Perguntas do paciente (10)

  • Como as empresas podem apoiar um funcionário com "Inteligência Limítrofe" ?

    Como as empresas podem apoiar um funcionário com "Inteligência Limítrofe" ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sheila Goulart

    Empresas podem apoiar um funcionário com funcionamento intelectual limítrofe (termo técnico mais adequado) principalmente por meio de adaptações simples e humanas, que beneficiam não só essa pessoa, mas todo o time.

    Alguns caminhos importantes:

    • Comunicação clara e objetiva, com orientações mais diretas, passo a passo e, quando possível, por escrito.
    • Rotinas bem definidas, com tarefas estruturadas e expectativas alinhadas.
    • Treinamento prático e contínuo, respeitando o ritmo de aprendizagem.
    • Feedbacks frequentes e construtivos, focados em orientação e desenvolvimento, não em punição.
    • Ambiente psicológico seguro, sem exposição, rótulos ou constrangimentos.
    • Abertura para apoio profissional, como acompanhamento psicológico ou orientação especializada, quando necessário.

    Quando a empresa escolhe acolher as diferenças cognitivas com respeito, ela não está “facilitando”, mas promovendo inclusão, dignidade e melhor desempenho. Pessoas rendem mais quando se sentem compreendidas e apoiadas.


  • Como posso lidar com o Bloqueio Emocional ? .

    Como posso lidar com o Bloqueio Emocional ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sheila Goulart

    O bloqueio emocional acontece quando, diante de uma situação, sentimos dificuldade em acessar ou expressar nossas emoções. É como se houvesse uma “barreira interna” que impede o fluxo natural dos sentimentos. Isso pode gerar frustração, sensação de vazio e até impacto nas relações pessoais e profissionais.

    1. Reconheça o bloqueio
    O primeiro passo é perceber os sinais: dificuldade em falar sobre o que sente, tendência a “desligar” em momentos emocionais, ou até um distanciamento dos próprios desejos e necessidades. Nomear o que está acontecendo já ajuda a diminuir o peso.

    2. Pratique o autocuidado
    Atividades como escrever sobre o que sente, praticar exercícios físicos, meditar ou simplesmente reservar um tempo para si mesmo podem abrir espaço para que as emoções sejam elaboradas com mais suavidade.

    3. Permita-se sentir aos poucos
    Não é necessário forçar-se a expressar tudo de uma vez. Dar pequenos passos — como compartilhar algo simples com alguém de confiança — pode tornar o processo mais seguro e acolhedor.

    4. Busque apoio profissional
    Muitas vezes, o bloqueio emocional está relacionado a experiências passadas ou a estratégias de proteção que se tornaram automáticas. A psicoterapia é um espaço seguro para compreender essas raízes e construir novas formas de lidar com as emoções.

    Lembre-se: lidar com o bloqueio emocional não significa “eliminá-lo de imediato”, mas sim aprender a se aproximar dos seus sentimentos de maneira gradual, respeitosa e saudável.


  • Qual o papel do estresse nas doenças autoimunes? .

    Qual o papel do estresse nas doenças autoimunes? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sheila Goulart

    O estresse faz parte da vida e, em pequenas doses, pode até nos ajudar a lidar com desafios. Mas quando ele se torna frequente e prolongado, pode impactar o equilíbrio do nosso corpo e da nossa mente.

    No caso das doenças autoimunes, em que o sistema de defesa do organismo passa a atacar o próprio corpo, o estresse não é considerado a causa principal, mas pode atuar como um fator de risco e de agravamento.

    Isso acontece porque o estresse prolongado altera o funcionamento do sistema imunológico e aumenta processos inflamatórios no corpo. Com isso, pode facilitar crises, intensificar sintomas e até dificultar a recuperação.

    Além disso, o estresse também influencia aspectos emocionais e cognitivos, como memória, atenção e regulação emocional, o que pode tornar o cuidado com a saúde mais difícil no dia a dia.

    Por isso, aprender a reconhecer sinais de estresse e desenvolver estratégias de manejo — como psicoterapia, prática de atividade física, técnicas de relaxamento e apoio social — é essencial para quem convive com uma condição autoimune.


  • Quais são os Hábitos diários que reduzem a raiva ao longo do tempo ?

    Quais são os Hábitos diários que reduzem a raiva ao longo do tempo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sheila Goulart

    A raiva é uma emoção comum em quem vive com Transtorno de Personalidade Borderline, mas existem práticas diárias que podem ajudar a regular melhor as emoções e trazer mais equilíbrio ao longo do tempo.

    Praticar respiração e atenção plena (mindfulness): exercícios de respiração profunda ou meditação curta (até 5 minutos por dia) ajudam a acalmar o corpo e reduzir impulsos.

    Registrar emoções: manter um diário para anotar sentimentos e situações que desencadeiam a raiva favorece o autoconhecimento e auxilia no controle.

    Atividade física regular: caminhadas, dança ou qualquer exercício prazeroso liberam tensão acumulada e melhoram o humor.

    Sono de qualidade e rotina estável: dormir bem e manter horários regulares dá mais estabilidade emocional.

    Práticas de autocuidado: hobbies, contato com a natureza ou momentos de relaxamento funcionam como válvulas de escape saudáveis.

    Treinar habilidades de comunicação: aprender a expressar necessidades de forma assertiva reduz conflitos e frustrações.

    Esses hábitos não substituem o acompanhamento psicológico, mas podem ser aliados valiosos no processo terapêutico, promovendo mais equilíbrio emocional e qualidade de vida.


  • O que fazer quando os pensamentos ruminativos surgem?

    O que fazer quando os pensamentos ruminativos surgem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sheila Goulart

    A ruminação acontece quando a mente fica presa em um mesmo pensamento ou preocupação, rodando em círculos sem trazer soluções. Esse processo pode aumentar a ansiedade, a tristeza e até dificultar o sono.

    Quando perceber que está ruminando, algumas estratégias podem ajudar:

    Reconheça o pensamento: tomar consciência é o primeiro passo para quebrar o ciclo.

    Respire e traga a atenção para o presente: exercícios de respiração profunda ou atenção plena ajudam a reduzir a intensidade da mente acelerada.

    Redirecione o foco: envolva-se em uma atividade prática, como uma caminhada, ouvir música, escrever ou conversar com alguém de confiança.

    Questione a utilidade do pensamento: pergunte-se: “Esse pensamento está me ajudando a resolver algo ou apenas me deixando preso nele?”.

    Estabeleça um tempo para refletir: se a preocupação for importante, reserve um momento do dia para pensar nela de forma objetiva e buscar soluções.

    Essas práticas podem aliviar o impacto imediato da ruminação, mas se os pensamentos forem persistentes ou estiverem prejudicando sua vida, buscar acompanhamento psicológico é fundamental para aprender novas formas de lidar com eles.


  • Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me

    Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sheila Goulart

    Sentir ansiedade sem uma causa clara não significa ter um defeito ou “ser fraco”. A ansiedade é uma reação natural do corpo, ligada ao nosso sistema de alerta. Muitas vezes, ela aparece mesmo quando não há perigo real, porque o organismo está mais sensível ou reagindo a fatores que nem sempre percebemos de forma consciente.

    As causas podem ser variadas, como:

    Predisposição biológica e genética: algumas pessoas têm um sistema nervoso mais reativo.

    Histórico de vida e experiências passadas: situações de estresse ou traumas podem deixar o corpo em estado de alerta.

    Fatores do dia a dia: má qualidade do sono, excesso de café, preocupações acumuladas ou até falta de pausas de descanso.

    Questões emocionais: dificuldade em lidar com incertezas, cobranças internas ou excesso de autocobrança.

    Ou seja, a ansiedade não é um defeito, mas um sinal de que algo dentro de você precisa de cuidado. A boa notícia é que existem formas de tratá-la — seja por meio de psicoterapia, mudanças de hábitos ou, em alguns casos, acompanhamento médico.


  • Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sheila Goulart

    Sim, com certeza! A psicoterapia pode ser proveitosa em qualquer fase da vida. Aos 75 anos, ela pode ajudar a lidar com questões muito comuns nessa etapa, como:

    mudanças de rotina e de papéis sociais (aposentadoria, filhos adultos, netos);

    sentimentos de solidão ou perdas;

    adaptação às transformações físicas e cognitivas;

    ressignificação de experiências de vida e fortalecimento da autoestima.

    A terapia também oferece um espaço seguro para expressar emoções, elaborar histórias pessoais e encontrar novos sentidos para a vida. Nunca é “tarde demais” para investir em bem-estar emocional. Pelo contrário: pode ser um momento precioso para cuidar de si com mais calma, maturidade e sabedoria acumulada.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sheila Goulart

    A sua dúvida é muito comum: muitas vezes, os sintomas de ansiedade e estresse podem se confundir. Ambos podem trazer sinais como cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, insônia e até sintomas físicos, como dor de cabeça, tensão muscular e palpitações.

    O que ajuda a diferenciar?

    Estresse geralmente está ligado a uma situação específica (provas, prazos no trabalho, conflitos familiares). Quando essa situação passa, os sintomas costumam diminuir.

    Ansiedade tende a ser mais persistente: a preocupação e o mal-estar aparecem mesmo sem um motivo claro ou continuam mesmo depois que o problema imediato já foi resolvido.

    ‍ Como fazer a avaliação?
    O ideal é procurar um(a) psicólogo(a), que poderá ouvir sua história, entender os contextos em que os sintomas aparecem e ajudar a identificar se se trata de ansiedade, estresse ou até ambos. Em alguns casos, também pode ser indicado buscar um psiquiatra para complementar a avaliação.

    Enquanto isso, você pode observar e anotar:

    Quando os sintomas surgem (há gatilhos claros ou não);

    Como eles impactam sua rotina;

    O que costuma aliviar ou piorar o mal-estar.

    Esse registro vai ajudar muito na sua primeira consulta.

    Fique à vontade para me procurar e marcar uma consulta.


  • Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sheila Goulart

    A depressão é uma condição séria, mas não significa que você precisa viver com sofrimento constante. Existe tratamento e, com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem melhorar muito a qualidade de vida, reduzir os sintomas e ter mais equilíbrio no dia a dia.

    No caso do transtorno bipolar, é fundamental ter acompanhamento contínuo com um psiquiatra para ajustar a medicação quando necessário, além da psicoterapia, que ajuda a reconhecer sinais de crise, fortalecer recursos emocionais e construir estratégias para lidar melhor com os altos e baixos.

    Então, existe “cura”?
    Podemos dizer que existe tratamento eficaz: com o cuidado certo, é possível viver com mais estabilidade, prevenir recaídas e ter uma vida plena. Muitas pessoas conseguem trabalhar, se relacionar, realizar projetos e se sentir bem consigo mesmas, mesmo com o diagnóstico.

    O primeiro passo é não enfrentar isso sozinho(a). Buscar ajuda especializada é a forma mais segura de encontrar um caminho de melhora duradoura.

    Fique à vontade para me procurar e ajudar uma consulta.


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sheila Goulart

    Apoiar o outro não significa carregar sozinho o peso dele.
    Quando você se doa demais, pode acabar esquecendo de si mesma. Escutar e apoiar é importante, mas também é essencial respeitar seus limites. Cuidar de si não é egoísmo — é a base para conseguir estar bem e, assim, ajudar de forma saudável.


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