Perguntas do paciente (37)

  • Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo so

    Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo sono muito cedo, tipo 20-21 horas já to com muito sono, e pra mim eu assustei porque não é comum já que eu tenho propensão a insonia e eu sempre durmo lá pras 23:00 ou 00:00, é o meu comum, então to estranhando esse sono todo, tem a ver com o medicamento ou pode ser alguma outra coisa? devo me preocupar, quando buscar um medico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! Sim, isso pode estar relacionado à paroxetina.

    A sonolência é um efeito adverso conhecido desse medicamento e algumas pessoas percebem mais sono ou necessidade de dormir mais cedo, principalmente nas primeiras semanas de tratamento. No entanto, também é importante considerar outros fatores, como a qualidade do sono antes do início da medicação, outras doenças, uso de outros medicamentos ou mudanças na rotina.

    Em algumas situações, quando a sonolência é atribuída ao medicamento, o médico pode orientar a mudança do horário de administração para o período da noite. Entretanto, essa decisão deve ser individualizada e feita pelo profissional que acompanha o tratamento, pois a resposta pode variar entre as pessoas.

    Se a sonolência estiver leve e não estiver prejudicando suas atividades do dia a dia, vale a pena relatar esse sintoma na próxima consulta. Em muitos casos, esse efeito diminui à medida que o organismo se adapta ao tratamento.

    Caso a sonolência seja intensa, persista por várias semanas, interfira nas suas atividades habituais ou venha acompanhada de outros sintomas importantes, é recomendável antecipar a avaliação médica. Não faça mudanças no horário ou interrompa a medicação por conta própria, pois isso pode comprometer a avaliação da resposta ao tratamento.


  • Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensa

    Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensação de ressaca e muito sono e falta de apetite. Esses sintomas são normais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! Alguns dos sintomas que você descreveu, como sonolência, sensação de "ressaca" ao acordar, dor de cabeça e redução do apetite, podem ocorrer no início do tratamento com a trazodona e, em muitas pessoas, tendem a diminuir nas primeiras semanas à medida que o organismo se adapta ao medicamento.

    Já as dores nas costas, pernas e joelhos não são efeitos adversos frequentes da trazodona e podem ter outras causas. Por isso, é importante que esses sintomas sejam avaliados em conjunto com o restante do quadro clínico, especialmente se forem intensos, persistentes ou surgirem acompanhados de outros sinais.

    Caso os sintomas estejam leves e o tratamento tenha sido iniciado recentemente, vale a pena informar essas alterações ao médico que prescreveu a medicação na próxima reavaliação. Entretanto, se a sonolência estiver muito intensa, se as dores forem importantes, houver febre, inchaço nas articulações, dificuldade para caminhar, reação alérgica ou qualquer outro sintoma preocupante, procure atendimento médico antes da consulta programada.

    Não interrompa a medicação por conta própria. A avaliação da intensidade dos sintomas, do tempo de uso e da resposta ao tratamento é fundamental para definir se eles fazem parte da adaptação inicial ou se há necessidade de ajustar a conduta.


  • Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?

    Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! Essa é uma pergunta importante.

    De acordo com os critérios diagnósticos atuais, o transtorno ciclotímico caracteriza-se por oscilações crônicas do humor, com períodos de sintomas depressivos e de sintomas de elevação do humor que não atingem a intensidade necessária para caracterizar um episódio depressivo maior ou um episódio de hipomania.

    Por esse motivo, quando uma pessoa apresenta um episódio depressivo maior, especialmente se for grave, é importante que o diagnóstico seja cuidadosamente reavaliado, pois outras condições do espectro bipolar ou transtornos do humor podem explicar melhor o quadro clínico.

    Isso não significa, necessariamente, que o diagnóstico recebido esteja incorreto. Em algumas situações, uma hipótese diagnóstica inicial pode ser revista à medida que novos sintomas surgem ou que a evolução clínica se torna mais clara.

    Se você tem dúvidas sobre o seu diagnóstico, converse com o médico que acompanha seu caso. Uma revisão detalhada da história clínica, incluindo episódios anteriores de alteração do humor, costuma ser a melhor forma de definir o diagnóstico mais adequado.


  • Estou em uso de Mirtazapina 15mg e Pindera xr 12,5 há 2 meses, desde os 20 dias de uso vejo sentindo

    Estou em uso de Mirtazapina 15mg e Pindera xr 12,5 há 2 meses, desde os 20 dias de uso vejo sentindo parestesia em pernas e braços , aumentei a dose do pondera , aumentou o formigamento por mais de 30 dias , esse efeitos pode ser dos medicamentos ? Estou preocupada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! A sensação de formigamento (parestesia) pode ter diversas causas e, por esse motivo, não deve ser atribuída automaticamente aos medicamentos.

    Embora existam relatos de parestesia durante o uso da paroxetina (Pondera®) e, mais raramente, da mirtazapina, esse não é um efeito adverso frequente. O fato de o sintoma ter se intensificado após o aumento da dose merece ser informado ao médico que acompanha o seu tratamento, pois essa informação pode ser importante na avaliação clínica.

    Além da medicação, é fundamental considerar outras possíveis causas de formigamento, como alterações metabólicas, deficiências vitamínicas, doenças neurológicas e até mesmo manifestações relacionadas à ansiedade, dependendo das características dos sintomas.

    Como o formigamento persiste há mais de um mês, recomendo que você seja reavaliada para que seja investigada a causa e definido se há alguma relação com o tratamento ou se existe outra condição que necessite de avaliação. Não interrompa ou altere as medicações por conta própria.

    Caso o formigamento seja acompanhado de perda de força, dificuldade para caminhar, alterações da fala, perda de sensibilidade importante ou outros sintomas neurológicos súbitos, procure atendimento médico imediatamente.


  • Estou tomando venlafaxina e queatipina tem 14 dias, sinto tontura,vista embacada e muita queimacao n

    Estou tomando venlafaxina e queatipina tem 14 dias, sinto tontura,vista embacada e muita queimacao no corpo, como se meu sangue fervesse, principamente nas pernas, mas o corpo todo fica assim... isso é comum ? Pode ser efeito do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! Alguns dos sintomas que você descreveu, como tontura e visão embaçada, podem ocorrer nas primeiras semanas de tratamento com venlafaxina e quetiapina, principalmente durante a fase de adaptação ao medicamento.

    Já a sensação de queimação pelo corpo não é um efeito adverso frequente dessas medicações e não deve ser atribuída automaticamente ao tratamento. Esse sintoma pode ter diferentes causas e merece uma avaliação clínica, especialmente se for intenso, persistente ou estiver piorando.

    Como os sintomas surgiram nas primeiras duas semanas após o início das medicações, é importante informar o médico que acompanha seu tratamento. Ele poderá avaliar se existe relação com os medicamentos, se é esperado manter a observação ou se há necessidade de investigar outras possíveis causas.

    Caso a tontura seja intensa, ocorra desmaio, dificuldade para caminhar, alterações importantes da visão, fraqueza, febre, rigidez muscular, confusão mental ou qualquer outro sintoma importante, procure atendimento médico imediatamente.

    Não interrompa as medicações por conta própria. A relação entre os sintomas e o tratamento deve ser avaliada considerando o momento de início, a intensidade dos sintomas, a evolução clínica e outros fatores de saúde.


  • Comecei tomar venlafaxina de 37,5 ,estou com efeito colateral tontura,visão turva e tremor, é normal

    Comecei tomar venlafaxina de 37,5 ,estou com efeito colateral tontura,visão turva e tremor, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! Sim, tontura, visão turva e tremor podem ocorrer nas primeiras semanas de tratamento com a venlafaxina. Esses sintomas estão entre os efeitos adversos conhecidos da medicação e, em muitas pessoas, tendem a diminuir à medida que o organismo se adapta ao tratamento.

    Entretanto, a intensidade e a duração desses sintomas são importantes. Se eles forem leves e estiverem melhorando progressivamente, geralmente é possível acompanhá-los durante esse período inicial. Por outro lado, se forem intensos, persistirem por tempo prolongado, estiverem piorando ou dificultarem suas atividades do dia a dia, é importante informar o médico que prescreveu a medicação para que ele avalie a necessidade de algum ajuste no tratamento.

    Caso ocorram desmaios, tremores intensos, confusão mental, rigidez muscular, febre, alterações importantes da pressão arterial ou outros sintomas preocupantes, procure atendimento médico imediatamente.

    Não interrompa a venlafaxina por conta própria. O acompanhamento da evolução dos sintomas é fundamental para diferenciar um efeito adverso transitório de uma situação que necessite de reavaliação.


  • Tomo setralina a mais de 3 semanas, falta 3 dias para dá início a 4 semana, é normal ainda sentir fr

    Tomo setralina a mais de 3 semanas, falta 3 dias para dá início a 4 semana, é normal ainda sentir fraqueza e sem energia, além de os pensamentos acelerar, e inquietação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! Nas primeiras semanas de tratamento com a sertralina, algumas pessoas podem apresentar efeitos adversos como cansaço, sensação de fraqueza, inquietação ou aumento da ansiedade. Em muitos casos, esses sintomas tendem a diminuir à medida que o organismo se adapta ao medicamento.

    No entanto, se após quase quatro semanas você continua com pensamentos acelerados, inquietação e pouca energia, é importante informar essa evolução ao médico que acompanha seu tratamento. Esses sintomas podem indicar que o organismo ainda está em adaptação, que a ansiedade ainda não foi totalmente controlada ou, em alguns casos, que seja necessário reavaliar o tratamento.

    Também é importante lembrar que cansaço e falta de energia podem ter outras causas, como alterações do sono, anemia, doenças da tireoide, deficiência de vitaminas e outras condições clínicas, que podem precisar de investigação conforme cada caso.

    Não interrompa a sertralina por conta própria. Mantenha o acompanhamento médico e relate como os sintomas evoluíram desde o início do tratamento, pois essa informação é fundamental para definir os próximos passos.


  • Estou tomando 40mg de fluoxetina há 47 dias e 5 gotas de clonazepam para sos, para tratamento de ans

    Estou tomando 40mg de fluoxetina há 47 dias e 5 gotas de clonazepam para sos, para tratamento de ansiedade, porém permaneço muito tensa. O médico adicionou 5mg de buspirona 2x ao dia. Será q demora pra fazer efeito? É uma combinação que funciona? Pode aumentar a ansiedade no começo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! A buspirona é um medicamento utilizado no tratamento da ansiedade, porém seu efeito não é imediato. Em geral, são necessárias algumas semanas de uso contínuo para que seu benefício possa ser adequadamente avaliado.

    A associação da buspirona com a fluoxetina pode ser indicada em algumas situações, principalmente quando ainda persistem sintomas de ansiedade apesar do tratamento com o antidepressivo. A decisão depende da avaliação clínica de cada paciente e é uma estratégia utilizada na prática médica quando considerada apropriada.

    Diferentemente de alguns antidepressivos, a buspirona não costuma provocar um aumento da ansiedade no início do tratamento. Caso ocorra uma piora importante dos sintomas após o início da medicação, é importante informar o médico para que ele avalie se existe relação com o tratamento ou se há outra explicação para essa evolução.

    Como você já está em uso de fluoxetina há cerca de sete semanas e ainda apresenta ansiedade importante, é adequado manter o acompanhamento com o médico que prescreveu o tratamento. A resposta clínica deve ser avaliada de forma individualizada, considerando a evolução dos sintomas e a necessidade de eventuais ajustes terapêuticos.


  • Estou tomando 40mg de fluoxetina há 47 dias e 5 gotas de clonazepam para sos, para tratamento de ans

    Estou tomando 40mg de fluoxetina há 47 dias e 5 gotas de clonazepam para sos, para tratamento de ansiedade, porém permaneço muito tensa. O médico adicionou 5mg de buspirona 2x ao dia. Será q demora pra fazer efeito? É uma combinação que funciona? Aumenta a ansiedade no começo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! A buspirona é um medicamento utilizado no tratamento da ansiedade e, diferentemente do clonazepam, seu efeito não é imediato. Em geral, são necessárias algumas semanas de uso contínuo para que seu benefício possa ser adequadamente avaliado.

    A associação da buspirona com a fluoxetina pode ser indicada quando ainda persistem sintomas de ansiedade, mesmo após o uso do antidepressivo. Essa é uma estratégia utilizada em alguns pacientes, mas a resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa.

    Em relação ao início do tratamento, a buspirona não costuma provocar aumento da ansiedade da mesma forma que pode ocorrer com alguns antidepressivos. Caso você perceba piora importante dos sintomas ou apareçam efeitos adversos que causem preocupação, informe o médico que acompanha seu tratamento.

    Como você está em uso de fluoxetina há cerca de sete semanas e ainda apresenta ansiedade importante, é adequado manter o acompanhamento para reavaliar a evolução do quadro e verificar se o tratamento está atingindo a resposta esperada ou se serão necessários ajustes.


  • Tomo quitiapina 25mg tô tendo insonia sonho a noite toda, é normal?

    Tomo quitiapina 25mg tô tendo insonia sonho a noite toda, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! A quetiapina costuma ser um medicamento que favorece o início do sono em muitas pessoas, principalmente nas doses mais baixas. Por isso, a persistência da insônia não é considerada um efeito esperado do medicamento.

    Em relação aos sonhos muito intensos ou à sensação de sonhar a noite toda, algumas pessoas podem perceber mudanças na qualidade ou na percepção do sono durante o tratamento, embora isso não ocorra com todos os pacientes.

    É importante lembrar que a insônia também pode estar relacionada ao transtorno que motivou o tratamento, como ansiedade, depressão ou outras condições, e nem sempre significa que a medicação não esteja funcionando ou seja a causa dos sintomas.

    Se a dificuldade para dormir ou os sonhos intensos persistirem, estiverem causando cansaço durante o dia ou prejudicando sua qualidade de vida, converse com o médico que acompanha o seu tratamento. Ele poderá avaliar se os sintomas fazem parte da evolução do quadro, se há necessidade de ajustar a medicação ou se existe outra causa que deva ser investigada.

    Não faça alterações na dose por conta própria, pois a conduta depende da indicação da quetiapina e da avaliação clínica individual.


  • Estou tomando sertralina 100 mg de manhã e quietiapina 25mg a noite, e a médica passou bupropiona 15

    Estou tomando sertralina 100 mg de manhã e quietiapina 25mg a noite, e a médica passou bupropiona 150mg de manhã mais estou com medo de tomar e dar intoxicação entre eles

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! De modo geral, a associação entre sertralina, quetiapina e bupropiona pode ser utilizada quando há indicação clínica e acompanhamento médico. Não existe uma interação que torne essa combinação, por si só, uma causa de "intoxicação".

    A bupropiona possui um mecanismo de ação diferente da sertralina e, por esse motivo, não costuma aumentar o risco de síndrome serotoninérgica da mesma forma que outros medicamentos com ação serotoninérgica.

    Como qualquer tratamento, essa associação pode exigir atenção aos possíveis efeitos adversos e à resposta individual de cada paciente. Por isso, é importante utilizar as medicações exatamente conforme a prescrição e informar ao médico caso surjam sintomas novos ou intensos após o início da bupropiona.

    Se a medicação foi prescrita após uma avaliação clínica, é provável que o profissional tenha considerado os benefícios esperados e as possíveis interações antes de indicar essa combinação. Em caso de dúvidas ou insegurança, converse com o médico antes de iniciar ou interromper qualquer medicamento.


  • Estou com quadro de tristeza profunda. Já tomo centralina, 50 mg pela manhã e 50 a noite mais os si

    Estou com quadro de tristeza profunda.
    Já tomo centralina, 50 mg pela manhã e 50 a noite mais os sintomas continuam o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! Sinto muito que você esteja passando por esse momento.

    Quando uma pessoa permanece com tristeza intensa apesar do tratamento, é importante reavaliar o quadro clínico. A persistência dos sintomas pode estar relacionada a diferentes fatores, como tempo de tratamento, dose utilizada, resposta individual ao medicamento, diagnóstico ou necessidade de outras abordagens terapêuticas.

    Por esse motivo, a melhor conduta não é aumentar, reduzir ou trocar a medicação por conta própria, mas realizar uma nova avaliação médica para definir se o tratamento precisa de algum ajuste.

    Se, além da tristeza, você estiver apresentando desesperança intensa, pensamentos de morte, ideias de machucar a si mesmo ou sentir que não consegue se manter em segurança, procure atendimento médico imediatamente ou um serviço de urgência. Essas situações necessitam de avaliação sem demora.

    A depressão é uma condição tratável, mas algumas pessoas precisam de ajustes no tratamento até encontrar a estratégia mais adequada. Mantenha o acompanhamento com o médico que conduz seu caso e converse com ele sobre a persistência dos sintomas.


  • Pq eu tomei minha primeira dose de clonazepam e não me deu sono?

    Pq eu tomei minha primeira dose de clonazepam e não me deu sono?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! Sim, isso pode acontecer. Embora o clonazepam possa causar sonolência em muitas pessoas, esse efeito não ocorre em todos os pacientes.

    A resposta ao medicamento varia conforme fatores como a dose utilizada, a sensibilidade individual, o nível de ansiedade e até o uso prévio de benzodiazepínicos. Em algumas pessoas, o primeiro efeito percebido é a redução da ansiedade, sem provocar sono significativo.

    Além disso, uma única dose não permite prever como será sua resposta ao tratamento ao longo do tempo. Caso o clonazepam tenha sido prescrito para auxiliar o sono e esse efeito não esteja ocorrendo, converse com o médico que o acompanha antes de fazer qualquer ajuste na dose ou no horário da medicação.

    Utilize o medicamento exatamente conforme a prescrição e informe ao seu médico como foi sua resposta nas primeiras semanas de tratamento.


  • Por que o acompanhamento clínico é importante durante o uso de psicofármacos?

    Por que o acompanhamento clínico é importante durante o uso de psicofármacos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! O acompanhamento clínico é uma parte fundamental do tratamento com psicofármacos. Além de avaliar se a medicação está proporcionando a melhora esperada, ele permite acompanhar possíveis efeitos adversos, ajustar doses quando necessário, verificar a adesão ao tratamento e reavaliar o diagnóstico ao longo do tempo.

    Em saúde mental, nem sempre a primeira medicação ou a primeira dose são as mais adequadas para todos os pacientes. A resposta ao tratamento varia entre as pessoas e, em alguns casos, podem ser necessários ajustes para alcançar o melhor equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade.

    Além disso, alguns medicamentos exigem monitorização clínica e, em determinadas situações, acompanhamento por meio de exames laboratoriais para garantir maior segurança durante o tratamento.

    O objetivo do acompanhamento é oferecer um tratamento individualizado, seguro e baseado em evidências científicas, sempre considerando a evolução clínica, as necessidades e as particularidades de cada paciente.


  • Qual a importância do diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco?

    Qual a importância do diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! O diagnóstico é um dos pilares para a escolha do tratamento mais adequado. Isso porque diferentes transtornos podem apresentar sintomas semelhantes, mas exigir abordagens terapêuticas distintas.

    Por esse motivo, antes de prescrever um psicofármaco, o médico realiza uma avaliação clínica detalhada, considerando os sintomas, o tempo de evolução, o histórico de saúde, tratamentos anteriores, uso de outras medicações e possíveis doenças associadas.

    Em alguns casos, o diagnóstico já pode ser estabelecido na avaliação inicial. Em outros, ele é definido ou refinado ao longo do acompanhamento, à medida que a evolução clínica fornece novas informações. Nesses casos, o tratamento também pode ser ajustado sempre que necessário.

    Um diagnóstico bem fundamentado contribui para aumentar as chances de sucesso do tratamento, reduzir o risco de efeitos adversos desnecessários e evitar o uso de medicamentos que não sejam os mais indicados para aquela condição clínica.


  • Qual é a importância da educação em saúde para pacientes que utilizam psicofármacos?

    Qual é a importância da educação em saúde para pacientes que utilizam psicofármacos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! A educação em saúde é uma parte essencial do tratamento em saúde mental. Quando o paciente compreende o motivo da indicação da medicação, o tempo esperado para o início do efeito, os possíveis efeitos adversos e a importância do acompanhamento, ele participa de forma mais ativa do próprio tratamento.

    Além de favorecer a adesão ao tratamento, a educação em saúde ajuda a reduzir dúvidas, expectativas irreais e interrupções precoces do uso da medicação, que podem comprometer os resultados.

    Também é uma oportunidade para orientar sobre hábitos de vida, esclarecer quando é necessário procurar uma reavaliação médica e reforçar que o tratamento vai além do uso de medicamentos, podendo incluir psicoterapia, mudanças no estilo de vida e outras abordagens, conforme a necessidade de cada pessoa.

    Um paciente bem informado tende a tomar decisões com mais segurança e a compreender melhor cada etapa do tratamento, fortalecendo a parceria com a equipe de saúde.


  • Por que a psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos?

    Por que a psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Santos

    Olá! Em muitas situações, a combinação entre psicoterapia e tratamento medicamentoso pode proporcionar melhores resultados do que qualquer uma dessas abordagens isoladamente. A escolha do tratamento, no entanto, depende do diagnóstico, da gravidade dos sintomas e das características de cada pessoa.

    Enquanto os psicofármacos podem ajudar a reduzir sintomas como ansiedade, depressão, insônia ou alterações do humor, a psicoterapia auxilia no desenvolvimento de estratégias para compreender pensamentos, emoções e comportamentos, além de fortalecer habilidades para lidar com situações difíceis e prevenir recaídas.

    Em transtornos como depressão, transtornos de ansiedade e transtorno do pânico, por exemplo, as principais diretrizes internacionais recomendam a associação entre tratamento medicamentoso e psicoterapia em muitos pacientes, especialmente nos casos moderados a graves ou quando há resposta parcial ao tratamento.

    O plano terapêutico deve ser individualizado e construído em conjunto com o profissional que acompanha o caso, considerando as necessidades, os objetivos e a evolução clínica de cada paciente.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.