Perguntas do paciente (37)
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Ate o momento estou com laudo de TAB, mas a psiquiatra falou que pode ser transtorno de personalidad
Ate o momento estou com laudo de TAB, mas a psiquiatra falou que pode ser transtorno de personalidade.. tem perguntas que posso fazer para mim e para psiquiatra pra ter uma base melhor de laudo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa diferenciação pode realmente exigir acompanhamento ao longo do tempo, porque alguns sintomas podem se sobrepor. Não existe uma pergunta isolada ou um teste que, sozinho, confirme transtorno bipolar ou transtorno de personalidade.
Para ajudar na avaliação, pode ser útil registrar como são suas mudanças de humor: quando começaram, quanto tempo duram, se acontecem em episódios bem delimitados ou como reação a acontecimentos, como fica o sono, a energia, a atividade, a impulsividade e o funcionamento durante esses períodos, além de tratamentos anteriores e possíveis antecedentes familiares.
Na consulta, você pode perguntar à sua médica quais características da sua história sustentam a hipótese de transtorno bipolar, quais apontam para transtorno de personalidade e quais informações ainda precisam ser observadas para diferenciar as duas possibilidades. Também vale perguntar se o diagnóstico atual é definitivo ou se permanece como hipótese a ser acompanhada.
Mais importante do que tentar preencher critérios por conta própria é reconstruir com o profissional a evolução dos sintomas ao longo da vida. Em situações como essa, a história longitudinal costuma ser muito mais esclarecedora do que a forma como a pessoa está se sentindo em um único momento.
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Idoso com 80 anos e ansiedade moderada mertazapina funciona apesar de ser antidepressivo?
Idoso com 80 anos e ansiedade moderada mertazapina funciona apesar de ser antidepressivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim. Apesar de ser classificada como antidepressivo, a mirtazapina pode contribuir para a melhora de sintomas de ansiedade em alguns pacientes. Os antidepressivos, inclusive, estão entre os medicamentos utilizados no tratamento de diversos transtornos ansiosos.
Em pessoas idosas, a escolha da mirtazapina pode considerar também características individuais, como presença de insônia, redução do apetite, perda de peso, outras doenças e medicamentos em uso. Por outro lado, é necessário observar possíveis efeitos adversos, especialmente sonolência, tontura e risco de quedas.
Aos 80 anos, portanto, não é apenas a intensidade da ansiedade que determina qual medicamento é mais adequado. É importante avaliar o diagnóstico, as condições clínicas, os demais medicamentos utilizados e a tolerabilidade, com acompanhamento mais próximo principalmente no início do tratamento.
Assim, a mirtazapina pode ser uma opção em determinados idosos, mas sua indicação deve ser individualizada pelo médico que conhece o quadro clínico completo.
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Sou fumante e o psiquiatra me receitou escitalopram tenho medo de passar mal
Sou fumante e o psiquiatra me receitou escitalopram tenho medo de passar mal
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Ser fumante, por si só, não impede o uso do escitalopram. Não existe uma interação conhecida entre o cigarro e o escitalopram que torne essa associação contraindicada.
No início do tratamento, algumas pessoas podem apresentar efeitos como náusea, tontura, dor de cabeça, alterações do sono ou aumento transitório da ansiedade, independentemente de serem fumantes. Esses sintomas geralmente são acompanhados durante as primeiras semanas para avaliar a adaptação ao medicamento.
É importante informar ao médico sobre o tabagismo, a quantidade de cigarros utilizada e todas as demais medicações ou substâncias em uso, pois essas informações fazem parte da avaliação global do tratamento.
Utilize o escitalopram conforme a prescrição e não altere a dose por conta própria. Caso apresente algum efeito intenso ou diferente do esperado, entre em contato com o médico que acompanha seu tratamento.
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Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?
Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Náusea e tontura estão entre os efeitos adversos mais comuns no início do tratamento com escitalopram. Em muitas pessoas, esses sintomas diminuem gradualmente nas primeiras semanas, mas algumas podem continuar apresentando esse desconforto por um período um pouco maior.
Como você está com cerca de 14 dias de uso, ainda é possível que esses sintomas estejam relacionados à fase de adaptação ao medicamento. No entanto, se forem intensos, estiverem piorando ou persistirem por mais tempo, é importante informar o médico que acompanha seu tratamento. Ele poderá avaliar se os sintomas fazem parte da adaptação ou se há necessidade de reavaliar a conduta.
Evite interromper a medicação por conta própria. Caso a tontura seja importante, levante-se lentamente ao mudar de posição e mantenha uma boa hidratação. Se surgirem sintomas intensos, como desmaios, vômitos persistentes ou qualquer outra manifestação que cause preocupação, procure atendimento médico.
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Há algum tempo atrás tratei transtorno do pânico e até então convivo com ela. Porém recentemente apó
Há algum tempo atrás tratei transtorno do pânico e até então convivo com ela. Porém recentemente após uma separação de matrimônio notei que ela voltou. Porém todos os dias pela manhã já acordo trêmula e bem fraca, com leves tonturas. Ao final da noite começa a me dar muita crise de pânico com corpo queimando, braço dormente, enfim. A ansiedade nesse momento quadro pode fazer com que eu todo dia sinta esses tremores e essa fraqueza constantemente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, a ansiedade e o transtorno do pânico podem estar associados a sintomas físicos importantes. Tremores, sensação de fraqueza, tontura, palpitações, dormência, sensação de calor ou queimação e dificuldade para respirar são manifestações que podem ocorrer tanto durante uma crise de pânico quanto em períodos de ansiedade intensa.
No entanto, esses sintomas não são exclusivos da ansiedade. Alterações da tireoide, anemia, deficiência de vitaminas, alterações da glicemia, efeitos de medicamentos e outras condições clínicas também podem causar manifestações semelhantes. Por esse motivo, especialmente quando os sintomas são persistentes ou diferentes dos episódios anteriores, é importante realizar uma avaliação médica para confirmar a causa.
Como você relata que os sintomas reapareceram após um período de estresse importante, vale a pena procurar o médico que acompanha seu tratamento. Ele poderá avaliar se houve uma recorrência do transtorno do pânico, se há necessidade de reavaliar o tratamento e se existe indicação de investigar outras possíveis causas para esses sintomas.
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Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno
Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno esquizoafetivo se são feitos para esquizofrenia? Qual a atuação deles ssobre a estabilização do humor nesses transtornos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma ótima pergunta. Embora tenham sido inicialmente desenvolvidos e estudados para o tratamento da esquizofrenia, diversos antipsicóticos atípicos também demonstraram eficácia em outros transtornos, como o transtorno bipolar e o transtorno esquizoafetivo. Por isso, hoje eles possuem indicações aprovadas para essas condições.
Isso acontece porque esses medicamentos atuam em diferentes sistemas de neurotransmissores do cérebro, principalmente dopamina e serotonina, que participam não apenas dos sintomas psicóticos, mas também da regulação do humor, da impulsividade, da energia e de outros aspectos do funcionamento cerebral.
No transtorno bipolar, por exemplo, alguns antipsicóticos atípicos ajudam a controlar episódios de mania ou hipomania e, dependendo do medicamento, também podem atuar na depressão bipolar e na prevenção de novas recaídas. Já no transtorno esquizoafetivo, eles auxiliam no controle dos sintomas psicóticos e também das alterações do humor, quando presentes.
É importante destacar que nem todos os antipsicóticos têm as mesmas indicações ou o mesmo perfil de ação. A escolha da medicação depende do diagnóstico, da fase da doença, das características clínicas de cada paciente e das evidências disponíveis para cada medicamento.
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No contexto de compulsão alimentar gravíssima, bupropiona é uma medicação segura e eficaz para quem
No contexto de compulsão alimentar gravíssima, bupropiona é uma medicação segura e eficaz para quem está tentando engravidar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A bupropiona não é considerada uma medicação de primeira escolha para o tratamento da compulsão alimentar e também não costuma ser a opção preferida para mulheres que estão planejando engravidar.
Quando uma gestação está sendo planejada, é importante que todas as medicações em uso sejam reavaliadas, pois algumas possuem mais evidências de segurança nesse período do que outras. Por isso, a decisão sobre iniciar, manter ou substituir um medicamento deve ser individualizada e realizada antes da concepção, sempre em conjunto com o médico que acompanha o caso.
Se você apresenta compulsão alimentar importante e está tentando engravidar, converse com o seu médico antes de iniciar qualquer tratamento medicamentoso. Em muitos casos, a psicoterapia e outras estratégias terapêuticas também desempenham papel fundamental e podem fazer parte do plano de tratamento.
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Ciclotimia pode ser grave e ter depressão grave? Fui diagnosticada e n consigo entender pois a minha
Ciclotimia pode ser grave e ter depressão grave? Fui diagnosticada e n consigo entender pois a minha depressão é severa
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo sua dúvida, e ela é muito pertinente. Pela definição diagnóstica, a ciclotimia é caracterizada por oscilações persistentes do humor com sintomas depressivos e de elevação do humor que não atingem a intensidade de um episódio de depressão maior ou de um episódio de mania.
Por esse motivo, quando uma pessoa apresenta um quadro de depressão maior, especialmente se for intenso ou grave, é importante que o diagnóstico seja reavaliado. Isso não significa que o diagnóstico inicial esteja necessariamente errado, mas que a evolução clínica pode fornecer novas informações e, em alguns casos, levar à revisão do diagnóstico.
Se você sente que está vivenciando uma depressão severa, converse com o médico que acompanha seu tratamento. Em saúde mental, o diagnóstico é construído a partir da história clínica, da evolução dos sintomas ao longo do tempo e da resposta ao tratamento. Reavaliações fazem parte do cuidado e são importantes para definir a melhor conduta.
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Bom dia! Gostaria de saber se eu tomar 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg, isso equivale a 1 compr
Bom dia! Gostaria de saber se eu tomar 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg, isso equivale a 1 comprimido de 100mg. Tomo o desve de 100mg mas estou com uma caixa de 50mg e como esse medicamento é de *liberação prolongada*, tenho dúvida se isso pode ser feito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Em geral, dois comprimidos de desvenlafaxina 50 mg de liberação prolongada, tomados juntos, correspondem à dose total de 100 mg, desde que sejam da mesma formulação e que 100 mg seja a dose prescrita para você. A liberação prolongada não impede essa equivalência, pois cada comprimido mantém individualmente seu mecanismo de liberação.
Antes de fazer a substituição, confirme se a caixa de 50 mg contém realmente desvenlafaxina de liberação prolongada, confira a validade e, de preferência, valide a troca com o médico ou farmacêutico, especialmente se houver doença renal ou alguma orientação específica no tratamento. Não utilize dois comprimidos para aumentar por conta própria uma dose prescrita de 50 mg.
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Fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide , no laudo consta como sem possibilidade de cura . Me
Fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide , no laudo consta como sem possibilidade de cura .
Meu sonho é cursar psicologia ,porém penso que mesmo aprovada pela graduação não poderei trabalhar como psicóloga . Isso, porque tentarei uma aposentaria por invalidez . Tenho a opção de estudar pra ter apenas autoconhecimento .
Estou triste e desanimada pois eu penso que poderia ajudar as pessoas ,mas sei que não poderei .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo por que essa situação está causando tanta tristeza. Receber um diagnóstico de esquizofrenia e ler em um laudo a expressão "sem possibilidade de cura" costuma gerar muitas dúvidas sobre o futuro.
No entanto, é importante saber que um diagnóstico, por si só, não permite definir tudo o que uma pessoa conseguirá ou não fazer ao longo da vida. A evolução da esquizofrenia varia bastante entre os pacientes e a capacidade para estudar ou exercer uma profissão depende de diversos fatores, como a resposta ao tratamento, a estabilidade clínica e a funcionalidade ao longo do tempo.
Em relação à aposentadoria por incapacidade, essa é uma questão que deve ser avaliada individualmente, pois envolve aspectos médicos e previdenciários específicos.
Antes de concluir que seu sonho não poderá ser realizado, converse sobre essa preocupação com o médico que acompanha seu tratamento. Ele conhece a sua história, poderá orientá-la de forma individualizada e ajudá-la a compreender quais são as possibilidades no seu caso.
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Estou sem tomar Rivotril a 15 dias parei por conta, só depois de 5 dias fui a médica,estou tomando o
Estou sem tomar Rivotril a 15 dias parei por conta, só depois de 5 dias fui a médica,estou tomando outra medicação,mais minha cabeça, está aérea, confusão mental,formigando de um lado,ouvidos entupido,pode ser falta da medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Os sintomas que você descreve podem estar relacionados à interrupção abrupta do clonazepam (Rivotril®), já que a suspensão de benzodiazepínicos pode causar sintomas como ansiedade, sensação de cabeça "estranha", dificuldade de concentração, alterações da percepção, insônia e, em algumas pessoas, sensação de formigamento.
No entanto, como você iniciou outra medicação e alguns dos sintomas, como confusão mental e formigamento predominando em um lado do corpo, também podem ter outras causas, não é possível afirmar que tudo esteja relacionado apenas à suspensão do clonazepam.
Como esses sintomas persistem e você já foi reavaliada pela sua médica, recomendo que informe a evolução do quadro. Dependendo da intensidade, da duração e das características dos sintomas, pode ser necessária uma nova avaliação para definir se eles fazem parte da retirada da medicação, da adaptação ao novo tratamento ou se há outra condição que precise ser investigada.
Se surgir fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, alteração da visão, convulsões, confusão importante ou qualquer outro sintoma neurológico súbito, procure atendimento médico imediatamente.
Sempre que possível, os benzodiazepínicos devem ser descontinuados de forma gradual e com acompanhamento médico, pois isso reduz o risco de sintomas de retirada.
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Tomo a sertralina 50mg ja faz um ano e me trouxe otimos efeitos, porem recentemente tenho sentido uma
Tomo a sertralina 50mg ja faz um ano e me trouxe otimos efeitos, porem recentemente tenho sentido uma falta de energia grande, devo estar com a b12 baixa, ansiedade que me causa compulsao alimentar, de carboidratos e industrializados
Parar pode ser uma boa opção?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A falta de energia e o aumento da ansiedade podem ter diferentes causas e nem sempre significam que a sertralina deixou de fazer efeito ou que seja o momento de interromper o tratamento.
Alterações como deficiência de vitamina B12, anemia, doenças da tireoide, privação de sono, estresse e até a própria evolução do transtorno de ansiedade podem contribuir para sintomas como cansaço e mudanças no apetite. Por isso, é importante que esses fatores sejam avaliados antes de atribuí-los exclusivamente à medicação.
Em relação à sertralina, quando ela proporcionou uma boa resposta ao longo de um ano e surgem novos sintomas, o mais indicado é realizar uma reavaliação clínica antes de decidir pela suspensão. Dependendo da causa, a conduta pode envolver investigação de outras condições, ajustes no tratamento ou medidas não medicamentosas, e não necessariamente interromper o antidepressivo.
Evite suspender a medicação por conta própria, pois isso pode favorecer o retorno dos sintomas ou causar sintomas de descontinuação. Converse com o médico que acompanha seu tratamento para que seja feita uma avaliação completa e definido o melhor plano terapêutico para o seu caso.
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Quetiapina 25mg ajuda a potencializar a venlafaxina 225mg para tratamento de sintomas ansiosos resid
Quetiapina 25mg ajuda a potencializar a venlafaxina 225mg para tratamento de sintomas ansiosos residuais / resposta parcial após nova crise / oscilação da ansiedade?
N foi modificada a dose da venla por otima resposta há mais de 2 anos, porém alguns sintomas desconfortáveis ainda persistiram após 30 dias da crise e do período “pior”.
Com 6 dias de uso ja ajudou no sono e na angústia diurna nas primeiras horas da manhã.
Sd pânico.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A quetiapina pode ser utilizada como estratégia terapêutica em alguns pacientes que apresentam resposta parcial ao tratamento da ansiedade, mas essa decisão depende da avaliação clínica individual.
No caso da dose de 25 mg, o principal efeito esperado costuma ser a melhora do sono e da sedação, relacionada ao seu mecanismo de ação. Embora alguns pacientes também relatem redução da ansiedade, essa dose não possui evidências consistentes de potencializar diretamente o efeito da venlafaxina sobre os sintomas ansiosos.
O fato de você ter percebido melhora do sono e da angústia nas primeiras horas da manhã é uma informação importante e deve ser compartilhada com o médico que acompanha o seu tratamento. A resposta clínica individual é um dos principais fatores considerados na decisão de manter, ajustar ou modificar a estratégia terapêutica.
Como você relata que a venlafaxina proporcionou boa resposta por mais de dois anos e que os sintomas surgiram após uma nova crise, é adequado que a evolução seja acompanhada antes de concluir se será necessário algum ajuste adicional no tratamento.
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O médico tirou a paroxetina e me deu venlafaxina de 150 ela é para pânico como a paroxetina?
O médico tirou a paroxetina e me deu venlafaxina de 150 ela é para pânico como a paroxetina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim. A venlafaxina é um dos medicamentos utilizados no tratamento do transtorno do pânico e possui evidências de eficácia para essa condição, assim como a paroxetina.
A troca entre esses medicamentos pode ser indicada por diferentes motivos, como resposta insuficiente ao tratamento, efeitos adversos, necessidade de melhor controle dos sintomas ou características individuais de cada paciente. Por isso, a escolha depende da avaliação clínica realizada pelo médico.
É importante lembrar que a venlafaxina não costuma apresentar efeito imediato. Nas primeiras semanas, o organismo ainda está se adaptando ao tratamento e a melhora ocorre de forma gradual. Durante esse período, algumas pessoas podem apresentar efeitos adversos iniciais ou até mesmo uma piora transitória da ansiedade, motivo pelo qual o acompanhamento médico é fundamental.
Continue utilizando a medicação conforme a prescrição e informe ao seu médico como está sendo sua evolução. Isso permitirá avaliar a resposta ao tratamento e definir, se necessário, os próximos ajustes.
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após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle
após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle “? Já estava em uso há mais de 2 anos e mto bem, sem crises
Já faz mais de 1 mês desde a última crise e eu vinha usando um benzo de suporte diariamente, dose baixa, 2x ao dia .
Após nova consulta foi adicionada a quetiapina 25mg (ha 2 dias) devido a sintomas residuais ainda bem desconfortáveis (desrealizacao, sensação de distanciamento, ansiedade antecipatória etc).RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É compreensível que essa situação gere insegurança, principalmente após um período prolongado de estabilidade.
Em muitos casos, uma nova crise de ansiedade não significa que a venlafaxina tenha deixado de funcionar. Mesmo em pessoas que já utilizam a medicação há bastante tempo, pode haver uma piora transitória desencadeada por fatores como estresse, alterações do sono, problemas clínicos ou mudanças na rotina.
A recuperação nem sempre é imediata. Após um ajuste no tratamento, podem ser necessárias algumas semanas para uma melhora mais consistente dos sintomas. A quetiapina, quando indicada, pode auxiliar no controle da ansiedade, na qualidade do sono e em sintomas residuais, mas também necessita de um período para que sua resposta possa ser adequadamente avaliada.
Como você ainda apresenta sintomas como ansiedade antecipatória e desrealização, é importante manter o acompanhamento com o médico que conduz seu tratamento, para avaliar a evolução e verificar se os ajustes realizados estão sendo suficientes.
Espero que você apresente uma boa recuperação nos próximos dias. Mantenha o seguimento conforme orientado e não faça alterações nas medicações por conta própria
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É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, em alguns casos isso é possível.
O tratamento do transtorno bipolar tipo 2 é individualizado e depende de fatores como a fase da doença (depressão, hipomania ou manutenção), a frequência das crises, os sintomas predominantes, a resposta a tratamentos anteriores e a presença de outras condições de saúde.
Alguns antipsicóticos atípicos possuem evidências científicas para o tratamento de determinadas fases do transtorno bipolar e, em situações específicas, podem ser utilizados como medicação única. Em outros casos, pode ser necessária a associação com estabilizadores do humor ou outras medicações para alcançar um melhor controle dos sintomas e reduzir o risco de novas crises.
O mais importante é que o tratamento seja acompanhado regularmente, pois ele pode precisar de ajustes ao longo do tempo, conforme a evolução de cada pessoa.
Converse sempre com o médico que acompanha o seu caso antes de realizar qualquer mudança nas medicações. Um tratamento individualizado é fundamental para obter bons resultados e manter a estabilidade a longo prazo.
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minha psiq associou quetiapina 25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu
minha psiq associou quetiapina
25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu já vinha usando há 30 dias e melhorar sintomas residuais após uma nova crise de ansiedade q ainda persistiram .
Essa dose costuma ser suficiente para esse fim ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma estratégia que pode ser utilizada em alguns pacientes, principalmente durante um período de transição do tratamento, mas a dose ideal depende da avaliação clínica de cada caso.
A quetiapina em doses de 25 mg costuma atuar principalmente na melhora do sono e pode contribuir para reduzir o desconforto associado à ansiedade em algumas pessoas. No entanto, quando falamos especificamente do tratamento dos transtornos de ansiedade, os estudos que demonstraram benefício utilizaram, em geral, doses mais elevadas e de formulação de liberação prolongada.
Por isso, nem sempre o objetivo de prescrever 25 mg é tratar diretamente a ansiedade, mas oferecer suporte enquanto o tratamento é reavaliado ou ajustado, inclusive durante a redução de um benzodiazepínico, quando essa estratégia é considerada adequada pelo médico.
Como você iniciou a medicação há apenas dois dias, ainda é muito cedo para avaliar o resultado. O mais importante é manter o acompanhamento com sua médica, para que ela possa verificar sua evolução e decidir, se necessário, por ajustes no tratamento.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo e com ansiedade por deixa lá sozinha, ela tem 75 anos estou com o coração doendo. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está descrevendo pode fazer parte de uma mudança importante na vida e não significa, necessariamente, que exista um transtorno de ansiedade. É natural sentir tristeza, preocupação, culpa ou insegurança ao iniciar uma nova etapa, especialmente quando envolve um familiar com quem existe um vínculo afetivo tão significativo.
Vale a pena conversar com sua mãe sobre essa transição e, sempre que possível, organizar uma rede de apoio para que ela não se sinta desamparada. Manter contato frequente e acompanhar como ela está se adaptando também pode trazer mais tranquilidade para ambos.
No entanto, se essa preocupação se tornar muito intensa, persistente, desproporcional à situação, começar a causar sofrimento importante ou interferir no seu sono, trabalho, relacionamentos ou na sua rotina, é recomendável buscar uma avaliação médica. Nesses casos, é importante diferenciar uma reação esperada diante de uma mudança de vida de um quadro de ansiedade que possa necessitar de acompanhamento.
Desejo que essa nova fase seja vivida com serenidade. Cuidar da sua vida e construir seus próprios projetos não significa deixar de cuidar de quem você ama.
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Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entan
Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entanto, tenho tido uma insônia bem forte nesses primeiros dias e o psiquiatra me receitou tomar trazodona 50mg a noite. Pesquisei na internet e vi a combinação dessas medicações possuem um risco de desenvolver sindrome da seretonina. Essa combinação é segura e comum?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma dúvida muito comum, especialmente após pesquisar sobre a interação entre essas medicações.
A associação entre sertralina e trazodona é utilizada na prática clínica, principalmente quando há dificuldade para dormir durante o início do tratamento com um antidepressivo. Embora ambas atuem no sistema serotoninérgico e, por esse motivo, exista um alerta nas bulas e nos sistemas de interação medicamentosa sobre o risco de síndrome serotoninérgica, esse evento é considerado raro quando as medicações são prescritas nas doses habituais e com acompanhamento médico.
O mais importante é utilizar as medicações exatamente conforme a prescrição e manter acompanhamento durante as primeiras semanas de tratamento. Caso surjam sintomas como febre, rigidez muscular importante, tremores intensos, confusão mental, agitação importante, suor excessivo ou diarreia associados a piora clínica, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, pois esses podem ser sinais de uma reação adversa que necessita de avaliação.
Na ausência desses sinais, o benefício esperado do tratamento costuma superar esse risco potencial quando a associação foi indicada após avaliação médica individualizada. Se persistirem dúvidas, converse com o profissional que prescreveu as medicações. Ele poderá explicar os motivos da escolha terapêutica e orientar o acompanhamento mais adequado para o seu caso.
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Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?
Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A perda de vontade de realizar atividades pode acontecer durante o tratamento, mas nem sempre significa que seja causada pelo medicamento.
Esse sintoma também pode fazer parte do próprio transtorno que está sendo tratado, como depressão ou alguns transtornos de ansiedade. Em outras situações, pode estar relacionado à dose da medicação, ao tempo de uso ou à resposta individual de cada pessoa.
Se essa falta de motivação surgiu após o início do Revoc® (fluvoxamina) ou se está causando prejuízo importante na sua rotina, vale a pena conversar com o médico que acompanha seu tratamento. Uma reavaliação permitirá identificar se esse sintoma faz parte da evolução do quadro clínico ou se pode estar relacionado ao tratamento, definindo se há necessidade de algum ajuste.
É importante não interromper a medicação por conta própria, pois isso pode levar à piora dos sintomas ou provocar sintomas de descontinuação. O acompanhamento da evolução clínica é a melhor forma de definir a conduta mais adequada.
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Perguntas frequentes
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Qual é o melhor tratamento para dermatite na região do períneo.
A dermatite na região do períneo pode ter diferentes causas, como irritação…