Perguntas do paciente (66)

  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Sinto muito pela sua perda. Quando perdemos alguém com quem construímos um vínculo tão significativo, como um animal de estimação, é natural que o luto venha acompanhado de tristeza, saudade e até sentimentos de culpa. Pensamentos como "eu poderia ter feito mais" são frequentes nesse processo, mas nem sempre refletem a realidade do que aconteceu. O fato de ver outros cães despertar essa dor mostra o quanto essa relação ainda está muito presente em você. Isso não significa que você esteja "fazendo o luto errado", mas que essa ausência ainda precisa encontrar um lugar na sua história. Cada pessoa vive o luto em seu próprio tempo. Quando a culpa e a dificuldade de aceitar a perda permanecem intensas e passam a interferir na vida cotidiana, um acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço seguro para elaborar essa experiência, compreender esses sentimentos e, aos poucos, permitir que a lembrança da sua companheira seja carregada com mais afeto do que sofrimento. Seu sofrimento merece ser acolhido, porque o amor por um animal de estimação também é um vínculo profundo e sua perda pode ser tão dolorosa quanto a de qualquer outro ente querido.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    A sensação de que "tudo depende de mim" costuma vir acompanhada de um grande peso, responsabilidade e, muitas vezes, culpa. É comum que, ao longo da vida, algumas pessoas ocupem lugares em que precisam cuidar, resolver ou sustentar muitas situações, e isso pode fazer com que essa posição passe a parecer natural, mesmo quando gera sofrimento.
    Na clínica, mais do que tentar eliminar esse sentimento rapidamente, buscamos compreender de onde ele vem, quais histórias, relações e experiências contribuíram para que essa responsabilidade fosse assumida dessa forma e o que ela representa para você hoje. Aos poucos, esse processo permite diferenciar aquilo que realmente está sob seu controle daquilo que pertence ao outro, favorecendo relações mais equilibradas e uma vida com menos sobrecarga. Você não precisa enfrentar esse peso sozinho, e buscar um espaço de escuta pode ser um passo importante para compreender e transformar essa experiência. Espero ter ajudado!


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Sim, um término pode ser vivido como um luto. Afinal, não é só a pessoa que vai embora. Também se despedem os planos, os sonhos e a vida que você imaginava construir ao lado dela.
    Superar essa dor não é "esquecer" ou seguir em frente de um dia para o outro. É dar tempo para sentir, entender o que aconteceu e, aos poucos, se reencontrar consigo mesmo. Cada pessoa vive esse processo de um jeito e no seu próprio tempo. Se a dor estiver muito intensa ou parecer que você não consegue sair desse lugar, a psicoterapia pode ser um espaço de acolhimento e de reconstrução. Espero ter ajudado.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olá. Nem sempre conseguimos identificar de onde vem a tristeza, mas isso não significa que ela não tenha um motivo. Quando sentimentos como esse aparecem de forma recorrente, especialmente em situações em que você sente que não é compreendida ou precisa "pisar em ovos" para se expressar, vale a pena olhar para isso com mais cuidado.
    Mais do que pensar se é "normal", acredito que seja importante compreender o que essa tristeza está tentando comunicar sobre você, sua história e seus relacionamentos.
    Se fizer sentido para você, será um prazer caminhar ao seu lado nesse processo. Em um espaço de escuta, sem julgamentos, podemos construir juntas a compreensão desses sentimentos e buscar formas de você viver suas relações com mais segurança e autenticidade. Espero ter ajudado.


  • Qual o principal desafio diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Qual o principal desafio diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olá. Do ponto de vista clinico, um dos principais desafios no diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é que seus sintomas podem ser confundidos com outros transtornos, como depressão, ansiedade e bipolaridade. Oscilações emocionais intensas, medo de abandono e impulsividade nem sempre aparecem de forma clara no início do tratamento, o que exige uma escuta clínica cuidadosa e sem diagnósticos precipitados. É importante destacar que o diagnóstico deve ir além dos sintomas e considerar a história emocional e os vínculos do paciente.
    Espero ter ajudado!


  • Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é altamente sensível a micro-sinais sociais?

    Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é altamente sensível a micro-sinais sociais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olá. No Transtorno de Personalidade Borderline, é comum uma sensibilidade intensa a pequenos sinais, como mudanças no tom de voz, atrasos em respostas ou expressões sutis. Isso acontece porque existe um medo profundo de rejeição ou abandono, deixando o emocional em estado de alerta constante. Muitas vezes, o que é neutro acaba sendo sentido como rejeição. Não é exagero, é um modo de proteção aprendido nas relações. Na terapia, o trabalho é construir mais segurança interna, para que você não precise viver em alerta o tempo todo. Espero ter ajudado.


  • Quais são as perguntas que um psicólogo pode fazer aos seus pacientes com Transtorno de Personalidad

    Quais são as perguntas que um psicólogo pode fazer aos seus pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) para ajudar na resolução de conflitos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olá. O terapeuta ajuda o paciente a colocar emoções em palavras, a pensar antes de agir, a enxergar que uma situação pode ter mais de um ponto de vista e a perceber como o medo de perder o outro influencia muitas reações. Em momentos de crise, as perguntas servem principalmente para acalmar e organizar, não para discutir. O objetivo final é reduzir explosões, melhorar a comunicação e fortalecer os vínculos, respeitando o tempo e os limites de cada pessoa. Colocar É importante entender que usar uma ou outra pergunta isolada não gera mudança real. Na clínica, as perguntas só fazem sentido quando estão inseridas em um contexto, com um objetivo claro e dentro de um vínculo terapêutico seguro. Fora disso, uma pergunta pode soar invasiva ou até aumentar o conflito. Espero ter ajudado.


  • Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia

    Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olá, vamos lá... tristeza passageira costuma ter um motivo claro, varia ao longo dos dias e não chega a impedir totalmente a pessoa de seguir sua rotina, já a depressão é mais persistente (geralmente por mais de duas semanas), vem acompanhada de perda de interesse, cansaço intenso, alterações de sono e apetite, dificuldade de concentração e sensação constante de vazio ou culpa. A grande diferença é que, na depressão, o sofrimento começa a comprometer o dia a dia e não melhora sozinho, sendo necessário acompanhamento especializado. Espero ter ajudado.


  • Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olá! Para ansiedade, pode ser muito útil contar com psicólogo e psiquiatra, mas isso não é uma obrigação para todas as pessoas. Muitas vezes começamos pela psicoterapia, que ajuda a compreender o que está acontecendo, aliviar a intensidade das emoções e construir recursos internos para lidar com as crises. Quando os sintomas estão mais fortes ou persistem mesmo com o acompanhamento psicológico, a avaliação psiquiátrica pode complementar o cuidado de forma ética e segura, sempre respeitando o tempo e a autonomia da pessoa. O importante é que você não precise enfrentar isso sozinho, existe um caminho possível, um passo de cada vez.


  • Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino

    Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
    Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    É natural que você tenha se assustado ao ver seu filho de 14 anos em uma conversa de teor sexual com alguém desconhecido, a atitude de tirar o celular naquele momento foi uma forma legítima de protegê-lo. Agora, o mais importante é acolher a situação com calma, garantir a segurança (registrando a conversa e denunciando se houver sinais de um adulto), abrir um diálogo sem bronca para que ele possa explicar o que aconteceu, orientá-lo sobre os riscos online de maneira cuidadosa e, juntos, estabelecer limites e combinados para o uso do celular e, caso ele demonstre vergonha, medo ou mudanças no comportamento, buscar apoio psicológico pode ajudá-lo a atravessar essa experiência com mais segurança e compreensão.


  • Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?

    Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Quando um filho está com depressão e rejeita medicação, isso costuma vir de medo, resistência ou sensação de perda de controle. O caminho é não insistir, mas criar um ambiente onde ele se sinta seguro para falar. Mostre que você entende que está difícil e que está disponível, sem julgamentos. Cada pessoa tem seu tempo. Uma conversa leve sobre um possível tratamento costuma abrir mais portas do que insistência. Sono, alimentação e pequenas atividades podem ajudar, de preferência acompanhando, não cobrando. Ofereça a terapia: Quando ele se sente acolhido na terapia, muitas vezes passa a considerar a medicação com menos resistência.
    lembre-se de cuidar de você também. Seu equilíbrio emocional ajuda diretamente no processo dele. Se houver risco, isolamento extremo ou perda de funcionalidade, a avaliação psiquiátrica é urgente. O mais importante é estar presente e oferecer apoio sem invadir. A abertura para o tratamento costuma surgir quando ele percebe que não precisa enfrentar tudo sozinho.
    Espero ter ajudado!


  • O que o ciúme tem a ver com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    O que o ciúme tem a ver com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olá, no Borderline o ciúme geralmente vem de um medo muito forte de ser abandonado.
    Não é só sobre “ter ciúmes”, mas sobre sentir que pode perder o outro a qualquer momento e isso causa muita ansiedade.
    No fundo, o ciúme é uma forma de tentar se proteger da dor de ser deixado ou de se sentir insuficiente. Com o tempo e no processo terapêutico, a pessoa passa a reconhecer esse movimento e entender o que, de fato, está por trás do ciúme, esse medo muito profundo de não ser suficiente ou de ser deixado. espero ter ajudado.


  • Como a Validação Emocional ajuda as pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como a Validação Emocional ajuda as pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    A validação emocional é fundamental para quem vive com TPB porque ajuda a pessoa a se sentir vista, compreendida e menos sozinha no que está sentindo. Quando alguém valida suas emoções, não está dizendo que tudo está “certo”, mas sim reconhecendo que aquele sentimento faz sentido diante da sua história e da sua vivência.
    Isso reduz impulsividade, diminui conflitos, ajuda a regular melhor as emoções e fortalece o vínculo terapêutico que, no TPB, é uma das bases para que a pessoa consiga construir mais estabilidade interna e relações mais saudáveis. Espero ter ajudado!


  • Quais são os sentimentos e consequências para quem sofre bullying?

    Quais são os sentimentos e consequências para quem sofre bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Quem passa por bullying costuma carregar uma mistura de sentimentos muito pesados. Nisso pode aparecer uma sensação de vergonha, de não se sentir bom o bastante, junto com medo constante de ser exposto ou atacado de novo. Podendo gerar ansiedade, tristeza profunda e até isolamento, porque a pessoa passa a evitar situações sociais para não se machucar mais.
    Com o tempo, essas experiências podem afetar bastante a autoestima, a confiança nas próprias capacidades e até a forma como a pessoa se relaciona com os outros. Em alguns casos, podem surgir sintomas mais graves, como depressão, crises de ansiedade ou pensamentos de desistência da vida.
    O mais importante é entender que esses efeitos não falam sobre quem sofre o bullying, mas sobre a violência que a pessoa viveu. E, no processo terapêutico, o trabalho é justamente ressignificar essas experiências, fortalecendo a identidade e recuperando a sensação de valor próprio. Espero ter ajudado.


  • Como a psicanálise explica o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Como a psicanálise explica o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    O TOC, na psicanálise, é visto como uma forma que a mente encontra para lidar com angústias internas. Os pensamentos que se repetem e os rituais não são apenas “manias”, mas tentativas inconscientes de controlar algo que, por dentro, é vivido como difícil ou ameaçador.
    Os sintomas funcionam como sendo uma defesa, o pensamento vem, a angústia aparece, e o ritual surge para tentar aliviar. O que trabalhamos na análise é entender o que esses sintomas querem dizer sobre a sua história, seus conflitos e seus desejos Espero ter ajudado.


  • Terminei há 5 meses um relacionamento abusivo com alguém com borderline e desde então tenho sofrido

    Terminei há 5 meses um relacionamento abusivo com alguém com borderline e desde então tenho sofrido muito com pensamentos intrusivos, ruminação e sintomas de TOC. Tenho lido sobre ‘trauma bonding’ (ou vínculo traumático / dependência emocional), e sinto que isso descreve bem meu apego e a dificuldade de seguir em frente. Procuro um(a) psicólogo(a) que tenha experiência tanto em TOC quanto em questões de dependência emocional / vínculos abusivos.

    Minha dúvida é: existe alguma linha de terapia que trabalhe de forma integrada esses dois aspectos (TOC e vínculo traumático)? Qual abordagem seria mais eficaz nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olha, o que você traz faz bastante sentido, quando alguém vive um relacionamento abusivo, especialmente marcado por intensidade emocional, é comum que os sintomas fiquem misturados, a dor do vínculo traumático, a culpa, a fixação, junto com manifestações de ansiedade e até sintomas obsessivos.
    Não existe uma “linha única” que dê conta de tudo de forma padronizada, mas sim um trabalho que precisa integrar. A psicanálise contemporânea, por exemplo, ajuda a compreender os vínculos, a repetição e a forma como você se prende a esse laço. Já as terapias que têm foco em manejo de sintomas, como a TCC, podem auxiliar no controle dos pensamentos intrusivos e ruminativos. Muitas vezes, o mais eficaz é combinar essas abordagens ou buscar um profissional que transite bem entre o aprofundamento do vínculo e o manejo prático dos sintomas.
    O importante é você não pensar como dois problemas separados, mas como expressões de uma mesma dor que precisa ser olhada com cuidado. Espero ter ajudado!


  • O que é languishing? .

    O que é languishing? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olá. “Languishing” é um termo que ganhou força nos últimos anos para falar daquele estado em que a pessoa não está exatamente doente, mas também não se sente plenamente viva. Não é depressão, mas também não é bem-estar. É como estar no meio do caminho: sem energia, sem entusiasmo, vivendo no automático, com a sensação de estar desconectado de si mesmo e do mundo.
    Na psicanálise, podemos pensar nisso como se o laço com o desejo estivesse se desfazendo, quando a vida perde cor, mas a dor não chega a ser gritante. É uma espécie de anestesia emocional, em que nada machuca demais, mas também nada inspira.
    Perceber esse estado é importante porque muitas vezes ele se arrasta em silêncio. A análise ajuda justamente a reencontrar o sentido, a dar nome ao que está embotado e a abrir espaço para que o desejo volte a circular. Espero ter ajudado!


  • O que posso fazer para identificar um problema de saúde mental?

    O que posso fazer para identificar um problema de saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olha, o primeiro passo é se escutar com cautela. Se você sente que a tristeza, a ansiedade ou o cansaço não vão embora, se as coisas que antes eram prazerosas já não despertam interesse ou se a rotina começa a ficar pesada demais, isso merece atenção. Esses sinais não significam que há algo “errado” com você, mas que sua mente e seu corpo estão pedindo cuidado. É nesse espaço de escuta, sem pressa e sem julgamento, que a terapia pode ajudar a entender o que está acontecendo e abrir caminhos para você se sentir melhor consigo mesmo. Espero ter ajudado!


  • Quanto tempo uma crise existencial pode durar? .

    Quanto tempo uma crise existencial pode durar? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olá, uma crise existencial não tem prazo certo. Pode durar meses ou anos, dependendo de como você se relaciona com ela. O importante é não só esperar passar, mas entender o que ela está te mostrando e, se preciso, buscar apoio para atravessá-la. Espero ter ajudado!


  • Como as Diferenças Cerebrais afetam os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como as Diferenças Cerebrais afetam os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Simone Araujo

    Olá, No TPB as emoções são muito fortes, mudam rápido e, às vezes, vêm acompanhadas de impulsividade, pois algumas áreas do cérebro funcionam de forma diferente. A amígdala, por exemplo, que é responsável por respostas emocionais rápidas, tende a ser mais sensível, reagindo de forma intensa. Já o córtex pré-frontal, que ajuda a controlar impulsos e organizar pensamentos, pode ter mais dificuldade em “segurar” essas reações. Não é falta de força de vontade: é um jeito de funcionamento do cérebro.
    A boa notícia é que, com terapia e suporte adequado, o cérebro pode aprender novos caminhos e formas de regular essas emoções, diminuindo os impactos no dia a dia. Espero ter ajudado!


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