Perguntas do paciente (7)
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Procuramos sempre uma resposta pronta, uma fórmula mágica, não é mesmo??
Você pergunta quando será feliz, mas talvez a questão mais importante seja outra: o que faz você acreditar que a felicidade chegará apenas quando alguém ocupar esse lugar? Às vezes, o sofrimento não nasce apenas da ausência de um relacionamento, mas do significado que damos a essa ausência. Vale a pena permanecer um pouco nessa pergunta antes de buscar uma resposta.
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Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento
Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente
Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondamRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Veja bem, talvez a questão não seja se a palavra é repetida em voz alta ou apenas na mente, mas o que você está tentando silenciar ao repeti-la. Às vezes, mais importante do que acalmar a mente é compreender o que ela insiste em dizer.
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Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi
Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Talvez a pergunta não seja se essa tranquilidade será o seu "novo normal", mas quem você acredita ser sem a ansiedade. Depois de tantos anos vivendo a partir dela, é compreensível estranhar sua ausência. Em vez de tentar voltar ao que era conhecido, talvez valha a pena perguntar: quem é você quando não precisa mais viver em estado de alerta?
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Reflita sobre isso, o que mais chama sua atenção: o que você viu por alguns minutos ou a história que passou a contar sobre si a partir disso? Às vezes, o sofrimento não está na experiência em si, mas na identidade que construímos a partir dela. Talvez a pergunta não seja "o que esse conteúdo diz sobre mim?", mas "por que um único episódio ganhou o poder de definir quem eu sou?".
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de perguntar como eliminar a compulsão, talvez seja importante perguntar por que ela encontrou espaço justamente nesse momento da sua vida.
Você relata que isso começou após a gravidez da sua esposa. Essa informação merece atenção. A chegada de um filho costuma transformar profundamente a vida do casal, a identidade do homem, a dinâmica da intimidade, as responsabilidades e até a forma como cada um lida com a solidão, a ansiedade e o desejo. Muitas vezes, a pornografia não surge como causa do sofrimento, mas como uma tentativa de aliviar um vazio, regular emoções ou escapar de conflitos internos que ainda não encontraram palavras.
Em uma psicoterapia de orientação existencial, o foco não seria apenas interromper o comportamento, mas compreender o sentido que ele assumiu na sua vida. O que você busca quando pega o celular? O que acontece dentro de você nos minutos que antecedem esse impulso? O que a pornografia oferece que, naquele momento, parece faltar na sua experiência de existir?
Quando essas perguntas começam a ser exploradas com honestidade, a compulsão deixa de ser apenas um comportamento a ser combatido e passa a revelar algo sobre sua maneira de enfrentar angústias, frustrações, responsabilidades e a própria relação consigo e com sua esposa.
Se houver uma compulsão instalada, com prejuízo importante para sua vida, um acompanhamento com psiquiatra também pode ser indicado para avaliar a presença de ansiedade, depressão, TDAH ou outros fatores que possam estar contribuindo. Mas, independentemente disso, o trabalho psicoterapêutico será justamente ajudá-lo a compreender não apenas **como parar**, mas **por que você precisou desse recurso para lidar com sua existência**. É nessa compreensão que mudanças mais profundas e duradouras costumam acontecer.
Espero ter sido claro, sigo a disposição.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mais do que perguntar se isso é "normal", talvez valha a pena perguntar o que essa tristeza está tentando revelar.
Você diz que não consegue identificar de onde ela vem, mas, ao mesmo tempo, relata sentir que precisa "pisar em ovos" para se expressar e que seus sentimentos não são validados. Às vezes, a tristeza não aparece porque sabemos exatamente sua origem, mas porque estamos vivendo, por muito tempo, experiências nas quais deixamos de existir de forma autêntica para preservar a relação.
A questão não é apenas o quanto o outro valida seus sentimentos, mas o que acontece com você quando sente que não pode ser quem é ou dizer o que pensa. O sofrimento pode ser um convite para olhar não apenas para o relacionamento, mas para a forma como você tem ocupado esse lugar nele.
A psicoterapia pode ajudá-la a compreender o significado dessa tristeza, em vez de apenas tentar eliminá-la. Quando um sentimento persiste, ele costuma carregar uma pergunta importante sobre a maneira como estamos vivendo nossa própria existência.
Espero ter esclarecido, sigo a disposição.
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Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos
Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.
O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.
Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.
Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez a pergunta não seja **quando um casamento acaba**, mas **quando as pessoas deixam de conseguir se encontrar dentro dele**.
Os conflitos fazem parte de qualquer relação. O que costuma determinar a possibilidade de reconstrução não é a ausência de brigas, mas a disposição de ambos para reconhecer a própria participação nelas, escutar o outro e assumir a responsabilidade pelas mudanças necessárias. Quando apenas um carrega esse compromisso, a relação tende a se tornar um lugar de desgaste, e não de crescimento.
Você também menciona algo importante: as discussões acontecem diante dos filhos. Mais do que permanecerem juntos ou se separarem, o que mais impacta uma criança é crescer em um ambiente onde o diálogo foi substituído pela hostilidade e pelo medo.
Um afastamento temporário não deve ser visto como um fracasso, mas, em algumas situações, pode representar um espaço para que cada um reflita sobre si, sobre a relação e sobre o que realmente deseja construir. A questão é: esse tempo servirá para favorecer o encontro ou apenas para prolongar um distanciamento que já existe?
A psicoterapia pode ajudá-lo a responder uma pergunta que ninguém pode responder por você: **você está lutando para preservar a relação ou apenas para evitar o sofrimento que a decisão de mudá-la inevitavelmente trará?** Essa diferença costuma ser decisiva.
Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
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