Perguntas do paciente (9)
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela sua perda. O luto pela perda de um animal de estimação é real e pode ser tão intenso quanto o de qualquer outro vínculo significativo.
Os sentimentos de culpa e os pensamentos de "eu poderia ter feito mais" são muito comuns nesse processo, mas nem sempre refletem a realidade. Quando perdemos alguém que amamos, é natural tentarmos encontrar explicações ou imaginar desfechos diferentes.
O fato de ainda sentir dor não significa que você não esteja elaborando o luto, principalmente quando havia tantos planos e expectativas de tê-la ao seu lado por mais tempo. Se esse sofrimento continua muito intenso e tem impactado seu dia a dia, buscar acompanhamento psicológico pode ajudá-la a atravessar esse momento com mais acolhimento e menos culpa.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O término de um relacionamento pode, sim, ser vivenciado como um processo de luto, pois envolve a perda de um vínculo, de planos, expectativas e de uma rotina construída com a outra pessoa.
Superar essa dor leva tempo e exige acolher os próprios sentimentos, evitar idealizar a relação, manter uma rotina de autocuidado e contar com uma rede de apoio. Cada pessoa tem seu próprio tempo para elaborar essa perda.
Se o sofrimento for muito intenso, persistente ou estiver prejudicando a vida cotidiana, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender esse processo e desenvolver estratégias para enfrentá-lo de forma mais saudável.
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“Como o treinamento de habilidades contribui para a redução de comportamentos autoagressivos em paci
“Como o treinamento de habilidades contribui para a redução de comportamentos autoagressivos em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no contexto do tratamento em saúde mental?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O treinamento de habilidades contribui significativamente para a redução de comportamentos autoagressivos em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pois oferece estratégias práticas para o manejo de emoções intensas e situações de crise. Os quatro pilares do treinamento de habilidades atuam diretamente nesse processo: a Atenção Plena (Mindfulness) auxilia o paciente a permanecer no momento presente, observando pensamentos e emoções sem reagir impulsivamente; a Regulação Emocional favorece a identificação, compreensão e manejo de emoções intensas; a Tolerância ao Sofrimento fornece recursos para enfrentar crises sem recorrer à autoagressão ou outros comportamentos destrutivos; e a Efetividade Interpessoal desenvolve habilidades para comunicação assertiva, estabelecimento de limites e resolução de conflitos. Em conjunto, essas habilidades fortalecem os recursos de enfrentamento do indivíduo, promovem maior estabilidade emocional e reduzem a necessidade da autoagressão como forma de aliviar o sofrimento psíquico.
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Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepç
Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepções C ele no passado hoje meu objetivo de está C ele somente é crescer juntos trabalhar juntos temos uma vida como marido e mulher nos respeitamos mas eu n amo.meu objetivo e vive C ele p um cuidar do outro na velhice e crescer juntos financeiramente.o q vcs me diz sobre???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, existe uma relação construída ao longo do tempo, com respeito e parceria, mas sem o sentimento de amor como você entende hoje. Isso pode gerar bastante conflito interno, especialmente quando os objetivos da relação parecem mais práticos (companheirismo, segurança, crescimento financeiro) do que afetivos.
Não existe uma única forma “certa” de se relacionar, mas é importante refletir com cuidado sobre o que faz sentido para você e também considerar a honestidade emocional com o outro. Permanecer em uma relação apenas por conveniência pode, ao longo do tempo, trazer insatisfação para ambos.
Talvez seja um momento importante para se escutar com mais profundidade: o que você espera de uma relação? O que é essencial para você em um vínculo?
Se possível, buscar um acompanhamento psicológico pode te ajudar a organizar esses sentimentos e tomar uma decisão mais consciente e alinhada com o que você deseja para a sua vida.
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Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu q
Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu queria trabalhar com você estes pontos específicos:
Sinto que meu raciocínio está lento e minha mente parece 'nebulosa' (brain fog). Por causa disso, eu não consigo confiar no que eu sinto. Se sinto alívio agora, daqui a cinco minutos a agonia volta e eu começo a questionar tudo de novo. É um ruído que não para.
Eu já tomei uma decisão racional (fazer BICT, seguir para Engenharia Mecânica e focar no setor de Petróleo e Gás, que eu já conheço e gosto). O problema é que, mesmo com o plano traçado, meu cérebro continua 'caçando' motivos para duvidar. É como se eu não conseguisse me sentir satisfeito com a minha escolha.
Quando vejo outras pessoas passando em outros cursos (como Medicina, Direito ou o CFO), eu imediatamente me pergunto: 'Será que aquele não é o curso ideal para mim?'. Eu sinto que estou perdendo algo, mesmo sabendo que o meu caminho é bom. Essa comparação me gera uma angústia horrível.
Como eu posso aprender a viver com a dúvida sem deixar que ela paralise meus estudos? Eu preciso entender se essa indecisão constante é um traço da minha personalidade ou se é apenas um sintoma da minha ansiedade que está 'em pico' agora."RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá...
O que você descreve parece estar muito relacionado a um estado de ansiedade elevada, principalmente porque a ansiedade pode gerar exatamente essa sensação de “mente nebulosa”, dificuldade de confiar nas próprias decisões e necessidade constante de revisar mentalmente as escolhas. Em momentos de ansiedade intensa, é comum que o cérebro entre em um funcionamento de hipervigilância, como se estivesse tentando encontrar “a decisão perfeita” para evitar qualquer possibilidade de arrependimento ou fracasso.
E algo importante: o fato de a dúvida aparecer não significa necessariamente que a decisão está errada. Muitas vezes, a ansiedade faz a pessoa interpretar a presença da dúvida como um sinal de perigo, quando, na realidade, nenhuma escolha importante vem acompanhada de certeza absoluta o tempo todo.
A comparação com outros caminhos (“e se Medicina fosse melhor?”, “e se eu estivesse perdendo algo?”) também costuma aumentar muito esse ciclo, porque cria a sensação de que existe uma escolha ideal e sem perdas. Mas toda escolha envolve abrir mão de outras possibilidades, e aprender a tolerar essa sensação faz parte do amadurecimento emocional.
Pelo que você relata, parece existir uma diferença entre o que você racionalmente já decidiu e o quanto emocionalmente ainda consegue sustentar essa decisão sem precisar reavaliá-la o tempo inteiro. E isso pode, sim, estar muito mais ligado à ansiedade atual do que necessariamente a um “traço definitivo” da sua personalidade.
Na terapia, seria possível trabalhar justamente o fortalecimento dessa confiança interna, a tolerância à dúvida e a diminuição dessa necessidade constante de checagem mental. Porque o objetivo não é eliminar completamente as dúvidas da vida, mas conseguir seguir em frente mesmo sem garantias absolutas.
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Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei
Olá!
Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não consigo tira da mente e passa pra ele e isso me mata por dentro. Como que faço para não ter dificuldade em querer conversar, nem fugir, nem ignorar a situação e não ficar na defensiva? tenho muito a falar mas sinto um bloqueio na hora principalmente quando sou pressionada a ter uma conversa seria.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve é mais comum do que parece e não significa que você não queira conversar ou que não se importe com o relacionamento. Muitas pessoas, quando se sentem pressionadas emocionalmente, entram em um estado de ansiedade no qual a mente acelera, as emoções ficam intensas e surge um bloqueio para conseguir organizar os pensamentos e se expressar.
O choro, o silêncio ou a dificuldade de responder naquele momento geralmente não são falta de interesse, mas uma forma do corpo reagir ao estresse emocional.
Uma estratégia importante é tentar comunicar isso ao parceiro de forma clara, por exemplo: “Eu quero conversar, mas quando me sinto pressionada eu travo e preciso de um tempo para organizar o que estou sentindo.” Isso pode ajudar a diminuir mal-entendidos.
Também pode ser útil escrever antes o que gostaria de dizer, identificar quais emoções estão aparecendo naquele momento e tentar conversar em momentos de maior calma, sem a necessidade de resolver tudo imediatamente.
Além disso, aprender a lidar com as emoções durante conflitos e desenvolver uma comunicação mais segura é algo que pode ser trabalhado na psicoterapia. Com o tempo, é possível se sentir mais confortável para se posicionar, expressar sentimentos e enfrentar conversas difíceis sem precisar fugir ou entrar na defensiva.
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É normal algumas pessoas idosas terem explosões de Raiva sem ter motivo algum???
É normal algumas pessoas idosas terem explosões de Raiva sem ter motivo algum???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Mudanças de humor, irritabilidade e explosões de raiva podem acontecer em algumas pessoas idosas, mas é importante lembrar que isso não deve ser visto apenas como “normal da idade”. Muitas vezes, esses comportamentos podem estar relacionados a diferentes fatores emocionais, físicos ou até neurológicos.
Questões como ansiedade, depressão, sensação de perda de autonomia, dores crônicas, dificuldades de audição, alterações cognitivas, uso de medicações ou até sentimentos de frustração e solidão podem contribuir para reações mais intensas.
Além disso, algumas condições neurológicas, como certos tipos de demência, também podem causar alterações comportamentais e emocionais.
Por isso, quando essas explosões de raiva passam a ser frequentes, intensas ou muito diferentes do comportamento habitual da pessoa, é importante buscar uma avaliação profissional para compreender melhor o que pode estar acontecendo.
Olhar para o idoso com acolhimento e tentar entender o que existe por trás desse comportamento costuma ser mais importante do que focar apenas na explosão em si.
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Como acontece um Transtorno de Ajustamento ou Adaptação?
Como acontece um Transtorno de Ajustamento ou Adaptação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O transtorno de ajustamento, também conhecido como transtorno de adaptação, surge quando uma pessoa enfrenta uma mudança significativa ou uma situação estressante e encontra dificuldades para lidar emocionalmente com esse momento.
Essas situações podem incluir mudanças de cidade ou país, término de relacionamento, início de um novo trabalho, perdas ou outras transições importantes da vida. Embora essas experiências façam parte da vida, cada pessoa reage de forma única, e em alguns casos o impacto emocional pode ser mais intenso.
Os sintomas podem envolver tristeza, ansiedade, irritabilidade, sensação de sobrecarga, dificuldade de concentração e até alterações no sono ou no apetite. Em geral, esses sinais aparecem como uma resposta ao contexto vivido, mostrando que algo precisa ser cuidado e elaborado.
O acompanhamento psicológico é fundamental nesse processo, pois oferece um espaço de escuta e acolhimento, ajudando a pessoa a compreender o que está vivendo e a desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as mudanças.
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Olá! Já usei escitalopram, sertralina e não funcionaram pra minha depressão, pelo contrário até. A B
Olá! Já usei escitalopram, sertralina e não funcionaram pra minha depressão, pelo contrário até. A Bupropiona que tem me ajudado, mas já usei ela na dose máxima e sinto que falta algo. Eu ainda sou triste, (apenas não fico pensando em suicídio com ela) fazer terapia vai complementsr o tratamento e ajudar atrazer a alegria de volta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você esteja passando por isso, e é importante reconhecer o quanto você já tem buscado ajuda. O fato de a Bupropiona ter reduzido pensamentos suicidas já é um avanço significativo.
A psicoterapia pode, sim, complementar o tratamento medicamentoso. Enquanto a medicação atua nos aspectos biológicos, a terapia oferece um espaço para compreender melhor seus sentimentos, padrões e vivências, ajudando a construir novos sentidos e formas de lidar com a vida.
Mais do que “trazer a alegria de volta” de forma imediata, o processo terapêutico pode te ajudar a se reconectar gradualmente com o que faz sentido para você.
Também é importante manter o acompanhamento com seu psiquiatra, para avaliar ajustes no tratamento, se necessário.
Se sentir que faz sentido, buscar terapia pode ser um passo importante nesse momento.
Perguntas frequentes
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Tive crises de Ansiedade com 15 dias de tratamento isso é normal?
Sim, pode acontecer. Nas primeiras semanas de tratamento com alguns antidepressivos,…