é rotular você pelo que viu, mas compreender o contexto, o significado que essa experiência ganhou e como a culpa tem afetado sua vida. A partir desse entendimento, é possível desenvolver uma relação mais saudável com seus pensamentos e emoções, reduzindo a necessidade de viver presa à culpa e ao medo de que um episódio isolado defina quem você é.


  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Medos fazem parte do desenvolvimento infantil, mas quando são muito intensos, frequentes e começam a limitar a rotina da criança, merecem uma avaliação. Um psicólogo infantil poderá investigar a origem desse medo, entender como ele está sendo mantido e avaliar se há necessidade de encaminhamento para outro profissional.

    Na terapia, a criança aprende, de forma lúdica e respeitando seu ritmo, a compreender e regular suas emoções, enquanto a família recebe orientações sobre como acolher esse medo sem reforçá-lo involuntariamente. Quanto mais cedo esse cuidado acontece, maiores são as chances de evitar que o medo interfira em outras áreas da vida e do desenvolvimento.


  • Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo

    Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Aos 3 anos é esperado que a criança ainda tenha dificuldade para lidar com frustrações e regular as emoções. No entanto, quando as crises são muito intensas, frequentes e começam a interferir na rotina da criança e da família, é importante buscar uma avaliação. O psicólogo infantil é o profissional indicado para investigar o que pode estar contribuindo para esse comportamento e, se necessário, orientar encaminhamentos para outros especialistas.

    Na terapia buscamos compreender a função desses comportamentos, identificar os fatores que desencadeiam as crises e ensinar estratégias para que a criança desenvolva recursos de autorregulação emocional. Além disso, os pais recebem orientações práticas sobre como responder às birras e explosões de forma consistente, favorecendo um desenvolvimento emocional mais saudável.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rayana Barbosa

    Se existe suspeita de autismo, TDAH e também sintomas de depressão, o ideal é buscar uma avaliação profissional ampla, porque alguns sinais podem se sobrepor e é importante entender o que está acontecendo como um todo.
    Você pode começar por um psicólogo, que poderá realizar uma avaliação inicial, investigar histórico, funcionamento emocional, atenção, comportamento e possíveis sinais de TEA/TDAH. Dependendo do caso, pode encaminhar para avaliação neuropsicológica e/ou psiquiátrica.

    O psiquiatra também pode ser importante, especialmente se os sintomas depressivos estiverem causando sofrimento significativo, pois poderá avaliar a necessidade de tratamento médico.


Perguntas frequentes

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