Perguntas do paciente (39)

  • Tomo mirtazapina quetiapina clonazepan não sinto fome nem sede refluxo pressão alta 19x11 isso é nor

    Tomo mirtazapina quetiapina clonazepan não sinto fome nem sede refluxo pressão alta 19x11 isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Não, isso que você está sentindo não é normal e merece atenção imediata.

    Vamos por partes: você está usando mirtazapina, quetiapina e clonazepam — todos medicamentos que atuam no sistema nervoso central e que podem, sim, interferir no apetite, sono, pressão e funcionamento geral do corpo. A mirtazapina, por exemplo, costuma aumentar o apetite em muitas pessoas, mas em outras pode não ter esse efeito ou até provocar o oposto, dependendo da dosagem e da resposta individual. A quetiapina pode causar sonolência, queda de pressão, mas em alguns casos também contribuir para retenção de líquidos ou aumento de peso. Já o clonazepam, por ser um benzodiazepínico, pode reduzir a percepção de fome e sede e dar um efeito de embotamento emocional ou físico.

    Agora, o ponto mais grave aqui é a pressão arterial que você mencionou: 19x11 é um valor significativamente elevado e perigoso. Isso pode levar a complicações sérias como AVC, infarto ou lesões nos rins se não for tratado com urgência. O refluxo que você sente pode estar associado ao estresse, à alimentação, mas também pode piorar com certos medicamentos — inclusive a mirtazapina e a quetiapina em algumas pessoas.

    E a ausência de fome e sede, junto com esse conjunto de sintomas, pode estar mostrando que algo no seu corpo está em desequilíbrio — seja pela medicação, por um quadro de saúde física ainda não diagnosticado, ou por uma descompensação emocional que está afetando o funcionamento geral do seu organismo.

    Minha orientação: você precisa procurar atendimento médico o quanto antes, idealmente hoje mesmo. Se essa pressão estiver realmente constante nesses níveis, você deve ser avaliada em pronto atendimento para controle imediato da hipertensão. E depois, com calma, revisar os seus medicamentos com seu psiquiatra, ajustar doses e investigar causas orgânicas associadas a esses sintomas.


  • Existe algum risco em utilizar citalopram e dramin?

    Existe algum risco em utilizar citalopram e dramin?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Ótimo você trazer essa dúvida. É muito importante sempre verificar interações antes de associar medicamentos.
    Sobre o uso conjunto de citalopram e Dramin (dimenidrinato): em geral, não é uma combinação proibida, mas exige cautela, principalmente se o uso do Dramin for frequente ou em doses mais altas.

    O motivo é que ambos os medicamentos podem prolongar o intervalo QT no eletrocardiograma (ECG), isso significa que eles podem, em casos raros, afetar o ritmo cardíaco. Esse risco é maior em pessoas com problemas cardíacos prévios, em quem já toma outros medicamentos que também prolongam o QT, ou em quem tem alterações nos eletrólitos (como potássio ou magnésio baixos).


  • Tomava fenobarbital e estou trocando pelo depakene estou tomando 2 de manhã e 2 a noite e 1 fenobarb

    Tomava fenobarbital e estou trocando pelo depakene estou tomando 2 de manhã e 2 a noite e 1 fenobarbital ate meu corpo acostumar..tive uma fratura nos musculos perto da coluna..coisa normal..mas a dor voltou 2 semanas depois do nada..pode ser causada pelo depakene por alterar algo nos ossos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Pouco próvavel, mas você está fazendo a transição do fenobarbital para o Depakene, e agora está com essa dor muscular na região da coluna, que havia melhorado, mas voltou repentinamente depois de duas semanas. Você está certo em levantar essa possibilidade, porque tanto o fenobarbital quanto o ácido valproico podem, sim, ter efeitos sobre ossos e músculos, especialmente quando usados por períodos prolongados.

    O Depakene, que é o ácido valproico, pode afetar o metabolismo do cálcio e da vitamina D, o que a longo prazo pode levar a uma redução da densidade óssea,ou seja, os ossos podem ficar um pouco mais frágeis. Além disso, em alguns casos, ele pode provocar dores musculares difusas ou sensação de fraqueza, que embora sejam menos comuns, são reconhecidas como possíveis efeitos colaterais.

    No seu caso, como houve uma lesão muscular prévia e agora essa dor voltou, é possível que o corpo ainda esteja sensível na região. A transição entre anticonvulsivantes, por si só, também pode alterar discretamente o tônus muscular ou a forma como o corpo responde a pequenos esforços ou posturas inadequadas principalmente se houve algum impacto na vitamina D ou no equilíbrio postural.

    O que eu te recomendo agora é o seguinte: não há motivo imediato para suspender o Depakene, mas é importante que a gente avalie como está sua saúde óssea e muscular nesse momento. Talvez seja o caso de solicitar alguns exames como vitamina D, cálcio, e uma densitometria óssea, se você já está há bastante tempo usando anticonvulsivantes. Se a dor persistir ou aumentar, uma avaliação com ortopedista ou fisiatra também pode ajudar bastante.


  • Trazadona de 50 mg ajuda nas ereção noturnas e diurnas ?

    Trazadona de 50 mg ajuda nas ereção noturnas e diurnas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Essa é uma pergunta bastante válida, principalmente porque a sexualidade muitas vezes não é discutida abertamente nas consultas, e faz parte essencial da saúde.
    A trazodona 50 mg, que é uma dose considerada baixa, não é um medicamento indicado especificamente para tratar disfunção erétil, mas pode sim ter efeitos positivos indiretos sobre a função erétil, especialmente em alguns contextos.

    Explico: a trazodona é um antidepressivo que, em doses baixas como essa, é frequentemente usada para tratar insônia ou ansiedade leve. Curiosamente, um dos efeitos colaterais conhecidos, principalmente em doses mais altas, é o priapismo, que é uma ereção prolongada e, às vezes, dolorosa. Isso acontece porque a trazodona tem ação sobre receptores alfa-adrenérgicos, que participam do controle da vasodilatação peniana.

    Então, sim, há relatos clínicos de homens que percebem um aumento na frequência ou intensidade das ereções noturnas e matinais com o uso da trazodona, especialmente se a insônia ou o estresse estavam atrapalhando a função sexual antes. Porém, esse efeito não é garantido nem ocorre em todos os casos, e a trazodona não é oficialmente um tratamento para disfunção erétil.


  • Tem problema tomar domperidona fazendo o uso de ritalina?

    Tem problema tomar domperidona fazendo o uso de ritalina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Em geral, não há uma contraindicação direta ou perigosa entre a domperidona e a Ritalina (metilfenidato). Porém, há alguns pontos que a gente precisa considerar com cautela.

    A Ritalina é um estimulante do sistema nervoso central, usada principalmente para TDAH, e pode, em algumas pessoas, causar efeitos como aumento da frequência cardíaca, leve aumento da pressão arterial e, ocasionalmente, palpitações. Já a domperidona é um medicamento utilizado para náuseas, refluxo ou lentidão gástrica, e age bloqueando receptores dopaminérgicos periféricos, sem atravessar a barreira hematoencefálica (ou seja, não tem ação direta no cérebro, diferentemente de medicamentos como a metoclopramida).
    O ponto de atenção é que a domperidona pode prolongar o intervalo QT no eletrocardiograma, um parâmetro que, se alterado, pode aumentar o risco de arritmias cardíacas. A Ritalina, por sua vez, não costuma causar esse efeito, mas como ela estimula o sistema cardiovascular, a associação dos dois medicamentos pode, em pessoas predispostas, somar efeitos sobre o coração.


  • Há um dia voltei a tomar citalopram 20mg, mas parti ao meio para retornar. Estou sentindo muito enjo

    Há um dia voltei a tomar citalopram 20mg, mas parti ao meio para retornar. Estou sentindo muito enjoo, ânsia, sono, vontade de chorar e uma angústia muito grande. Isso vai melhorar com o tempo? Não me senti assim quando usei antes. Estou com vontade de desistir de novo do remédio

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Possivelmente melhorará sim, os principais efeitos colaterais acontecem nos primeiros 10 dias de uso e costumam ser transitórios, além disso os pacientes, em geral, começam a ter melhora dos sintomas depressivos ou ansiosos após 15-20 dias de uso dessa medicação


  • eu sou uma pessoa que quase sempre estou desanimado, triste.... tenho medo excessivo. faço uso de te

    eu sou uma pessoa que quase sempre estou desanimado, triste.... tenho medo excessivo. faço uso de tegretol cr porque sou epiletico... um psiquiatra me receitou afetus cloridrato de sertralina e sinceramente tenho medo de tomar por causa do tegretol cr

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Não há necessidade de ter medo, é uma medicação muito segura e apesar de interagir com o tegretol não é algo relevante.


  • Estou tomando azitromicina, prednisona e loratadina, para curar um principio de pneumonia e virose f

    Estou tomando azitromicina, prednisona e loratadina, para curar um principio de pneumonia e virose forte, porém estes 3 remédios estão me causando confusão mental e esquecimento rápido, o que pode ser??? esses remédios podem despertar doenças neurológicas crônicas de genética???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Entendo a sua preocupação, e é bastante válido você estar atento a esses sintomas.

    Você está utilizando três medicações: azitromicina, prednisona e loratadina. A prednisona, em particular, é um corticoide que pode provocar alterações cognitivas e emocionais, mesmo em curto prazo. É relativamente comum vermos em consultório sintomas como confusão mental, dificuldade de concentração, lapsos de memória e até alterações de humor, e isso pode acontecer mesmo com doses moderadas, dependendo da sensibilidade da pessoa.

    A azitromicina e a loratadina, embora menos frequentemente, também podem contribuir com algum grau de fadiga mental ou sensação de "mente nublada", especialmente quando combinadas com o estresse fisiológico de uma infecção.

    Agora, em relação à sua pergunta sobre doenças neurológicas crônicas: esses medicamentos não causam nem despertam diretamente doenças genéticas neurológicas.


  • Estou tomando ansitec e sertralina, o uso do primosiston pode alterar o resultado dos remédios?

    Estou tomando ansitec e sertralina, o uso do primosiston pode alterar o resultado dos remédios?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Não existe uma interação química perigosa com a sertralina ou com o clonazepam,mas o que realmente importa é: como você está se sentindo? Teve alteração de humor, mais ansiedade, ficou mais irritada, ou sentiu um desânimo diferente do habitual desde que começou o Primosiston?

    Outra coisa: se você já tem histórico de sensibilidade a variações hormonais, por exemplo, se já percebeu piora emocional perto da menstruação, ou já reagiu mal a anticoncepcionais antes vale a pena ter maior cuidado com o uso de hormônios.

    É possível manter tudo como está se os sintomas forem leves e passageiros, mas se você estiver sentindo uma piora emocional nítida, precisa rever junto com o ginecologista se esse é mesmo o melhor esquema pra você


  • O médico receitou quetiapina e donaren retard,qual tomo primeiro e qtas horas de antecedência?

    O médico receitou quetiapina e donaren retard,qual tomo primeiro e qtas horas de antecedência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Caso sejam exclusivamente para o sono podem ser utilizados de 60 a 90 minutos antes do horário de dormir. O ideal é perguntar ao médico prescritor.


  • Faço uso do Lamotrigina 25mg (2 comprimidos) de manhã, porém foi me passado o Lexotan 3mg para tomar

    Faço uso do Lamotrigina 25mg (2 comprimidos) de manhã, porém foi me passado o Lexotan 3mg para tomar 1 comprimido a noite antes de deitar. Gostaria de saber se tem algum problema fazer o uso desses dois remédios, mesmo que em horário diferentes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Não há problema, nem interação importante entre eles.


  • Qual e á importância da vitamina B 9 (ácido fólico) nos transtornos depressivos ?

    Qual e á importância da vitamina B 9 (ácido fólico) nos transtornos depressivos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    O ácido fólico é fundamental para a saúde mental porque participa diretamente da produção de neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina — que regulam o humor, a motivação e a estabilidade emocional. Quando ele está em falta, é comum aparecerem sintomas como desânimo, irritabilidade, dificuldade de concentração e até quadros que se parecem com depressão. Em alguns casos, mesmo com antidepressivos, a melhora só acontece depois que se corrige a deficiência de ácido fólico ou se suplementa com sua forma ativa, o L-metilfolato. Além disso, ele ajuda no processo de metilação, que regula funções cerebrais e até a expressão de genes ligados ao humor


  • Qual é a importância da Vitamina B9 ( ácido fólico) para a saúde mental ?

    Qual é a importância da Vitamina B9 ( ácido fólico) para a saúde mental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    O ácido fólico é fundamental para a saúde mental porque participa diretamente da produção de neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina — que regulam o humor, a motivação e a estabilidade emocional. Quando ele está em falta, é comum aparecerem sintomas como desânimo, irritabilidade, dificuldade de concentração e até quadros que se parecem com depressão. Em alguns casos, mesmo com antidepressivos, a melhora só acontece depois que se corrige a deficiência de ácido fólico ou se suplementa com sua forma ativa, o L-metilfolato. Além disso, ele ajuda no processo de metilação, que regula funções cerebrais e até a expressão de genes ligados ao humor


  • Qual é a Relação entre antidepressivos e deficiência de vitamina B12 ?

    Qual é a Relação entre antidepressivos e deficiência de vitamina B12 ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    A vitamina B12 tem um papel importante na prevenção e também no tratamento da ansiedade e da depressão quando os níveis estão baixos (geralmente com impacto significativo abaixo de 200)

    Ela é essencial para o funcionamento do sistema nervoso, participa da produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina e também protege as células cerebrais. Quando está em deficiência, é comum a pessoa começar a sentir desânimo, angústia, dificuldade de memória, irritabilidade e até sintomas físicos como formigamentos, tontura e fadiga. Em alguns casos, essa deficiência pode provocar ou intensificar quadros de depressão e ansiedade, mesmo em pessoas que nunca tiveram histórico anterior.


  • É verdade que a Vitamina B 12 previne a ansiedade e a depressão ?

    É verdade que a Vitamina B 12 previne a ansiedade e a depressão ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    A vitamina B12 tem um papel importante na prevenção e também no tratamento da ansiedade e da depressão quando os níveis estão baixos (geralmente com impacto significativo abaixo de 200)

    Ela é essencial para o funcionamento do sistema nervoso, participa da produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina e também protege as células cerebrais. Quando está em deficiência, é comum a pessoa começar a sentir desânimo, angústia, dificuldade de memória, irritabilidade e até sintomas físicos como formigamentos, tontura e fadiga. Em alguns casos, essa deficiência pode provocar ou intensificar quadros de depressão e ansiedade, mesmo em pessoas que nunca tiveram histórico anterior.


  • Quem toma risperidona 2mg e clonazepam 1mg pode tomar flancox 600mg ?

    Quem toma risperidona 2mg e clonazepam 1mg pode tomar flancox 600mg ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Sim, não tem interação importante.


  • Quais as formas de identificar se a ansiedade está relacionada à falta de vitaminas ?

    Quais as formas de identificar se a ansiedade está relacionada à falta de vitaminas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Dosagem através de exames laboratoriais: as principais vitaminas com relação direta são folato (B9) e vitamina B12, geralmente elas causam outros sintomas e não apenas ansiedade, como: fadiga, piora de raciocínio, piora de memória, formigamentos em membros. Há evidência cientifica robusta quando os níveis dessas vitaminas estão baixos (folato < 3,4 e b12 < 200), não existe boa evidência para o uso de suplementação dessas vitaminas em níveis normais, não caia em golpes de soroterapia, soro da ansiedade etc.


  • Quais vitaminas ajudam na saúde mental? .

    Quais vitaminas ajudam na saúde mental? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Vitaminas ajudam na ''saúde mental'' quando estão em níveis realmente baixos, dentre as vitaminas as que tem um nível robusto de evidência são b12 e b9 (foltato), dosagens de folato abaixo de 3,4 e b12 abaixo de 200 podem causar sintomas que mimetizam quadros psiquiátricos ou pioram quadros pré existentes como transtorno depressivo maior e transtornos ansiosos. Não há evidência científica robusta para uso profilático de vitaminas, soroterapia, soro da ansiedade, não acredite em técnicas milagrosas para não ser enganado.


  • O que a falta de vitamina D causa no cérebro? .

    O que a falta de vitamina D causa no cérebro? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Com base em evidência nível 1A — que corresponde a revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, ou seja, o mais alto grau de confiabilidade em medicina baseada em evidências — a deficiência de vitamina D tem, sim, uma associação significativa com sintomas de depressão, mas a relação com ansiedade e outras funções cognitivas ainda está sendo investigada com mais cautela.

    Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2018 no British Journal of Psychiatry (Vellekkatt & Menon) concluiu que a suplementação de vitamina D mostrou-se eficaz na redução de sintomas depressivos, especialmente em pessoas com deficiência prévia — esse estudo se apoia em nível de evidência 1A. Outro exemplo é a revisão publicada no Journal of Affective Disorders (2019), que também reforça que há melhora significativa dos sintomas depressivos com a correção da hipovitaminose D.

    Por outro lado, quando falamos de ansiedade, os resultados ainda são mistos. Alguns estudos mostram tendência à melhora, mas não há evidência 1A consistente ainda para afirmar que a vitamina D trata ou previne transtornos ansiosos de forma direta.

    Quanto às funções cognitivas e neurodegeneração (como Alzheimer), as evidências são mais observacionais até o momento — sugerem associação, mas ainda não atingem o nível de evidência 1A em termos de causalidade e eficácia de suplementação.

    Resumindo com base no que temos de mais robusto até agora:
    Há evidência 1A de que a deficiência de vitamina D contribui para sintomas depressivos e que a suplementação pode ajudar a tratá-los, especialmente quando os níveis estão baixos. Para ansiedade e declínio cognitivo, a relação ainda não é conclusiva no mais alto nível de evidência, embora existam fortes indícios observacionais.


  • Qual o benefício da vitamina D para o cérebro? .

    Qual o benefício da vitamina D para o cérebro? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Fogo

    Com base em evidência nível 1A — que corresponde a revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, ou seja, o mais alto grau de confiabilidade em medicina baseada em evidências — a deficiência de vitamina D tem, sim, uma associação significativa com sintomas de depressão, mas a relação com ansiedade e outras funções cognitivas ainda está sendo investigada com mais cautela.

    Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2018 no British Journal of Psychiatry (Vellekkatt & Menon) concluiu que a suplementação de vitamina D mostrou-se eficaz na redução de sintomas depressivos, especialmente em pessoas com deficiência prévia — esse estudo se apoia em nível de evidência 1A. Outro exemplo é a revisão publicada no Journal of Affective Disorders (2019), que também reforça que há melhora significativa dos sintomas depressivos com a correção da hipovitaminose D.

    Por outro lado, quando falamos de ansiedade, os resultados ainda são mistos. Alguns estudos mostram tendência à melhora, mas não há evidência 1A consistente ainda para afirmar que a vitamina D trata ou previne transtornos ansiosos de forma direta.

    Quanto às funções cognitivas e neurodegeneração (como Alzheimer), as evidências são mais observacionais até o momento — sugerem associação, mas ainda não atingem o nível de evidência 1A em termos de causalidade e eficácia de suplementação.

    Resumindo com base no que temos de mais robusto até agora:
    Há evidência 1A de que a deficiência de vitamina D contribui para sintomas depressivos e que a suplementação pode ajudar a tratá-los, especialmente quando os níveis estão baixos. Para ansiedade e declínio cognitivo, a relação ainda não é conclusiva no mais alto nível de evidência, embora existam fortes indícios observacionais.


Perguntas frequentes

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