Perguntas do paciente (8)
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um ponto importante é que não temos como eliminar o pensamento do medo, mas podemos desenvolver uma relação mais flexível com ele e aprender que você pode se expor sem precisar esconder suas características para obter aprovação.
O primeiro passo é identificar os pensamentos. Pergunte a si mesmo:
“Estou diante de uma evidência ou de uma previsão sobre o que os outros vão pensar?”
Será que podem aparecer algumas distorções cognitivas:
Leitura mental:
“Eles vão pensar que sou arrogante.”
Catastrofização:
“Se perceberem minhas qualidades, vou acabar sendo rejeitado.”
Generalização:
“Homens que se preocupam com aparência sempre são julgados.”
Entretanto, existe uma outra possibilidade de pensamento: Você pode demonstrar competência sem precisar demonstrar superioridade.
Será que existe uma crença mais profunda por trás desse medo?
“Para ser aceito, preciso evitar despertar desconforto ou inveja nas pessoas.”
Ou:
“Se eu me destacar, serei rejeitado.”
Ou ainda:
“Preciso controlar a maneira como os outros me percebem para estar seguro.”
Na TCC, trabalhamos essas crenças buscando evidências a favor e contra elas.
“Posso me destacar e continuar sendo uma pessoa respeitosa. Não tenho controle sobre a interpretação dos outros e não preciso me diminuir para garantir aceitação.”
“Se alguém não gostar de uma característica minha, isso significa que essa característica é inadequada?”
Uma pessoa pode não gostar de alguém ser muito direto. Outra pode valorizar justamente essa característica.
Alguém pode considerar excessivo seu cuidado com a aparência. Outra pessoa pode admirar seu estilo.
Alguém pode se sentir intimidado pela sua inteligência. Isso não significa que você precise se tornar menos inteligente.
Você não precisa se tornar menos inteligente, menos dedicado, menos detalhista, menos direto ou menos cuidadoso com sua aparência para ser aceito. Precisa desenvolver a capacidade de suportar a possibilidade de que algumas pessoas não aprovem você sem transformar essa desaprovação em uma avaliação do seu próprio valor.
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Como a lentidão cognitiva pode se manifestar em indivíduos com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
Como a lentidão cognitiva pode se manifestar em indivíduos com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa lentidão cognitiva em muitos casos, não ocorre devido a um déficit intelectual, mas do impacto das obsessões, compulsões e da necessidade constante de monitorar e verificar informações.
Pode existir um processamento mais lento devido ao excesso de pensamentos intrusivos que competem pela atenção, especialmente quando a pessoa sente necessidade de revisar, conferir ou repetir ações para aliviar a ansiedade.
Um processo que leva a um comprometimento da memória.
Grande parte dos recursos cognitivos ficam direcionados às preocupações obsessivas.
O indivíduo tende a investir mais tempo e esforço para realizar tarefas que, para outras pessoas seriam executadas de forma automática.
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Quais funções neuropsicológicas envolvidas na cognição social, reconhecimento emocional, teoria da m
Quais funções neuropsicológicas envolvidas na cognição social, reconhecimento emocional, teoria da mente e regulação emocional estão associadas às dificuldades de pertencimento social em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No transtorno de personalidade Borderline (TPB) observamos uma grande dificuldade de pertencimento e nas relações sociais relacionadas a alterações em diversas funções neuropsicológicas envolvidas na cognição social. Alterações que podem comprometer a forma como a pessoa percebe, interpreta e responde às interações interpessoais, levando a conflitos nos relacionamentos e sentimentos de rejeição.
São indivíduos que apresentam dificuldades para identificar e interpretar corretamente expressões faciais, tom de voz e outros sinais emocionais. Existe uma tendencia de perceber as situações como ameaças, críticas ou rejeições. Uma dificuldade de modular as emoções.
Quando falamos da Teoria da Mente, os pacientes com TPB podem interpretar de forma distorcida as situações, levando a mal-entendidos e dificuldades na manutenção de relacionamentos estáveis.
Essas alterações neuropsicológicas contribuem para um ciclo em que a pessoa busca intensamente conexão e aceitação social, mas, ao mesmo tempo, apresenta dificuldades para interpretar adequadamente as interações sociais e regular suas respostas emocionais. Como consequência, podem surgir relacionamentos instáveis, conflitos frequentes e uma sensação persistente de não pertencimento aos grupos sociais.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), as intervenções são voltadas para o desenvolvimento de habilidades de regulação emocional, reestruturação de crenças relacionadas à rejeição e treinamento de habilidades sociais. Devido às dificuldades características desse transtorno, como medo intenso de abandono, instabilidade nos relacionamentos, desregulação emocional e dificuldades de confiança, o vínculo entre terapeuta e paciente torna-se um importante instrumento de mudança.
No tratamento do TPB, a consistência, a validação emocional e o estabelecimento de limites claros pelo terapeuta ajudam a promover maior estabilidade emocional e segurança relacional. Quando o paciente se sente compreendido e respeitado, tende a apresentar maior adesão ao tratamento, maior abertura para discutir experiências difíceis e maior disposição para desenvolver novas estratégias de enfrentamento.
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Há algumas semanas, minha esposa descobriu que eu estava trocando mensagens com outras mulheres. Ape
Há algumas semanas, minha esposa descobriu que eu estava trocando mensagens com outras mulheres. Apesar de não ter havido contato físico, ela reagiu de forma muito intensa, chegando a ameaçar tirar a própria vida e tentar se ferir. Desde então, passamos por momentos muito difíceis, incluindo discussões e uma viagem bastante desgastante. Recentemente, porém, ela mudou sua postura, reconheceu falhas no relacionamento e demonstrou interesse em reconstruirmos o casamento.
Diante dessa situação, sinto-me dividido entre tentar recomeçar a relação ou seguir em frente com uma separação. Tenho medo de permanecer no casamento sem estar verdadeiramente decidido e acabar magoando minha esposa novamente, mas também me sinto culpado ao pensar em encerrar uma história de três anos de casamento. Como lidar com essa indecisão, compreender melhor meus sentimentos e tomar uma decisão emocionalmente saudável para mim e para minha esposa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Toda essa situação é muito complexa e envolve muitas questões relacionadas a culpa, desgaste, sofrimento e medo.
Após uma situação muito dolorosa, o casal pode passar por uma fase de reflexão e desejo de mudança.
Mas, mudanças não são fáceis!
Se desejar, posso ajudá-lo a fazer uma análise mais estruturada dos motivos para ficar e dos motivos para se separar, para identificar com mais clareza o que está sustentando sua indecisão.
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Qual é o papel da rede de apoio familiar no manejo terapêutico de indivíduos com Transtorno de Perso
Qual é o papel da rede de apoio familiar no manejo terapêutico de indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com TPB apresentam intensa instabilidade emocional, impulsividade, baixa autoestima, medo de abandono e dificuldades nos relacionamentos interpessoais.
Durante o processo terapêutico é importante orientar a família para compreender os comportamentos do indivíduo, reduzindo julgamentos, críticas excessivas e reações que possam intensificar os conflitos.
O suporte familiar também fortalece o desenvolvimento de habilidades aprendidas em terapia, incentivando estratégias de regulação emocional, resolução de problemas e comunicação assertiva.
A rede de apoio complementa o tratamento psicológico, constitui um importante fator de proteção para a recuperação e manutenção da qualidade de vida da pessoa com TPB.
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. Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se manifesta na adolescência e quais são os de
. Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se manifesta na adolescência e quais são os desafios diagnósticos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O transtorno de personalidade borderline é caracterizado pela instabilidade de humor, relacionamentos e comportamentos. Os que pacientes com TPB possuem um pensamento distorcido da realidade. Existem sentimentos de vazio, solidão e rejeição são fatores que influenciam as tentativas de suicídio e automutilação. Por ser difícil de identificar em crianças e adolescentes, o diagnóstico geralmente só ocorre após os 18 anos de idade e é mais comum em meninas.
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O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem prognóstico positivo? Como ocorre sua evolução ao
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem prognóstico positivo? Como ocorre sua evolução ao longo do tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim!
O prognóstico do Transtorno de Personalidade Borderline pode ser bom, principalmente quando existe um acompanhamento psicológico adequado, uma boa relação terapêutica e suporte social.
Muitos pacientes conseguem construir relações mais estáveis, trabalhar, estudar e ter boa qualidade de vida.
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Qual é o papel da aliança terapêutica na adesão às intervenções da Terapia Cognitivo-Comportamental
Qual é o papel da aliança terapêutica na adesão às intervenções da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e na redução de comportamentos autoagressivos em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a aliança terapêutica apresenta um papel central no tratamento, uma relação de colaboração e confiança. A aliança terapêutica refere-se à relação de colaboração, confiança, vínculo emocional e concordância sobre objetivos e tarefas entre terapeuta e paciente.
O medo de abandono, hipersensibilidade à rejeição, instabilidade emocional e dificuldades interpessoais são características presentes no TPB que podem gerar desconfiança, oscilações no vínculo terapêutico e dificuldades em expressar emoções e pensamentos de forma aberta. Acolher e compreender o paciente é fundamental para uma boa aliança terapêutica e favorece a adesão ao tratamento, fortalece a motivação para mudanças comportamentais.
Um vínculo terapêutico que atua como fator de proteção diante de crises emocionais, ajudando o paciente a desenvolver habilidades de regulação emocional, tolerância ao sofrimento e resolução de problemas, reduzindo a frequência e a intensidade dos comportamentos autoagressivos.
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Perguntas frequentes
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Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas.. Ele rea
Boa tarde, sim é um ansiolítico leve, costuma ser mais fraco que os famosos…