Perguntas do paciente (49)
-
Qual dose crianças de 4 anos costumam tomar de aripiprazol para tea? Minha filh está com 0,5 mas não
Qual dose crianças de 4 anos costumam tomar de aripiprazol para tea? Minha filh está com 0,5 mas não está dando nada de efeito, e parece ser tão baixo comparado ao q diz na bula. Ela tomava 1 ml de risperidona e estava super tranquila, precisou trocar devido prolactina, e agora está totalmente irritada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Compreendo perfeitamente a sua angústia. Como pai e médico, sei como é difícil ver nossa filha, que estava bem e tranquila, voltar a ficar irritada ou desorganizada. Dá uma sensação de impotência, não é?
Sobre sua dúvida técnica, você tem razão na sua leitura: 0,5mg é, de fato, uma dose inicial de adaptação, e não costuma ser a dose final de tratamento.
Vou te explicar o que provavelmente está acontecendo, para te tranquilizar:
A "Escada" do Tratamento: Quando trocamos uma medicação como a Risperidona (que é potente) pelo Aripiprazol, nós médicos temos uma regra de ouro: "Começar baixo e subir devagar". Fazemos isso não porque achamos que 0,5mg vai resolver tudo agora, mas para o corpo da criança não estranhar (evitando náuseas ou agitação). É uma fase de segurança.
O "Vácuo" de Proteção: A Risperidona de 1ml (1mg) que ela tomava é uma dose terapêutica forte. O Aripiprazol de 0,5mg é uma dose muito pequena comparativamente. Por isso, nesse momento de troca, ela está se sentindo "descoberta", e a irritabilidade volta. Não é que o remédio novo seja ruim, é que a dose ainda não chegou no nível de "força" que ela precisa.
Expectativa: Em crianças com TEA, as doses que costumam trazer o efeito de calmaria geralmente são maiores que essa inicial, mas precisamos passar por essa etapa para chegar lá com segurança.
Minha recomendação para você: Como ela não é minha paciente, eu não posso ajustar a dose, mas sugiro fortemente que você entre em contato com o médico dela hoje mesmo.
Conte para ele: "Doutor, ela tolerou bem o remédio (não passou mal), mas o comportamento piorou muito. Como ela já se adaptou, podemos ajustar a dose para buscar o efeito terapêutico?"
Geralmente, quando a família avisa que a adaptação física foi boa, o médico se sente seguro para subir a dose para o nível que realmente funciona.
Fique firme, essa instabilidade é temporária até o ajuste fino da nova medicação. Espero ter ajudado a esclarecer!
-
Boa tarde Estou tendo reações de coceira no corpo, os médicos alergistas disseram que não é alergia
Boa tarde
Estou tendo reações de coceira no corpo, os médicos alergistas disseram que não é alergia, já que piora com vários remédios diferentes. Tomo Lamitor desde 2020, esse ano a dose foi diminuída. Existe possibilidade dele estar contribuindo para essas reações?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sobre a sua pergunta a respeito do Lamitor (lamotrigina) e as reações de coceira:
Sim, existe a possibilidade de que o Lamitor possa estar contribuindo para essas reações, mesmo que não seja uma alergia típica.
A lamotrigina é conhecida por causar reações cutâneas, incluindo coceira e erupções na pele. Embora as reações mais graves (como a Síndrome de Stevens-Johnson) sejam raras e geralmente ocorram no início do tratamento ou com aumentos rápidos da dose, qualquer tipo de alteração na pele ou coceira deve ser levado a sério.
O fato de você estar tomando Lamitor desde 2020 e ter tido uma diminuição na dose este ano é um ponto importante. Mudanças na dose de qualquer medicamento podem, às vezes, desencadear ou modificar a forma como seu corpo reage a ele. Além disso, mesmo que a coceira não seja uma alergia no sentido clássico, pode ser uma reação adversa ao medicamento.
O fato de que "piora com vários remédios diferentes" também sugere uma possível sensibilidade geral ou uma interação complexa, onde o Lamitor pode ser um fator base.
É fundamental que você converse urgentemente com o médico que prescreve o Lamitor (geralmente um neurologista ou psiquiatra) sobre essas coceiras. Ele é o profissional mais indicado para:
Avaliar se a lamotrigina pode ser a causa ou um fator contribuinte.
Diferenciar entre uma reação adversa ao medicamento e outras causas.
Discutir as melhores abordagens para gerenciar esses sintomas, que podem incluir ajustes na medicação ou a investigação de outras causas não alérgicas da coceira.
Não deixe de reportar todos esses detalhes ao seu médico.
-
Olá, venho tendo problemas com ansiedade e ataques de pânico a muito tempo, ainda sou adolescente e
Olá, venho tendo problemas com ansiedade e ataques de pânico a muito tempo, ainda sou adolescente e já tive ataques desses anos atrás porém a cerca de 25 dias tive um que acaba me incomodando até hoje. Passo muito tempo no computador e comecei a sentir dores no braço direito, há cerca de meia hora eu comecei a sentir uma dor no braço esquerdo que me deixou um pouco preocupado, e justamente por isso eu me sinto agitado, porém eu não sinto dor no peito mesmo sentindo outros sintomas como incomodo na garganta e enjôo. Isso é normal da ansiedade? Se preocupar com coisas não relacionadas e sentir sintomas isolados sem a famosa dor no peito? Abraços
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Vamos abordar seus pontos:
Entendendo os Sintomas Físicos e a Ansiedade
Você está descrevendo uma experiência muito comum para quem lida com ansiedade e ataques de pânico. O corpo e a mente estão intrinsecamente conectados, e a ansiedade pode se manifestar de diversas formas físicas, muitas vezes assustadoras.
Dores nos Braços (Direito e Esquerdo):
Sim, a ansiedade pode causar dores, tensões e desconfortos musculares em diversas partes do corpo, incluindo os braços. A tensão muscular é uma resposta física muito comum ao estresse e à ansiedade. Passar muito tempo no computador pode, de fato, contribuir para tensões musculares no braço direito (por uso repetitivo, má postura), mas a ansiedade pode amplificar a percepção dessa dor e até "espalhá-la" para outras áreas, como o braço esquerdo.
A dor no braço esquerdo é algo que frequentemente nos alerta para problemas cardíacos, e é natural que isso cause um pico de preocupação e ansiedade. No entanto, muitas vezes, quando associada à ansiedade, essa dor é mais uma tensão muscular, uma pontada ou um desconforto que vem e vai, e não os sintomas típicos de um evento cardíaco sério (que geralmente vêm acompanhados de dor no peito, suor frio, irradiação para mandíbula, etc.).
Incomodo na Garganta e Enjoo:
Totalmente normal para a ansiedade! O "nó na garganta" (sensação de bolo na garganta), dificuldade para engolir (globus hystericus), e náuseas ou "borboletas no estômago" são manifestações gastrointestinais e respiratórias muito frequentes da ansiedade. O sistema nervoso, quando ativado pelo estresse e ansiedade, afeta diretamente o sistema digestório, causando esses sintomas.
Preocupação com Coisas Não Relacionadas e Sintomas Isolados sem Dor no Peito:
Isso é uma característica central da ansiedade e especialmente do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). A mente ansiosa tende a "saltar" de uma preocupação para outra, muitas vezes sem conexão lógica aparente. Pequenos sintomas físicos, que uma pessoa sem ansiedade mal notaria, são amplificados e interpretados como sinais de algo terrível.
A ausência da "famosa dor no peito" não invalida sua ansiedade ou o fato de que outros sintomas físicos são reais e incômodos. A ansiedade tem um repertório vastíssimo de manifestações. O corpo "grita" de diversas formas quando a mente está em sofrimento.
O Que Fazer Agora?
Adolescente, mesmo que esses sintomas sejam "normais da ansiedade", é ABSOLUTAMENTE FUNDAMENTAL que você procure um médico para uma avaliação completa.
Avaliação Médica: O primeiro passo deve ser descartar qualquer causa física para os sintomas. Um médico clínico geral poderá examinar você, talvez solicitar alguns exames (se achar necessário), e garantir que não há nenhuma condição orgânica subjacente causando essas dores e desconfortos. Essa tranquilidade de saber que "não é nada físico grave" por si só já pode aliviar uma parte considerável da sua ansiedade.
Apoio Psicológico/Psiquiátrico: Uma vez descartadas causas físicas, o foco pode ser totalmente no manejo da ansiedade e dos ataques de pânico. Profissionais de saúde mental (psicólogos e psiquiatras) podem te ajudar muito:
Terapia (especialmente TCC): Aprender estratégias para lidar com pensamentos ansiosos, técnicas de relaxamento e de manejo de pânico.
Medicação (se necessário): Seu psiquiatra poderá avaliar se o uso de medicação seria benéfico para ajudar a controlar os sintomas mais intensos enquanto você desenvolve novas habilidades de enfrentamento.
Hábitos de Vida: Considere a relação com o tempo no computador. Fazer pausas, alongamentos, manter uma boa postura e ter outras atividades físicas e de lazer podem ajudar a reduzir as tensões musculares e o impacto físico do sedentarismo.
Seu sentimento de agitação e preocupação é uma resposta natural. Lembre-se que buscar ajuda é um sinal de força e inteligência. Não continue sofrendo sozinho; há muita ajuda disponível para você.
-
Ouvir que TAG não tem cura. Que a estrutura base é permanente, fixa e imutável. Que a pessoa sempre
Ouvir que TAG não tem cura. Que a estrutura base é permanente, fixa e imutável. Que a pessoa sempre terá um potencial para ansiedade intensa, para o TAG, para o sofrimento e que ela sempre terá que manejar e gerenciar ansiedade pelo resto da vida, tem me causado crises de ansiedade, desespero e angústia extremamente intensos. Essas argumentações me destroem emocionalmente e fisicamente. E são verdades mesmo? Vejo muitos profissionais, sites e até inteligências artificiais afirmando isso. Me sinto extremamente mal.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Vamos abordar essas afirmações com a nuance e a esperança que a saúde mental realmente oferece:
O Que Significa "TAG não tem cura" e a Realidade do Tratamento
A ideia de que o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) "não tem cura" e que é uma condição "permanente, fixa e imutável" é uma forma de encarar o transtorno que, embora tenha um fundo de verdade em sua complexidade, muitas vezes é apresentada de uma maneira que pode ser extremamente desanimadora e, em muitos aspectos, imprecisa ou incompleta.
"Cura" vs. "Remissão" e "Manejo Eficaz":
No campo da saúde mental, a palavra "cura" raramente é usada da mesma forma que para uma doença infecciosa, por exemplo. Isso porque a ansiedade, em si, faz parte da experiência humana. O problema no TAG não é ter ansiedade, mas sim ter uma ansiedade excessiva, persistente e desproporcional que interfere significativamente na vida.
O objetivo do tratamento não é "eliminar toda a ansiedade" (o que seria impossível e até prejudicial), mas sim alcançar a remissão dos sintomas, ou seja, reduzir a ansiedade a níveis gerenciáveis e saudáveis, onde ela não cause mais sofrimento ou disfunção.
Muitas pessoas com TAG atingem a remissão e conseguem viver uma vida plena e produtiva, com pouquíssimos ou nenhum sintoma que as incomode.
"Estrutura base permanente, fixa e imutável":
Isso não é verdade no sentido que causa desespero. A neuroplasticidade do cérebro (a capacidade de se adaptar e mudar) é uma prova de que nossa estrutura cerebral não é fixa e imutável.
Com terapia (especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental – TCC), medicação e mudanças no estilo de vida, é possível reconfigurar padrões de pensamento, reações emocionais e até mesmo alterar a forma como o cérebro processa o medo e a ansiedade.
A "predisposição" ou "potencial" para a ansiedade pode existir (e muitas vezes tem componentes genéticos ou de desenvolvimento), mas isso não significa uma sentença de sofrimento. Significa que, como algumas pessoas têm potencial para desenvolver diabetes, outras têm para ansiedade – mas ambas as condições são tratáveis e manejáveis para que a pessoa tenha uma boa qualidade de vida.
"Sempre terá que manejar e gerenciar ansiedade pelo resto da vida":
Essa afirmação pode ser vista de duas formas:
A visão pessimista (que você está sentindo agora): Como um fardo constante e interminável.
A visão realista e capacitadora: Como aprender habilidades valiosas para a vida. Pessoas que passaram por tratamentos eficazes para o TAG desenvolvem uma capacidade muito maior de identificar gatilhos, usar estratégias de enfrentamento e manter o bem-estar. Elas aprendem a lidar com a ansiedade normal da vida de uma forma muito mais saudável do que antes. Não é um sofrimento constante, mas sim o uso de ferramentas que foram adquiridas e aprimoradas.
É como aprender a andar de bicicleta: no começo é difícil, você cai. Mas depois de aprender, você não precisa pensar em cada pedalada, torna-se algo natural. Gerenciar a ansiedade se torna uma habilidade internalizada.
Por Que Você Vê Essas Afirmações?
Simplificação Excessiva: A mídia, alguns sites e, sim, até mesmo algumas IAs (que processam vastas quantidades de texto sem necessariamente "entender" o contexto humano ou a nuances emocionais) podem simplificar informações complexas de saúde mental em frases impactantes, mas incompletas ou excessivamente negativas.
A Diferença entre Predisposição e Destino: Há uma diferença enorme entre ter uma predisposição a algo e ser predestinado a sofrer. A predisposição apenas indica uma maior probabilidade, não uma garantia. O tratamento muda o curso dessa probabilidade.
Foco na Persistência, não na Intratabilidade: O TAG é um transtorno crônico no sentido de que, sem tratamento, ele tende a persistir. Mas isso não significa que é intratável ou que não se pode viver bem com ele.
Sua Experiência é Válida
É crucial entender que suas crises de ansiedade, desespero e angústia ao ouvir essas informações são uma resposta natural e humana a algo que você percebe como uma ameaça à sua esperança e bem-estar. Isso apenas reforça o quanto você está lutando e buscando alívio.
A Esperança e o Caminho Adiante
Paciente anonimo, a saúde mental é um campo em constante evolução e que o sofrimento psicológico é real, mas extremamente tratável.
O TAG é um dos transtornos de ansiedade que mais respondem positivamente a tratamentos adequados, seja com terapia (TCC é altamente recomendada), medicação (como os ISRS, que você está usando), ou uma combinação de ambos.
Pessoas com TAG podem e frequentemente alcançam uma melhora significativa e duradoura na sua qualidade de vida, reduzindo drasticamente a frequência e intensidade dos sintomas.
O manejo da ansiedade se torna uma parte da vida, assim como cuidamos da nossa saúde física (fazendo exercícios, comendo bem). Não é uma punição, mas uma forma de autocuidado que te permite viver plenamente.
Minha recomendação mais forte é que você discuta essas angústias e essas informações com o seu próprio profissional de saúde mental. Ele poderá contextualizar melhor esses termos, apresentar o panorama de tratamento e remissão para o TAG e ajudá-lo a encontrar uma perspectiva mais equilibrada e cheia de esperança.
Você não está sozinho nessa luta, e há muito que pode ser feito para que você se sinta melhor.
-
Estou tomando vortioxetina 5 mg, mas estou com diarreia ácida e quero saber se posso tomar albendazo
Estou tomando vortioxetina 5 mg, mas estou com diarreia ácida e quero saber se posso tomar albendazol 400 mg. Se terá interações medicamentosa ???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Você está tomando Vortioxetina 5mg e está com diarreia ácida, e quer saber se pode tomar Albendazol 400mg, questionando sobre possíveis interações medicamentosas.
Diarreia Ácida: A diarreia pode ter diversas causas. Se está persistente ou muito incômoda, é importante investigar a origem com um médico. Tomar Albendazol (que é um antiparasitário) sem um diagnóstico específico para a causa da diarreia pode não ser eficaz e atrasar o tratamento correto.
Interação com Vortioxetina:
Em geral, não há uma interação medicamentosa grave ou amplamente conhecida entre a Vortioxetina e o Albendazol que impeça o uso de uma única dose do antiparasitário.
No entanto, a Vortioxetina, em alguns casos, pode causar problemas gastrointestinais, incluindo diarreia, especialmente no início do tratamento. Seria importante considerar se a diarreia pode estar relacionada à própria Vortioxetina.
O Albendazol também pode ter efeitos colaterais gastrointestinais, como dor abdominal e náuseas, o que poderia se somar a qualquer desconforto já existente.
Minha recomendação é que você não tome o Albendazol sem antes consultar um médico.
É fundamental que um médico avalie a causa da sua diarreia ácida para indicar o tratamento correto.
Ele também poderá verificar todas as suas medicações e confirmar se o uso do Albendazol (se for realmente indicado) é seguro para você, considerando a Vortioxetina e seu quadro geral de saúde.
Seu médico é o profissional mais indicado para te orientar com segurança.
-
Eu tenho TDAH, e eu estava tomando ritalina por alguns meses, era ótimo, meu dia era muito produtivo
Eu tenho TDAH, e eu estava tomando ritalina por alguns meses, era ótimo, meu dia era muito produtivo,mas depois de um tempo eu vinha sentindo como se o efeito estivesse passando 3 horas depois, conversei com minha psiquiatra e ela trocou para a Ritalina LA, mais eu não sinto o mesmo efeito que a ritalina, pelo contrario, não sinto nada, é como se eu não estivesse medicada, não consigo me concentra em mais nada. E gostaria de saber se eu devo pedir pra voltar com a medicação anterior ou investigar o motivo de não sentir efeito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Ritalina vs. Ritalina LA e a Resposta Individual
A Diferença: A Ritalina (metilfenidato de liberação imediata) tem um pico de ação rápido e duração mais curta. A Ritalina LA (liberação prolongada) foi desenvolvida para liberar o medicamento de forma gradual, proporcionando um efeito mais duradouro ao longo do dia, mas sem o pico intenso da formulação imediata.
Respostas Individuais: A forma como cada organismo processa (absorve, metaboliza e elimina) os medicamentos é única.
Para alguns, a Ritalina LA funciona perfeitamente, oferecendo um efeito suave e prolongado.
Para outros, essa suavidade pode ser percebida como uma falta de efeito, pois não há o mesmo "impacto" da versão de liberação imediata, ou a taxa de liberação do medicamento pode não ser a ideal para as necessidades do seu corpo.
O fato de você sentir "como se não estivesse medicada" é uma observação muito importante.
O Que Fazer?
Definitivamente, você deve conversar novamente com sua psiquiatra. Não se trata apenas de "pedir para voltar" ou "investigar", mas sim de uma discussão aberta e detalhada sobre sua experiência atual.
Ao conversar com ela, é importante abordar:
A falta de efeito da Ritalina LA: Descreva exatamente o que você sente (ou não sente), a dificuldade de concentração, e como isso afeta seu dia.
A experiência anterior com a Ritalina de liberação imediata: Reforce que ela era eficaz, mas que o efeito passava cedo demais (após 3 horas).
Sua psiquiatra, com base nessas informações detalhadas, poderá:
Investigar a dose da Ritalina LA: Talvez a dose atual não seja suficiente para você, e um ajuste possa resolver.
Considerar outras formulações de longa duração: Existem outras opções de metilfenidato de longa duração ou até outros estimulantes que podem ter um perfil de liberação diferente e serem mais adequados para você.
Reavaliar a Ritalina de liberação imediata: Se nenhuma outra opção de longa duração funcionar, ela pode considerar voltar com a Ritalina de liberação imediata, talvez ajustando a dose ou planejando uma segunda dose ao longo do dia para estender o efeito, se clinicamente apropriado.
Seu relato é a ferramenta mais valiosa para sua psiquiatra ajustar o tratamento. Compartilhe tudo que está sentindo para que ela possa encontrar a melhor estratégia para você.
-
Olá, estou há um mês tomando Revoc 50mg e Lind 30mg. Em minha última consulta foi receitado Semtri 1
Olá, estou há um mês tomando Revoc 50mg e Lind 30mg. Em minha última consulta foi receitado Semtri 100mg e Lyberdia 30mg cápsulas. Gostaria de saber se há alguma diferença entre os medicamentos pois fiquei receosa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Olá! É super compreensível ter dúvidas e até certo receio quando há troca de medicações — principalmente quando já se está em tratamento.”
O que aconteceu na sua consulta foi uma troca de marcas comerciais, mas os princípios ativos (ou seja, os “medicamentos de verdade”) permanecem os mesmos:
Revoc 50 mg e Semtri 100 mg são duas marcas da sertralina, um antidepressivo muito usado para depressão e ansiedade. A dose foi aumentada, provavelmente para um melhor controle dos sintomas.
Lind 30 mg e Lyberdia 30 mg são marcas da cloridrato de dimesilato de lisdexanfetamina, um psicoestimulante usado especialmente para tratar o TDAH. A dose permaneceu igual, apenas a marca foi trocada.
Essas mudanças são comuns na prática clínica e podem ocorrer por motivos como melhor tolerabilidade, custo, disponibilidade na farmácia, ou preferência médica com base na resposta de outros pacientes.
Se você estiver se sentindo bem, pode seguir com segurança. Mas se perceber qualquer diferença relevante (como efeitos colaterais, alteração no humor, sono, apetite ou foco), vale a pena informar seu psiquiatra. Seu bem-estar é sempre o centro do tratamento.
-
Posso tomar pregabalina e bromazepam juntos no mesmo horário ?
Posso tomar pregabalina e bromazepam juntos no mesmo horário ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Sim, a pregabalina e o bromazepam podem ser usados juntos, inclusive no mesmo horário, desde que estejam prescritos pelo seu médico.”
-
Em quanto tempo 1 comprimido de paroxetina é eliminado do organismo?
Em quanto tempo 1 comprimido de paroxetina é eliminado do organismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“A eliminação completa de um comprimido de paroxetina do organismo leva, em média, alguns dias, mas os efeitos podem durar mais.”
A paroxetina tem uma meia-vida de eliminação de aproximadamente 21 horas, o que significa que, em média, leva cerca de 4 a 5 dias para que uma única dose seja eliminada quase completamente do corpo (acima de 95%).
No entanto:
Mesmo após uma única dose, alguns efeitos residuais (como sonolência, náuseas ou alterações no humor) podem durar um pouco mais, dependendo da sensibilidade individual.
Em uso contínuo, a paroxetina se acumula no organismo até atingir um estado de equilíbrio, o que pode levar cerca de 1 a 2 semanas.
A retirada abrupta, mesmo após pouco tempo de uso, pode causar sintomas de descontinuação, como tontura, formigamentos, irritabilidade ou ansiedade — por isso qualquer ajuste deve ser feito com orientação médica.
Se você está passando por algum efeito indesejado ou tem dúvidas sobre a suspensão, vale a pena conversar com o psiquiatra para avaliar o que é mais seguro e confortável para você.
-
Lyberdia causa sangramento? Iniciei tratamento com lyberdia e desde então tenho tido escapes há 19
Lyberdia causa sangramento?
Iniciei tratamento com lyberdia e desde então tenho tido escapes há 19 dias, o lyberdia tem alguna ação anticoagulante que justifique esse sangramento ou devo investigar uma segunda causa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Essa sua observação é muito importante — e o incômodo com escapes prolongados merece, sim, atenção.”
O Lyberdia é uma marca da lisdexanfetamina, um psicoestimulante indicado principalmente para o tratamento do TDAH. Ele não tem ação anticoagulante nem costuma, por si só, causar sangramentos uterinos ou escapes menstruais como efeito direto conhecido.
No entanto, alguns pontos devem ser considerados:
Embora não haja efeito direto sobre a coagulação, a lisdexanfetamina pode alterar indiretamente o eixo hormonal, principalmente em mulheres que já usam anticoncepcionais hormonais, podendo interferir em sua absorção ou metabolismo — o que, em casos isolados, pode contribuir para escapes ou sangramentos irregulares.
Também é importante investigar outras causas ginecológicas ou hormonais, como:
– variações naturais do ciclo,
– alterações na tireoide,
– estresse elevado,
– perda de peso,
– ou outras medicações associadas.
O ideal é que você converse com o(a) ginecologista para uma avaliação mais precisa e, se necessário, exames. E mantenha seu psiquiatra informado sobre o sintoma, especialmente se ele começou após o início do Lyberdia.
Você está certa em observar e buscar orientação. Quando há sangramento persistente como esse, mesmo que a causa mais provável não seja o remédio, vale sempre investigar com cuidado para garantir sua saúde e conforto.
-
Olá,tomo clonazepam 2mg 2 vezes ao dia a uns 15 anos,tem uns 4 anos que sinto a boca seca e fico mor
Olá,tomo clonazepam 2mg 2 vezes ao dia a uns 15 anos,tem uns 4 anos que sinto a boca seca e fico mordendo os dentes do lado esquerdo da boca,isso é xerostomia? e o clonazepam causa isso? lembrando que eu era fumante inveterado,e a 45 dias parei abruptamente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Olá! Parabéns pela decisão de parar de fumar — isso é uma conquista muito significativa para sua saúde. E sim, os sintomas que você descreve merecem atenção.”
A boca seca persistente pode sim ser um quadro de xerostomia, e tem diversas possíveis causas, incluindo:
Uso crônico de clonazepam — embora menos comum, benzodiazepínicos como o clonazepam podem reduzir a produção de saliva em alguns pacientes, especialmente em uso contínuo e em doses mais altas (como 4 mg/dia, no seu caso).
Tabagismo crônico prévio — o uso prolongado de cigarro pode afetar as glândulas salivares e a mucosa oral, o que também pode contribuir para a sensação de secura bucal mesmo após parar.
Bruxismo ou mordida repetitiva — o hábito de morder constantemente um lado da boca pode estar associado à ansiedade residual, tensão muscular ou disfunção temporomandibular (DTM), e pode tanto ser consequência quanto agravante da xerostomia.
É importante conversar com seu médico e também considerar uma avaliação com dentista ou fonoaudiólogo especializado em disfunções orofaciais, principalmente se houver dor, desgaste dentário ou alteração no sono.
Manter boa hidratação, evitar cafeína e álcool em excesso, e eventualmente usar saliva artificial (sob orientação) pode ajudar bastante.
Você está certo em observar essas mudanças. Apesar de o clonazepam poder estar contribuindo, vale investigar com calma e de forma integrada — principalmente agora que você está em um novo momento de cuidado com a saúde após parar de fumar.
-
gostaria de saber se a risperidona afeta a capacidade de imaginação da pessoa?
gostaria de saber se a risperidona afeta a capacidade de imaginação da pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma pergunta muito importante e compreensível.
A risperidona é um medicamento usado para ajudar a equilibrar substâncias químicas no cérebro, especialmente em quadros como agitação, irritabilidade, impulsividade, sintomas psicóticos ou agressividade. Em algumas pessoas, principalmente no início do uso ou em doses mais altas, pode haver uma redução na espontaneidade, criatividade ou expressividade emocional — o que, indiretamente, pode ser percebido como uma diminuição da imaginação.
Por outro lado, quando a risperidona ajuda a acalmar uma mente muito agitada, ansiosa ou confusa, pode até facilitar a imaginação e a concentração, por melhorar o equilíbrio interno.
Ou seja, os efeitos variam muito de pessoa para pessoa, e o objetivo do tratamento é sempre melhorar a qualidade de vida sem tirar aquilo que torna a pessoa única. Se você notar qualquer mudança que incomode, vale conversar com o médico para ajustar a dose ou reavaliar o tratamento.
-
Olá a todos. Sou uma adolescente de 15 anos e venho aqui buscar respostas: percebo que, desde os meu
Olá a todos. Sou uma adolescente de 15 anos e venho aqui buscar respostas: percebo que, desde os meus 10 anos, sinto ansiedade ao interagir com outras pessoas da mesma idade. Isso só piorou durante o 9 ano, que foi quando comecei a sofrer bullying (pessoas falando sobre minha aparência, etc). O que eu sinto é um medo só de pensar em sequer falar com outros adolescentes da mesma idade sem ser online. Sempre que saio, fico olhando ao redor atentamente e pensando o tempo todo que todos estão olhando pra mim ou me julgando. Parece que eu fico alerta o tempo todo e não consigo focar em mais nada além disso. Minha mãe diz que isso é coisa da idade, porém, acredito ser o contrário. Eu gostaria de saber o que vocês, especialistas, acreditam que eu possa ter pois sinceramente não sei o que fazer. Desde já agradeço pela resposta.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero te agradecer por compartilhar algo tão delicado de forma tão clara e corajosa. É muito importante reconhecer o que está sentindo e buscar ajuda — esse já é um passo valioso no cuidado com sua saúde emocional.
O que você descreve não é "coisa da idade". Embora seja comum que adolescentes sintam alguma insegurança social, o que você relata vai além disso: esse medo intenso, a sensação constante de julgamento, a dificuldade de falar pessoalmente com outras pessoas e o estado de alerta o tempo todo são sinais que merecem atenção.
Esses sintomas são compatíveis com o que chamamos de ansiedade social (ou fobia social), um tipo de transtorno de ansiedade em que a pessoa sente um medo muito grande de ser observada, julgada ou rejeitada em situações sociais. Muitas vezes isso começa justamente na adolescência — e pode estar associado a experiências dolorosas como o bullying que você viveu.
Mas é importante saber: isso tem tratamento, e você não está sozinha. Com o acompanhamento certo — seja com psicoterapia, às vezes com apoio medicamentoso, e com pessoas que te levem a sério — é possível melhorar muito, voltar a se sentir segura e livre para se expressar.
Minha sugestão é que converse com sua mãe novamente, com calma, e peça que ela te leve para conversar com um(a) psicólogo(a) ou psiquiatra de confiança. Mostrar essa sua mensagem pode ajudar ela a entender a seriedade do que você está sentindo.
Você merece ser ouvida e cuidada. Fico na torcida para que encontre esse espaço de acolhimento que está buscando. E lembre-se: pedir ajuda é um sinal de força, não de fraqueza.
-
Por favor, existe algum risco ao uso associado de sertralina 50 mg com L-Triptofano 860 mg? Obrigada
Por favor, existe algum risco ao uso associado de sertralina 50 mg com L-Triptofano 860 mg? Obrigada!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigado pela sua pergunta — é muito importante ter esse cuidado ao associar suplementos com medicações.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), e o L-triptofano é um aminoácido precursor da serotonina, frequentemente usado como suplemento para melhorar humor, sono e ansiedade.
Embora ambos atuem, de forma diferente, no sistema serotoninérgico, existe um risco potencial — ainda que raro — chamado de síndrome serotoninérgica. Essa condição ocorre quando há excesso de serotonina no cérebro, podendo causar sintomas como agitação, sudorese, tremores, confusão mental, náuseas e, em casos graves, alterações de pressão e temperatura corporal.
Na prática clínica, a maioria das pessoas que usa L-triptofano em doses moderadas junto com sertralina não apresenta problemas, mas o risco, mesmo pequeno, existe e deve ser considerado — principalmente em doses elevadas de triptofano ou em associações com outros medicamentos que também aumentam a serotonina.
Por isso, a recomendação mais segura é:
Não usar essa combinação sem supervisão médica, mesmo que o L-triptofano seja um suplemento vendido sem receita.
Caso já esteja usando os dois, fique atenta a qualquer sintoma incomum e procure orientação médica.
Cuidar da saúde com responsabilidade é sempre o melhor caminho.
-
O efeito colateral de boca seca, no uso do anti depressivo cloridrato de imipramina, passa depois de
O efeito colateral de boca seca, no uso do anti depressivo cloridrato de imipramina, passa depois de quanto tempo de uso do medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A boca seca é um efeito colateral comum da imipramina, por causa da sua ação anticolinérgica. Em muitos casos, esse sintoma tende a diminuir após algumas semanas, à medida que o organismo se adapta ao medicamento — geralmente entre 2 a 4 semanas. No entanto, em algumas pessoas, pode persistir por mais tempo. Se estiver te incomodando muito, é importante conversar com o profissional que te acompanha para avaliar formas de aliviar o sintoma ou ajustar a medicação, se necessário.
-
Hola, costumo tomar alprazolam de 2mg, tomo ele quando tenho uma crise. Costumo comer muito chocolat
Hola, costumo tomar alprazolam de 2mg, tomo ele quando tenho uma crise. Costumo comer muito chocolate (em específico os que contém licor) nesses momentos, em específico os que contém licor. Tem algum efeito que deva me atentar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É importante ter atenção, sim. O alprazolam é um ansiolítico da classe dos benzodiazepínicos, e seu uso associado ao álcool — mesmo em pequenas quantidades como as presentes em chocolates com licor — pode potencializar efeitos como sonolência, sedação excessiva e diminuição dos reflexos. Embora a quantidade de álcool nesses alimentos geralmente seja baixa, em situações de maior sensibilidade ou uso frequente, pode haver um risco aumentado. Recomendo cautela e, se possível, evitar esse tipo de chocolate nos momentos em que precisar do medicamento. Se isso estiver acontecendo com frequência, vale conversar com o profissional que te acompanha para pensar em estratégias de manejo da ansiedade que não dependam apenas da medicação.
-
Minha filha só toma o olanzapina no Danone mais acho que tá cortando o efeito oq posso fazer?
Minha filha só toma o olanzapina no Danone mais acho que tá cortando o efeito oq posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo sua preocupação, e é ótimo que esteja atenta à forma como sua filha está tomando a olanzapina. Misturar o comprimido com Danone, em geral, não reduz a eficácia, desde que toda a dose seja ingerida logo após o preparo. No entanto, é importante saber que a olanzapina é sensível à luz, ao ar e à umidade. Se o comprimido for cortado, a parte não utilizada deve ser bem armazenada em papel alumínio, pois isso ajuda a preservar sua estabilidade e efeito.
Além disso, é bom lembrar que outros fatores também podem interferir na eficácia do medicamento, como mudanças na marca da medicação (genéricos de fabricantes diferentes), diferenças na absorção, ou mesmo alterações no padrão de uso.
Sempre que notar alguma mudança na resposta ao tratamento, vale conversar com o médico para reavaliar a forma de administração, possíveis interações e a necessidade de ajuste. Você está certa em se atentar a esses detalhes — eles fazem diferença no sucesso do tratamento.
-
Comecei o tratamento com Sertralina há 3 semanas e de lá para cá tenho tido muitos efeitos colaterai
Comecei o tratamento com Sertralina há 3 semanas e de lá para cá tenho tido muitos efeitos colaterais. Muita dor de cabeça (inclusive enxaqueca com aura), dor no peito e fisgada no ombro e por fim também tive um episódio de hipertensão depois do aumento da dose, após 15 dias. Pressão em 140x100 e o meu normal é 110x070. Neste dia tive muita dor na nuca e não consegui dormir. Estou com medo. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo a sua preocupação, e é muito válido estar atento aos sinais do seu corpo no início do tratamento. Nas primeiras semanas com a sertralina, é comum o surgimento de alguns efeitos colaterais, como dor de cabeça, alterações no sono, desconforto gastrointestinal e aumento da ansiedade. No entanto, sintomas como dor no peito, aumento expressivo da pressão arterial, enxaqueca com aura e dor intensa na nuca merecem atenção especial. Embora possam ser transitórios em alguns casos, é importante relatar tudo isso ao profissional que te acompanha, pois pode ser necessário ajustar a dose, o ritmo de aumento ou até trocar a medicação. Você não está sozinho: esse tipo de adaptação pode ser delicado, mas com o acompanhamento certo, é possível encontrar o melhor caminho para o seu bem-estar.
-
Quanto tempo depois de tomar a última cápsula sibultramina posso começar o tratamento com uso da ser
Quanto tempo depois de tomar a última cápsula sibultramina posso começar o tratamento com uso da sertralina ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sibutramina demora alguns dias para sair completamente do organismo. Como a sertralina age no cérebro de forma parecida, tomar as duas muito próximas pode aumentar o risco de efeitos colaterais, como nervosismo, tremores e aumento da pressão.
Por segurança, é recomendado esperar pelo menos 3 a 5 dias depois da última cápsula de sibutramina antes de começar a sertralina. Se a dose da sibutramina foi alta ou se houver alguma preocupação específica, pode ser melhor aguardar uma semana.
O mais importante é ter essa mudança acompanhada pelo médico para garantir que a transição seja feita da forma mais segura possível.
-
Gostaria de saber quais são as comorbidades das pessoas com autismo?
Gostaria de saber quais são as comorbidades das pessoas com autismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Sua pergunta é muito importante — entender as comorbidades associadas ao autismo ajuda muito a oferecer um cuidado mais completo e acolhedor.”
O transtorno do espectro autista (TEA) pode vir acompanhado de outras condições clínicas, chamadas de comorbidades, que variam bastante de pessoa para pessoa. As comorbidades mais comuns incluem:
Transtornos psiquiátricos:
TDAH (transtorno de déficit de atenção/hiperatividade) — muito frequente, especialmente em crianças e adolescentes.
Ansiedade (fobias sociais, transtorno de ansiedade generalizada, ansiedade por separação).
Depressão, principalmente em adolescentes e adultos com bom nível de autopercepção.
Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) — com rigidez, rituais ou pensamentos intrusivos.
Transtornos do sono, como insônia ou sono fragmentado.
Condições neurológicas:
Epilepsia — ocorre em até 20% dos casos, especialmente nos níveis mais graves.
Transtorno do desenvolvimento da coordenação motora (dispraxia).
Tiques ou transtornos do movimento.
Alterações sensoriais:
– Hipersensibilidade (ou insensibilidade) a sons, luzes, texturas, temperaturas ou cheiros.
Condições médicas associadas:
Distúrbios gastrointestinais (dor abdominal, constipação, refluxo).
Alergias alimentares ou sensibilidades alimentares.
Distúrbios metabólicos ou imunológicos, em alguns subgrupos.
Nem toda pessoa com TEA vai apresentar comorbidades, mas quando presentes, podem impactar muito na qualidade de vida e no comportamento, sendo essenciais de identificar e tratar.
Você está certo em buscar essa informação — o cuidado com o autismo é muito mais eficaz quando é individualizado e atento ao conjunto das necessidades da pessoa.
Autor
Perguntas frequentes
-
comecei a sentir algumas fisgadas na cicatriz do implanon. Ele está intacto. Faz 10 meses que tenho
Fisgadas ou sensibilidade na região da cicatriz do Implanon podem ocorrer…