Perguntas do paciente (3193)

  • O que é remissão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    O que é remissão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Remissão no TPB significa uma melhora significativa e sustentada dos sintomas que antes causavam sofrimento ou prejuízo. A pessoa pode apresentar menos impulsividade, menos crises intensas, mais estabilidade nos relacionamentos e maior capacidade de regular emoções. Não significa que nunca haverá dificuldades, mas que elas passam a ser manejadas com mais consciência e menos desorganização.


  • “À luz da psiquiatria contemporânea, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser compree

    “À luz da psiquiatria contemporânea, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser compreendido como um transtorno da personalidade associado a prejuízos no funcionamento da personalidade e na regulação afetiva, apresentando características clínicas que podem variar entre níveis de funcionamento neurótico e psicótico?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sim, essa compreensão pode fazer sentido dentro de uma leitura clínica mais ampla. O TPB envolve prejuízos na regulação emocional, na identidade, nos vínculos e no manejo de impulsos. Em momentos de maior estresse, a pessoa pode apresentar pensamentos mais desorganizados, desconfiança intensa ou perda temporária de estabilidade emocional. Ainda assim, essa avaliação precisa ser individualizada e feita por profissional capacitado.


  • “O Transtorno de Personalidade Borderline é compreendido, na psicopatologia, como uma organização de

    “O Transtorno de Personalidade Borderline é compreendido, na psicopatologia, como uma organização de personalidade situada entre os níveis neurótico e psicótico?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Em algumas abordagens psicodinâmicas, sim. O funcionamento borderline pode ser entendido como uma organização intermediária, com momentos de boa percepção da realidade, mas também com instabilidade intensa, defesas mais primitivas e dificuldade de integrar aspectos bons e ruins de si e dos outros. Essa é uma forma teórica de compreensão clínica, não uma sentença fixa sobre a pessoa. Com tratamento, é possível desenvolver mais integração, estabilidade e recursos emocionais.


  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser compreendido parcialmente como alteração do

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser compreendido parcialmente como alteração do neurodesenvolvimento socioemocional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Pode ser compreendido parcialmente dessa forma, especialmente quando se considera a combinação entre vulnerabilidade emocional, experiências precoces de vínculo, invalidação, trauma ou instabilidade relacional. O desenvolvimento socioemocional pode ficar marcado por dificuldade de regular emoções, confiar nos vínculos e construir uma identidade estável. Ainda assim, o TPB não deve ser reduzido a uma única causa, pois envolve fatores biológicos, psicológicos e ambientais.


  • Estados emocionais intensos prejudicam funções executivas no Transtorno de Personalidade Borderline

    Estados emocionais intensos prejudicam funções executivas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sim. Quando a emoção fica muito intensa, pode prejudicar funções como planejamento, controle de impulsos, tomada de decisão, atenção e flexibilidade mental. A pessoa pode ter mais dificuldade de pensar nas consequências, organizar a fala ou considerar outras interpretações. Por isso, aprender estratégias de regulação emocional pode ajudar também no funcionamento cognitivo.


  • Existem subtipos de impulsividade predominantes no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    Existem subtipos de impulsividade predominantes no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sim, a impulsividade pode aparecer de formas diferentes em cada pessoa. Algumas podem agir impulsivamente nas relações, outras no consumo, alimentação, sexualidade, uso de substâncias, agressividade, autolesão ou decisões repentinas. O mais importante é entender qual função esse comportamento tem naquele momento, como aliviar dor, evitar abandono ou tentar recuperar controle emocional.


  • A autolesão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está mais relacionada a regulação emocio

    A autolesão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está mais relacionada a regulação emocional ou vínculo interpessoal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Pode estar relacionada aos dois. Muitas vezes, a autolesão aparece como tentativa de aliviar uma emoção insuportável, reduzir tensão ou recuperar sensação de controle. Em outros momentos, pode estar ligada a dor nos vínculos, medo de abandono ou sensação de rejeição. Em qualquer caso, é um sinal importante de sofrimento e precisa ser acolhido com cuidado profissional, sem julgamento.


  • Como rejeição interpessoal influencia comportamentos eticamente impulsivos?

    Como rejeição interpessoal influencia comportamentos eticamente impulsivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A rejeição interpessoal pode ativar dor emocional intensa, medo de abandono, raiva e sensação de desvalor. Em algumas pessoas, isso pode levar a respostas impulsivas, como acusações, exposição, vingança, mentiras defensivas ou atitudes tomadas sem pensar nas consequências. Não significa ausência de valores, mas dificuldade de acessar reflexão ética quando a emoção está muito alta.


  • A intensidade emocional altera julgamentos morais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    A intensidade emocional altera julgamentos morais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sim, pode alterar. Quando a emoção está muito intensa, a pessoa pode interpretar situações de forma mais extrema, como se algo fosse totalmente certo ou totalmente errado, justo ou injusto, seguro ou ameaçador. Isso pode afetar julgamentos morais no calor do momento, principalmente em situações de rejeição, abandono ou conflito. Com regulação emocional, fica mais fácil avaliar os fatos com mais equilíbrio.


  • Quais esquemas desadaptativos precoces são mais frequentes em pacientes com Transtorno de Personalid

    Quais esquemas desadaptativos precoces são mais frequentes em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Em pessoas com TPB, podem aparecer com frequência esquemas ligados a abandono, desconfiança, privação emocional, defectividade, vergonha, vulnerabilidade, dependência, subjugação e dificuldade de autocontrole. Esses esquemas costumam se formar a partir de experiências emocionais repetidas e podem influenciar a forma como a pessoa interpreta vínculos, rejeições e conflitos. A terapia ajuda a reconhecer esses padrões e construir formas mais saudáveis de se relacionar consigo e com os outros.


  • Em que medida o ambiente social imediato regula estados emocionais no Transtorno de Personalidade Bo

    Em que medida o ambiente social imediato regula estados emocionais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O ambiente social imediato pode ter grande influência na regulação emocional de quem tem TPB. Um tom de voz, uma resposta, uma expressão facial ou uma atitude de aproximação ou afastamento podem intensificar ou aliviar muito o estado emocional da pessoa. Relações estáveis, claras e acolhedoras tendem a ajudar na regulação, enquanto ambientes imprevisíveis, ambíguos ou invalidantes podem aumentar a desorganização emocional.


  • A internalização de figuras de apego é estável ou fragmentada no Transtorno de Personalidade Borderl

    A internalização de figuras de apego é estável ou fragmentada no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    No TPB, a internalização das figuras de apego pode ser mais instável ou fragmentada, principalmente em momentos de forte ativação emocional. A pessoa pode sentir alguém como muito seguro e importante em um momento, e depois como ameaçador, distante ou rejeitador diante de uma frustração. Isso não significa falsidade, mas dificuldade de manter uma imagem integrada do outro e do vínculo quando há medo ou dor emocional intensa.


  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) envolve maior reatividade emocional ou menor capacida

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) envolve maior reatividade emocional ou menor capacidade de recuperação emocional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Pode envolver as duas coisas. Muitas pessoas com TPB sentem emoções com grande intensidade e reagem rapidamente a situações de rejeição, crítica, abandono ou frustração. Além disso, pode haver mais dificuldade para voltar ao equilíbrio depois que a emoção foi ativada. Isso ajuda a explicar por que uma situação aparentemente pequena pode gerar sofrimento muito grande e durar mais tempo do que a pessoa gostaria.


  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) representa um único transtorno ou múltiplos subfenóti

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) representa um único transtorno ou múltiplos subfenótipos distintos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O TPB é um diagnóstico único, mas pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa. Algumas apresentam mais impulsividade, outras mais vazio, instabilidade afetiva, medo de abandono, automutilação, raiva intensa ou dificuldades relacionais. Por isso, muitas vezes se fala em perfis ou subtipos clínicos, não para dividir o transtorno em vários diagnósticos, mas para compreender melhor as necessidades de tratamento de cada paciente.


  • Qual o papel das defesas primitivas (clivagem, idealização) na manutenção do funcionamento borderlin

    Qual o papel das defesas primitivas (clivagem, idealização) na manutenção do funcionamento borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    As defesas primitivas, como clivagem e idealização, funcionam como tentativas de proteger a pessoa de emoções muito intensas e difíceis de integrar. Na clivagem, o outro pode ser visto como totalmente bom ou totalmente ruim, dependendo do estado emocional do momento. Já a idealização pode criar uma sensação temporária de segurança, mas quando há frustração, essa imagem pode cair rapidamente. Essas defesas aliviam a dor no curto prazo, mas podem manter instabilidade nos vínculos e sofrimento emocional.


  • Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela

    Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?

    Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Uma emoção intensa pode mobilizar muita energia física e mental. Mesmo quando o conflito termina rapidamente, o organismo pode levar mais tempo para sair do estado de alerta, deixando sensação de cansaço, vazio ou desânimo pelo restante do dia. Isso pode acontecer ocasionalmente, mas merece atenção se for frequente, muito intenso ou vier acompanhado de tristeza persistente, isolamento e perda de interesse. A psicoterapia pode ajudar a identificar os gatilhos e desenvolver formas de recuperação emocional menos desgastantes.


  • Qual abordagem terapêutica costuma ser mais indicada em casos de quebra de confiança, dificuldade de

    Qual abordagem terapêutica costuma ser mais indicada em casos de quebra de confiança, dificuldade de comunicação e sofrimento emocional dos dois lados, quando uma pessoa ainda acredita em reconciliação e a outra aparenta já ter decidido seguir em frente? O ideal seria começar com sessões individuais antes da sessão conjunta? E como identificar um profissional preparado para conduzir esse tipo de processo de forma acolhedora, imparcial e sem transformar a sessão em disputa de culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Quando um deseja reconstruir a relação e o outro está inclinado a terminar, a terapia de discernimento pode ser mais adequada do que iniciar diretamente uma terapia de casal voltada à reconciliação. Ela oferece um processo breve e imparcial para esclarecer se o caminho será tentar reconstruir, separar-se ou adiar a decisão com mais consciência. Sessões individuais iniciais podem ajudar, mas não são obrigatórias em todos os casos; o profissional avaliará essa necessidade. Procurem um psicólogo com formação em terapia de casal e experiência com casais em agendas diferentes, que deixe claro desde o início que não está ali para decidir quem tem razão, mas para compreender padrões, responsabilidades e possibilidades reais.


  • Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir e

    Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir embora não sei pra onde se ele esta na casa dele
    Ai as vezes eu pergunto pra ele quer ir embora pra onde ? Ele me diz pra casa da minha vó lá é a minha casa
    E ele fala isso que quer ir embora
    Sem eu tá brigando com ele
    Não tô entendendo essa atitude dele
    Será que eu devo de levar ele a um psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Essa fala não significa necessariamente algo grave. A casa da avó pode representar conforto, atenção ou alguma rotina de que ele gosta. Em vez de tentar convencê-lo a parar, pergunte com calma o que ele gosta lá e observe quando essa frase aparece. Como está acontecendo com frequência, vale conversar também com a escola e com o pediatra. Se houver mudanças no sono, alimentação, brincadeiras, medo, isolamento ou sofrimento persistente, uma avaliação com psicólogo infantil é indicada para compreender o que ele está tentando comunicar.


  • Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afe

    Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afetaram desde pequeno. Hoje sinto que isso ainda influencia muito minha vida diária.

    Eu vivo um conflito constante:

    Por um lado, sinto que preciso conquistar autonomia, independência financeira, rotina, trabalho e eventualmente sair de casa, porque o ambiente em que vivo ainda me faz mal emocionalmente.

    Por outro lado, sinto que estou tão desgastado emocionalmente que tenho dificuldade de manter constância, disciplina, foco, energia e estabilidade pra conseguir justamente construir essa independência.

    Então entro num looping:

    - não consigo crescer porque estou emocionalmente mal e vivendo num ambiente ruim;
    - mas continuo preso nesse ambiente porque ainda não consegui crescer.

    Queria entender:

    - até que ponto o ambiente atual pode estar mantendo meus problemas emocionais?
    - sair de casa costuma ajudar pessoas nesse tipo de situação?
    - devo priorizar primeiro estabilidade emocional/terapia ou construir independência mesmo ainda estando emocionalmente mal?
    - como diferenciar “preciso me esforçar mais” de “meu sistema emocional está realmente sobrecarregado”?
    - qual seria uma forma saudável e realista de construir autonomia nesse estado?
    - dá pra carregar todo esse sofrimento e todos esses traumas e ainda conseguir manter rotina, crescimento pessoal pra conseguir independência e sair de casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O ambiente atual pode, sim, manter seu sistema emocional em estado de alerta e dificultar foco, energia e constância. Sair de casa pode reduzir parte dessa sobrecarga, mas não apaga sozinho as marcas do trauma. Você não precisa escolher entre “ficar bem primeiro” e “construir independência depois”: o caminho mais realista costuma ser cuidar das duas coisas ao mesmo tempo, buscando terapia e apoio enquanto constrói autonomia em etapas pequenas, como organizar documentos, renda, rotina mínima e uma possível rede de moradia. Quando o esforço repetido termina sempre em exaustão, paralisia e piora emocional, não é simplesmente falta de disciplina. Caso o ambiente envolva violência ou risco, a prioridade é montar um plano de segurança com apoio externo. É possível sair desse ciclo, mas provavelmente não apenas se cobrando mais.


  • Minha filha de 5 anos...está muito emotiva...chora por tudo..e na escola as amiguinhas muitas vezes

    Minha filha de 5 anos...está muito emotiva...chora por tudo..e na escola as amiguinhas muitas vezes não quer brincar com ela..Como ajudá-la? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Nessa idade, é comum a criança ainda estar aprendendo a lidar com frustrações, rejeições e emoções intensas, mas quando o choro é muito frequente e começa a afetar a convivência na escola, vale olhar com carinho. Você pode ajudá-la acolhendo o que ela sente, nomeando as emoções e conversando com a escola para entender melhor como essas situações acontecem. Também é indicado procurar uma psicóloga infantil, não porque exista necessariamente algo grave, mas para compreender o que está por trás dessa sensibilidade e ajudar sua filha a desenvolver mais segurança emocional e habilidades sociais.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.