Perguntas do paciente (42)

  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Entendo. Parece que você está vivendo uma transição muito grande, não apenas pela gravidez, mas pela sensação de que sua própria identidade e seus projetos ficaram em segundo plano. Ter esses pensamentos não significa que você não ame seu bebê, nem que será uma má mãe. Podemos trabalhar para compreender de onde vem essa sensação de “perder a própria vida” e, principalmente, construir uma vida que inclua a maternidade sem apagar quem você é. Na terapia, vamos olhar para seus pensamentos, necessidades, medos e também para aquilo que você ainda deseja construir para si.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Não há uma idade específica para abordar a morte. Aos 3 anos, a criança já pode receber explicações simples, concretas e verdadeiras, respeitando seu nível de desenvolvimento. Eu evitaria metáforas como “foi dormir” ou “foi embora”. Nesse caso, também é importante considerar que ela pode elaborar tanto a morte do pai quanto a ausência de uma figura que nunca conheceu. O tema deve ser retomado conforme surgirem perguntas, emoções ou fantasias.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Entendo o quanto isso deve estar sendo angustiante. A pesquisa excessiva sobre sintomas pode acabar aumentando a vigilância e a ansiedade, fazendo com que pensamentos e sensações sejam interpretados como sinais de perigo. Não precisamos simplesmente “apagar” essas ideias, mas aprender a questioná-las e não tratá-las automaticamente como fatos. Podemos trabalhar isso gradualmente, respeitando seus limites. E qualquer mudança nos medicamentos deve ser feita somente com o médico que os prescreveu.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    O término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, pois envolve a perda de vínculos, planos e da identidade construída na relação. Superá-lo não significa esquecer, mas elaborar a dor. Permitir-se sentir, manter uma rotina de autocuidado, fortalecer a rede de apoio e evitar decisões impulsivas favorecem essa adaptação. Quando o sofrimento é intenso, persistente ou compromete a vida diária, buscar psicoterapia pode acelerar a elaboração saudável desse luto.


  • TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    O TEPT Complexo (TEPT-C) pode apresentar melhora significativa e até entrar em remissão duradoura. O objetivo do tratamento não é apagar o trauma, mas reduzir seu impacto na vida da pessoa. Em momentos de estresse, alguns sintomas podem reaparecer, porém geralmente com menor intensidade e maior capacidade de manejo. Com psicoterapia baseada em evidências e, quando indicado, medicação, muitas pessoas recuperam qualidade de vida e deixam de ser definidas pelo trauma.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Reconhecer esse padrão já é um passo importante. A necessidade de estar sempre certo pode funcionar como uma forma de proteger a autoestima, o medo de errar ou de perder valor. Experimente fazer uma pausa antes de responder e pergunte a si mesmo: “Quais evidências sustentam minha opinião? O que posso aprender com a visão do outro?”. Flexibilidade não é fraqueza, mas maturidade. Se esse padrão prejudica seus relacionamentos e trabalho, a psicoterapia pode ajudar.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Como psicólogo de casal, diria que o respeito não volta por promessa, mas por experiências repetidas de segurança, responsabilidade e coerência. Após anos de conflitos, é possível reconstruí-lo se ambos reconhecerem seus erros, interromperem os padrões destrutivos e estiverem dispostos a reparar o vínculo. Porém, quando apenas um deseja mudar ou há violência e desqualificação contínuas, insistir na relação pode aprofundar o sofrimento. O primeiro passo é restaurar a forma de se relacionar, não apenas o afeto.


  • Como o tratamento psicoterápico atua na crise de identidade do Transtorno de Personalidade Borderlin

    Como o tratamento psicoterápico atua na crise de identidade do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    O tratamento psicoterápico atua reorganizando a experiência do self e a regulação afetiva. Na Terapia Comportamental Dialética, treinam-se habilidades (atenção plena, tolerância ao mal-estar, regulação emocional) que reduzem impulsividade e flutuações identitárias.
    Na Terapia Baseada em Mentalização, fortalece-se a capacidade de compreender estados mentais próprios e alheios, integrando perspectivas do eu.
    Já a Psicoterapia Focada na Transferência trabalha a clivagem na relação terapêutica, promovendo integração de representações.


  • É possível integrar identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sem eliminar traços d

    É possível integrar identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sem eliminar traços do transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Sim. Integração identitária no TPB não exige eliminar traços, mas torná-los mais coesos e regulados. Abordagens como Terapia Comportamental Dialética e Terapia Baseada em Mentalização visam integrar estados do self, reduzir clivagem e aumentar continuidade subjetiva, preservando características, porém com maior estabilidade e controle.


  • Como a teoria da clivagem explica a instabilidade identitária no Transtorno de Personalidade Borderl

    Como a teoria da clivagem explica a instabilidade identitária no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Na leitura psicodinâmica, a clivagem no TPB mantém experiências do self e do outro em polos dissociados (“totalmente bom” vs. “totalmente mau”)… o eu oscila conforme afetos e frustrações, produzindo identidade instável, relações intensas e mudanças abruptas de percepção e comportamento.


  • A reconstrução da identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige mais estabilizaçã

    A reconstrução da identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige mais estabilização afetiva ou elaboração narrativa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Não é um “ou/ou”, mas uma sequência funcional. A estabilização afetiva vem primeiro como condição de possibilidade: sem regulação, a narrativa colapsa. Depois, a elaboração narrativa integra experiências e consolida identidade.


  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser visto como um distúrbio da continuidade narr

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser visto como um distúrbio da continuidade narrativa ou da coerência experiencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Sim—é uma formulação consistente. No TPB, falhas de integração (clivagem, difusão de identidade) fragmentam a autobiografia, produzindo descontinuidades na narrativa e incoerência experiencial. Modelos como Terapia Baseada em Mentalização e Psicoterapia Focada na Transferência entendem a clínica como reconstrução de continuidade, integrando afetos, memórias e perspectivas do self.


  • Quais são os sinais precoces do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em adolescentes?

    Quais são os sinais precoces do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em adolescentes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Os sinais precoces de Transtorno de Personalidade Borderline em adolescentes envolvem um padrão persistente de instabilidade emocional e relacional. Destacam-se: mudanças intensas de humor, medo exagerado de abandono, relações instáveis (idealiza e depois desvaloriza), impulsividade (autoagressão, uso de substâncias), sensação crônica de vazio, identidade instável e raiva intensa. Também pode haver comportamentos suicidas e dificuldade em regular emoções. O diagnóstico exige cautela nessa fase.


  • Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?

    Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Entendo que isso pode pesar e até gerar dúvida sobre si mesmo. Contudo, não há “tempo certo”. Sua história tem seu ritmo. Comece com passos gentis, cuidando da sua autoestima, se permita conhecer pessoas sem pressão e valorize conexões simples. É comum pensamentos de auto julgamento e do ambiente também. Voce conhece sua história e é importante que saiba que todos nós estamos em contrução e temos "times" diferentes e habilidades a serem desenvolvidas. E é totalmente possível viver um relacionamento significativo a partir de quem você é hoje.
    Claro, posso caminhar com você nisso. Podemos explorar seus padrões de pensamento, crenças sobre si e sobre relacionamentos, além de treinar habilidades como comunicação, assertividade e leitura emocional.


  • O que causa o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    O que causa o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não tem uma causa única, mas resulta da interação de fatores biológicos e ambientais. Há evidências de predisposição genética e maior reatividade emocional (ligada a sistemas como a amígdala). Experiências precoces com negligência, invalidação emocional, abuso ou vínculos instáveis, são frequentemente relacionado a influência no desenvolvimento do transtorno. Modelos como o de Marsha Linehan descrevem o TPB como fruto da combinação entre vulnerabilidade emocional e ambiente invalidante.


  • Como é a sexualidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como é a sexualidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a sexualidade costuma refletir a instabilidade emocional e relacional. Pode haver impulsividade sexual, busca intensa por validação afetiva através do sexo e alternância entre idealização e desvalorização do parceiro. Também são comuns comportamentos de risco, dificuldade em estabelecer limites e experiências de vazio após o ato. Em alguns casos, há aversão ou uso do sexo como forma de regulação emocional.


  • Estou tendo pensamentos de que a vida esta se repetindo do mesmo jeito eternamente. Sei que o pensam

    Estou tendo pensamentos de que a vida esta se repetindo do mesmo jeito eternamente. Sei que o pensamento nao faz sentido. Isso pode ser classificado como uma paranoia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Esse tipo de pensamento, embora cause estranheza, nem sempre caracteriza paranoia. Na paranoia há crenças firmes de perseguição ou ameaça. O que você descreve pode estar mais ligado a pensamentos intrusivos, ansiedade ou até desrealização. O fato de você perceber que “não faz sentido” é um dado importante. Ainda assim, vale uma avaliação com um psicólogo para compreender melhor o contexto. Estou a disposição para um acompanhamento.


  • Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente

    Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente.

    Estou lutando contra a pornografia e, por enquanto, está relativamente controlável. Porém, me encontro em um estado de grande preocupação porque não estou me sentindo emocionalmente bem. Sinto-me sem motivação e com as emoções neutras — não me sinto feliz, nem triste. Isso tem afetado principalmente a parte romântica da minha vida.

    Tenho ansiedade e, alguns anos atrás, tive uma crise muito forte. Desde então, sinto que nunca mais voltei a ser exatamente como antes. Ultimamente estou muito preocupado porque parece que apenas estou vivendo no automático. Não sinto prazer nas coisas, e isso está afetando todas as áreas da minha vida.

    O que mais me preocupa é o meu relacionamento. Sei que a pornografia pode estar relacionada a isso, pois pode diminuir a sensibilidade do cérebro. Sinto como se estivesse vivendo uma batalha interna constante.

    Mesmo assim, continuo me fazendo presente no meu relacionamento, com meus pais, na faculdade e nas minhas responsabilidades. Mas, por dentro, sinto como se estivesse vivendo como um robô, sem emoções.

    Estou fazendo acompanhamento psicológico, mas ainda tenho dificuldade de falar sobre essa parte da minha vida. Muitas vezes, quando chega o dia da consulta, perco a vontade de ir, mas mesmo assim compareço.

    O que me chama atenção é que comecei a perceber esses sentimentos com mais intensidade quando cortei completamente a pornografia. Já faz algum tempo que estou tentando vencer esse vício. Mesmo quando eu consumia com frequência, já sentia que o mundo tinha perdido um pouco da cor. Hoje percebo que esse vício parece ter roubado parte da minha identidade. Qual a melhor orientação nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    O que você descreve é uma experiência que muitas pessoas relatam quando passam por períodos prolongados de consumo de pornografia associado a ansiedade, estresse ou sensação de vazio emocional. Não é incomum que, com o tempo, a pessoa perceba uma espécie de “entorpecimento” emocional — uma redução do prazer nas coisas da vida, dificuldade de se sentir verdadeiramente presente nas relações e a sensação de estar funcionando no automático.

    Do ponto de vista psicológico, o consumo frequente de estímulos altamente intensos — como a pornografia digital — pode alterar temporariamente a forma como o cérebro responde ao sistema de recompensa. Isso acontece porque esses estímulos ativam circuitos dopaminérgicos relacionados ao prazer e à motivação. Quando essa estimulação se torna repetitiva e intensa, atividades naturais da vida cotidiana podem começar a parecer menos estimulantes, o que pode contribuir para sensações de apatia, perda de motivação ou diminuição do interesse afetivo e sexual nas relações reais.

    É importante dizer, porém, que essa experiência não significa que algo foi “perdido para sempre” ou que sua identidade tenha sido roubada. O cérebro possui uma capacidade significativa de reorganização e adaptação quando novos padrões de comportamento são construídos. Muitas pessoas que reduzem ou interrompem o consumo de pornografia passam por um período de ajuste emocional — no qual sentimentos como vazio, inquietação ou sensibilidade aumentada podem aparecer — antes que o sistema emocional encontre um novo equilíbrio.

    Outro aspecto relevante do seu relato é que, apesar da dificuldade interna, você continua presente em suas responsabilidades, em seu relacionamento e no processo terapêutico. Esse é um indicador importante de preservação de funcionamento e de compromisso com a própria saúde mental.

    O caminho mais consistente nesses casos costuma envolver três movimentos: compreender o papel que o comportamento teve na regulação emocional ao longo do tempo, desenvolver formas mais saudáveis de lidar com ansiedade e desconforto interno e reconstruir gradualmente experiências de prazer e conexão na vida real. Esse processo não costuma acontecer de forma imediata, mas tende a produzir mudanças sólidas quando conduzido com acompanhamento psicológico.

    O fato de você já estar em acompanhamento é um passo muito importante. Mesmo quando falar sobre certos temas parece difícil, são justamente esses conteúdos que, quando trabalhados com segurança terapêutica, permitem compreender melhor a origem do sofrimento e criar caminhos de mudança.


  • Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem

    Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche?
    Gostaria de saber qual abordagem da psicologia é mais indicada para tratar um comportamento compulsivo visual focado em partes do corpo (podolatria). Sinto que essa busca por estímulo é automática e difícil de controlar, não consigo não erotizar os pés.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Comportamentos de busca repetitiva por estímulos visuais específicos, como a erotização automática de determinadas partes do corpo, podem estar relacionados a processos de condicionamento sexual e padrões compulsivos de estímulo-recompensa no cérebro. Nesses casos, o profissional mais indicado é um psicólogo ou psiquiatra com experiência em sexualidade humana e comportamento compulsivo.
    Entre as abordagens com melhor evidência científica está a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha identificação de gatilhos, manejo do impulso e reestruturação de padrões condicionados de excitação. Abordagens contextuais, como a ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), também podem auxiliar na regulação do comportamento.
    Vale lembrar que fetiches, por si só, não são considerados transtornos. O tratamento costuma ser indicado quando o padrão se torna compulsivo, causa sofrimento ou interfere na vida pessoal e relacional.
    Me coloco a disposição se caso desejar um processo terapeutico para tratar demandas como essa.


  • Como a neuropsicologia avalia o hiperfoco? .

    Como a neuropsicologia avalia o hiperfoco? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Samuel  Miranda

    Na neuropsicologia, entendemos o hiperfoco como um padrão de atenção muito intenso e direcionado a algo de interesse, com dificuldade de alternar para outras tarefas. Isso pode ocorrer em quadros como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade e Transtorno do Espectro Autista. Avaliamos não só a concentração, mas também a flexibilidade cognitiva e o impacto funcional. Em alguns casos, é um recurso positivo; em outros, pode gerar prejuízos no dia a dia.


Perguntas frequentes

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