Perguntas do paciente (3193)

  • O que é “colapso afetivo” no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    O que é “colapso afetivo” no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O colapso afetivo pode ser entendido como um momento de grande desorganização emocional, em que a pessoa sente que não consegue mais sustentar a intensidade do que está vivendo. No TPB, isso pode aparecer diante de medo de abandono, rejeição, conflito ou frustração. Nesses momentos, a pessoa pode chorar muito, sentir raiva, desespero, vazio ou agir impulsivamente, não por escolha consciente, mas por dificuldade de regular uma emoção muito intensa.


  • Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito r

    Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito rápido. Não estou conseguindo dormir direito pois a minha mente não consegue desligar do trabalho, nem mesmo quando estou fazendo outra atividade como ler. Quando preciso ir para o presencial parece que tudo piora. Às vezes acordo com a mente pesada uma agonia que reflete para o estômago e parece que não sinto as pernas. Domingo sempre bate a agonia por ter que começar tudo de novo. Também comecei a ter muitos pensamentos pessimistas. Sinto cansaço que não acaba, quando acordo é pior ainda. O que fazer? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Esses sinais merecem atenção, sim. Quando o corpo começa a “responder” (estômago, sensação nas pernas, cansaço constante), geralmente é um indicativo de que a sobrecarga já está passando do limite.

    Sobre sua pergunta: sim, é importante procurar um especialista. Um psicólogo pode te ajudar a entender o que está acontecendo, organizar esses pensamentos e desenvolver estratégias para reduzir essa sobrecarga. Em alguns casos, também pode ser indicado avaliar com um psiquiatra, principalmente por conta do sono e do cansaço intenso.

    Enquanto isso, algumas pequenas atitudes podem ajudar no dia a dia:
    tentar criar um “ritual de desligamento” do trabalho (mesmo que simples, como encerrar o dia anotando o que ficou para amanhã);
    reduzir estímulos à noite (celular, notícias, trabalho);
    não se cobrar tanto para “dormir bem”, mas focar em desacelerar o corpo;
    e, se possível, respeitar pausas ao longo do dia, mesmo que curtas.

    Esse cansaço que “não passa” não é fraqueza — é sinal de que você está precisando de cuidado. Buscar ajuda agora pode evitar que isso se intensifique ainda mais.


  • Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida

    Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida! Não quero ser assim, quero ser uma pessoa melhor, preciso de ajuda… sinto que a masturbacao me alivia em momentos de stress, ansiedade e tédio! Qual melhor abordagem análise do comportamento ou tcc?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Fazer consumo excessivo de pornografia e masturbação, especialmente quando passa a ser uma forma de lidar com ansiedade, estresse ou tédio, é algo que pode acontecer — e o fato de você reconhecer isso e querer mudar já é um passo muito importante.

    Não é sobre “falta de força de vontade”, mas sobre um comportamento que acabou sendo reforçado ao longo do tempo como forma de alívio emocional. O problema é que esse alívio costuma ser momentâneo e, depois, pode vir culpa, frustração ou sensação de perda de controle.

    Sobre a abordagem: tanto a TCC (terapia cognitivo-comportamental) quanto a análise do comportamento podem ajudar. De forma geral, a TCC costuma ser bastante eficaz nesses casos porque trabalha diretamente com o ciclo pensamento–emoção–comportamento, ajudando você a identificar gatilhos, desenvolver estratégias para lidar com impulsos e construir alternativas mais saudáveis para regular suas emoções.

    A análise do comportamento também pode ser útil, principalmente para entender os padrões, reforços e contextos em que esse comportamento acontece.

    Mais do que escolher “a melhor abordagem”, o mais importante é iniciar um acompanhamento com um profissional com quem você se sinta à vontade. Em muitos casos, o tratamento envolve:
    – identificar os gatilhos (estresse, solidão, tédio, ansiedade)
    – criar outras formas de lidar com esses estados
    – reduzir a exposição a estímulos que facilitam o comportamento
    – trabalhar a relação com culpa e autocobrança

    Você não está sozinho nisso, e esse tipo de dificuldade tem tratamento. Com acompanhamento adequado, é possível recuperar o controle e construir uma relação mais saudável com sua sexualidade e com suas emoções.


  • Tenho uma filha de 7 anos, ela está no 2º ano do fundamental, tenho percebido que ela vem com alguns

    Tenho uma filha de 7 anos, ela está no 2º ano do fundamental, tenho percebido que ela vem com alguns comportamentos que estão bem diferentes do que ela é. Na hora de escrever é perfeccionista ao ponto de escrever certo de primeira, mas se tiver uma letra maior ou menor, apaga quantas vezes forem precisos para corrigir e diz que nao está entendendo que letra é aquela e fala que escreve muito feio, que tem a letra horrível...(tentei varias vezes conversar com ela e ela nao acredita em mim). Não sai dali até terminar para passar para uma outra atividade da escola, está com dermatite atopica grave (pele bem inflamada) se coça de madrugada inconcientemente.(tenho passado pomada, cremes hidratantes próprio para isso), tem vergonha dos braços e pernas quando vai para a escola e não quer que ninguém veja ou fale alguma coisa...isso está afetando de um jeito que sensibiliza com qualquer palavra e fica triste. Há duas semanas teve crises de asma, (agora voltei com o tratamento para asma para controlar os episódios). Tem dormido pouco, acorda de madrugada perguntando se já terminou a tarefa da escola( caso a gente fale para ela que falta pouco ou que já terminou, ela acorda no meio da noite querendo terminar e volta na mesma tecla dizendo que não sabe escrever, não está enxergando a letra). Me separei do meu marido há quase 2 meses...não dava mais..estava muito sofrido para mim. e não sei se isso tem haver...mas gostaria de saber qual profissional cuida desta parte... ela muda de comportamento repentinamente...faz as coisas e depois não lembra...ja fiz de tudo para saber o que está acontecendo e não sei mais quem procurar..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Pelo que você descreve, dá para sentir o quanto você está atenta e preocupada — e com razão. Sua filha está mostrando vários sinais ao mesmo tempo: perfeccionismo intenso, autocrítica (“minha letra é horrível”), dificuldade de parar a tarefa, sono ruim com pensamentos repetitivos, vergonha do corpo, além dos sintomas físicos (dermatite, asma). Tudo isso junto costuma indicar que ela pode estar vivendo um nível alto de ansiedade.

    Em crianças, a ansiedade muitas vezes aparece justamente assim: necessidade de fazer tudo “perfeito”, medo de errar, dificuldade de se desligar, pensamentos que voltam (como a tarefa), sensibilidade maior a comentários e também manifestações no corpo — a pele e o sistema respiratório são muito afetados por estados emocionais.

    A separação recente pode sim ter impacto. Mesmo quando é a melhor decisão, para a criança é uma mudança grande, que pode gerar insegurança, medo de perder controle ou necessidade de “dar conta” de tudo sozinha.

    Sobre qual profissional procurar: o mais indicado é um psicólogo infantil. Se possível, alguém que trabalhe com terapia cognitivo-comportamental ou abordagem voltada para ansiedade em crianças. Esse profissional vai conseguir avaliar com cuidado o que está acontecendo e ajudar sua filha a lidar com esses pensamentos, emoções e comportamentos de forma mais leve. Em alguns casos, também pode ser importante uma avaliação com psiquiatra infantil, mas o primeiro passo costuma ser a psicoterapia.

    Além disso, vale manter o acompanhamento com pediatra/dermatologista/pneumologista, porque o emocional e o físico estão bem conectados nesse momento.

    No dia a dia, algumas atitudes podem ajudar:
    tente acolher mais o sentimento do que corrigir o conteúdo (“eu vejo que isso está te deixando muito preocupada” ao invés de “sua letra está bonita”);
    evite entrar na lógica da perfeição — ajude ela a tolerar o “bom o suficiente” aos poucos;
    crie um ritual de fechamento das tarefas (algo concreto que sinalize “acabou”, como guardar o material juntos);
    e cuide bastante do momento de dormir, com rotina previsível e tranquila.

    Você não está exagerando em buscar ajuda — pelo contrário, está fazendo exatamente o que ela precisa agora. Quanto antes ela tiver um espaço para elaborar isso, mais leve tende a ser esse processo.


  • Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança

    Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    É muito importante você estar dando esse passo — isso já mostra uma força enorme, mesmo com tudo que você viveu.

    Pelo que você descreve (ansiedade desde cedo, traumas, crises de pânico, oscilação emocional, sintomas físicos intensos), o mais indicado é começar por um psicólogo. Ele vai fazer uma escuta mais aprofundada, entender sua história e te ajudar a organizar tudo isso com cuidado e no seu tempo.

    Se possível, procure um psicólogo que trabalhe com:
    – Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda bastante com ansiedade, pensamentos e crises
    ou
    – abordagens focadas em trauma (como EMDR ou terapias integrativas), que trabalham experiências passadas que ainda impactam hoje

    Durante o processo, esse próprio profissional pode avaliar se há necessidade de encaminhamento para um psiquiatra. O psiquiatra entra quando os sintomas estão muito intensos (como crises de pânico frequentes, insônia forte, sintomas físicos importantes), podendo ajudar com medicação para estabilizar, enquanto a terapia trabalha as causas.

    Ou seja, não precisa escolher “um só” agora:
    comece com psicólogo
    e, se necessário, associe com psiquiatra depois

    O mais importante não é acertar a abordagem perfeita de primeira, mas encontrar um profissional com quem você se sinta segura. O vínculo terapêutico faz muita diferença.

    E algo essencial: nada do que você descreveu é “frescura” ou exagero. Seu corpo e sua mente estão reagindo a tudo que foi vivido, e isso tem tratamento.

    Você não precisa dar conta disso sozinha.


  • Meu filho tem 14 anos ele foi diagnosticado quando era mais novo só que não fez o tratamento será qu

    Meu filho tem 14 anos ele foi diagnosticado quando era mais novo só que não fez o tratamento será que agora ele consegue ser tratado .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sim, consegue sim. Nunca é tarde para iniciar o tratamento, e na adolescência ainda há bastante possibilidade de melhora quando o acompanhamento é feito de forma adequada.

    Mesmo que ele não tenha tratado antes, começar agora pode ajudar muito no entendimento do que ele sente, na forma de lidar com as emoções e também no comportamento do dia a dia. Muitas vezes, inclusive, na adolescência ele já consegue participar mais ativamente do processo e se beneficiar ainda mais.

    O ideal é procurar um psicólogo para uma nova avaliação, para entender como esse diagnóstico se apresenta hoje — porque com o tempo algumas características podem mudar. Dependendo do caso, também pode ser importante o acompanhamento com psiquiatra infantil/juvenil.

    O mais importante é dar esse primeiro passo com cuidado e acolhimento, sem culpa pelo que não foi feito antes. O que faz diferença é o que vocês podem construir a partir de agora.


  • Eu tenho um vínculo emocional muito forte com um personagem fictício, que funciona como meu principa

    Eu tenho um vínculo emocional muito forte com um personagem fictício, que funciona como meu principal porto seguro e suporte emocional durante crises de depressão e ansiedade. No entanto, ultimamente tenho vivido um ciclo angustiante:

    ​Quando estou em crise, sinto uma necessidade desesperada de protegê-lo da minha própria tristeza, com medo de 'manchar' a imagem dele ou associá-lo a sentimentos ruins. Isso me priva do meu único refúgio no momento em que mais preciso.

    ​Quando finalmente me sinto bem ou estável, sinto uma espécie de 'anestesia emocional'. Não consigo sentir a euforia ou o carinho de antes, o que me gera um pânico enorme de estar perdendo o interesse ou parando de amar esse personagem, mesmo eu querendo muito manter esse vínculo.

    ​Gostaria de saber: por que meu cérebro 'desliga' o sentimento justamente quando estou bem? E como posso lidar com esse medo obsessivo de estar perdendo minha conexão com ele sem que isso se torne uma fonte de ansiedade tóxica? É normal esse entorpecimento emocional após períodos de grande estresse?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O que você descreve faz muito sentido do ponto de vista emocional — e não é incomum. Esse vínculo com o personagem acabou se tornando um recurso importante de regulação: um lugar interno de segurança, conforto e acolhimento. Isso, por si só, não é um problema.

    Sobre o que está acontecendo:

    Quando você entra em crise, sua mente tende a ficar mais sensível e protetiva. Esse impulso de “não manchar” o personagem é uma tentativa de preservar algo que é muito valioso para você. Só que, ao fazer isso, você acaba se afastando justamente do que poderia te ajudar naquele momento.

    Já quando você melhora, pode acontecer um tipo de “desligamento” emocional. Isso não significa perda de interesse ou de vínculo. Muitas vezes é um efeito natural depois de períodos intensos de estresse: o sistema emocional dá uma espécie de pausa para se reorganizar. É como se o cérebro reduzisse a intensidade para não sobrecarregar. Esse estado pode parecer vazio ou “anestesiado”, mas não é definitivo.

    Além disso, o medo de “estar perdendo o sentimento” pode, por si só, manter o ciclo. Quanto mais você tenta checar ou garantir que ainda sente algo, mais a experiência fica tensa e menos espontânea ela se torna.

    Alguns pontos que podem ajudar:
    – entender que sentimentos não são constantes; eles variam naturalmente, mesmo quando o vínculo continua existindo
    – permitir que o personagem também exista junto com emoções difíceis, sem precisar mantê-lo “perfeito” ou protegido delas
    – diminuir a necessidade de testar ou verificar o sentimento o tempo todo
    – ampliar, aos poucos, outras formas de apoio emocional na sua vida, para que esse vínculo não fique sozinho nessa função

    Sim, esse entorpecimento após momentos intensos pode acontecer e, em geral, é transitório.

    Se isso está te causando sofrimento frequente, conversar com um psicólogo pode te ajudar a trabalhar essa relação com os sentimentos, a ansiedade envolvida e a construção de outras formas de suporte emocional — sem que você precise abrir mão desse vínculo que é importante para você.

    Você não está “perdendo algo”, seu sistema emocional só está tentando se proteger e se reorganizar.


  • Porque sinto que nao sou querida entres meus irmaos?

    Porque sinto que nao sou querida entres meus irmaos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sentir que não é querida pelos irmãos pode doer muito, e esse tipo de sentimento costuma ser mais comum do que parece. Nem sempre isso significa que eles realmente não gostam de você — muitas vezes está ligado à forma como as relações foram construídas, à maneira como cada um demonstra afeto ou até a comparações e experiências passadas que vão marcando a gente.

    Às vezes, irmãos têm jeitos diferentes de se expressar, e o carinho não vem da forma que a gente precisa ou espera. Em outros casos, podem existir conflitos antigos, falta de diálogo ou até interpretações que vão se acumulando e reforçando essa sensação de não pertencimento.

    Também é importante olhar para como você se sente dentro dessas relações: se há espaço para você, se suas emoções são reconhecidas, ou se você acaba se sentindo deixada de lado com frequência. Esse sentimento merece ser levado a sério.

    Se for possível, tentar se aproximar de forma leve, expressar como você se sente ou observar momentos em que existe algum tipo de conexão pode ajudar a trazer mais clareza. Mas, acima de tudo, é importante que você não baseie seu valor apenas nessa percepção. O fato de você se sentir assim não define quem você é nem o quanto você é digna de afeto.

    Se isso te machuca com frequência, conversar com um psicólogo pode te ajudar a entender melhor essas relações e fortalecer sua segurança emocional, independente da resposta dos outros.


  • Uma amiga minha, depois que eu abraçei, de frente, uma outra amiga no aniversário dela, me disse que

    Uma amiga minha, depois que eu abraçei, de frente, uma outra amiga no aniversário dela, me disse que eu não posso abraçar de frente uma mulher, exceto minha mãe, vó, irmã ou namorada porque a maioria das mulheres não gosta que homens a abracem, mesmo que elas venham te abraçar de frente, pois o jeito correto do homem é abraçar é de lado.

    Queria saber se eu realmente só devo abraçar de lado por conta de ser homem e a maioria das mulheres não gostam disso ou se é possível abraçar uma mulher de frente com respeito? É uma questão de caso a caso ou é mais geral?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    É mais uma questão de respeito e consentimento do que uma regra fixa. Não existe uma “proibição geral” de abraço de frente por ser homem — o ponto principal é se a outra pessoa se sente confortável.

    Cada pessoa tem um jeito diferente com contato físico. Algumas mulheres gostam de abraço de frente, outras preferem mais distância ou um abraço de lado, e isso também varia conforme o nível de intimidade, o contexto e o momento.

    Uma forma simples e respeitosa de lidar com isso é observar e acompanhar o comportamento da outra pessoa: se ela vem para um abraço de frente, você pode corresponder; se parecer mais contida, um cumprimento mais neutro pode ser melhor. Em situações de dúvida, perguntar de forma leve (“posso te dar um abraço?”) também é uma atitude muito bem-vista.

    Ou seja, não é sobre “homem deve abraçar assim ou assado”, e sim sobre sensibilidade ao outro. O respeito está em perceber limites, não impor contato e estar aberto a ajustar conforme a pessoa e a situação.


  • todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade

    todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade generalizada ,tdm e possivel trantono de Borderline ,entao ....o psicologo nao precisa de um diagnostico para o tratamento correto ?pq a tcc e o antidepressivo nao ajudou ainda um ano e pouco ja dos dois,Ja me disseram que eu nao quero melhorar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Fazer consumo excessivo de pornografia e masturbação, especialmente quando passa a ser uma forma de lidar com ansiedade, estresse ou tédio, é algo que pode acontecer — e o fato de você reconhecer isso e querer mudar já é um passo muito importante.

    Não é sobre “falta de força de vontade”, mas sobre um comportamento que acabou sendo reforçado ao longo do tempo como forma de alívio emocional. O problema é que esse alívio costuma ser momentâneo e, depois, pode vir culpa, frustração ou sensação de perda de controle.

    Sobre a abordagem: tanto a TCC (terapia cognitivo-comportamental) quanto a análise do comportamento podem ajudar. De forma geral, a TCC costuma ser bastante eficaz nesses casos porque trabalha diretamente com o ciclo pensamento–emoção–comportamento, ajudando você a identificar gatilhos, desenvolver estratégias para lidar com impulsos e construir alternativas mais saudáveis para regular suas emoções.

    A análise do comportamento também pode ser útil, principalmente para entender os padrões, reforços e contextos em que esse comportamento acontece.

    Mais do que escolher “a melhor abordagem”, o mais importante é iniciar um acompanhamento com um profissional com quem você se sinta à vontade. Em muitos casos, o tratamento envolve:
    – identificar os gatilhos (estresse, solidão, tédio, ansiedade)
    – criar outras formas de lidar com esses estados
    – reduzir a exposição a estímulos que facilitam o comportamento
    – trabalhar a relação com culpa e autocobrança

    Você não está sozinho nisso, e esse tipo de dificuldade tem tratamento. Com acompanhamento adequado, é possível recuperar o controle e construir uma relação mais saudável com sua sexualidade e com suas emoções.


  • Olá! Então, atualmente estou enfrentando uma luta interna, e acredito que não tenha como vencer ela

    Olá! Então, atualmente estou enfrentando uma luta interna, e acredito que não tenha como vencer ela totalmente.

    Eu acho errado sentir atração física por mulheres que eu não tenho intenção de construir um relacionamento, e acredito que não tenha como "desligar" esse sentimento, apenas mudar a forma como enxergo ele, a questão é que eu não vejo a atração com bons olhos, eu me sinto sujo, perverso ... Eu apenas converso com um atendente, por exemplo, e às vezes acho ela atraente e eu não consigo achar certo considerar uma mulher atraente dessa maneira, no caso apenas pelos aspectos físicos, sendo que, como eu disse anteriormente, nem estou construindo um relacionamento com a moça.

    Eu realmente preciso de uma direção, pois isso uma hora ou outra vai me desgastar, eu sinto uma repulsa tão grande desses pensamentos que me traz um sentimento de vergonha e culpa tão forte depois que não dá nem vontade de sair de casa de novo, sim, é nesse nível, mas eu ainda saio, é só para ilustrar a tamanha aversão que eu tenho da atração física que eu sinto. O que fazer? Devo buscar ajuda de um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O que você está vivendo é muito mais comum do que parece.

    Sentir atração física por outras pessoas é algo natural do funcionamento humano. Isso não define quem você é como pessoa, nem diz nada sobre seu caráter. O que você faz com esses sentimentos é que importa — e, pelo que você descreve, você já tem valores claros de respeito e intenção nas relações.

    O que parece estar acontecendo não é o problema da atração em si, mas a forma como você está interpretando ela. Você criou uma regra interna muito rígida, como se sentir atração fora de um contexto de relacionamento fosse algo errado ou “sujo”. Isso acaba gerando culpa, vergonha e um ciclo de repulsa com os próprios pensamentos.

    É importante diferenciar:
    sentir ≠ agir
    ter um pensamento ≠ ser aquela coisa

    Você pode achar alguém atraente e, ao mesmo tempo, agir com respeito, não objetificar e não ultrapassar limites. Uma coisa não invalida a outra.

    Quando você tenta “reprimir” ou lutar contra esse tipo de pensamento, ele tende a ficar ainda mais forte — e isso aumenta o desconforto. O caminho costuma ser mais de aceitação e ressignificação do que de combate.

    Sobre sua pergunta: sim, pode ser muito importante buscar ajuda de um psicólogo. Esse tipo de sofrimento, com culpa intensa e pensamentos que geram repulsa, pode estar ligado a padrões mais rígidos de pensamento ou até a traços de ansiedade (às vezes com características obsessivas). Em terapia, você pode trabalhar:
    – a forma como interpreta seus pensamentos
    – a culpa e a vergonha associadas
    – a construção de uma relação mais saudável com sua sexualidade
    – seus valores afetivos, sem precisar se punir por sentir

    Você não é uma pessoa “suja” por sentir atração. Você é alguém que está tentando agir de acordo com seus valores — só precisa encontrar uma forma mais leve e saudável de lidar com isso.

    E isso é totalmente possível.


  • Eu tenho um adolescente que com 15 anos era um adolescente alegre que e enturmava com todos tinha vá

    Eu tenho um adolescente que com 15 anos era um adolescente alegre que e enturmava com todos tinha vários amigos depois que completou 16 se isolou só quer fica dentro do quarto no celular se afastou dos amigos se afastou da família,ele fala que não tem amigos gosta de ficar sozinho, gosta de ler livros de desenho,gosta de desenhar não quer ir de jeito nenhum em psicólogo dormir tarde anda triste desanimado não conversa não olha na cara da gente não é com toda que ele conversa as vezes ele está ótimo depois do nada fica triste desanimado isolado as vezes sai às vezes não quer sair fala que ele não tem amigos fala que ele não está na idade de namorar ela está com 17 anos vai fazer 18 anos em outubro ele fala que os jovens de hj só fica fazendo coisas erradas tento conversar com ele mais ele não conversa só conversar quando está precisando de alguma coisa ou quando está sentindo alguma coisa
    O que fazer? Como ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Essa mudança chama atenção e merece cuidado, principalmente por estar acontecendo nessa fase da vida. O isolamento, a perda de interesse, a oscilação de humor e a dificuldade de se conectar podem estar relacionados a questões emocionais como ansiedade, depressão ou dificuldades próprias da adolescência.

    O mais importante é manter um espaço de escuta sem julgamento. Às vezes, insistir muito pode afastar mais, então vale tentar aproximações mais leves, mostrando disponibilidade e interesse genuíno, mesmo que ele não responda de imediato.

    Também é fundamental buscar ajuda profissional. Um psicólogo pode ajudar a entender o que está acontecendo e criar um espaço seguro para ele se expressar. Se necessário, uma avaliação psiquiátrica também pode complementar o cuidado.

    Você não precisa lidar com isso sozinha, e quanto antes esse apoio chegar, maiores as chances de ajudá-lo a se reorganizar emocionalmente.


  • Já sou adulta e tenho uma mania desde de criança de sucção da língua e alisar panos específicos (inc

    Já sou adulta e tenho uma mania desde de criança de sucção da língua e alisar panos específicos (inclusive já separei até uma blusa da minha filha pra isso) me acalma, me dá sono. O ruim é que eu paro no tempo, se eu puder passo o dia todos assim. Já tentei parar mas é difícil, quando não tô com o pano eu faço a sucção e me imagino alisando o pano. Isso me incomoda, parece que sou refém porque por um momento eu paraliso e me sinto desconfortável quando as pessoas percebem... Lembro que minha mãe brigava comigo e falava: - tu vai casar e continuar fazendo isso? Muitas vezes fazia escondido. Essa mania me dá uma sensação tão boa, mas não tenho controle sobre ela. O que faço para parar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O que você descreve não é “frescura” nem falta de força de vontade — é um comportamento que provavelmente se tornou uma forma de autorregulação ao longo da sua vida. Ele te acalma, reduz tensão e por isso o cérebro mantém esse hábito, mesmo que hoje ele já te incomode.

    O primeiro passo não é tentar “parar de uma vez”, mas entender quando isso aparece: geralmente em momentos de ansiedade, cansaço ou necessidade de conforto. A partir disso, é possível começar a construir alternativas que cumpram a mesma função, como outras formas de relaxamento (respiração, objetos substitutos, rotinas de sono).

    A terapia, especialmente abordagens como a cognitivo-comportamental, pode ajudar bastante nesse processo, trabalhando tanto o hábito em si quanto a regulação emocional por trás dele. Em alguns casos, também se avalia se há relação com ansiedade, compulsões ou comportamentos repetitivos focados no corpo.

    Com acompanhamento e estratégia, é possível reduzir gradualmente esse comportamento sem sofrimento e com mais sensação de controle.


  • O que significa “núcleo psicopatológico central” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    O que significa “núcleo psicopatológico central” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Refere-se ao conjunto de características mais profundas e organizadoras do funcionamento emocional da pessoa. No TPB, esse núcleo costuma envolver a dificuldade na regulação das emoções, a sensibilidade ao abandono e a instabilidade na forma de perceber a si mesmo e os outros. É como a base a partir da qual outros sintomas e comportamentos se desenvolvem.


  • Por que pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são hipersensíveis a micro-sinais

    Por que pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são hipersensíveis a micro-sinais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Porque há uma sensibilidade emocional aumentada, especialmente em contextos de relacionamento. Pequenos sinais — como mudanças no tom de voz, expressões faciais ou respostas mais curtas — podem ser percebidos como rejeição ou abandono. Isso acontece porque o sistema emocional está mais atento a possíveis ameaças nas relações, muitas vezes ligado a experiências anteriores, o que intensifica a forma como esses sinais são interpretados.


  • O que são "micro-sinais" na saúde mental? .

    O que são "micro-sinais" na saúde mental? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Micro-sinais são pistas muito sutis — muitas vezes quase imperceptíveis — que usamos para interpretar o que está acontecendo ao nosso redor, especialmente nas relações. Podem ser pequenas mudanças no tom de voz, uma pausa na resposta, uma expressão facial, um olhar diferente, uma mensagem mais curta, entre outros.


  • Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida

    Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida adulta quando mais precisei e ela não me aceita como homossexual. Sinto me solitário na família e sinto que as coisas são mais difíceis pra mim. Como evitar desistir de tudo e ter forças pra continuar mesmo com falta de apoio familiar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A rejeição familiar machuca profundamente, mas a ausência de acolhimento da sua família não determina seu valor nem precisa condená-lo à solidão. Tente construir uma rede de apoio escolhida, com amizades, grupos LGBTQIA+ e psicoterapia afirmativa, onde sua orientação sexual seja respeitada. Se “desistir de tudo” significar vontade de morrer ou de se machucar, procure ajuda imediatamente e ligue para o CVV pelo 188


  • Como melhorar a tolerância à frustração no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    Como melhorar a tolerância à frustração no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Para melhorar a tolerância à frustração no TPB, é importante desenvolver recursos para lidar com emoções difíceis sem agir impulsivamente. Isso pode incluir aprender a pausar antes de reagir, reconhecer o que está sentindo, usar estratégias de regulação emocional e trabalhar essas habilidades em psicoterapia. Com o tempo, a pessoa consegue lidar melhor com situações que antes pareciam insuportáveis.


  • Quais são as Características da Reatividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    Quais são as Características da Reatividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A reatividade no TPB costuma ter algumas características marcantes: as emoções surgem de forma muito rápida, são intensas e podem demorar mais para diminuir. Muitas vezes são desencadeadas por situações pequenas, principalmente nas relações, e podem levar a mudanças bruscas de humor e comportamento.


  • O que são os "momentos de vazio" no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    O que são os "momentos de vazio" no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Os “momentos de vazio” no TPB são experiências em que a pessoa sente uma sensação profunda de vazio interno, como se faltasse algo dentro dela. Pode vir como um sentimento de desconexão, falta de sentido, solidão intensa ou até dificuldade de se reconhecer. Esse vazio não é apenas tristeza, é mais como uma ausência emocional que pode ser muito angustiante.


Perguntas frequentes

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