Perguntas do paciente (10)

  • Qual a conduta quando o conflito envolve 'mentiras ou omissões' deliberadas de pacientes com Transto

    Qual a conduta quando o conflito envolve 'mentiras ou omissões' deliberadas de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ruviane Dalazen

    Em primeiro lugar, é importante compreender que, na maioria das vezes, as mentiras não surgem de forma gratuita ou manipulativa, mas como uma tentativa de lidar com emoções muito difíceis, como vergonha, medo de rejeição ou sensação de inadequação. Por exemplo, pode ser extremamente doloroso admitir sentimentos como inveja, fracasso ou solidão.
    Pessoas com transtorno de personalidade borderline costumam ter grande dificuldade em regular suas emoções e tolerar desconfortos internos. Nesse contexto, a omissão ou distorção da realidade pode funcionar como uma estratégia de evitação emocional.
    A conduta terapêutica envolve, a construção de um ambiente seguro, validante e livre de julgamentos, onde o paciente possa, gradualmente, se sentir à vontade para entrar em contato com aspectos mais vulneráveis de si.Ao mesmo tempo, é fundamental trabalhar a responsabilização de forma cuidadosa, ajudando o paciente a compreender as consequências de seus comportamentos, sem reforçar culpa ou abandono.
    O manejo clínico busca equilibrar validação e limite: acolher o sofrimento que sustenta aquele comportamento, mas também promover maior consciência e alternativas mais saudáveis de enfrentamento.
    Por fim, a psicoterapia é essencial nesse processo, e o envolvimento de familiares — quando possível — pode ser muito benéfico, oferecendo orientação e suporte para lidar com as dificuldades relacionais que costumam estar presentes.


  • O que fazer quando o conflito envolve ameaças de abandono do tratamento no Transtorno de Personalida

    O que fazer quando o conflito envolve ameaças de abandono do tratamento no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ruviane Dalazen

    Essa é uma situação bastante comum no manejo do TPB e, em geral, está profundamente ligada ao medo de abandono, à sensibilidade à rejeição e à dificuldade de regulação emocional.
    Diante de ameaças de interromper o tratamento, o primeiro passo do terapeuta é não reagir de forma punitiva, defensiva ou indiferente. É importante acolher e validar o que está por trás desse movimento: muitas vezes, não é apenas “querer sair”, mas uma forma de expressar dor, frustração ou testar a segurança do vínculo terapêutico.
    Ao mesmo tempo, a validação não significa concordar com a ruptura. O terapeuta precisa manter uma postura firme e consistente, ajudando o paciente a refletir sobre o que está acontecendo naquele momento e quais são as possíveis consequências de interromper o processo. Nomear o padrão — quando isso se repete — pode ser muito importante.
    Também é fundamental explorar o significado daquela ameaça: o que o paciente está tentando comunicar? O que ele teme? O que ele precisa naquele momento e não está conseguindo expressar de outra forma?
    A relação terapêutica, mais uma vez, é central. Sustentar um vínculo estável, previsível e não abandonador, mesmo diante de oscilações, ajuda o paciente a vivenciar uma experiência emocional diferente das que costuma ter. Isso, por si só, já é terapêutico.
    Por fim, é importante reforçar a autonomia do paciente — ele pode escolher sair —, mas ajudando-o a fazer isso de forma mais consciente, e não apenas como uma reação impulsiva ao desconforto do momento. O equilíbrio entre acolhimento e limite é essencial nesse manejo.


  • Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com

    Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com a ideia de que ele "nunca mudará"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ruviane Dalazen

    A ideia de que “nunca vou mudar” é bastante comum em pacientes com TPB e costuma estar ligada a sentimentos profundos de desesperança, vergonha e experiências repetidas de frustração ao longo da vida.
    O papel do terapeuta, nesse contexto, começa por validar esse sentimento — faz sentido que a pessoa se sinta assim diante da sua história e das dificuldades que enfrenta. Mas, ao mesmo tempo, é fundamental não reforçar essa crença como uma verdade absoluta.
    Na terapia, trabalhamos ajudando o paciente a diferenciar o que ele sente do que é um fato. “Sentir que nunca vai mudar” não significa que a mudança seja impossível. Muitas vezes, essa crença está relacionada a esquemas de desvalor, fracasso ou desesperança.
    Também é importante tornar o processo de mudança mais concreto e possível: sair da ideia de uma transformação radical e imediata e focar em pequenas mudanças, consistentes e progressivas. O terapeuta ajuda o paciente a reconhecer avanços — mesmo os menores —, fortalecendo a percepção de capacidade e agência.
    Além disso, a relação terapêutica tem um papel central. Ao vivenciar um vínculo estável, seguro e consistente, o paciente começa a ter uma nova experiência emocional, que pode, aos poucos, flexibilizar crenças rígidas sobre si mesmo e sobre a impossibilidade de mudança.
    Ou seja, a terapia não tenta convencer o paciente de que ele está “errado”, mas oferece experiências e ferramentas para que ele, gradualmente, possa construir uma nova forma de se perceber e de se relacionar com suas próprias dificuldades.


  • Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a desenvolv

    Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a desenvolver melhores habilidades de enfrentamento durante episódios de crise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ruviane Dalazen

    O manejo das crises no TPB passa por, ajudar o paciente a entender o que está acontecendo com ele naquele momento. Em geral, a crise vem acompanhada de uma ativação emocional muito intensa, sensação de perda de controle e impulsividade. Psicoeducar sobre esse funcionamento já é um primeiro passo fundamental.
    A partir disso, o terapeuta pode trabalhar o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento, ajudando o paciente a construir alternativas mais saudáveis para lidar com esses picos emocionais. Isso inclui, por exemplo, estratégias de regulação emocional, tolerância ao estresse e técnicas de grounding, que auxiliam a pessoa a se reconectar com o momento presente.
    Outro ponto essencial é antecipar as crises. Junto com o paciente, o terapeuta pode identificar gatilhos, sinais iniciais de desregulação e construir um plano de ação para esses momentos — algo que funcione quase como um “roteiro” quando a emoção estiver muito intensa.
    Além disso, é importante treinar essas habilidades fora da crise, quando o paciente está mais regulado. Porque, na hora do pico emocional, ele vai precisar acessar algo que já foi praticado anteriormente, e não aprender do zero.
    A relação terapêutica também tem um papel central: ao oferecer um espaço seguro, previsível e validante, o terapeuta ajuda o paciente a internalizar, aos poucos, uma forma mais estável de lidar com suas emoções.
    Por fim, é importante reforçar que o objetivo não é eliminar as crises — mas reduzir sua intensidade, frequência e o impacto dos comportamentos impulsivos. Pequenos avanços nesse processo já representam mudanças muito significativas na vida do paciente.


  • Como a instabilidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode se assemelhar à hiperfixaç

    Como a instabilidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode se assemelhar à hiperfixação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ruviane Dalazen

    Olá,
    Entendo que são duas coisas diferentes. A hiperfixação ou hiperfoco é o interesse intenso e duradouro em um assunto ou atividade específica, comum em pessoas com TDAH e autismo por exemplo. Já a instabilidade ou labilidade emocional do TPB está relacionada à sensibilidade emocional característica desse quadro. A pessoa com TPB também pode ter hiperfoco em atividades de interesse ou comportamentos obsessivos por exemplo com parceiros, familiares ou amigos porque existe um grande medo de abandono.


  • Bom dia, gostaria de saber se tem algum profissional que atenda no Rio de Janeiro de forma presencia

    Bom dia, gostaria de saber se tem algum profissional que atenda no Rio de Janeiro de forma presencial e que tenha especialidade no assunto sobre Narcisismo (para a vitima)

    Agradeço desde já pela resposta ☺️

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ruviane Dalazen

    Bom dia!
    Em geral profissionais que tem especialização em Terapia do Esquema costumam ter um bom entendimento do funcionamento da Personalidade Narcisista e os efeitos sobre os familiares, parceiros, colegas de trabalho e demais pessoas com quem eles convivem. Na TE entendemos quais são as motivações e as origens dos Esquemas que regem o Narcisista. Porém, como é constante que a pessoa que tem esse quadro consiga tudo o que quer, ela não entende a necessidade do tratamento e quem convive é que sofre as maiores consequências. Também vale ressaltar que muitas vezes a pessoa que convive com o Narcisista também desenvolve um quadro de dependência e submissão inconsciente que colaboradora para os abusos do Narcisista que passa a sabotar e humilhar constantemente aquela pessoa que no inicio do relacionamento era exaltada pelo Narcisista. Se tiver interesse, podemos conversar um pouco mais e te explico como podemos juntas trilhar um novo caminho. Presencialmente atendo na Freguesia e na Barra da Tijuca, e também online. Espero que você consiga ajuda acolhedora e possa ter mais serenidade em sua vida.


  • Bom dia. Tenho evidencias que estou com depressão. Eu tirei 30 dias de ferias do meu trabalho, e tem

    Bom dia. Tenho evidencias que estou com depressão. Eu tirei 30 dias de ferias do meu trabalho, e tem dois dias que estou estou trabalhando e continuo me sentindo muito cansado fisicamente. Não tenho mais aquelas ambições por projetos de vida. As vezes prefiro ficar boa parte do tempo só dormindo. E tambem tenho aquele sentimento de deixar de existir. Com todas essas evidencias gostaria de saber se isso confirma uma depressão? . E caso isso seja uma depressão, essa depressão pode ser formado por uma linha de pensamento filosofica?, ou a causa tambem pode ser por algum problema no cerebro?. Obrigado pela atenção de todos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ruviane Dalazen

    Olá!!
    Concordo com o colega, num relato breve é muito difícil fechar um diagnóstico. Sobretudo porque os sintomas que você descreve são comuns em quadros de depressão, ansiedade, burnout entre outros, além de patologias físicas como hipotireoidismo, por exemplo. Seria importante buscar uma psicóloga ou psiquiatra para uma melhor avaliação. Com relação ao tipo de pensamento, a depressão é uma alteração orgânica que pode trazer esse tipo de cognições, porém, muitas vezes quando estamos passando por momentos difíceis podemos ter pensamentos mais negativos e tendenciosos que geram um humor e um comportamento mais deprimido. O fato de você ter relacionado o desanimo ao trabalho, também é um dado importante e que precisa ser melhor investigado, pois pode ser a "causa" ou "consequência" da sua alteração de humor. Quer dizer, esse desânimo estava presente durante suas férias? Desde quando você tem percebido que está diferente? Você também tem esses sentimentos relacionados a sua família, atividades de lazer, estudos ou apenas no trabalho? E que tipo de pensamentos, sensações ou imagens estão associadas ao trabalho? Essas são questões que podem te ajudar a entender um pouco melhor as causas da sua mudança de comportamento, mas o ideal é buscar uma avaliação e ajuda de um profissional. Espero ter ajudado e se precisar de maiores esclarecimentos estou à disposição!


  • Olá boa noite, queria saber se é comum um jovem com 19 anos ñ ter decisão, nas escolhas ,hoje quer a

    Olá boa noite, queria saber se é comum um jovem com 19 anos ñ ter decisão, nas escolhas ,hoje quer algo, amanhã já não mais, sempre assim com frequência, se é comum ,ou se precisa de ajuda psicológica??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ruviane Dalazen

    Olá,
    Nesta idade é comum que o jovem tenha muitas dúvidas e dificuldade para tomar decisões. É uma fase importante em que ele se sente pressionado a fazer várias escolhas e pode entender que suas decisões serão permanentes e irreversíveis. Mas quando a indecisão parece ser em demasia o jovem pode ter medo de não ser aceito ou desagradar. É importante avaliar se o meio (pais, avós, amigos) não está contribuindo para esse comportamento, não considerando o que o jovem realmente quer. Nesse caso, seria interessante realmente buscar uma psicoterapia para o autoconhecimento e fortalecimento da identidade deste jovem.


  • Teste Palográfico de personalidade

    No teste palografico tem algum problema aperta o lapis ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ruviane Dalazen

    Olá, no teste Palográfico assim como em quase todos os testes projetivos todas as expressões são avaliadas, não existe certo e errado, cada expressão tem um significado que é avaliado pela (o) psicóloga (o) e junto com outros dados ajudarão o profissional a traçar o perfil do avaliado. Se a pressão que você usa lhe chama a atenção é importante que você observe como está se sentindo no momento, ansioso, irritado, preocupado... e tente analisar porque está se sentindo assim. Se a emoção for incômoda tente conversar com a psicóloga que está te avaliando ou busque ajuda com outra psicóloga. Espero ter ajudado!


  • Em mArco Sofri assédio moral no trabalho aonde fui humilhada e ameaçada tive uma crise aonde achei

    Em mArco Sofri assédio moral no trabalho aonde fui humilhada e ameaçada tive uma crise aonde achei que iria Morrer então sai correndo e desde então não consigo passar na frente do meu trabalho crises fui diagnosticada com stress pôs traumático. E ainda tenho crises. Isso tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ruviane Dalazen

    Olá, um tratamento psicológico pode lhe ajudar muito sim, não só para poder lidar com as recordações que em geral são muito dolorosas, mas também para que você consiga tomar consciência do seu valor e possa retomar seu trabalho mais segura e fortalecida. Infelizmente o assédio moral nas empresas é muito comum e nem sempre recebe o devido tratamento por parte do RH e especialmente da direção que em geral só se preocupa quando há algum risco de processo ou prejuízo da imagem da empresa. Um acompanhamento psicológico após uma situação como você parece ter enfrentado irá lhe ajudar a entender melhor por que a situação lhe afetou e te preparar para lidar com situações no futuro. Um abraço e espero que se recupere logo!!


Perguntas frequentes

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