Perguntas do paciente (26)
-
Quais são as principais dificuldades cognitivas do Transtorno do Espectro Autista?
Quais são as principais dificuldades cognitivas do Transtorno do Espectro Autista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As dificuldades cognitivas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) variam muito de pessoa para pessoa, pois o espectro é amplo. Algumas das mais comuns incluem:
• Flexibilidade cognitiva reduzida: dificuldade para se adaptar a mudanças de rotina ou pensar em diferentes soluções para um problema.
• Funções executivas comprometidas: desafios no planejamento, organização, controle inibitório e gestão do tempo.
• Atenção seletiva ou sustentada alterada: tendência a focar excessivamente em detalhes específicos ou dificuldade em manter atenção por longos períodos em atividades menos interessantes.
• Coerência central reduzida: maior foco em detalhes do que na compreensão do contexto geral.
• Processamento sensorial atípico: respostas diferentes a estímulos visuais, auditivos, táteis, olfativos ou gustativos, que podem interferir no aprendizado e na interação social.
Nem todas as pessoas com TEA apresentam todas essas dificuldades, e muitas também possuem pontos fortes cognitivos marcantes, como memória detalhada, raciocínio lógico e pensamento visual. A avaliação individual é essencial para identificar necessidades e potencialidades.
-
Por que o diagnóstico tardio de autismo é mais comum em mulheres?
Por que o diagnóstico tardio de autismo é mais comum em mulheres?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O diagnóstico tardio de autismo é mais comum em mulheres por diversos fatores. Um dos principais é que, nelas, os sinais podem ser mais sutis e diferentes do padrão tradicionalmente descrito nos estudos, que historicamente foram baseados em perfis masculinos. Muitas mulheres desenvolvem estratégias de camuflagem social desde cedo — imitando comportamentos, ensaiando respostas ou escondendo dificuldades — o que pode mascarar características do Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante anos. Além disso, tendem a apresentar interesses específicos mais socialmente aceitos e maior capacidade aparente de interação, o que reduz a suspeita por parte de familiares, professores e profissionais de saúde. Outro ponto é que, em alguns casos, o foco inicial do atendimento recai sobre condições associadas, como ansiedade, depressão ou transtornos alimentares, postergando a investigação do TEA. Por isso, é fundamental que profissionais estejam atentos às manifestações do autismo no sexo feminino, garantindo um diagnóstico mais cedo e intervenções adequadas.
-
Olá! Meu filho 3 tem anos, chegando aos 4 anos em poucos meses.Ele fala de tudo ,mas qd puxo uma con
Olá! Meu filho 3 tem anos, chegando aos 4 anos em poucos meses.Ele fala de tudo ,mas qd puxo uma conversa simples,ele não responde de acordo com a minha pergunta e as vezes ele repete tudo q é falado no desenho q ele assiste.Me sinto frustada pq eu pergunto o nome dele e ele não sabe me responder, pergunto quantos anos ele tem,mas ele não sabe responder ,as vezes até repete a pergunta q fiz.Ele adora interagir com outras crianças,outros adultos,ele fala de tudo,mas sente dificuldade de dialogar e não sei por onde começar e a quem procurar uma solução pra este caso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá. A dificuldade que você descreve — responder perguntas simples, repetir falas de desenhos (ecolalia) e ter limitações no diálogo, mesmo falando bastante — pode estar relacionada ao desenvolvimento da linguagem e da comunicação social. Em alguns casos, pode indicar questões específicas como transtornos de linguagem, dificuldades de processamento ou condições do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O ideal é buscar avaliação com um fonoaudiólogo (para investigar a linguagem) e um neuropediatra ou neuropsicólogo (para avaliação global do desenvolvimento). Quanto mais cedo for feita a investigação, mais rápido será possível iniciar intervenções para estimular a comunicação funcional e o diálogo.
Intervenção precoce é fundamental para ampliar habilidades e reduzir dificuldades.
-
Fiz uma avaliação neuropsicológica por indícios de TDAH e, durante a anamnese, a neuropsicóloga apon
Fiz uma avaliação neuropsicológica por indícios de TDAH e, durante a anamnese, a neuropsicóloga apontou "características autísticas" que ela chamou de "fenótipo autista". Confesso que fui pega de surpresa mas, após isso, comecei a pesquisar e de fato vi muita semelhança de coisas minhas em outras mulheres adultas autistas. Observei que na minha avaliação ela não chegou a fazer testes mais indicados pra investigação de autismo, só pro TDAH mesmo. Minha psicóloga e psiquiatra também concordaram que pode ser bom ser investigado um pouco mais a fundo, mas confesso que estou meio perdida já que sou um dos casos que "nem parece autista". Ouvi falar no SRS - 2, é um bom teste pra ser feito? Quais profissionais que posso procurar? Gostaria de resolver isso logo pra, caso eu seja, saber direcionar mais meus problemas do dia-a-dia. E, se não for, ter essa certeza de que de fato são só "características" mesmo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fenótipo ampliado do autismo descreve pessoas que apresentam alguns traços ligados ao espectro, mas que não necessariamente preenchem todos os critérios para o diagnóstico. Em mulheres adultas, esses sinais podem ser mais sutis, muitas vezes mascarados por estratégias de camuflagem social. Para ter clareza, o ideal é realizar uma avaliação neuropsicológica mais abrangente e específica para TEA, incluindo entrevistas detalhadas sobre a história de vida, aplicação de escalas, testes especificos etc. Esses testes devem ser interpretados junto com a análise clínica. O profissional mais indicado é o neuropsicólogo com experiência em autismo em adultos, e avaliação médica para chegar a um diagnóstico mais preciso e um direcionamento claro para o dia a dia.
-
Olá! Tenho 24 anos e gostaria de saber qual profissional devo procurar no caso de suspeita de Transt
Olá! Tenho 24 anos e gostaria de saber qual profissional devo procurar no caso de suspeita de Transtorno do Espectro Autista. Devo, primeiramente, procurar um neuropsicólogo para me encaminhar à outros profissionais ou um psiquiatra?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No caso de suspeita de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos, o ideal é buscar uma avaliação com um profissional que possa integrar histórico de vida, observação clínica e aplicação de instrumentos específicos. O neuropsicólogo (experiente em TEA) é o profissional indicado para realizar uma avaliação detalhada do funcionamento cognitivo, comportamental e social, utilizando testes e entrevistas que ajudam a identificar ou descartar o TEA. A partir dessa avaliação, é possível encaminhar para outros profissionais, como psiquiatra ou psicólogo clínico, para confirmação diagnóstica, acompanhamento e, se necessário, tratamento. Também é possível iniciar pelo psiquiatra, que poderá solicitar ou indicar a avaliação neuropsicológica como parte do processo. O mais importante é que a investigação seja feita por profissionais com experiência em autismo em adultos, pois isso garante maior precisão na análise e nas orientações para o dia a dia.
-
Existe uma idade certa para interromper as terapias? Meu filho tem quase 2 anos e iniciou agora. Faz
Existe uma idade certa para interromper as terapias? Meu filho tem quase 2 anos e iniciou agora. Faz no método ABA, faz psicologia e fonoaudiologia. Está no moderado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No autismo, especialmente nos casos moderados, não há uma idade fixa para encerrar as terapias. O tratamento é sempre individualizado, adaptado ao ritmo de evolução de cada criança. O início precoce, como no caso do seu filho, é extremamente benéfico: intervenções como ABA, psicologia e fonoaudiologia aproveitam a fase de maior neuroplasticidade do cérebro, favorecendo avanços importantes na comunicação, interação social e autonomia. Ao longo do tempo, as terapias podem ser ajustadas em intensidade e foco, de acordo com as conquistas e as novas necessidades que surgirem. Em alguns casos, mesmo após grandes progressos, mantém-se um acompanhamento mais leve para monitorar o desenvolvimento e prevenir retrocessos.
O mais importante é que qualquer mudança — seja para reduzir, adaptar ou encerrar as intervenções — seja feita em conjunto com a equipe que acompanha seu filho, garantindo que as decisões estejam alinhadas ao bem-estar e ao potencial de desenvolvimento dele.
Perguntas frequentes
-
Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
Se for uma "verruga", pode sim. Se for diagnóstico proctológico,…