Perguntas do paciente (33)
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Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar
Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim! Alguns profissionais utilizam materiais de apoio entre as sessões, embora isso não seja uma regra da psicoterapia. Podem ser cartões com lembretes, registros de pensamentos e emoções, exercícios de respiração, estratégias de enfrentamento ou pequenas tarefas para serem realizadas durante a semana.
Esses recursos podem ajudar o paciente a retomar na rotina aquilo que foi trabalhado em sessão e a perceber melhor seus pensamentos, emoções e comportamentos. Porém, o material por si só não faz o tratamento funcionar: ele é um complemento ao processo terapêutico.
Também é importante conversar com o próprio psicólogo sobre essa necessidade. Se os dias sem sessão estão sendo especialmente difíceis, isso é uma informação importante para ser trabalhada em terapia. A ideia não é fazer você depender de um cartão ou exercício para conseguir lidar com a ansiedade, mas gradualmente desenvolver recursos internos para enfrentar esses momentos com mais autonomia.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mudar de casa pode despertar uma mistura de sentimentos: felicidade por uma nova fase e, ao mesmo tempo, culpa, medo e preocupação com quem fica. Sentir essa dor não significa que você está fazendo algo errado.
Uma coisa importante é diferenciar cuidar da sua mãe de assumir a responsabilidade por ela não se sentir sozinha. Você pode continuar presente, combinar visitas, ligações e construir uma rede de apoio para ela, sem precisar abrir mão da sua própria vida.
Talvez a pergunta não precise ser “como faço para não sentir culpa?”, mas sim: “como posso continuar cuidando da minha mãe sem deixar de cuidar da minha própria vida?”
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Um término pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não estamos perdendo apenas uma pessoa, mas também uma rotina, planos, expectativas e uma parte da vida que existia naquela relação. Por isso, é normal passar por momentos de tristeza, saudade, raiva, confusão e até dificuldade para imaginar a vida sem aquela pessoa. Não existe um prazo específico para superar. O processo não significa esquecer ou deixar de se importar, significa elaborar o fim da relação e reconstruir a própria vida para além dela. Algumas coisas podem ajudar: respeitar o próprio tempo, evitar se cobrar para “ficar bem” rapidamente, manter uma rotina mínima, buscar pessoas de confiança e permitir-se sentir o que está acontecendo.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito comum sofrer não apenas pelo que está acontecendo, mas pela comparação com o “tempo certo” que imaginamos que deveríamos estar vivendo.nPensar “minha vida só vai começar aos 35 ou 40” pode fazer com que você deixe de enxergar o que está construindo hoje. Além disso, a vida não segue um cronograma único: pessoas chegam a conquistas em momentos diferentes e isso não torna uma trajetória menos válida. Talvez seja mais útil trocar a pergunta “quando minha vida vai começar?” por “o que posso construir na vida que tenho hoje?”.
Suas metas continuam importantes, mas tente dividi-las em passos menores e reconhecer os avanços ao longo do caminho. Você não precisa gostar de cada etapa, mas pode aprender a não transformar o tempo que leva para chegar a algum lugar em uma crítica contra si mesmo.
E lembre-se: 35 ou 40 anos não são o fim da vida, são apenas outras fases dela. Você não precisa esperar chegar lá para começar a viver.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir tristeza sem conseguir identificar exatamente a causa pode acontecer e isso não significa que exista “algo errado” com você. Às vezes, o sentimento é resultado de várias situações acumuladas e só aparece quando chegamos ao nosso limite.
No seu relato, chama atenção a sensação de não conseguir expressar o que pensa e de precisar “pisar em ovos” para falar com o parceiro. Quando sentimos repetidamente que nossos sentimentos não são ouvidos ou validados, isso pode gerar frustração, solidão e tristeza dentro da própria relação. Ter sentimentos diferentes do parceiro é normal. O que merece atenção é como esses sentimentos são recebidos e se existe espaço para uma comunicação segura e respeitosa. Pode ser útil observar: “O que acontece comigo antes desses episódios?”, “Eu consigo falar sobre o que sinto sem medo da reação?” e “Sinto que posso ser eu mesma nessa relação?”
Se esses episódios estão se repetindo ou afetando sua rotina, a psicoterapia pode ajudar a compreender melhor essa tristeza, identificar suas necessidades emocionais e refletir sobre os padrões presentes no relacionamento.
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Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã
Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade pode produzir sensações físicas muito reais, como coração acelerado, falta de ar, tremores, tensão muscular, tontura e sensação de que algo ruim está prestes a acontecer. Por isso, nem sempre é fácil distinguir apenas pela sensação. Uma pista é observar o contexto e o padrão: a sensação aparece principalmente em momentos de preocupação? Melhora quando você se acalma ou muda o foco? Acontece repetidamente em situações semelhantes? Esses fatores podem apontar para ansiedade, mas*não são suficientes para confirmar que não existe uma causa física. Por isso, sintomas físicos novos, intensos, persistentes ou diferentes do habitual devem ser avaliados por um profissional de saúde. Não é recomendado simplesmente assumir que “é ansiedade” sem investigar quando existe dúvida.
A avaliação médica pode ajudar a descartar causas fisiológicas, enquanto a psicoterapia pode ajudar a compreender e manejar a ansiedade. Ansiedade é uma possibilidade, não um diagnóstico que devemos fazer apenas pela sensação.
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Tenho uma filha de 7 anos, ela está no 2º ano do fundamental, tenho percebido que ela vem com alguns
Tenho uma filha de 7 anos, ela está no 2º ano do fundamental, tenho percebido que ela vem com alguns comportamentos que estão bem diferentes do que ela é. Na hora de escrever é perfeccionista ao ponto de escrever certo de primeira, mas se tiver uma letra maior ou menor, apaga quantas vezes forem precisos para corrigir e diz que nao está entendendo que letra é aquela e fala que escreve muito feio, que tem a letra horrível...(tentei varias vezes conversar com ela e ela nao acredita em mim). Não sai dali até terminar para passar para uma outra atividade da escola, está com dermatite atopica grave (pele bem inflamada) se coça de madrugada inconcientemente.(tenho passado pomada, cremes hidratantes próprio para isso), tem vergonha dos braços e pernas quando vai para a escola e não quer que ninguém veja ou fale alguma coisa...isso está afetando de um jeito que sensibiliza com qualquer palavra e fica triste. Há duas semanas teve crises de asma, (agora voltei com o tratamento para asma para controlar os episódios). Tem dormido pouco, acorda de madrugada perguntando se já terminou a tarefa da escola( caso a gente fale para ela que falta pouco ou que já terminou, ela acorda no meio da noite querendo terminar e volta na mesma tecla dizendo que não sabe escrever, não está enxergando a letra). Me separei do meu marido há quase 2 meses...não dava mais..estava muito sofrido para mim. e não sei se isso tem haver...mas gostaria de saber qual profissional cuida desta parte... ela muda de comportamento repentinamente...faz as coisas e depois não lembra...ja fiz de tudo para saber o que está acontecendo e não sei mais quem procurar..
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo não parece algo “simples” ou passageiro e sim um conjunto de sinais que merece avaliação profissional com mais cuidado, principalmente pela intensidade, pela mudança recente de comportamento e pelo impacto no sono e no dia a dia.
O conjunto de sintomas descritos pode estar ligado a ansiedade infantil, possivelmente com traços obsessivos (como essa necessidade de refazer até “ficar perfeito”), além de impacto emocional pela fase que ela está vivendo. Também é importante considerar o quanto as doenças pré-existentes (que já são condições estressantes para a criança) estão contribuindo para esse quadro.
Diante de tudo isso, o sono interrompido, a ansiedade intensa e a mudança de comportamento, eu recomendaria não esperar muito para buscar um psicólogo para auxiliá-la.
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O que é o processamento figurativo na neuropsicologia?
O que é o processamento figurativo na neuropsicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O processamento figurativo é a capacidade do cérebro de perceber, organizar e dar sentido a informações visuais, sem depender da linguagem. Ele permite, por exemplo, reconhecer rostos e objetos, entender expressões faciais, interpretar desenhos e mapas, e se orientar no espaço. É uma habilidade importante do dia a dia, ligada principalmente às funções visuoespaciais.
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É possível treinar o processamento figurativo? .
É possível treinar o processamento figurativo? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível estimular e melhorar o processamento figurativo, principalmente com treino e prática direcionada. Atividades que ajudam a estimulação incluem quebra-cabeças, jogos de memória visual, desenho, montagem, interpretação de imagens, labirintos e até observar e descrever cenas.
Os ganhos variam de pessoa para pessoa, mas o cérebro tem boa capacidade de adaptação quando é estimulado com frequência.
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Por que avaliar a memória de trabalho na linguagem literal e não literal ?
Por que avaliar a memória de trabalho na linguagem literal e não literal ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Avaliar a memória de trabalho na linguagem literal e não literal é importante porque ela funciona como uma “memória temporária” que usamos enquanto estamos entendendo uma fala.
Na linguagem literal, ela ajuda a pessoa a guardar as palavras e entender o sentido direto da frase. Já na linguagem não literal (como ironias, metáforas ou indiretas), ela precisa fazer mais coisas ao mesmo tempo: manter a frase na mente, pensar no contexto e “ir além do óbvio” para entender o que realmente foi quis dizer. Por isso, essa avaliação ajuda a entender se a pessoa tem dificuldade só no básico da compreensão ou também em interpretações mais complexas do dia a dia.
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Quais pacientes devem ser testados para linguagem não literal?
Quais pacientes devem ser testados para linguagem não literal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pacientes em que há suspeita de dificuldade em ir além do sentido “ao pé da letra”. Em geral, a avaliação é útil quando a pessoa parece entender as palavras, mas não capta o contexto ou a intenção por trás do que foi dito.
De forma simples, isso é mais indicado para:
- Crianças com dificuldades de compreensão (principalmente em interpretar piadas, ironias ou indiretas).
- Transtorno do Espectro Autista (TEA).
- TDAH, quando há prejuízo na atenção e interpretação.
- Dificuldades de aprendizagem.
- Lesões cerebrais (especialmente hemisfério direito).
- Transtornos neurocognitivos (em adultos/idosos).
- Pacientes que entendem o básico da fala, mas se confundem com duplo sentido, metáforas ou sarcasmo.
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Quais os itens de um teste de "linguagem não literal"?
Quais os itens de um teste de "linguagem não literal"?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em um teste de linguagem não literal os itens são pensados para avaliar se a pessoa consegue ir além do sentido literal e entender a intenção da fala dentro de um contexto.
De forma simples, costumam incluir: metáforas, ironia, sarcasmo, duplo sentido (ambiguidade), provérbios e expressões populares, compreensão do contexto social (pragmática) e histórias curtas.
Esses itens ajudam a avaliar não só linguagem, mas também atenção, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e compreensão social.
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Como a reserva cognitiva influencia os resultados na neuropsicologia ?
Como a reserva cognitiva influencia os resultados na neuropsicologia ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A reserva cognitiva é como uma “margem de proteção” do cérebro, construída ao longo da vida por fatores como escolaridade, leitura, trabalho intelectual e estímulos cognitivos.
Na prática neuropsicológica, ela influencia bastante os resultados:
Pessoas com alta reserva cognitiva podem ter alterações cerebrais, mas ainda assim apresentar bom desempenho nos testes, pois usam estratégias compensatórias.
Já pessoas com baixa reserva tendem a mostrar dificuldades mais cedo e com maior impacto nos testes. Por isso, dois pacientes com a mesma condição neurológica podem ter resultados bem diferentes na avaliação.
Perguntas frequentes
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