Perguntas do paciente (3193)

  • Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a

    Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    No Brasil, a hormonioterapia para pessoas trans deve ser conduzida por equipe médica habilitada, com avaliação cuidadosa e acompanhamento adequado. A norma médica mais recente do CFM fala em avaliação médica com acompanhamento psiquiátrico e endocrinológico por pelo menos 1 ano antes do início da terapia hormonal, mas o acompanhamento psicológico não deve ser usado como barreira ou “autorização” da identidade da pessoa. A Psicologia pode ajudar no acolhimento, elaboração de dúvidas e suporte emocional, respeitando a autonomia da pessoa trans.


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Essa dificuldade pode estar ligada a uma postura defensiva, medo de estar errado, insegurança ou necessidade de proteger sua autoestima. Quando isso começa a prejudicar relações, trabalho ou decisões, vale observar o padrão com mais cuidado. A psicoterapia pode ajudar a desenvolver mais flexibilidade, escuta e capacidade de questionar os próprios pensamentos sem sentir que isso ameaça quem você é.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Essa sensação é mais comum do que parece, especialmente quando a pessoa se compara muito com o ritmo dos outros. Mas a vida não acontece no mesmo tempo para todo mundo, e conquistar algo mais tarde não torna a conquista menor. Pode ajudar trocar a pergunta “por que eu estou atrasado?” por “o que ainda é possível construir a partir daqui?”. Se essa frustração estiver virando desânimo constante, a psicoterapia pode ajudar a reorganizar metas e autoestima.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    É possível, mas não é simples nem automático. O respeito pode ser reconstruído quando existe arrependimento real, disposição dos dois para mudar padrões, comunicação mais responsável e interrupção das ofensas. Quando só uma pessoa quer melhorar ou quando há violência, humilhação constante ou medo, o foco precisa ser proteção emocional. A terapia de casal pode ajudar, mas às vezes a terapia individual é necessária antes.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O que você descreve parece um sofrimento emocional importante, principalmente por envolver tristeza intensa, isolamento, choro e sensação de não ser compreendida no relacionamento. Isso não significa que há algo “errado” com você, mas indica que suas emoções precisam ser escutadas com cuidado. A psicoterapia pode ajudar a entender se essa tristeza vem da relação, de experiências anteriores ou de uma dificuldade maior de validação emocional.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Quando há ofensas frequentes, desgaste emocional, impacto nos filhos e sensação de exaustão, é importante olhar para a relação com seriedade. Um relacionamento pode ser reconstruído se houver responsabilidade dos dois, mudança concreta de comportamento e disposição para buscar ajuda. Mas, quando o ambiente está adoecendo todos, um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para reduzir danos, pensar com mais clareza e proteger os filhos. A terapia individual e/ou de casal pode ajudar a avaliar o caminho mais seguro.


  • Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas

    Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.

    Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.

    Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O que você descreve parece uma fixação emocional intensa, possivelmente alimentada por idealização, solidão e necessidade de conexão. Relações parassociais podem ser acolhedoras em alguns momentos, mas quando começam a gerar sofrimento, choro frequente, sensação de perda de realidade ou prejuízo na vida social, vale procurar ajuda psicológica. Isso pode melhorar, sim, especialmente quando você entende o que essa conexão representa emocionalmente e começa a construir vínculos e interesses mais presentes na sua vida real.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A ansiedade costuma criar uma sensação de ameaça iminente mesmo quando não há um perigo concreto acontecendo. O corpo entra em alerta, a mente tenta prever tudo e qualquer sensação física pode parecer sinal de algo grave. Já uma situação real de perigo costuma ter sinais objetivos e verificáveis. Quando essa dúvida aparece com frequência, o ideal é buscar avaliação psicológica e, se houver sintomas físicos intensos, também médica, para diferenciar ansiedade de outras condições e aprender formas de se regular.


  • Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?

    Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O controle parental digital pode ser bom quando usado como cuidado, orientação e proteção, especialmente com crianças e adolescentes. Mas pode se tornar ruim quando vira vigilância excessiva, punição ou invasão de privacidade sem diálogo. O mais saudável é combinar limites claros, conversa sobre riscos, confiança gradual e supervisão adequada à idade. A ideia não deve ser apenas controlar, mas ensinar responsabilidade no uso da tecnologia.


  • Qual é a importância da integração entre avaliação cognitiva e emocional no Transtorno Obsessivo-Com

    Qual é a importância da integração entre avaliação cognitiva e emocional no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    No TOC, pensamentos, emoções e comportamentos estão muito ligados. A avaliação cognitiva ajuda a entender atenção, flexibilidade mental, tomada de decisão e padrões de pensamento repetitivo. Já a avaliação emocional mostra ansiedade, culpa, medo e necessidade de controle. Integrar essas duas dimensões permite compreender melhor como o TOC funciona em cada pessoa e planejar um tratamento mais adequado.


  • Como a avaliação neuropsicológica pode identificar déficits cognitivos no Transtorno Obsessivo-Compu

    Como a avaliação neuropsicológica pode identificar déficits cognitivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A avaliação neuropsicológica pode investigar funções como atenção, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva, planejamento, controle inibitório e velocidade de processamento. Em algumas pessoas com TOC, pode haver dificuldade para mudar de estratégia, tomar decisões ou interromper padrões repetitivos. Esses resultados ajudam a entender se há prejuízos cognitivos associados e como eles interferem na rotina e no tratamento.


  • Por que a flexibilidade cognitiva é importante na avaliação neuropsicológica do Transtorno Obsessivo

    Por que a flexibilidade cognitiva é importante na avaliação neuropsicológica do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A flexibilidade cognitiva é importante porque envolve a capacidade de mudar de pensamento, estratégia ou comportamento quando necessário. No TOC, a pessoa pode ficar presa a dúvidas, rituais, checagens ou regras rígidas, mesmo quando percebe que aquilo está causando sofrimento. Avaliar essa função ajuda a entender o grau de rigidez cognitiva e a planejar intervenções mais eficazes.


  • Como a lentidão cognitiva pode se manifestar em indivíduos com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

    Como a lentidão cognitiva pode se manifestar em indivíduos com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A lentidão cognitiva pode aparecer como demora para tomar decisões, dificuldade para concluir tarefas, excesso de checagens, necessidade de revisar mentalmente informações e sensação de travamento diante de escolhas simples. Muitas vezes, essa lentidão não é falta de capacidade, mas resultado da dúvida obsessiva, do medo de errar e da tentativa de ter certeza absoluta antes de agir.


  • . Quais aspectos comportamentais devem ser observados durante a avaliação neuropsicológica do Transt

    . Quais aspectos comportamentais devem ser observados durante a avaliação neuropsicológica do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Durante a avaliação, é importante observar comportamentos como necessidade de checagem, repetição, lentidão para responder, busca excessiva por certeza, rigidez, ansiedade diante de erros e dificuldade para finalizar tarefas. Também pode ser relevante perceber se a pessoa evita determinadas situações ou se precisa seguir uma ordem muito específica para se sentir segura. Esses comportamentos ajudam a compreender como o TOC interfere no funcionamento diário.


  • Como a avaliação neuropsicológica pode auxiliar na identificação das repercussões funcionais do Tran

    Como a avaliação neuropsicológica pode auxiliar na identificação das repercussões funcionais do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A avaliação neuropsicológica ajuda a entender como o TOC afeta a vida prática da pessoa, como estudos, trabalho, rotina, relações e tomada de decisões. Ela pode mostrar se há prejuízos em atenção, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva, planejamento ou controle inibitório. Com isso, fica mais claro quais dificuldades estão ligadas aos sintomas obsessivo-compulsivos e quais estratégias podem ajudar no tratamento.


  • Por que é importante investigar a história clínica na avaliação neuropsicológica do Transtorno Obses

    Por que é importante investigar a história clínica na avaliação neuropsicológica do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A história clínica é essencial porque ajuda a entender quando os sintomas começaram, como evoluíram, quais situações pioram ou aliviam o quadro e quais prejuízos aparecem na rotina. Também permite identificar comorbidades, histórico familiar, uso de medicações e tratamentos anteriores. Sem esse contexto, os resultados dos testes podem ser interpretados de forma incompleta.


  • Como a ansiedade interfere na atenção de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    Como a ansiedade interfere na atenção de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A ansiedade pode ocupar grande parte dos recursos mentais da pessoa, fazendo com que ela fique presa a dúvidas, medos ou pensamentos intrusivos. Isso pode dificultar a concentração, aumentar erros, atrasar respostas e gerar necessidade de revisar várias vezes a mesma informação. Muitas vezes, a dificuldade de atenção não vem de falta de capacidade, mas do excesso de preocupação e alerta interno.


  • . Qual é a relação entre controle inibitório e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    . Qual é a relação entre controle inibitório e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O controle inibitório é a capacidade de frear impulsos, pensamentos ou comportamentos automáticos. No TOC, essa função pode estar envolvida na dificuldade de interromper compulsões, checagens, rituais ou ruminações, mesmo quando a pessoa percebe que aquilo está causando sofrimento. Avaliar o controle inibitório ajuda a entender como a pessoa lida com a urgência de repetir ou neutralizar pensamentos.


  • Qual é a importância da avaliação das atividades de vida diária no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (

    Qual é a importância da avaliação das atividades de vida diária no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Avaliar as atividades de vida diária é importante porque mostra o impacto real do TOC na rotina da pessoa. Sintomas como checagens, lavagens, organização excessiva ou dúvidas constantes podem atrasar tarefas simples, prejudicar trabalho, estudos, autocuidado e relações. Essa avaliação ajuda a medir o grau de prejuízo funcional e a planejar intervenções mais adequadas.


  • Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar a resolução de problemas?

    Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar a resolução de problemas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O TOC pode afetar a resolução de problemas quando a pessoa fica presa à dúvida, ao medo de errar ou à necessidade de certeza absoluta. Isso pode dificultar decisões, atrasar ações e tornar problemas simples mais desgastantes. A rigidez cognitiva também pode limitar a capacidade de buscar alternativas, fazendo com que a pessoa repita estratégias mesmo quando elas não estão ajudando.


Perguntas frequentes

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