Perguntas do paciente (11)

  • De que maneira a cognição social se relaciona com a neuropsicologia no contexto do Transtorno de Per

    De que maneira a cognição social se relaciona com a neuropsicologia no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    A neuropsicologia, ao avaliar a cognição social no TPB, descobre que os déficits são seletivos, e não globais. Isso significa que:
    Preservado: A capacidade básica de reconhecer emoções óbvias (como alegria ou tristeza extrema) geralmente está intacta.
    Prejudicado: O que falha são os processos de nível superior: a integração de pistas sutis (contexto, tom de voz, expressões mistas), a flexibilidade para mudar de interpretação diante de novas evidências e a capacidade de distinguir os próprios pensamentos dos pensamentos do outro (um fenômeno chamado fusão cognitiva). No cérebro a percepção revela uma amígdala hiper-reativa a rostos e tons. Viés de ameaça (interpreta neutro como hostil). Sente-se atacado sem motivo real.
    Interpretação- Menor ativação no córtex pré-frontal medial (Teoria da Mente). Hiper mentalização (cria teorias negativas sobre a mente do outro). Acusa o outro de ter más intenções.
    Resposta - Hipoatividade em áreas de controle inibitório. Dificuldade em regular a emoção gerada pela interpretação. Age por impulso (explode, se isola ou se auto lesiona).
    Essa compreensão neuropsicológica da cognição social muda o foco da terapia:
    - Em vez de apenas "controlar a raiva", o trabalho terapêutico (como a DBT - Terapia Comportamental Dialética) passa a incluir treino de habilidades de cognição social: aprender a "desacelerar" a interpretação, questionar o viés de ameaça, e checar os fatos com a outra pessoa antes de concluir que há rejeição.



  • O que é cognição social e qual a sua relação com a neuropsicologia no contexto do Transtorno de Pers

    O que é cognição social e qual a sua relação com a neuropsicologia no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    Em termos simples, cognição social é o conjunto de processos mentais que usamos para perceber, interpretar, e gerar respostas às informações sociais do nosso ambiente. É a "engrenagem" psicológica que nos permite Identificar emoções (em rostos, vozes e gestos); inferir intenções, desejos e crenças dos outros (a já mencionada Teoria da Mente); Compreender normas e regras sociais implícitas; Regular nossas próprias emoções e comportamentos com base no contexto social. Ela é a base para que possamos viver em grupo, formar vínculos e manter relacionamentos saudáveis. A neuropsicologia atua como o "tradutor" que conecta a atividade do cérebro (o substrato biológico) a esses processos da cognição social. Em suma, a cognição social é o campo de batalha onde a neurobiologia do TPB encontra a vida relacional. A neuropsicologia oferece o mapa desse campo, mostrando que as dificuldades não são escolhas deliberadas, mas sim respostas automáticas de um cérebro que interpreta o mundo social como um lugar constante de perigo iminente.


  • Como a neuropsicologia compreende as dificuldades sociais no Transtorno de Personalidade Borderline

    Como a neuropsicologia compreende as dificuldades sociais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    A neuropsicologia compreende as dificuldades sociais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) como o resultado de uma complexa interação entre vulnerabilidades biológicas e experiências ambientais, que se manifestam em padrões específicos de funcionamento cerebral e cognitivo. Em vez de uma simples incapacidade de entender o outro, a pesquisa aponta para um processamento social intensamente reativo e frequentemente distorcido, que leva a intensos sofrimentos e desentendimentos interpessoais.


  • “De que maneira intervenções psicológicas promovem integração identitária e senso de pertencimento i

    “De que maneira intervenções psicológicas promovem integração identitária e senso de pertencimento interpessoal em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), considerando os déficits de regulação afetiva, apego e mentalização? Como diferentes abordagens psicoterápicas operacionalizam essa construção (Psiquiátrica, Psicanalítica, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Neuropsicológica)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    Não consigo te responder dentro da psicanálise e TCC porque sou terapeuta sistêmica. Posso te dar a maneira como a terapia sistêmica ( que é muitas vezes confundida com terapia familiar e de casal, mas também é usada em tratamentos individuais) pode trabalhar esse transtorno. A terapia sistêmica é aplicada como uma "muleta ambiental" para o cérebro com TPB. Ela não cura a desregulação emocional, mas ensina as pessoas ao redor a falarem uma "língua" que o cérebro borderline consegue processar com menos distorção, criando um ecossistema relacional mais seguro e estável, o que, por sua vez, reduz a frequência e a intensidade das crises.


  • Estou passando por um momento delicado...minha avó está perto dos 90 anos mas está com a saúde muito

    Estou passando por um momento delicado...minha avó está perto dos 90 anos mas está com a saúde muito fragilizada. Ela tem demência e alzheimer e a cada dia decai mais. Os médicos dizem que a passagem dela pode ocorrer a qualquer momento, pode ser dias, semanas ou alguns meses apenas em um cenário otimista. Eu não estou sabendo lidar bem com a situação, sempre fui muito próxima dela e é como se eu estivesse me despedindo com ela aqui ainda. É uma dor e angústia constante. Será que a terapia poderia ajudar nesse processo e como faria isso? Ou devo procurar ajuda terapêutica depois que as coisas ocorrerem? Estou confusa nesse momento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    Procure agora terapia para lhe ajudar a se relacionar com a finitude. A morte é a única coisa certa que temos na vida, por isso seria bom já começar a elaborar a perda da avó.


  • Pode relacionar ansiedade social com superdotação? Ou ter ambos em conjunto. Me pergunto se minha m

    Pode relacionar ansiedade social com superdotação? Ou ter ambos em conjunto.
    Me pergunto se minha minha hipervigilancia e sensação de muita consciência é apenas a ansiedade ativada.
    Como não se confundir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    Seria bom fazer um psicodiagnóstico com uma neuropsicóloga para ver se realmente tem Altas Habilidades.Se já tem esse diagnóstico precisaria trabalhar essa ansiedade social. Será queé ansiedade social? ou resultado das Altas Habilidades que lhe faz ver tudo muito monótono e aquém do que você percebe ao seu redor?


  • A instabilidade emocional é uma característica central do Transtorno de Personalidade Borderline (TP

    A instabilidade emocional é uma característica central do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Como a negação do diagnóstico pode afetar a capacidade do paciente de entender e regular suas emoções? Como podemos ajudá-los a desenvolver habilidades de regulação emocional, mesmo que ainda não aceitem completamente o diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    É muito difícil ajudar alguém a regular as emoções sem que ele ou ela aceitem fazer uma terapia. Pacientes com TPB têm muita dificuldade em aderir a um tratamento. Eles precisam de atendimento psiquiátrico e psicológico.


  • Quais são algumas das maneiras pelas quais a negação se manifesta em indivíduos com Transtorno de Pe

    Quais são algumas das maneiras pelas quais a negação se manifesta em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    A negação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se manifesta como um mecanismo de defesa que distorce a percepção da realidade, protege o indivíduo de dores emocionais insuportáveis e frequentemente dificulta o reconhecimento do próprio transtorno e a adesão ao tratamento.
    Com base na literatura e nas evidências clínicas, as principais manifestações da negação no TPB podem ser categorizadas em quatro áreas principais.

    1. Negação do Diagnóstico e dos Sintomas (Anosognosia)
    Esta é a forma mais fundamental e desafiadora da negação, onde o indivíduo não reconhece que seus comportamentos são problemáticos ou sintomáticos de um transtorno, enxergando-os como normais ou justificáveis. Isso pode estar relacionado a um fenômeno específico chamado anosognosia, que é a incapacidade neurológica ou psicológica de perceber a própria condição de saúde.

    Minimização e externalização da culpa: O paciente pode minimizar o impacto de suas emoções ou comportamentos intensos, dizendo que "não foi nada demais" após uma crise, ou atribuir exclusivamente ao outro a responsabilidade pelos conflitos, sem conseguir olhar para a própria participação na situação.
    Justificativa de comportamentos: O paciente pode negar a gravidade de automutilações, comparando o ato a um hábito inofensivo de alívio, ou interpretar falhas comuns como defeitos de caráter ("Eu sou uma pessoa má") em vez de sintomas de desregulação emocional.

    2. Mecanismos de Defesa Específicos
    A negação se manifesta através de outros mecanismos de defesa imaturos, comuns no TPB, que servem para proteger o ego de sentimentos desagradáveis como ansiedade, vergonha e culpa.


  • A negação do tratamento é comum no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    A negação do tratamento é comum no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    Sim, as taxas de não adesão (abandono) no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline são significativamente altas, embora variações metodológicas e contextos clínicos específicos possam influenciar esses números. No entanto, é crucial analisar essa questão com profundidade, pois a "negação do tratamento" no TPB é um fenômeno multifacetado que vai além da simples resistência do paciente.
    Dados de pesquisas indicam consistentemente que o abandono da psicoterapia por pacientes com TPB é um desafio clínico significativo. Uma revisão sistemática recente (2023) que analisou ensaios clínicos randomizados encontrou taxas de abandono que variam de 31% a 69%. Uma meta-análise de sobrevivência multinível, que incluiu 111 estudos e mais de 9.000 pacientes, confirmou que o abandono é particularmente alto no primeiro trimestre do tratamento indicando que o engajamento inicial é um período crítico.
    Por que eles abandonam o tratamento?
    A ideia de que pacientes com TPB abandonam o tratamento por "manipulação" ou "busca de atenção" é um estigma prejudicial e frequentemente incorreto. A pesquisa aponta para fatores mais complexos e clinicamente relevantes.
    Alguns fatores podem ser elencados:
    - Hostilidade Elevada: Este é um dos preditores mais consistentemente associados ao abandono, sugerindo que a dificuldade no manejo da raiva e da agressividade impacta diretamente a relação terapêutica.
    Aliança Terapêutica Enfraquecida: A qualidade do vínculo entre terapeuta e paciente é um dos pilares para o sucesso do tratamento do TPB. Rupturas nessa aliança ou a falta de uma sensação de segurança na relação são fortes preditores de desistência.
    e Falta de Segurança no Ambiente: Pacientes frequentemente relatam que a terapia não pode ser eficaz até que haja segurança e estabilidade básicas em suas vidas (moradia, ausência de crises imediatas). Sem essa base, o engajamento na terapia se torna secundário.


  • Meu primo de 30 anos tem esquizofrenia e toma o mesmo remédio desde os 14 anos, e nunca teve um acom

    Meu primo de 30 anos tem esquizofrenia e toma o mesmo remédio desde os 14 anos, e nunca teve um acompanhamento tão bom, então não sabemos se é só isso. Ele é uma pessoa bem apática, no entanto, nos últimos tempos ele tem mostrado uma elevada compulsão sexual (consigo mesmo), bem fora do normal. Isso pode ser sintoma da Esquizo? Ou ineficiência medicamentosa? Uma outra patologia ?e nos somos bem educados com isso, sexualidade não é um taboo, se estivesse normal, a gente não se preocuparia. Porém, a gente vê que ele parece está em uma Mania, sei lá. O que devemos fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    Dependendo do remédio que ele toma, seria bom consultar um psiquiatra. A esquizofrenia precisa ser acompanhada de perto. O desejo sexual intenso pode ser uma comorbidade, e a mania pode se manifestar de várias formas na compulsão: comprar, infrações no trânsito e na área sexual. Recomendo consultar um psiquiatra.


  • Sou casado a 11 anos tenho uma filha de 9 eu e minha esposa de 4 anos pra cá vivermos brigando por b

    Sou casado a 11 anos tenho uma filha de 9 eu e minha esposa de 4 anos pra cá vivermos brigando por besteiras minhas eu acho por proibir ela de ir na rua com as amigas do trabalho comprar algo falar com a irmã dela que praticamente ela fala todos os dia e toda hora desconfiança e agora faz 21 dias que ela me mandou embora de casa cansou das minhas promessas de mudar não quer nos veremos mais ou aproximação alguma me trata com frieza e toda hora fala que o tempo pode nos dar alguma chance algum dia ou nunca mais voltarmos estou desisperado sem saber oque fazer mais não consigo comer dormi trabalhar muito menos levar o dia dia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvia Geruza Fernandes Rodrigues

    É MUITO importante que você a chame para uma conversa a dois e se possível terem uma pessoa mediando essa conversa. Se você realmente a ama, estabeleça com ela uma estratégia prática de iniciar as mudanças paulatinamente. Ninguém consegue mudar radicalmente sem uma ajuda.


Perguntas frequentes

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