Perguntas do paciente (14)
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Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid
Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Trabalhamos entendendo, primeiro, o que está por trás desse medo de julgamento, crítica ou rejeição. Muitas vezes, existe uma crença mais profunda, como “eu preciso agradar para ser aceito”, “se alguém não gostar de mim, significa que há algo errado comigo” ou “eu não posso decepcionar as pessoas”. A partir disso, buscamos compreender como essas crenças aparecem no dia a dia, quais situações ativam esses medos e quais comportamentos acabam mantendo esse ciclo. Por exemplo, evitar conflitos, dizer “sim” quando gostaria de dizer “não”, buscar constantemente a aprovação dos outros ou se cobrar excessivamente para não cometer erros.
Na terapia, não seria simplesmente tentar fazer você “parar de se importar com a opinião dos outros”, porque é natural que o julgamento e a rejeição nos afetem. O objetivo seria construir uma relação mais equilibrada com isso: conseguir considerar a opinião das pessoas sem depender dela para se sentir bem consigo mesmo.
Também trabalhamos a flexibilização dessas crenças e, principalmente, a possibilidade de experimentar novos comportamentos. Por exemplo, aprender a colocar limites, expressar uma opinião diferente, lidar com a possibilidade de alguém não concordar com você e perceber que isso não necessariamente significa ser rejeitado. E acho especialmente importante olhar para como isso aparece nos esportes, porque situações de desempenho podem ativar muito essas crenças: medo de errar, de decepcionar, de ser comparado ou de ser julgado. Podemos trabalhar justamente para que você consiga se posicionar e se envolver nessas situações sem que o medo da avaliação dos outros determine tanto suas escolhas.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensar sobre como alguém do passado vai te enxergar, querer parecer bonita ou se sentir bem diante dessa pessoa não significa necessariamente que exista uma intenção de chamar atenção, de se envolver com ela ou de desrespeitar o seu relacionamento. O que me chama mais atenção no seu relato é o quanto esses pensamentos parecem gerar ansiedade, culpa e preocupação com a forma como você é percebida. Pode existir uma necessidade de aprovação ou uma preocupação excessiva com a opinião do outro.
Também é importante diferenciar o pensamento daquilo que você escolhe fazer. Ter um pensamento ou sentir vontade não é, por si só, uma ação de infidelidade. E o fato de você se sentir culpada não significa necessariamente que tenha feito algo errado.
Sobre ser ansiedade, TOC ou baixa autoestima, não seria possível afirmar isso apenas a partir desse relato. Na terapia, eu buscaria entender a frequência desses pensamentos, o quanto eles ocupam sua atenção, o que você faz para aliviar a culpa e como essa preocupação aparece em outras situações da sua vida. Isso ajudaria a compreender melhor o que está mantendo esse ciclo.
Acho que podemos trabalhar justamente para que você consiga perceber esses pensamentos sem precisar julgá-los ou transformá-los imediatamente em uma prova de que há algo errado com você ou com o seu relacionamento.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo não significa necessariamente que deixou de amar ou que existe algo errado com o seu relacionamento. É muito comum que a forma como vivenciamos um relacionamento se transforme ao longo do tempo. A intensidade, a novidade e aquela sensação de “frio na barriga” do início podem diminuir, enquanto outras formas de vínculo, intimidade, companheirismo e segurança podem se fortalecer. No seu relato, acho interessante observar que, apesar da dúvida, você também fala sobre gostar da companhia dele, conseguir conversar por horas, se sentir cuidada e reconhecer o carinho que existe entre vocês. Isso não dá uma resposta pronta sobre o que você sente, mas mostra que existe uma relação que merece ser compreendida com mais cuidado antes de chegar a uma conclusão. Na terapia, você não vai descobrir rapidamente se “ainda ama” ou não, nem tentaria se convencer a permanecer ou terminar. O objetivo seria entender melhor essa dúvida: quando ela começou, o que mudou na relação e em você, o quanto a rotina ou outros fatores podem estar influenciando e, principalmente, o quanto a ansiedade e a necessidade de ter certeza podem estar fazendo você analisar seus sentimentos o tempo todo. Às vezes, quando ficamos muito preocupados em responder “eu amo o suficiente?”, começamos a observar cada sensação, comparar o que sentimos hoje com o que sentíamos no início e procurar sinais que confirmem ou neguem o amor. E isso pode acabar deixando a experiência emocional ainda mais confusa e distante. Também pode trabalhar para diferenciar algumas coisas: não sentir a mesma euforia do começo não é necessariamente não amar; ter momentos de dúvida não significa necessariamente querer terminar; e querer recuperar a conexão não significa que você esteja fingindo seus sentimentos. Então, sim, é possível trabalhar essa questão e compreender melhor o que está acontecendo. E parte importante desse processo é justamente tirar um pouco da pressão de precisar descobrir imediatamente uma resposta definitiva. Em vez de tentar forçar um sentimento ou encontrar uma certeza absoluta, podemos criar espaço para você observar a relação, se reconectar com o que sente e entender, com mais tranquilidade, o que você realmente deseja.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você relata, eu vejo algo muito importante: você mesma percebe que, depois desses seis meses, está conseguindo interagir mais e que a ansiedade diminuiu. Isso já é um sinal de mudança, mesmo que ainda existam situações que te incomodem. Ser chamada de “séria”, “quieta” ou “calada” pode acabar tocando em uma história que você construiu ao longo de muitos anos, principalmente por ter vivido bullying e ter aprendido a se fechar como uma forma de proteção. Então, talvez esses comentários não sejam apenas comentários para você, eles podem ativar pensamentos como “tem algo errado comigo”, “eu deveria falar mais” ou “as pessoas não vão gostar de mim se eu for assim”. E sentir-se incomodada com isso não significa que você não esteja evoluindo. Na verdade, um dos pontos importantes do processo é justamente aprender a lidar de outra forma com situações que ainda despertam desconforto.
Também acho importante diferenciar timidez de ansiedade social. Ser uma pessoa mais quieta, observadora ou que fala menos não é necessariamente um problema que precisa ser “curado”. O objetivo não seria transformar você em uma pessoa extrovertida ou fazer com que ninguém mais diga que você é quieta. Seria ajudá-la a ter liberdade para escolher quando quer falar, interagir e se posicionar, sem que o medo do julgamento determine essas escolhas.
Por exemplo: se você está quieta porque naquele momento não tem vontade de falar, tudo bem. Mas se você quer conversar, dar uma opinião ou participar e deixa de fazer isso por medo de ser julgada, aí temos algo que pode ser trabalhado.
Então, “se curar” da ansiedade social não significa necessariamente nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais se sentir deslocada. Significa que esses sentimentos passam a ter menos poder sobre a sua vida. Você consegue sentir algum desconforto e, ainda assim, fazer aquilo que é importante para você. Na terapia, podemos trabalhar justamente essa relação com os comentários dos outros, as crenças que foram construídas a partir das experiências de bullying e essa sensação de não pertencimento.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A terapia pode ajudar bastante a entender os pensamentos, a ansiedade e a evitação. Na TCC, por exemplo, podemos construir gradualmente estratégias para que você volte a sair e realizar suas atividades, mesmo sem precisar ter certeza de que não terá uma crise.
Sobre o escitalopram, converse com o médico que prescreveu sobre o tempo de uso e a resposta ao medicamento, sem alterar a dose ou interromper por conta própria.
E, principalmente, não é possível concluir apenas pelo seu relato que você tenha fobia social. Mais importante do que descobrir um diagnóstico pela pesquisa é entender o que está acontecendo e recuperar, aos poucos, sua liberdade para viver sua rotina.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, depressão é uma possibilidade, mas não dá para afirmar um diagnóstico apenas pelo relato. As alterações de memória e raciocínio também precisam ser avaliadas, porque podem ter outras causas. Eu recomendaria procurar avaliação com psicólogo(a) e/ou psiquiatra e conversar com alguém de confiança sobre o que está acontecendo. Você não precisa descobrir sozinha o que tem, e, independente do que seja, tem tratamento e você pode voltar a ter qualidade de vida. Busque ajuda!
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode ser completamente normal. Você não está necessariamente triste porque existe algum problema. Pelo contrário, a intensidade da saudade pode simplesmente refletir o quanto aquela experiência foi prazerosa e significativa para você. Depois de acordar juntos, cozinhar, conversar e dormir ao lado dele, voltar de repente para uma rotina em que ele não está presente pode gerar uma sensação momentânea de vazio. É diferente de uma tristeza acompanhada de medo de abandono, insegurança ou conflitos constantes na relação. Talvez seja interessante não tentar eliminar essa sensação imediatamente. Você pode reconhecer: “Estou triste porque gostei muito desses dias e estou com saudade. Isso não significa que exista algo errado.” A emoção tende a se acomodar conforme você retoma sua rotina. E, com o tempo, vocês também podem pensar em pequenas formas de trazer um pouco dessa sensação de proximidade para os dias em que estão separados.
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter medo, ambivalência, tristeza, irritação, arrependimento ou até pensamentos como “eu não queria isso” não significa automaticamente que você esteja rejeitando o bebê. A gravidez pode envolver sentimentos muito contraditórios, inclusive quando a gestação é desejada. Também é importante não transformar cada pensamento em uma “prova” de que você não aceita o bebê. Pensamentos indesejados podem aparecer justamente quando estamos muito ansiosos e não definem o que sentimos ou quem somos. Na terapia, podemos explorar essa ambivalência sem julgamento e entender o que exatamente está sendo difícil de aceitar: a gravidez, as mudanças na sua vida, a maternidade, as responsabilidades ou a própria ideia de se tornar mãe.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode estar relacionado à ansiedade e, em alguns casos, esse padrão pode aparecer no TOC, mas não dá para afirmar um diagnóstico apenas por esse relato. O que chama atenção é o ciclo: surge a lembrança → você sente culpa → sente necessidade de falar novamente sobre o que aconteceu ou confirmar se foi perdoada → sente um alívio momentâneo → a dúvida ou culpa volta → surge novamente a necessidade de confirmação. Nesse caso, voltar ao assunto repetidamente pode acabar mantendo o sofrimento, mesmo que a intenção seja aliviar a culpa. Você já contou o que aconteceu e seu parceiro tomou a decisão de perdoar. Talvez o trabalho agora não seja conseguir uma certeza maior sobre o perdão dele, mas aprender a lidar com a culpa e com a possibilidade de não ter 100% de certeza sobre o que outra pessoa sente. Na terapia, podemos trabalhar a diferença entre responsabilidade e autopunição: reconhecer que você fez algo que considera errado, aprender com isso e assumir as consequências é diferente de acreditar que precisa continuar sofrendo para compensar o que fez.
E sim, é possível superar esse ciclo. O objetivo não seria apagar a lembrança ou fazer você nunca mais sentir culpa, mas conseguir lembrar do passado sem precisar revisá-lo, acrescentar detalhes ou buscar confirmação para se sentir em paz.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela sua perda! O que você está sentindo pode fazer parte do processo de luto. Perder um animal que fazia parte da rotina e dos seus planos futuros pode deixar uma ausência muito concreta, e não existe um prazo determinado para “se conformar”. A culpa também é bastante comum no luto: a mente fica revisitando o passado em busca de algo que poderia ter sido feito diferente, “e se eu tivesse percebido antes?”, “e se tivesse cuidado mais?”. Mas ter esses pensamentos não significa que você realmente poderia ter evitado a partida dela. E essa dor ao ver outros cachorros faz sentido, eles acabam funcionando como lembretes daquilo que você perdeu e da vida que imaginava ter com ela. Aos poucos, é possível que essas situações deixem de provocar uma dor tão intensa. Na terapia, podemos trabalhar esse luto, principalmente essa culpa e os pensamentos de “eu poderia ter feito mais”, além de encontrar uma forma de manter o vínculo e as lembranças dela sem que isso signifique permanecer presa ao sofrimento. Você não precisa esquecer sua cachorra para conseguir seguir em frente
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de que “tudo depende de mim” pode ser muito cansativa, porque faz você se sentir responsável por coisas que nem sempre estão sob seu controle. Na terapia, podemos trabalhar primeiro a diferença entre responsabilidade e responsabilidade excessiva. Uma pergunta importante é: “O que realmente está sob meu controle nessa situação e o que não está?” Depois, podemos observar pensamentos como “se eu não fizer, ninguém fará”, “preciso dar conta de tudo” ou “se algo der errado, a culpa será minha”. O objetivo não é deixar de se importar ou de assumir responsabilidades, mas aprender a não carregar responsabilidades que não são suas. Isso também envolve tolerar o desconforto de não conseguir controlar tudo e permitir que outras pessoas assumam suas próprias responsabilidades. E é um processo: você não precisa parar de sentir isso de uma hora para outra. Podemos aprender, aos poucos, a reconhecer esse padrão e responder a ele de uma maneira mais equilibrada.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Um término pode ser vivido como um processo de luto, mesmo quando a decisão de terminar foi consciente ou necessária. Você não perde apenas a pessoa, mas também a rotina, os planos, a convivência e uma versão do futuro que imaginava. No início, é comum sentir tristeza, saudade, raiva, culpa, confusão e até vontade de voltar. Isso não significa necessariamente que o término foi um erro.
Na terapia, podemos trabalhar esse luto, acolher as emoções e entender os pensamentos que mantêm o sofrimento, como idealizar o relacionamento, se culpar excessivamente ou acreditar que nunca vai conseguir ficar bem novamente. Também é importante reconstruir a rotina, os vínculos e a própria identidade para além daquele relacionamento. Superar não significa deixar de amar ou esquecer a pessoa. Significa conseguir olhar para essa história com menos sofrimento e voltar, aos poucos, a construir uma vida que faça sentido para você.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, isso parece estar causando um sofrimento muito grande e deve estar sendo bem difícil. Eu recomendaria procurar um(a) psicólogo(a). A terapia pode ajudar a entender os pensamentos e medos envolvidos, além de trabalhar gradualmente a exposição às situações sociais, respeitando o seu ritmo. Um(a) psiquiatra também pode fazer uma avaliação, principalmente pela intensidade dos sintomas físicos e pelo impacto que isso está tendo na sua vida. E uma coisa importante: procurar ajuda não significa que você está exagerando. O sofrimento que você sente é real e DEVE ser levado a sério. Você não precisa esperar chegar ao seu limite para buscar tratamento.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esse sentimento pode fazer sentido diante do que você está vivendo. Quando sentimos que não podemos expressar o que pensamos ou que nossos sentimentos não são compreendidos ou validados, é possível surgir tristeza, frustração, solidão e até vontade de se afastar. O mais importante é não tentar concluir imediatamente que você está “triste sem motivo”. Às vezes, a causa não aparece de forma tão clara, mas existe um acúmulo de situações, necessidades não atendidas ou emoções que foram sendo guardadas. Na terapia, podemos investigar quando essa tristeza aparece, o que acontece antes dela e quais pensamentos surgem nesses momentos. Também podemos trabalhar a comunicação e a dificuldade de se posicionar sem sentir que precisa “pisar em ovos”.
Perguntas frequentes
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Fiz a cirurgia do desvio a um mês e ainda estou sem olfato, e sentindo tudo fedendo isso é normal?
Sim. Com um mês de pós operatório, ainda pode haver alteração do olfato,…