Perguntas do paciente (10)

  • Olá, tenho problemas com TOC e ansiedade e precisando de me consultar com psiquiatra, mas não estou

    Olá, tenho problemas com TOC e ansiedade e precisando de me consultar com psiquiatra, mas não estou conseguindo ter coragem de me consultar e por isso pensei em inicialmente fazer uma consulta por texto (encontrei essa modalidade de consulta). Gostaria de saber se esse tipo de consulta funciona mesmo ou se precisa ser por vídeo ou presencial

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Sergio Delvizio Freire Junior

    Olá! Entendo perfeitamente suas dúvidas e a vontade de buscar ajuda de uma forma mais confortável inicialmente. Anotações podem ser uma boa alternativa para iniciar o processo e para quem tem dificuldades de coragem ou ansiedade para se expor, porém desconheço este processo validado pelo Conselho Federal de Medicina. Existem regulamentações de sigilo para consultas realizadas presencialmente ou por vídeo. Trazer anotações a uma consulta permitem que você organize melhor seus pensamentos e emoções, além de oferecer um espaço seguro para compartilhar suas situações.
    No entanto, é importante lembrar que cada caso é único, e para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado, uma avaliação mais detalhada. Recomendo que, assim que se sentir mais confortável, faça um atendimento mais completo com um profissional, para que possa receber o suporte mais adequado para o seu quadro.
    Estou à disposição para ajudar no que precisar e orientar sobre os próximos passos.





  • Já tomo o cloridrato de venlafaxina a quase vinte anos e todas as vezes que tento baixar a dosagem t

    Já tomo o cloridrato de venlafaxina a quase vinte anos e todas as vezes que tento baixar a dosagem tenho recaída. Porque isso acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Sergio Delvizio Freire Junior

    Olá! Entendo perfeitamente sua frustração e a dificuldade em reduzir a dose do cloridrato de venlafaxina após um uso tão prolongado. Sua experiência de recaída ao tentar diminuir a dosagem é algo que observamos em alguns pacientes e pode ter algumas explicações importantes.
    Em primeiro lugar, após um uso contínuo por quase vinte anos, é provável que seu organismo tenha desenvolvido uma neuroadaptação significativa à presença da venlafaxina. Isso significa que seu cérebro se ajustou para funcionar em um determinado equilíbrio neuroquímico influenciado pela medicação. A venlafaxina é um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN), e sua presença constante altera a disponibilidade desses neurotransmissores e a sensibilidade dos receptores.
    Quando você tenta baixar a dose, esse equilíbrio é perturbado. O cérebro precisa se readaptar a níveis mais baixos de venlafaxina e, consequentemente, a uma menor influência na recaptação de serotonina e noradrenalina. Esse processo de readaptação pode ser lento e, em algumas pessoas, pode levar ao reaparecimento dos sintomas da condição original para a qual a venlafaxina foi prescrita, caracterizando uma recaída.
    Outro fator importante a considerar é a natureza crônica da sua condição. Se você foi diagnosticado com um transtorno de ansiedade generalizada, depressão ou outra condição que requer o uso da venlafaxina, é possível que essa vulnerabilidade subjacente ainda esteja presente. A medicação tem sido eficaz em controlar os sintomas ao longo dos anos, mas a redução da dose pode permitir que essa predisposição se manifeste novamente. Em alguns casos, a medicação de manutenção a longo prazo é necessária para prevenir a recorrência dos sintomas em indivíduos com histórico de quadros recorrentes ou crônicos.
    Além disso, ao longo de vinte anos, podem ter ocorrido outras mudanças em sua vida, fatores de estresse ou mesmo alterações neurobiológicas relacionadas ao envelhecimento que podem influenciar sua sensibilidade à redução da medicação.
    É fundamental que você discuta essa dificuldade com seu médico psiquiatra. Ele poderá avaliar a situação de forma mais aprofundada, considerando seu histórico completo e a natureza da sua condição.
    Não se desanime com as tentativas anteriores. Cada pessoa responde de maneira diferente à redução da medicação, e encontrar a melhor estratégia para você requer paciência e colaboração com seu médico.
    Espero ter ajudado!


  • Tomo escitalopram 10mg a 4 anos esses dias agora estava muito ansiosa fui no psiquiatra e aumentou p

    Tomo escitalopram 10mg a 4 anos esses dias agora estava muito ansiosa fui no psiquiatra e aumentou para 15mg tive efeito colaterais muito forte no início depois foi diminuindo mas eu continuo ansiosa e chorando, faz 11 dias q aumentou a dose será q isso passa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Sergio Delvizio Freire Junior

    Olá! Compreendo sua preocupação e o desconforto que você está sentindo após o aumento da dose do escitalopram para 15mg. É importante avaliarmos essa situação com atenção, considerando o tempo decorrido desde a mudança na medicação.
    A exacerbação inicial dos sintomas de ansiedade e o surgimento de efeitos colaterais após o aumento da dose de um ISRS, como o escitalopram, são eventos relativamente comuns. O organismo necessita de um período para se readaptar à nova concentração do medicamento. Os efeitos colaterais iniciais podem incluir sintomas como náuseas, cefaleia, alterações no sono, aumento da ansiedade e outras manifestações. A melhora progressiva desses efeitos colaterais ao longo dos primeiros dias ou semanas é o padrão esperado, como você mesma observou.
    No entanto, a persistência da ansiedade e do choro após 11 dias do aumento da dose levanta algumas considerações importantes. Embora o período inicial de adaptação aos efeitos colaterais possa estar diminuindo, o tempo para que o efeito terapêutico completo de uma nova dose de antidepressivo se manifeste pode ser mais prolongado. Geralmente, observamos que os benefícios terapêuticos significativos, como a redução da ansiedade, podem levar de quatro a seis semanas para se tornarem mais consistentes. Nesse período de adaptação, é possível que você ainda esteja experimentando flutuações nos seus níveis de ansiedade e humor. O aumento da dose visa otimizar o controle dos seus sintomas a longo prazo, mas essa melhora pode não ser imediata.
    Considerando o seu relato, sugiro que:
    Continue monitorando seus sintomas: Observe a intensidade e a frequência da sua ansiedade e do choro. Anote se há alguma melhora gradual, mesmo que pequena, ao longo dos próximos dias.
    Mantenha a comunicação com seu psiquiatra: É fundamental que você relate ao seu médico essa persistência dos sintomas. Ele tem o histórico completo do seu tratamento e poderá avaliar se a resposta está dentro do esperado para o tempo decorrido ou se são necessários ajustes adicionais na sua abordagem terapêutica.
    Seja paciente: O processo de ajuste da medicação pode levar tempo. Tente manter a calma e seguir as orientações do seu médico.
    Utilize estratégias de manejo da ansiedade: Continue praticando técnicas de relaxamento, mindfulness ou outras estratégias que você tenha encontrado úteis para lidar com a ansiedade.
    É importante diferenciar os efeitos colaterais iniciais da resposta terapêutica em si. Embora os efeitos colaterais tendam a diminuir, a melhora da ansiedade pode levar mais tempo. Se após algumas semanas (geralmente de 4 a 6) você ainda não observar uma melhora significativa nos seus sintomas, é crucial que você discuta isso com seu psiquiatra para que ele possa reavaliar a sua situação e considerar outras opções de tratamento, se necessário.
    Lembre-se que cada indivíduo responde de maneira única à medicação, e o ajuste fino do tratamento pode demandar tempo e acompanhamento médico regular.
    Espero ter ajudado!


  • Estou tirando o clonazepan e tomando mirtazapina .sentindo muita tontura isto é normal?

    Estou tirando o clonazepan e tomando mirtazapina .sentindo muita tontura isto é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Sergio Delvizio Freire Junior

    Olá!
    A interação farmacodinâmica entre a mirtazapina e o clonazepam pode, de fato, potencializar alguns efeitos no sistema nervoso central, incluindo sedação e tontura. Ambos os medicamentos têm propriedades depressoras do SNC. O clonazepam atua primariamente no sistema GABAérgico, enquanto a mirtazapina tem um perfil farmacológico mais complexo, incluindo antagonismo nos receptores alfa-2 adrenérgicos (o que aumenta a liberação de noradrenalina e serotonina), além de antagonismo nos receptores histamínicos H1 e serotoninérgicos 5-HT2A, 5-HT2C e 5-HT3.
    O antagonismo H1 da mirtazapina é conhecido por causar sonolência e pode contribuir para a sensação de tontura. Além disso, tanto a mirtazapina quanto a síndrome de abstinência do clonazepam podem, independentemente ou em combinação, influenciar a pressão arterial.
    A hipotensão, especialmente a hipotensão ortostática (queda da pressão arterial ao levantar), é uma causa comum de tontura. A mirtazapina, devido aos seus efeitos noradrenérgicos e serotoninérgicos, pode, em alguns indivíduos, levar a alterações na regulação da pressão arterial. Da mesma forma, a desregulação autonômica que pode ocorrer durante a síndrome de abstinência de benzodiazepínicos também pode contribuir para a instabilidade da pressão arterial e, consequentemente, para a tontura.
    Portanto, a tontura que você está sentindo pode ser multifatorial, resultante de:
    Síndrome de abstinência do clonazepam: a retirada do benzodiazepínico pode levar a sintomas como tontura.
    Efeitos colaterais da mirtazapina: A mirtazapina pode causar tontura, possivelmente relacionada à sedação e/ou alterações na pressão arterial.
    Interação farmacodinâmica: A combinação dos efeitos da mirtazapina e a abstinência do clonazepam podem sinergicamente aumentar a sedação e a instabilidade da pressão arterial.
    Hipotensão: Seja como efeito colateral da mirtazapina, parte da síndrome de abstinência do clonazepam ou uma interação entre ambos, a hipotensão ortostática é uma causa importante a ser considerada para a tontura.
    Espero ter ajudado!


  • eu troquei o paroxetina por venlafaxina que foi um medico clinico geral que trocou e disse que seria

    eu troquei o paroxetina por venlafaxina que foi um medico clinico geral que trocou e disse que seria melhor só que parei o paroxetina e no outro dia ja comecei com venlafaxina devo saber de algo perigoso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Sergio Delvizio Freire Junior

    Olá! Entendo sua preocupação em relação à troca da paroxetina pela venlafaxina, especialmente porque a transição foi feita de um dia para o outro. É ótimo que você esteja buscando informações sobre isso, demonstra cuidado com a sua saúde.
    O que mencionei está bem alinhado com o que observamos na prática clínica. A paroxetina, como expliquei, pode sim causar sintomas de descontinuação mesmo em um curto período. Esses sintomas, como tontura, zumbido, ansiedade, aquelas sensações de "choque", náusea e irritabilidade, são bastante comuns quando a medicação é interrompida abruptamente.
    Além disso, como ambos os medicamentos atuam na serotonina, existe, embora seja raro, um risco aumentado de uma condição chamada síndrome serotoninérgica, principalmente nos primeiros dias após a troca. Os sinais aos quais você deve prestar atenção incluem agitação, sudorese, tremores, confusão mental, diarreia e até febre.
    O ideal, como também foi dito, é que essa transição entre antidepressivos seja feita de forma mais gradual e, preferencialmente, com o acompanhamento de um psiquiatra. Existem algumas formas de fazer essa troca de maneira mais suave, como reduzir a dose da paroxetina aos poucos enquanto se inicia a venlafaxina em uma dose baixa – o que chamamos de "cross-taper". O tempo ideal para essa transição varia bastante de pessoa para pessoa, dependendo da dose que você estava tomando de paroxetina, do tempo que você a utilizou e da sua sensibilidade individual.
    Agora, o mais importante é você observar atentamente como você está se sentindo nos próximos dias, tanto física quanto emocionalmente. A venlafaxina também pode ter seus próprios efeitos colaterais iniciais, como um possível aumento da pressão arterial, insônia ou agitação, e até náuseas. Como você já iniciou a venlafaxina, o que eu sugiro fortemente é que você procure um psiquiatra o mais breve possível. Ele poderá avaliar a sua situação de forma individualizada, ajustar a dose da venlafaxina se necessário e te orientar sobre como lidar com qualquer sintoma de descontinuação da paroxetina ou efeito colateral da nova medicação. O acompanhamento especializado é fundamental para garantir que essa transição seja feita da maneira mais segura e confortável para você.
    Espero ter ajudado.


  • Eu tomava o Lorax (Lorazepam), mas como está em falta vou tomar o Clonazepam tem muita diferença entre

    Eu tomava o Lorax (Lorazepam), mas como está em falta vou tomar o Clonazepam tem muita diferença entre um e outro? Eu me daria bem com o clonazepam de 2 MG.obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Sergio Delvizio Freire Junior

    Olá! Entendo sua situação e a sua pergunta sobre a troca do Lorax (lorazepam) pelo Clonazepam devido à falta do primeiro. É importante conversarmos sobre as diferenças entre esses dois medicamentos e o uso do Clonazepam 2mg.
    Tanto o lorazepam quanto o clonazepam pertencem à classe dos benzodiazepínicos. Eles atuam no sistema nervoso central, potencializando o efeito do neurotransmissor GABA, o que resulta em efeitos ansiolíticos, sedativos, relaxantes musculares e anticonvulsivantes. No entanto, existem algumas diferenças importantes entre eles:
    Potência: O clonazepam geralmente é considerado mais potente que o lorazepam em termos de dose por miligrama. Isso significa que uma dose menor de clonazepam pode ter um efeito clínico semelhante ao de uma dose maior de lorazepam.
    Duração da ação: O clonazepam tem uma meia-vida mais longa do que o lorazepam. Isso significa que seus efeitos tendem a durar mais tempo no organismo. O lorazepam tem uma ação mais curta, o que pode ser preferível em algumas situações onde se busca um efeito mais imediato e de menor duração.
    Indicações: Embora ambos sejam usados para tratar ansiedade, o clonazepam também é frequentemente utilizado no tratamento de alguns tipos de epilepsia e síndrome do pânico, enquanto o lorazepam pode ser mais utilizado em casos de ansiedade aguda, insônia e como pré-medicação em procedimentos médicos.
    Em relação à sua pergunta sobre o Clonazepam 2mg, essa é uma dose considerada alta para iniciar o tratamento com clonazepam para ansiedade na maioria dos casos. Geralmente, o tratamento com clonazepam para ansiedade começa com doses mais baixas, como 0,25mg ou 0,5mg, administradas uma ou duas vezes ao dia, e a dose é ajustada gradualmente pelo médico de acordo com a sua resposta e tolerância.
    Iniciar diretamente com 2mg de clonazepam pode levar a efeitos colaterais mais intensos, como sedação excessiva, sonolência prolongada, tontura, falta de coordenação motora, dificuldade de concentração e confusão. Além disso, o risco de dependência e síndrome de abstinência também pode ser maior com doses mais elevadas, especialmente se usadas por um período prolongado.
    Minha recomendação é enfática: Não inicie o uso do Clonazepam 2mg sem antes conversar com o seu médico. É crucial que ele avalie a sua condição clínica, o motivo pelo qual você utilizava o lorazepam, a dose que você tomava e faça a transição para o clonazepam de forma segura e gradual. Ele poderá determinar a dose inicial mais adequada para você e monitorar a sua resposta ao medicamento.
    Lembre-se que a automedicação e o uso de doses elevadas de benzodiazepínicos podem ser perigosos e trazer mais malefícios do que benefícios. A segurança e a eficácia do tratamento dependem de uma avaliação médica individualizada e de um acompanhamento adequado.
    Espero ter ajudado!


  • Comecei a tomar Lexapro há 15 dias, 1/2 comprimidos, após 4 dias de uso, passei a ter insônia forte,

    Comecei a tomar Lexapro há 15 dias, 1/2 comprimidos, após 4 dias de uso, passei a ter insônia forte, reduzi para um dia Sim outro não é continuo com insônia no dia Sim, mesmo tomando ainda 1/2dose. É comum isso acontecer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Sergio Delvizio Freire Junior

    Olá! Entendo perfeitamente sua preocupação com a insônia que surgiu após o início do Lexapro (escitalopram). É importante avaliarmos essa situação com atenção.
    Do ponto de vista farmacológico, o escitalopram, embora seja um medicamento ansiolítico e antidepressivo, pode, em alguns indivíduos, apresentar efeitos colaterais relacionados ao sono, principalmente na fase inicial do tratamento. A insônia é um efeito adverso relatado por alguns pacientes.
    A cronologia que você descreve – início da insônia após alguns dias de uso e persistência mesmo com a redução da dose para dias alternados – embora não seja a apresentação mais comum, pode ocorrer. A resposta individual aos medicamentos psicotrópicos varia consideravelmente devido a fatores genéticos, neuroquímicos e de sensibilidade individual.
    A sua tentativa de reduzir a dose para dias alternados pode ter impactado a estabilidade da concentração do medicamento no seu organismo, o que, em vez de aliviar, pode estar contribuindo para a persistência da insônia nos dias em que você o utiliza. A administração intermitente de um ISRS pode levar a flutuações nos níveis serotoninérgicos, o que pode ser desestabilizador para alguns indivíduos.
    Neste momento, o mais importante é que você entre em contato com o seu médico prescritor o mais breve possível. Ele poderá avaliar a sua situação de forma individualizada e considerar algumas estratégias para manejar essa insônia. Algumas possibilidades incluem:
    Reajuste da dose: Pode ser que a dose inicial de 1/2 comprimido seja ainda impactante para o seu sistema, ou que a administração em dias alternados não esteja permitindo uma adaptação adequada.
    Avaliação do horário de administração: Embora muitas pessoas tolerem bem o escitalopram pela manhã, em alguns casos, tomá-lo em um horário específico pode influenciar o sono. Discutir o horário ideal com seu médico é importante.
    Uso de medicações adjuvantes para o sono (temporariamente): Em algumas situações, o médico pode considerar o uso de um medicamento para ajudar a regular o sono durante a fase inicial de adaptação ao antidepressivo. Essa é uma decisão que deve ser tomada exclusivamente pelo profissional, considerando seu histórico e outras medicações que você possa estar utilizando.
    Monitoramento dos sintomas: É importante relatar ao seu médico a intensidade da insônia, em que momentos ela ocorre e se há outros sintomas associados.
    Não é recomendado que você continue utilizando a medicação em dias alternados sem orientação médica, pois essa forma de administração pode não ser terapêutica e pode dificultar a adaptação ao tratamento.
    Lembre-se que o objetivo do tratamento é a melhora dos seus sintomas de ansiedade com o mínimo de efeitos colaterais possível. Espero ter ajudado.


  • Lexapro 10mg afeta negativamente os níveis de dopamina?

    Lexapro 10mg afeta negativamente os níveis de dopamina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Sergio Delvizio Freire Junior

    Olá! Essa é uma pergunta importante e que merece uma análise cuidadosa. Vamos entender melhor a relação entre o Lexapro (escitalopram) e os níveis de dopamina.
    Do ponto de vista neurofarmacológico, o escitalopram é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS). Sua principal ação terapêutica se dá através do aumento da disponibilidade da serotonina na fenda sináptica, potencializando a neurotransmissão serotoninérgica. O escitalopram é altamente seletivo para o transportador de serotonina (SERT) e possui uma afinidade muito baixa por outros neurotransmissores, incluindo a dopamina.
    Em termos diretos, o escitalopram em doses terapêuticas como 10mg não tem um efeito inibitório significativo na recaptação de dopamina. A dopamina é primariamente regulada pelo transportador de dopamina (DAT), que não é um alvo principal da ação do escitalopram.
    No entanto, é importante considerar que os sistemas de neurotransmissores no cérebro são complexos e interconectados. Alterações significativas em um sistema, como o serotoninérgico, podem, indiretamente, influenciar outros sistemas, incluindo o dopaminérgico. Essa influência indireta pode ocorrer através de interações em nível de circuitos neuronais e receptores pós-sinápticos.
    Alguns estudos sugerem que o aumento da serotonina pode, em certas áreas cerebrais e sob certas condições, exercer um efeito inibitório na liberação ou na atividade da dopamina. Por outro lado, em outras áreas ou sob outras condições, pode haver uma modulação positiva ou neutra. Essa interação é complexa e ainda está sendo extensivamente pesquisada.
    Clinicamente, alguns pacientes em uso de ISRS, incluindo o escitalopram, podem relatar sintomas como fadiga, diminuição da motivação ou alterações na libido, que podem, em parte, estar relacionadas a essas interações indiretas com o sistema dopaminérgico. No entanto, é fundamental ressaltar que esses sintomas podem ter múltiplas causas, incluindo a própria condição psiquiátrica subjacente.
    Portanto, embora o Lexapro (escitalopram) não tenha uma ação direta significativa nos níveis de dopamina através da inibição da sua recaptação, é possível que ocorram influências indiretas devido à complexa interação entre os sistemas de neurotransmissores no cérebro.
    Se você estiver preocupado com possíveis efeitos nos seus níveis de dopamina ou estiver experimentando sintomas como diminuição da motivação, fadiga acentuada ou alterações significativas no humor ou na energia, é crucial que você discuta essas preocupações com o seu médico. Ele poderá avaliar seus sintomas no contexto do seu tratamento e considerar outras possíveis causas ou estratégias de manejo, se necessário.


  • Olá! Fiz o tratamento para ansiedade generalizada durante 1 ano com o escitalopram, comecei o desmame

    Olá!
    Fiz o tratamento para ansiedade generalizada durante 1 ano com o escitalopram, comecei o desmame diminuindo as doses a cada semana e a uma semana não estou mais tomando. Sinto vertigens, sensação de tontura. Isso é normal? Quanto tempo leva a passar? Aguardo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Sergio Delvizio Freire Junior

    Olá! Compreendo sua preocupação com os sintomas de vertigem e tontura após a descontinuação do escitalopram, mesmo tendo realizado um esquema de redução gradual.
    Do ponto de vista clínico, a ocorrência de sintomas como vertigem e tontura é consistente com a síndrome de descontinuação de inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como o escitalopram. Durante o tratamento crônico, o sistema nervoso central passa por adaptações neuroquímicas em resposta à presença contínua do fármaco. A retirada, mesmo que gradual, pode desencadear um período de readaptação, manifestando-se através de diversos sintomas.
    A síndrome de descontinuação pode incluir, além de vertigem e tontura, náuseas, cefaleia, irritabilidade, ansiedade (que pode se apresentar de forma distinta da ansiedade primária), insônia e parestesias. A intensidade e a duração desses sintomas são variáveis, influenciadas por fatores como a duração do tratamento, a dose utilizada, a velocidade da redução posológica e a susceptibilidade individual do paciente.
    Em geral, espera-se que os sintomas de descontinuação do escitalopram sejam autolimitados e de intensidade leve a moderada, com resolução progressiva ao longo de uma a quatro semanas após a interrupção completa. A persistência ou intensidade exacerbada dos sintomas pode, em alguns casos, requerer avaliação clínica mais detalhada.
    Neste momento, oriento que você mantenha um acompanhamento dos seus sintomas, registrando sua frequência e intensidade. Adotar medidas de suporte, como hidratação adequada e manutenção de hábitos de vida saudáveis, pode auxiliar no processo de readaptação do organismo.
    A avaliação clínica é essencial para descartar outras etiologias para a sua sintomatologia e garantir uma abordagem terapêutica adequada durante esta fase de transição.
    Espero ter ajudado.


  • Estou tomando Escilatopram para ansiedade, no começo nao sentia nada potem ao aumentar a dose estou

    Estou tomando Escilatopram para ansiedade, no começo nao sentia nada potem ao aumentar a dose estou sentindo muita sonolencia e fadiga, estou no 13 dia, isso é normal? O efeito colateral vir depois? Obrigado. Tomo a noite antes de dormir.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Sergio Delvizio Freire Junior

    Olá! Compreendo perfeitamente o que você está relatando em relação ao uso do escitalopram. É uma experiência comum que alguns pacientes vivenciam, especialmente no período inicial do tratamento ou após um ajuste na dosagem.
    Do ponto de vista neurobiológico, o escitalopram é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS). Sua ação primária consiste em aumentar a disponibilidade da serotonina na fenda sináptica, o que leva a uma modulação dos circuitos neuronais envolvidos na ansiedade. O sistema nervoso central, ao ser exposto a essa nova homeostase neuroquímica, necessita de um período de adaptação.
    A sonolência e a fadiga que você está sentindo são efeitos colaterais conhecidos e frequentemente relatados durante essa fase inicial. Embora muitas vezes os efeitos colaterais sejam mais pronunciados nos primeiros dias após o início da medicação, é também comum que eles surjam ou se intensifiquem após um aumento da dose, como no seu caso, mesmo após alguns dias de uso da nova posologia.
    O período que você está atravessando, o 13º dia, ainda se enquadra na fase inicial de adaptação ao escitalopram. Geralmente, observamos que nas primeiras duas semanas os efeitos colaterais tendem a ser mais significativos. Progressivamente, entre a terceira e a quarta semana, o organismo começa a se ajustar, e esses efeitos colaterais costumam diminuir em intensidade. É importante ter em mente que os efeitos terapêuticos mais consistentes do escitalopram geralmente se manifestam a partir da quarta até a sexta semana de tratamento.
    A sua estratégia de tomar a medicação à noite é uma prática comum para tentar minimizar o impacto da sonolência durante o dia. Contudo, em alguns casos, paradoxalmente, a administração matinal pode ser considerada, embora essa alteração deva ser sempre feita sob orientação médica. Neste momento, sugiro que você continue monitorando seus sintomas com atenção. Seria útil registrar a intensidade da fadiga ao longo do dia e observar se ela interfere nas suas atividades diárias, como trabalho e concentração.
    É fundamental que você discuta esses efeitos colaterais com o seu médico. Ele poderá avaliar a necessidade de manter a dose atual, considerar uma redução temporária ou, eventualmente, discutir outras estratégias de manejo. É crucial que você não realize nenhuma alteração na dose ou no horário da medicação por conta própria, pois isso pode comprometer a estabilidade do seu tratamento. Ademais, é aconselhável evitar o consumo de álcool e de outras substâncias com propriedades sedativas, incluindo alguns fitoterápicos, pois podem potencializar a sonolência.
    Espero ter ajudado!


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