Perguntas do paciente (228)

  • Ola, gostaria de saber de uma forma bem clara a diferença do tratamento TCC e CT-R?

    Ola, gostaria de saber de uma forma bem clara a diferença do tratamento TCC e CT-R?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a sigla CT-R refere-se à Terapia Cognitivo-Comportamental baseada em Recursos. Ambas são abordagens dentro do mesmo quadro teórico, mas com algumas distinções importantes. A TCC tradicional concentra-se na identificação e modificação de pensamentos disfuncionais, crenças e comportamentos que contribuem para problemas psicológicos, utilizando técnicas estruturadas como reestruturação cognitiva e exposição gradual. Seu objetivo principal é promover mudanças cognitivas e comportamentais para melhorar o funcionamento emocional e reduzir sintomas.

    Por outro lado, a CT-R enfatiza a identificação e utilização dos recursos pessoais do cliente, como habilidades, valores e experiências positivas, para facilitar mudanças. É uma abordagem mais flexível e adaptativa, incorporando elementos de resiliência e fortalecimento pessoal além das técnicas tradicionais da TCC. É particularmente útil em situações onde o foco nos recursos internos do cliente pode ser mais eficaz do que uma abordagem estritamente centrada nos problemas.

    A escolha entre TCC e CT-R depende das necessidades individuais do cliente, do estilo terapêutico preferido e das características específicas do problema a ser tratado. Ambas compartilham o compromisso com a eficácia baseada em evidências e a colaboração ativa entre terapeuta e cliente, buscando sempre promover o bem-estar emocional e psicológico.


  • É normal sentir que gosta romanticamente de alguém e ficar dias pensando nela, mesmo sabendo que não

    É normal sentir que gosta romanticamente de alguém e ficar dias pensando nela, mesmo sabendo que não dá em nada, e quando penso nisso tudo some?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    É comum observar padrões de pensamento e emoção intensificados em situações como a que você descreve. A experiência de sentir atração romântica por alguém e passar dias pensando nessa pessoa pode ser intensa e dominar seus pensamentos por um período. Isso ocorre porque o cérebro tende a focar em estímulos emocionalmente significativos, como a presença ou a ideia de uma pessoa que desperta sentimentos românticos.

    No entanto, também é natural que esses pensamentos intensos possam se dissipar em momentos diferentes, muitas vezes sem motivo aparente. Isso pode refletir mudanças na sua percepção da situação, novos eventos ou simplesmente variações normais no seu estado emocional. Explorar esses padrões de pensamento pode ajudar a entender melhor como seus pensamentos influenciam seus sentimentos e comportamentos. Por exemplo, pode ser útil examinar se há padrões de pensamento automáticos ou crenças subjacentes que estão contribuindo para essa intensidade emocional.

    Se essa experiência está causando desconforto ou perturbação significativa, considerar conversar com um profissional de saúde mental pode proporcionar suporte adicional e estratégias para lidar com esses sentimentos de maneira construtiva.


  • Boa tarde. Meu filho de 10 anos , tem nojo de restos de comida, que ele próprio comeu. Nojo de conti

    Boa tarde. Meu filho de 10 anos , tem nojo de restos de comida, que ele próprio comeu. Nojo de continuar na mesa após fazer as refeições. Chega a vomitar se ficar olhando .Hipnose ajuda ? Psicólogo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Preocupações com o nojo de comida do seu filho: juntos, podemos ajudar!
    Compreendo sua preocupação com o nojo intenso de restos de comida que seu filho de 10 anos apresenta, com episódios de vômito. É natural se sentir angustiada e buscar o melhor para o seu filho.

    Lembre-se: você não está sozinha! Existem profissionais experientes que podem te auxiliar a entender o que está acontecendo e encontrar o melhor caminho para o seu filho.

    O que podemos fazer:

    Agendar uma consulta com um psicólogo ou psiquiatra infantil: esses profissionais estão capacitados para avaliar seu filho de forma completa, identificar a causa do nojo e propor o tratamento mais adequado.
    Conversar abertamente com seu filho: demonstre compreensão e apoio, escute suas emoções e preocupações sem julgamentos.
    Criar um ambiente familiar acolhedor e positivo: evite críticas ou pressões em relação à alimentação, priorizando a saúde emocional do seu filho.
    Juntos, podemos encontrar as melhores soluções para ajudar seu filho a superar esse desafio e ter uma vida mais saudável e feliz.

    Conte comigo!


  • Na sua opinião, independente de sua abordagem de preferência, o que as outras abordagens têm de melh

    Na sua opinião, independente de sua abordagem de preferência, o que as outras abordagens têm de melhor a contribuir no entendimento dos fenômenos psicológicos? O ecletismo na psicologia no final das contas favorece o trabalho do psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Bom dia, tudo bem? O ecletismo na psicologia valoriza a multiplicidade de abordagens, permitindo:

    Visão holística do indivíduo: Considerando as diversas dimensões que influenciam seu comportamento e bem-estar.
    Flexibilidade e adaptabilidade: Selecionando as ferramentas mais adequadas a cada caso.
    Atendimento personalizado: Oferecendo um acompanhamento mais humanizado.
    Crescimento profissional: Aprimorando as habilidades e conhecimentos do psicólogo.
    O ecletismo contribui para uma compreensão mais profunda da psique humana e para um tratamento mais eficaz dos transtornos psicológicos.


  • É normal após um relacionamento tóxico não querer ter muito contato com pessoas em geral? Inclusive

    É normal após um relacionamento tóxico não querer ter muito contato com pessoas em geral? Inclusive amigos e pessoas q eram do convívio antes do relacionamento? Sinto que após a relação me afastei de muitas pessoas e estou me isolando cada vez mais. E essa relação acabou há mais de 1 ano.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Sim, é comum após um relacionamento tóxico sentir-se relutante em manter contato próximo com outras pessoas, incluindo amigos e conhecidos do convívio anterior ao relacionamento. Relacionamentos tóxicos podem deixar cicatrizes emocionais significativas, afetando a confiança, a autoestima e a capacidade de se relacionar novamente de maneira saudável.

    O afastamento social pode ser uma forma de proteção emocional, onde a pessoa tenta evitar novas situações que possam ser dolorosas ou desencadear lembranças do relacionamento passado. Além disso, o isolamento pode ser uma estratégia inconsciente para evitar sentimentos de vulnerabilidade ou para processar emocionalmente as experiências vividas.

    Na terapia cognitivo-comportamental, trabalhamos para identificar e desafiar padrões de pensamento e comportamento que estão contribuindo para o isolamento social. É importante explorar se há pensamentos automáticos negativos sobre si mesmo, sobre os outros ou sobre relacionamentos em geral, que estão influenciando suas escolhas sociais. Estratégias como gradualmente se reconectar com amigos de confiança, participar de atividades que você goste e que promovam interações sociais positivas, e buscar apoio terapêutico podem ajudar a reconstruir sua rede social e sua confiança em relacionamentos saudáveis.

    Se você está percebendo um isolamento crescente e isso está afetando sua qualidade de vida ou bem-estar emocional, considerar buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para recuperar um equilíbrio saudável em suas interações sociais.


  • Como uma pessoa autista pode aprender a verbalizar de forma assertiva seus sentimentos?

    Como uma pessoa autista pode aprender a verbalizar de forma assertiva seus sentimentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Cada pessoa com autismo é única e tem capacidades e dificuldades diferentes. Duas pessoas diagnosticadas com autismo, mesmo estando no mesmo nível de suporte, podem apresentar características muito distintas. Dessa forma, é importante conhecer esta pessoa primeiro, para avaliar em quais aspectos ela tem mais dificuldade e em quais tem mais facilidade. Isso vai depender muito também do seu nível de verbalização. Alguns autistas só falam algumas palavras, enquanto outros podem se comunicar de forma fluente. Porém, em todos os casos, seria benéfico para esta pessoa consultar um psicólogo que possa auxiliá-la a treinar suas habilidades sociais e comunicativas.


  • Minha filha fez 4 anos e atualmente está chorando muito, não é choro por birra Agora é mudanças e

    Minha filha fez 4 anos e atualmente está chorando muito, não é choro por birra
    Agora é mudanças e humor e muito choro
    Estou ficando muito preocupada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Compreendo sua preocupação com as lágrimas e mudanças de humor que sua filha de 4 anos está apresentando. É natural se sentir angustiada e buscar respostas para cuidar da sua pequena.

    Lembre-se: você não está sozinha! Existem diversas causas para as mudanças de humor e choro em crianças pequenas, e juntas podemos encontrar o melhor caminho para ajudar sua filha.

    Algumas possibilidades:

    Desenvolvimento emocional: Nessa fase, as crianças estão aprendendo a lidar com suas emoções, que podem se manifestar de forma intensa e ainda não serem totalmente compreendidas por elas.
    Fatores externos: Mudanças na rotina, dificuldades na escola, conflitos familiares ou até mesmo cansaço e fome podem influenciar o humor da sua filha.
    Comunicação: Sua filha ainda está aprendendo a se comunicar verbalmente, e o choro pode ser sua forma de expressar necessidades, frustrações ou sentimentos que ela ainda não consegue colocar em palavras.
    O que você pode fazer:

    Observe com atenção: Preste atenção aos momentos em que o choro e as mudanças de humor acontecem, buscando identificar possíveis gatilhos ou padrões.
    Converse com sua filha: Com calma e carinho, converse com sua filha sobre o que ela está sentindo, incentive-a a expressar suas emoções e valide seus sentimentos.
    Crie um ambiente acolhedor: Ofereça à sua filha um ambiente seguro e acolhedor, onde ela se sinta amada, protegida e livre para se expressar sem julgamentos.
    Brincadeiras e atividades: Brincadeiras e atividades que estimulem a comunicação, a inteligência emocional e a expressão de sentimentos podem ser muito úteis.
    Paciência e amor: Tenha paciência, amor e compreensão com sua filha. Ela está passando por um momento de desenvolvimento importante e precisa do seu apoio e carinho.
    Se o choro e as mudanças de humor persistirem ou causarem sofrimento significativo à sua filha, buscar ajuda profissional é fundamental. Um psicólogo infantil poderá avaliar a situação de forma individualizada e te orientar sobre o melhor caminho a seguir.

    Lembre-se: você é a melhor mãe para sua filha, e com amor, atenção e apoio, ela poderá superar qualquer desafio.

    Conte comigo!


  • Quais os possíveis motivos para ficarmos tristes após veremos um romance com final feliz ?

    Quais os possíveis motivos para ficarmos tristes após veremos um romance com final feliz ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Existem diversos motivos pelos quais podemos nos sentir tristes após assistir a um romance com um final feliz.

    1. Comparação com a Realidade: Ao assistir um romance com um final feliz, é natural que possamos comparar as nossas próprias experiências românticas ou a nossa vida em geral com o que vemos na tela. Se percebemos que nossa vida amorosa ou nossa felicidade pessoal não correspondem ao que é retratado, isso pode gerar uma sensação de inadequação ou tristeza.

    2. Idealização e Expectativas: Filmes e romances muitas vezes idealizam o amor e os relacionamentos, apresentando um retrato perfeito e sem problemas. Isso pode criar expectativas irreais sobre como os relacionamentos devem ser na vida real. Quando confrontamos essa idealização com a complexidade e as dificuldades reais dos relacionamentos, pode surgir uma sensação de desilusão ou tristeza.

    3. Nostalgia ou Saudade: Assistir a um romance pode evocar memórias de experiências passadas, tanto positivas quanto negativas. Isso pode despertar sentimentos de nostalgia por tempos passados ou por relacionamentos que já não existem mais, o que pode ser acompanhado de tristeza pela perda ou pela ausência de algo que desejamos.

    4. Solidão ou Isolamento: Filmes românticos muitas vezes destacam a importância da conexão emocional e da intimidade. Para pessoas que se sentem solitárias ou isoladas, assistir a um romance pode intensificar esses sentimentos ao lembrar da falta de proximidade emocional em suas próprias vidas.

    5. Identificação com os Personagens: Se identificar com os personagens principais de um romance pode levar a uma imersão emocional intensa na história. Quando o filme termina com um final feliz para os personagens, isso pode desencadear sentimentos intensos de alegria por eles, mas também de tristeza por nossa própria realidade, especialmente se estivermos enfrentando dificuldades ou desafios semelhantes aos dos personagens.

    Na terapia cognitivo-comportamental, explorar esses sentimentos de tristeza após assistir a um romance pode envolver reconhecer e desafiar pensamentos automáticos negativos, modificar crenças irrealistas sobre relacionamentos e desenvolver habilidades para lidar com expectativas realistas. É importante lembrar que é normal ter reações emocionais a experiências artísticas, e que essas reações podem ser oportunidades para reflexão e crescimento pessoal.


  • O que é ficar lembrando de imagens de pessoas que já morreram que eu nunca vi e nunca tive contato?

    O que é ficar lembrando de imagens de pessoas que já morreram que eu nunca vi e nunca tive contato? É toc? O toc causa isso de ficar com imagens de coisas contra a nossa vontade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Olá! Compreender o surgimento de imagens de pessoas falecidas em sua mente requer uma análise individualizada, pois as causas podem ser diversas, dentre elas podemos citar:

    Luto não reconhecido: É possível que você esteja passando por um luto não elaborado, gerando imagens como forma de processar as emoções reprimidas.

    Ansiedade ou estresse: Situações de ansiedade ou estresse elevado podem gerar pensamentos e imagens intrusivas, inclusive de pessoas falecidas.

    TOC: O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar imagens e pensamentos obsessivos, frequentes e indesejados, que geram angústia. No entanto, outros sintomas do TOC também precisam estar presentes.

    Outras causas: Em casos raros, as imagens podem estar relacionadas a outras condições, como distúrbios neurológicos ou psicóticos.

    O que fazer?

    Buscar ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra é crucial para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

    Lembre-se: você não está sozinho(a). Existem diversos métodos eficazes para lidar com essas imagens e cuidar da sua saúde mental.


  • Como posso diferenciar entre a falta de sentimentos genuínos por uma pessoa e a autosabotagem causad

    Como posso diferenciar entre a falta de sentimentos genuínos por uma pessoa e a autosabotagem causada por medos e traumas inconscientes?

    Estou conhecendo alguém que é muito disponível e atenciosa, mas meus sentimentos parecem flutuar. Às vezes, estou interessado, e outras vezes não, o que me deixa confuso sobre meus verdadeiros sentimentos. Como posso identificar com mais clareza se gosto realmente dessa pessoa ou se estou sendo influenciado por questões internas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Ao conhecer alguém novo e sentir flutuações nos sentimentos, é comum surgirem dúvidas sobre a genuinidade desses sentimentos. Para diferenciar entre falta de interesse genuíno e autosabotagem por medos e traumas inconscientes, é importante buscar autoconhecimento. Refletir sobre padrões emocionais passados e como eles podem afetar a forma como nos conectamos com outras pessoas é essencial. Observar a consistência dos sentimentos ao longo do tempo e como nos comportamos na presença da pessoa também ajuda a entender melhor nossas emoções. Comunicar abertamente nossos sentimentos com respeito e honestidade pode facilitar o entendimento mútuo. Caso haja dificuldade em compreender ou lidar com esses sentimentos, considerar ajuda profissional de um psicólogo pode oferecer suporte na exploração de emoções, traumas passados e padrões de relacionamento. Esses passos ajudam a navegar melhor nas complexidades emocionais ao iniciar um relacionamento.


  • Conheci meu noivo ele estava separado a 1 ano, tem dois filhos com a ex esposa, sao bem pequenos um

    Conheci meu noivo ele estava separado a 1 ano, tem dois filhos com a ex esposa, sao bem pequenos um de 3 e uma de 2 aninhos. Quando decidimos começar o relacionamento ele entrou oficialmente com o processo de separação e pensão. Sempre teve muita dificuldade em dialogar e ver as crianças. Eu conheci as crianças depois de um tempo, me dei muito bem com os dois, adoro e sempre brinco bastante quando vao a nossa casa. Mas tivemos uma situação que me chateou muito, a primeira quadrilha da neném. Ele foi convidado pela ex, e só me informou que iria, nao me chamou. Em determinado momento disse “eu nao quero que você vá”. Tive uma crise de choro depois disso, não conseguimos conversar. Ele acabou indo e na volta conversamos. Ele disse que conhece ele e que teria algum tipo de conflito quando ela me visse, e que ele nao queria isso na frente das crianças. Eu falei que ela tem que nos respeitar, porque vao ter muitos eventos ainda. Ele falou sim tem que respeitar mas se não acontecer? Eu falei eu me retiro e vou embora. Ele disse: e vai ficar indo? Eu respondi triste: não. Terminamos a conversa em um clima ruim. Nao sei o que fazer e o que dizer mas estou muito mal.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Entendo como essa situação é difícil e delicada. Aqui estão algumas sugestões para lidar com isso. Primeiro, reflita sobre seus sentimentos, reconheça como você se sente em relação ao ocorrido e por que isso te afetou tanto. Isso te ajudará a comunicar melhor suas emoções e necessidades. Em seguida, converse abertamente com seu noivo, escolhendo um momento calmo para ter uma conversa honesta sobre como você se sentiu e por que. Explique que, ao não ser convidada, você se sentiu excluída e desvalorizada, mas tente ouvir a perspectiva dele também, sem julgamentos.

    É importante estabelecer limites e expectativas, discutindo como vocês podem manejar eventos futuros envolvendo as crianças e a ex-esposa dele. Proponha maneiras de lidar com possíveis conflitos de maneira madura e respeitosa. Lembre-se de que o bem-estar das crianças é o mais importante e qualquer decisão deve considerar como elas serão afetadas.

    Se necessário, busque aconselhamento com um terapeuta de casal para ajudar a navegar por esses desafios e fortalecer a comunicação entre vocês. Comunique-se sempre com respeito, garantindo que todas as discussões sobre este assunto sejam feitas com respeito mútuo e compreensão, evitando acusações ou recriminações. Lembre-se de que situações como essa são complexas e levam tempo para serem resolvidas. Priorize o diálogo aberto e a cooperação mútua para encontrar uma solução que funcione para todos os envolvidos.


  • Meu filho tem 2 anos e 8 meses e é muito apegado à minha irmã e sua cachorrinha, porém ambas foram v

    Meu filho tem 2 anos e 8 meses e é muito apegado à minha irmã e sua cachorrinha, porém ambas foram viajar e ele não demonstrou sentir falta, nem saudade delas. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Sim, é normal que crianças de 2 anos e 8 meses não demonstrem saudade ou falta de pessoas ou animais aos quais têm um forte apego, especialmente se estão ocupadas com outras atividades ou têm outras figuras de apego presentes. Nessa idade, as crianças ainda estão desenvolvendo a compreensão do tempo e a capacidade de expressar claramente seus sentimentos de saudade. Elas também podem se distrair facilmente com novas rotinas, brinquedos ou outras pessoas ao seu redor.

    Cada criança é única e reage de maneira diferente a situações de separação. Alguns fatores que podem influenciar a reação do seu filho incluem a presença de outras figuras de apego próximas, como você, que podem fazê-lo se sentir seguro e menos propenso a demonstrar saudade explicitamente. Se ele está envolvido em atividades que gosta ou está entretido com novos brinquedos, pode não sentir a ausência tão intensamente. Além disso, as habilidades emocionais e a capacidade de verbalizar sentimentos de saudade estão em desenvolvimento nessa fase.

    Se o comportamento geral do seu filho não mudou e ele parece feliz e envolvido nas atividades cotidianas, não há motivo para preocupação. Continue observando e oferecendo conforto e segurança conforme necessário para atender às suas necessidades emocionais.


  • É possível ter transtorno de personalidade antissocial e borderline, ao mesmo tempo?

    É possível ter transtorno de personalidade antissocial e borderline, ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Sim, é possível que uma pessoa apresente características de transtorno de personalidade antissocial e transtorno de personalidade borderline ao mesmo tempo. Embora esses transtornos sejam distintos em muitos aspectos, eles compartilham algumas semelhanças e uma pessoa pode manifestar sintomas de ambos. No transtorno de personalidade antissocial, há uma tendência a desconsiderar os direitos dos outros, falta de empatia, comportamento impulsivo e desprezo por normas sociais. Enquanto isso, no transtorno de personalidade borderline, há instabilidade emocional intensa, dificuldades com a própria identidade, relacionamentos turbulentos e comportamentos impulsivos.

    Embora esses transtornos possam coexistir, é fundamental uma avaliação cuidadosa por um profissional de saúde mental para determinar o diagnóstico correto e desenvolver um plano de tratamento adequado, que geralmente envolve terapia cognitivo-comportamental para abordar padrões disfuncionais de pensamento e comportamento.


  • Minha filha de 2 anos está indo pra escolinha, meio período à tarde. Na primeira semana chorava pra

    Minha filha de 2 anos está indo pra escolinha, meio período à tarde. Na primeira semana chorava pra entra e depois passava. Ela ficou doente 15 dias, tive que começar a adaptação novamente. Estamos na segunda semana, entra triste mas não chora, passa o dia bem. Quando vou buscar e ela me vê, já vem chorando emocionada.
    Ela está muito relutante pra dormir a noite, e a soneca antes de ir pra escola. Chora desesperadamente pra dormir, uma luta! Não sei mais o que fazer.
    Fora que em casa só quer meu colo, não posso sair da vista dela que chora. Sempre foi muito grudada em mim, agora mais ainda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    A situação que você está descrevendo é bastante comum em crianças pequenas que estão passando pelo processo de adaptação à escolinha. A transição pode ser estressante tanto para a criança quanto para os pais. Aqui estão algumas sugestões que podem ajudar: Mantenha uma rotina consistente para ajudar sua filha a se sentir mais segura, certificando-se de que ela tenha horários regulares para acordar, comer, brincar e dormir. Crie um ritual de despedida breve e consistente quando a deixar na escola, como um beijo, um abraço e algumas palavras reconfortantes. Um ritual consistente pode ajudar a criança a saber o que esperar e a se sentir mais segura. Tente fazer a transição de casa para a escola o mais suave possível, falando positivamente sobre a escola e o que ela vai fazer lá e envolvendo-se em atividades calmantes e tranquilas antes de sair de casa. Dê à sua filha algo reconfortante para levar à escola, como um brinquedo favorito ou um item que a faça sentir segura. Dedique um tempo de qualidade a ela antes e depois da escola para ajudá-la a sentir-se mais segura e conectada a você, reduzindo a ansiedade de separação. Seja paciente e empática com os sentimentos dela, lembrando que a adaptação pode levar tempo e que é normal haver regressões, especialmente após ficar doente ou ausente por algum tempo. Converse com os professores e cuidadores dela para entender como ela está se comportando na escola e pedir sugestões sobre como melhorar a adaptação. Se a situação não melhorar ou se você estiver muito preocupada, considere procurar a ajuda de um psicólogo infantil, que pode oferecer estratégias específicas para lidar com a ansiedade de separação. Lembre-se de que a adaptação à escolinha é um processo gradual e é normal que haja altos e baixos. Com tempo, paciência e consistência, sua filha provavelmente se ajustará melhor.


  • Tenho 28 anos e aos 16 tive uma relação de 6 anos com minha primeira namorada (e eu o primeiro dela)

    Tenho 28 anos e aos 16 tive uma relação de 6 anos com minha primeira namorada (e eu o primeiro dela) que era 2 anos mais jovem que eu e eu achava muito linda, até demais pra mim, difícil de acreditar. O término foi conturbado, mas depois percebi que eu não conseguia mais ter relação com alguém. Eu sempre tive autoestima baixa (sofri bullying ensino na infância e parte do ensino médio) e na grande maioria das vezes, sempre procurava uma menina que eu achava menos atraente, por me sentir mais confortável dessa forma. Com essas, eu conseguia manter uma relação e até transar sem problema, na minha cabeça, eu estou em uma posição ''superior''. Quando tentava me envolver com mulher mais bonitas e que principalmente tiverem outros relacionamentos, eu sempre me sinto inseguro, fico pensando nos outros relacionamentos que ela teve e não considero aquele ato sexual é insignificante para ela, apenas mais um, minha libido baixa. Além disso, tudo, me apego muito e tenho muita dependÊncia emocional. Por mais que eu esteja com essa pessoa agora e não esteja bem, não esteja conseguindo transar direito, nem estar direito, eu não consigo deixar ela ir. Só a conheço a 4 meses e já sinto isso. Às vezes quando estou com ela, simplesmente fico pensando coisas como ''para ela é só um sexo, ela já transou com outros, etc''. Eu tenho consciência de que é um pensamento ilógico, mas não consigo me livrar... Não é que eu esteja apaixonado, mas não suporto a ideia de não conseguir fazer dar certo e outra pessoa poder fazer isso no meu lugar, por eu estar super inseguro, com baixa libido (já fiz exames e fisiologicamente está tudo normal). Eu quero iniciar a terapia, estou passando por isso agora com uma pessoa que conheci... Eu já li bastante e não sei se deveria ir a um sexólogo, psicanalista ou na TCC. Qual seria a mais indicada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    A sua situação envolve questões complexas de autoestima, insegurança, dependência emocional e dificuldades sexuais. Cada uma dessas áreas pode ser trabalhada com diferentes abordagens terapêuticas. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é altamente eficaz para tratar problemas de autoestima, ansiedade, insegurança e dependência emocional. Ela se concentra em identificar e modificar pensamentos e comportamentos negativos, ajudando você a desenvolver maneiras mais saudáveis de pensar e agir. A TCC é prática e focada em resultados, oferecendo técnicas e estratégias específicas para lidar com seus problemas de forma estruturada e eficaz. Ela pode ser particularmente útil para lidar com suas inseguranças e pensamentos obsessivos sobre o passado de seus parceiros, além de ajudar a melhorar sua autoimagem e confiança. Embora a psicanálise possa ser útil para explorar questões profundas do seu passado e um sexólogo possa ajudar a abordar especificamente as questões relacionadas à sua libido e inseguranças sexuais, a TCC se destaca por sua abordagem direta e prática, tornando-a uma excelente opção para iniciar o tratamento. Profissionais de TCC podem ajudá-lo a desenvolver habilidades para enfrentar seus desafios emocionais e de relacionamento de maneira mais eficaz e positiva. Iniciar a terapia com um profissional qualificado pode ser um passo decisivo para melhorar sua qualidade de vida e bem-estar emocional.


  • Boa Tarde! Espero que estejam bem.... Gostaria de saber porque zombam tanto de mim? Seria algo espir

    Boa Tarde! Espero que estejam bem.... Gostaria de saber porque zombam tanto de mim? Seria algo espiritual? Eu lembro que vivia muito bem, não tinha ansiedade nem pânico, mas parece que meus planos sempre são frustrados, essa perseguição que sofro.... Acho que todo mundo tem um fardo pra carregar, mas o de alguns são mais pesados do que de outros..... Desejo o bem e a prosperidade das pessoas, mas parece que quando vou chegar em algo, todos vão contra (até proximos familiares)(que é que mais doi).... Nunca usei nenhuma substância ilícita..... Mais uma coisa: As coisas que gosto de fazer, pra me sentir melhor como ex: um seriado engraçado, uma pesquisa, uma piada, uma noticia que NAO ATINGE NINGUÉM meu pai zomba ou faz ironia (acho q é narcisista ou tem algum tipo de problema)..... Acho que tem medo ou pavor (sem demonstrar) que eu possa sobressair sobre ele em alguns assuntos. Tenho quase 30 anos e acho que ainda não achei meu propósito. Apesar de tudo queria me achar novamente....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Boa tarde! Entendo como pode ser difícil lidar com a sensação de ser zombado ou não apoiado, especialmente por aqueles próximos a você. Essa situação pode gerar muito desconforto e afetar significativamente o bem-estar emocional.

    É importante explorar esses sentimentos com cuidado. A sensação de perseguição ou de que seus planos são constantemente frustrados pode ser muito desgastante. Em terapia cognitivo-comportamental (TCC), poderíamos explorar esses pensamentos e emoções para entender melhor como eles estão afetando sua vida e descobrir estratégias para lidar com essas situações de uma maneira mais saudável e assertiva.

    A TCC também pode ajudar a examinar crenças autocríticas e a desenvolver habilidades para fortalecer a autoestima e o autocuidado. Além disso, trabalharíamos para identificar seus valores e objetivos pessoais, ajudando a encontrar um propósito que ressoe consigo mesmo.

    Quanto às suas atividades que lhe trazem prazer e alívio, é fundamental ter um espaço para desfrutar delas sem ser criticado. Explorar como se proteger emocionalmente dessas interações negativas e buscar apoio de pessoas que valorizem suas paixões e conquistas pode ser um passo importante na jornada de se reencontrar.

    Se desejar, podemos conversar mais sobre como a terapia cognitivo-comportamental pode ajudá-lo a navegar por essas questões e a redescobrir seu caminho em direção ao bem-estar e à realização pessoal.


  • É normal uma criança de 5 anos ter ciúme do cachorro que chegou justamente para ser companheiro da f

    É normal uma criança de 5 anos ter ciúme do cachorro que chegou justamente para ser companheiro da família? Ele maltrata o cão e confessa ciúmes por mais que explicamos que o amamos e que ele é importante, especial, tem toda atenção e cuidado que um filho merece e demonstramos isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    É bastante comum que crianças expressem ciúmes quando um novo membro, como um cachorro, entra na família. Isso pode ocorrer porque a criança pode se sentir ameaçada pela atenção que o novo integrante recebe dos adultos da família.

    É importante compreender que o ciúme faz parte do desenvolvimento emocional da criança e pode manifestar-se de maneiras como maltratar o animal ou buscar mais atenção dos pais. É essencial conversar com a criança de maneira compreensiva, explicando que o amor e a atenção da família não diminuem por causa do cachorro, e que ambos são amados de maneira única.

    Na terapia cognitivo-comportamental (TCC), poderíamos explorar estratégias para ajudar a criança a expressar seus sentimentos de forma saudável, ensinando habilidades de empatia e cuidado com o cachorro, enquanto reforçamos o amor e a importância dela na família. Além disso, trabalharíamos para fortalecer a autoestima da criança e suas habilidades sociais, ajudando-a a lidar melhor com emoções como o ciúme.


  • É normal sentir uma forte empolgação (por exemplo: ao marcar compromissos de sair com os amigos, com

    É normal sentir uma forte empolgação (por exemplo: ao marcar compromissos de sair com os amigos, começar um novo trabalho), aceitando as coisas por impulso e depois de pouco tempo (no mesmo dia) sentir forte apatia, culpa, desânimo, ansiedade por ter assumido tal responsabilidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Esses sentimentos podem ser compreendidos através de alguns princípios da TCC (terapia cognitivo-comportamental):

    1. **Avaliação de Pensamentos Automáticos:** É comum que pessoas sintam uma forte empolgação ao planejar atividades sociais ou iniciar novos projetos. Essa empolgação pode estar associada a pensamentos automáticos positivos, como antecipar diversão ou sucesso. No entanto, esses pensamentos podem não considerar totalmente as exigências e consequências envolvidas.

    2. **Reconhecimento de Padrões Cognitivos:** O ciclo de empolgação seguido por sentimentos de apatia, culpa, desânimo e ansiedade sugere a presença de padrões cognitivos específicos. Por exemplo, pode haver um padrão de sobrecarga ao assumir muitas responsabilidades de uma só vez, seguido por uma sensação de incapacidade de cumprir essas expectativas.

    3. **Exploração de Crenças Subjacentes:** É importante explorar crenças subjacentes sobre autoestima, autoeficácia e expectativas dos outros. Por exemplo, algumas pessoas podem ter uma tendência a se sobrecarregar para evitar decepcionar os outros ou para validar sua própria autoimagem.

    4. **Estratégias de Manejo:** Como terapeuta, trabalharíamos juntos para desenvolver estratégias para gerenciar esses ciclos emocionais. Isso pode envolver técnicas como:
    - **Identificação e modificação de pensamentos distorcidos:** Ajudar a identificar pensamentos automáticos negativos (como "não vou conseguir" ou "todos vão ficar chateados comigo") e substituí-los por pensamentos mais realistas e equilibrados.
    - **Planejamento de atividades:** Aprender a avaliar adequadamente a carga de responsabilidades antes de assumi-las, reservando tempo suficiente para o autocuidado e a recuperação emocional.
    - **Prática de habilidades de enfrentamento:** Desenvolver habilidades para lidar com a ansiedade e a culpa, como técnicas de relaxamento, habilidades de resolução de problemas e técnicas de auto-compaixão.

    5. **Promoção de Mudanças Comportamentais:** Trabalhar na construção de hábitos saudáveis de autocontrole e na habilidade de dizer não quando necessário, ajudando a estabelecer limites claros e realistas para evitar sobrecarga emocional.

    Se você está enfrentando esses sentimentos com frequência, considerar uma consulta com um terapeuta cognitivo-comportamental pode ajudar a explorar essas questões mais profundamente e desenvolver estratégias específicas para lidar com esses padrões emocionais e comportamentais.


  • Tenho uma filha de 10 anos e percebo que ela desde que começou a estudar tem bastante dificuldade de

    Tenho uma filha de 10 anos e percebo que ela desde que começou a estudar tem bastante dificuldade de atenção ( relatados pelos professores das escolas ), uma certa dificuldade em manter amizades também já que por vezes ela entra em assuntos aleatórios, diferente do que está sendo falado. Quando vai falar sobre algo que ocorreu, tende a se perder no assunto ou dar detalhes que não são tão relevantes e/ou objetivos , entre outras coisas. Gostaria de saber se é possível que ela tenha TDAH ( mesmo não sendo tão hiperativa) e como posso colaborar para que ela tenha um desenvolvimento melhor, pois vejo que por vezes ela se sente muito sozinha por não conseguir manter suas amizades , assim como por nao conseguir acompanhar as atividades na escola .
    Como posso descobrir se pode ser TDAH ? A quem devo recorrer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    É compreensível estar preocupada com sua filha, especialmente diante dos sintomas relatados pelos professores. Dificuldades de atenção, impulsividade em mudar de assunto e problemas em manter amizades são indicativos que podem sugerir a possibilidade de TDAH, mesmo sem hiperatividade visível.

    Para confirmar um diagnóstico, é aconselhável procurar um psicólogo ou psiquiatra infantil especializado. Eles realizarão uma avaliação detalhada, incluindo entrevistas com os pais, observação do comportamento da criança e possivelmente testes psicológicos específicos.

    Além disso, é importante manter uma comunicação aberta com a escola para entender melhor o desempenho da sua filha e quais apoios adicionais ela pode precisar. Estratégias de manejo e intervenções baseadas em TCC podem ser desenvolvidas para ajudá-la a lidar melhor com os desafios do TDAH, tanto em casa quanto na escola.

    Com o suporte adequado e intervenções apropriadas, você pode ajudar sua filha a desenvolver habilidades necessárias para superar esses desafios e promover seu bem-estar emocional e acadêmico.


  • Um autista dependendo do nível de suporte e de sua individualidade pode com o passar do tempo começa

    Um autista dependendo do nível de suporte e de sua individualidade pode com o passar do tempo começar a entender ironia, sarcasmo e metáforas? Por exemplo na infância e parte da adolescência não entender e depois começar a melhorar e entender? Ou isso é sempre estático?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sarah Azevedo

    Sim, é possível que pessoas no espectro autista (autistas) desenvolvam uma melhor compreensão de ironia, sarcasmo e metáforas ao longo do tempo, especialmente com o suporte adequado e dependendo de sua individualidade e do nível de desenvolvimento cognitivo e linguístico.

    Entender ironia, sarcasmo e metáforas pode ser desafiador para algumas pessoas autistas devido a diferenças na interpretação da linguagem e na capacidade de processar contextos sociais e emocionais. Na infância e parte da adolescência, é comum que pessoas autistas tenham dificuldade com esses aspectos da linguagem não literal. No entanto, com o tempo e com intervenções educacionais, terapêuticas e sociais apropriadas, muitos indivíduos autistas podem melhorar significativamente sua habilidade de entender esses conceitos.

    A melhoria na compreensão pode ser facilitada por várias estratégias, como ensino explícito de linguagem não literal, prática em situações sociais, desenvolvimento de teoria da mente e aprendizado através de exemplos concretos. Além disso, o interesse pessoal e o desenvolvimento individual também desempenham um papel importante.

    É importante ressaltar que o desenvolvimento não é uniforme e varia de pessoa para pessoa. Alguns indivíduos autistas podem desenvolver uma compreensão sólida de ironia, sarcasmo e metáforas, enquanto outros podem continuar a ter dificuldades nessa área. O suporte contínuo e adaptado às necessidades individuais é essencial para ajudar cada pessoa autista a alcançar seu potencial máximo de compreensão e comunicação.


Perguntas frequentes

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