Perguntas do paciente (3193)

  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O fato de a intensidade e a “animação” do início terem diminuído não significa, por si só, que o amor acabou. Relações mais longas podem passar de uma paixão mais intensa para um vínculo menos eufórico e mais baseado em carinho, intimidade e companheirismo. Pelo que você relata, ainda existem afeto, conforto e vontade de permanecer na relação, mas também muita ansiedade em tentar descobrir exatamente o que sente. Talvez seja mais útil, por enquanto, observar como você se sente ao lado dele e o que deseja construir nessa relação, sem se cobrar uma certeza imediata. A psicoterapia pode ajudar a separar medo, rotina, ansiedade e afeto, além de compreender se existe algo na relação que precisa ser cuidado.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Você não precisa estar com a vida completamente estável para se relacionar, nem existe uma idade em que já deveria ter todas essas respostas. O cuidado é não colocar em outra pessoa a responsabilidade de finalmente torná-lo feliz, pois isso pode gerar pressa e fazer você aceitar relações que não combinam com o que deseja. Continue construindo sua vida enquanto conhece pessoas, observando reciprocidade, profundidade e segurança emocional. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender melhor essa angústia, o medo de ficar sozinho e o tipo de vínculo que busca.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sentir medo, estranhamento, dúvidas ou não perceber uma conexão imediata com o bebê não significa, por si só, rejeição. A gravidez pode despertar sentimentos ambivalentes, inclusive quando foi desejada. É importante observar se esse desconforto é persistente, provoca sofrimento intenso, culpa, desesperança ou dificulta seus cuidados cotidianos. Converse com seu obstetra e procure acompanhamento psicológico para compreender esses sentimentos sem julgamentos. Caso surjam pensamentos de machucar você mesma ou o bebê, procure atendimento de urgência.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A depressão não está necessariamente esperando para voltar, mas quem já passou por um episódio pode ficar mais vulnerável em períodos de estresse, perdas ou mudanças importantes. Isso não significa que toda situação difícil causará uma recaída. Reconhecer os primeiros sinais, manter o acompanhamento, cuidar do sono, preservar vínculos e ter um plano para momentos de crise ajuda a reduzir esse risco.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Você parece ter vivido duas dores: o sofrimento no trabalho e a falta de acolhimento de alguém de quem esperava proteção. Depois de uma experiência prolongada assim, é compreensível ficar desconfiado, mas concluir que a maioria das pessoas é falsa pode ser uma forma de proteção criada pela ferida, e não um retrato seguro de todas as relações. Talvez sua mãe nunca ofereça a validação de que você precisa; nesse caso, será importante estabelecer limites e buscar apoio em pessoas confiáveis e na psicoterapia, elaborando o que aconteceu sem depender do reconhecimento dela para acreditar na própria experiência.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sim, podem ajudar. No entanto, “vício” talvez não seja a melhor conclusão sem uma avaliação: esse comportamento também pode estar ligado à fuga de tarefas desconfortáveis, perfeccionismo, ansiedade, impulsividade ou dificuldades de atenção. A TCC pode ajudar a identificar esse ciclo, trabalhar pensamentos rígidos e criar limites práticos para estudo e trabalho. Como já existe prejuízo profissional, uma avaliação psicológica também pode investigar condições como TDAH, ansiedade ou sintomas obsessivos, sem presumir um diagnóstico.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A repetição pode ajudar a diminuir o fluxo de pensamentos e trazer sensação de calma, mas não há garantia de que sempre transforme “ondas rápidas em lentas”, pois isso varia entre pessoas e práticas. Pode ser feita em voz baixa ou mentalmente; o mais importante é que seja confortável e acompanhada de uma respiração tranquila, sem necessidade de permanecer dezenas de minutos. Comece por poucos minutos e observe como se sente. Se a repetição causar ansiedade, sensação de obrigação ou dificuldade para parar, é melhor interromper e conversar com um profissional.


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O melhor caminho é procurar um psicólogo com experiência em comportamento sexual compulsivo, sexualidade ou uso problemático de pornografia. A avaliação deve compreender os gatilhos, a perda de controle, os prejuízos no trabalho e no relacionamento, além de possíveis quadros de ansiedade, depressão ou estresse ligados à mudança familiar. O tratamento costuma envolver psicoterapia, identificação dos padrões, limites no uso de telas, estratégias para lidar com impulsos e prevenção de recaídas; a terapia de casal pode ser útil quando ambos desejarem. Um psiquiatra pode complementar o cuidado quando houver sofrimento intenso ou outras condições associadas. A CID-11 diferencia esse quadro de uma libido elevada ou de culpa moral isolada.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC, mas não é possível concluir apenas pelo relato. A lembrança recorrente, a dúvida sobre ter sido realmente perdoado e a necessidade de confessar novamente ou pedir confirmação podem formar um ciclo: a confirmação alivia por pouco tempo, mas depois a dúvida retorna. Um psicólogo com experiência em TOC pode avaliar o caso; quando esse padrão é obsessivo-compulsivo, a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta costuma trabalhar a tolerância à incerteza e a redução gradual das confissões e confirmações repetidas. É possível elaborar a culpa, assumir a responsabilidade pelo ocorrido e seguir adiante sem permanecer em uma punição interminável.


  • Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t

    Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Não é possível concluir apenas pela frequência, mas assistir no trabalho e ter dificuldade para esperar momentos mais adequados merece atenção. A compulsão envolve perda de controle, tentativas frustradas de diminuir e continuidade apesar dos prejuízos. Converse com ele sobre como isso afeta você e a relação, sem começar por um rótulo. Caso exista dificuldade para controlar o comportamento, uma avaliação profissional pode ajudar. Sua tristeza e sua preocupação são legítimas.


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sim, é possível aprender a reconhecer e expressar melhor os próprios sentimentos. A psicoterapia pode ajudar a nomear emoções e diferenciar amor, paixão, admiração, carência e medo de perder. Um relacionamento saudável pode oferecer apoio para seus objetivos, mas sua força para seguir também precisa ser construída a partir dos seus valores, desejos e escolhas pessoais.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sim, algumas abordagens utilizam cartões de enfrentamento, exercícios, registros e outros materiais para serem usados entre as sessões. Eles podem ajudar a lembrar e praticar o que foi trabalhado, desde que sejam escolhidos de acordo com suas necessidades. Converse com seu terapeuta sobre essa dificuldade durante a semana para construírem juntos recursos que façam sentido para você.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sair de casa não significa abandonar sua mãe. Conversem com sinceridade sobre como ela se sente, sua autonomia e os cuidados de que realmente necessita. Vocês podem combinar ligações, visitas, contatos de emergência e apoio de familiares ou pessoas próximas. Se houver problemas de saúde ou riscos em ela permanecer sozinha, será importante organizar uma rede de cuidados. É possível construir sua vida sem deixar de estar presente na vida dela.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A perda de um animal pode ser vivida como um luto profundo, porque há vínculo, rotina, afeto e presença diária. A culpa também é muito comum no luto, mas ela costuma tentar encontrar uma explicação para uma dor que, na verdade, não tem solução simples. Sua cachorrinha viveu ao seu lado por muitos anos, e a dor que aparece ao ver outros cães pode ser um sinal de saudade, não de que você falhou. Se esse sofrimento estiver muito intenso ou impedindo sua vida de seguir, a psicoterapia pode ajudar a elaborar essa perda com mais acolhimento.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Essa sensação costuma aparecer quando a pessoa assume responsabilidades demais, muitas vezes por medo de decepcionar, perder o controle ou deixar algo ruim acontecer. Para começar a mudar isso, é importante diferenciar o que realmente é sua responsabilidade do que pertence aos outros ou à própria vida. A psicoterapia pode ajudar a construir limites, reduzir culpa excessiva e desenvolver uma forma mais leve de se relacionar com as demandas.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sim, o fim de um relacionamento pode ser vivido como um luto, porque envolve perda de vínculo, rotina, planos e expectativas. Superar não significa esquecer rapidamente, mas permitir que a dor seja sentida e elaborada com o tempo. Ajuda manter apoio de pessoas confiáveis, cuidar da rotina, evitar se cobrar por “ficar bem logo” e buscar psicoterapia se a tristeza estiver muito intensa ou paralisante.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Essa tristeza faz sentido, porque objetos de infância muitas vezes carregam memórias, afeto e partes importantes da nossa história. Perder isso sem autorização pode gerar sensação de invasão, impotência e luto. Pode ajudar falar sobre o que esses objetos representavam, registrar lembranças que ainda existem e, se possível, conversar com quem tomou essa decisão para expressar o impacto que isso teve em você.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Entendo que isso possa trazer culpa e medo de perder o vínculo, mas é importante olhar para a situação com proporção. Pelo que você descreve, essas conversas aconteceram antes do relacionamento atual, então não significam necessariamente traição ou erro moral. Talvez o mais importante agora seja trabalhar essa culpa e esse medo de abandono, para que você consiga conversar com seu namorado com clareza, sem se punir tanto. Como você também menciona autismo e depressão, ter acompanhamento psicológico pode ajudar muito nesse momento.


  • TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O TEPT-C pode melhorar muito com tratamento adequado, e muitas pessoas conseguem ter uma vida mais estável, com menos sintomas e mais segurança emocional. Em alguns casos, os sintomas podem voltar em fases de estresse, gatilhos ou situações que lembrem o trauma, mas isso não significa que o tratamento falhou. A ideia não é apenas “apagar” sintomas, e sim desenvolver recursos para que eles percam força e não dominem mais a vida da pessoa.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Pelo que você descreve, parece haver um sofrimento social muito intenso, com ansiedade, medo de julgamento, sintomas físicos e impacto importante na sua vida profissional e pessoal. Isso merece cuidado especializado, e o ideal é procurar uma psicóloga ou psicólogo, especialmente com experiência em ansiedade social, fobia social ou terapia cognitivo-comportamental. Em alguns casos, avaliação psiquiátrica também pode ajudar. Você não precisa se forçar a “virar outra pessoa” de uma vez; o tratamento pode ajudar a construir segurança aos poucos, com passos possíveis e respeitando seu ritmo.


Perguntas frequentes

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