Perguntas do paciente (23)
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em muitos casos o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto mesmo, já que não se perde apenas a presença da outra pessoa, mas também os planos, as expectativas, a rotina e uma parte importante da própria história vivida com aquela companhia.
O que pode te ajudar nesse momento é acolher as tuas próprias emoções, manter uma rotina de autocuidado, buscar apoio de pessoas de confiança, evitar decisões impulsivas e dar tempo para que a adaptação aconteça. Se o sofrimento for muito intenso, persistente ou comprometer de forma significativa o teu funcionamento no dia a dia, a sugestão é procurar acompanhamento psicológico mesmo.
É importante lembrar que cada pessoa tem seu próprio ritmo para elaborar um término e respeitar esse tempo é parte do processo de recuperação.
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O que significa prejuízo funcional no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
O que significa prejuízo funcional no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prejuízo funcional no TOC significa que as obsessões e/ou compulsões atrapalham a vida da pessoa com o Transtorno, afetando atividades como estudar, trabalhar, manter relacionamentos ou, até mesmo, realizar tarefas simples do dia a dia.
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Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida
Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida! Não quero ser assim, quero ser uma pessoa melhor, preciso de ajuda… sinto que a masturbacao me alivia em momentos de stress, ansiedade e tédio! Qual melhor abordagem análise do comportamento ou tcc?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, então, sendo bem honesta, não existe uma terapia única que vai resolver isso sozinha. Tanto a análise do comportamento quanto a TCC são boas e, na prática, elas são bem parecidas no que realmente importa pra esse tipo de situação.
O importante, independente de qual for a tua escolha (e pode ser outra abordagem diferente destas, inclusive) é ter um espaço seguro para que possas compreender qual papel esse comportamento está cumprindo na tua vida, pois se há um viés de alívio de estresse, talvez seja interessante entender mais sobre o ciclo do consumo de pornografia na tua rotina e encontrar novas maneiras de aliviar os momentos de estresse, ansiedade e tédio sem, necessariamente recorrer a ela.
O problema não é só o comportamento, masturbação em si não é um problema, mas sim a função que ela está cumprindo na sua vida.
Não precisa deixar de ser quem tu és, mas podes aprender novas formas de lidar com o que sentes.
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Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança
Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O mais importante é encontrar um espaço seguro, acolhedor e sem julgamentos onde você possa se expressar e se compreender com profundidade. Nesse sentido, começar com um psicólogo clínico costuma ser o caminho mais indicado, pois esse profissional pode te ajudar a explorar suas experiências, traumas e padrões emocionais com cuidado e no seu ritmo. Ao mesmo tempo, considerando que você relata crises de pânico intensas e sintomas físicos fortes, pode ser importante também uma avaliação com um psiquiatra, não como substituto da terapia, mas como complemento caso haja necessidade de suporte medicamentoso para estabilizar esses sintomas. Resumindo, você não precisa ter tudo definido agora: começar por um psicólogo já é um passo significativo, e ele próprio poderá te orientar sobre encaminhamentos, sempre respeitando sua autonomia e seu processo.
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Uma amiga minha, depois que eu abraçei, de frente, uma outra amiga no aniversário dela, me disse que
Uma amiga minha, depois que eu abraçei, de frente, uma outra amiga no aniversário dela, me disse que eu não posso abraçar de frente uma mulher, exceto minha mãe, vó, irmã ou namorada porque a maioria das mulheres não gosta que homens a abracem, mesmo que elas venham te abraçar de frente, pois o jeito correto do homem é abraçar é de lado.
Queria saber se eu realmente só devo abraçar de lado por conta de ser homem e a maioria das mulheres não gostam disso ou se é possível abraçar uma mulher de frente com respeito? É uma questão de caso a caso ou é mais geral?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ponto central aqui é consentimento e leitura de sinais sociais. O abraço, especialmente “de frente”, envolve maior proximidade corporal e pode ser interpretado de formas diferentes dependendo do contexto, da cultura e da relação entre as pessoas.
Ou seja, é muito mais uma questão de caso a caso e sensibilidade social do que uma proibição geral. Um abraço de frente pode ser totalmente respeitoso, desde que seja recíproco e apropriado ao contexto.
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Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai aco
Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai acontecer, como uma traição. Isso me deixa ansiosa e eu não consigo relaxar. Quando ele sai entro em p}ânico, não durmo, vivo no alerta, choro muito e não consigo controlar que penso. Se ele meche no celular sem eu estar perto sinto como se algo está errado, e isso me cansa. o que fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é muito intenso, e dá pra perceber o quanto isso te desgasta. Viver em estado de alerta constante, com medo de que algo ruim aconteça, realmente cansa e tira a paz.
Mesmo que não haja um motivo concreto, esse tipo de sensação é real no seu corpo e na sua mente, não é “frescura” nem falta de controle, é ansiedade atuando de forma muito forte.
Esses pensamentos de traição e perigo acabam funcionando como um alarme interno que dispara o tempo todo, mesmo sem evidências. E quanto mais você tenta controlar ou evitar, mais eles parecem crescer, né?
Talvez um caminho importante seja começar a diferenciar o que você sente do que de fato está acontecendo. Nem tudo que a gente sente corresponde a uma realidade externa, muitas vezes fala mais sobre medos, inseguranças ou experiências passadas.
Mas, principalmente: você não precisa lidar com isso sozinha. Esse nível de ansiedade merece cuidado e acolhimento mais profundo, e conversar com um profissional pode te ajudar a entender de onde isso vem e como diminuir esse sofrimento.
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Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida
Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida adulta quando mais precisei e ela não me aceita como homossexual. Sinto me solitário na família e sinto que as coisas são mais difíceis pra mim. Como evitar desistir de tudo e ter forças pra continuar mesmo com falta de apoio familiar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que estás sentindo faz muito sentido dentro da tua história. Crescer com pouco apoio emocional, especialmente vindo de figuras tão importantes como a mãe, costuma deixar marcas profundas. Isso é uma resposta humana a uma necessidade básica que não foi atendida: a de ser visto, acolhido e aceito como tu és.
Quando, além disso, tua identidade como pessoa homossexual não é aceita, a dor tende a se intensificar. Porque não se trata só de falta de apoio, é também uma experiência de rejeição em algo que é central em quem você é. E isso pode gerar solidão, sensação de injustiça e até a impressão de que tu precisas lutar mais do que os outros para simplesmente existir com dignidade.
Sobre “não desistir de tudo”, talvez seja importante mudar um pouco a pergunta. Em vez de tentar encontrar forças “do nada”, o caminho costuma ser construir sustentação ( interna e externa) pouco a pouco.
O que pode te ajudar nesse processo é reconhecer a tua dor como legítima, saber que não estás exagerando, validar a tua dor já um passo importante para não se culpar por sentir o que tu sentes. Entender que suporte emocional pode ser construído fora da família de origem, não diminuindo a importância dela, mas entendendo que ela não é a única fonte possível de vínculo.
Muitas pessoas constroem o que chamamos de “família escolhida”: amigos, parceiros, grupos, comunidades onde existe aceitação real. Isso não substitui completamente a dor da rejeição, mas pode nutrir partes tuas que ficaram carentes.
Dar sentido à tua continuidade, às vezes continuar não vem da esperança imediata de que tudo vai melhorar, mas de pequenas âncoras: projetos, curiosidades, relações, até responsabilidades simples do dia a dia. Não precisa ser grandioso, precisa ser suficiente para hoje.
Buscar apoio profissional, se possível, um espaço terapêutico pode ser um lugar seguro para elaborar a tua dor, fortalecer tua identidade e construir recursos emocionais mais sólidos.
Tu não precisas atravessar isso sozinho, mesmo que hoje pareça que está.
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Como lidar com a comunicação fora do horário de sessão de psicoterapia ?
Como lidar com a comunicação fora do horário de sessão de psicoterapia ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante que exista um limite claro estabelecido entre o paciente e o profissional. Um contrato bem formulado e dialogado nas primeiras sessões facilita com que o paciente a compreenda quais assuntos podem ser tratados via mensagem, informe, também, se as mensagens(whatsapp ou e-mail) são respondidas e em quais horários, além de diferenciar o "assunto de emergência" do assunto que pode ser levado posteriormente para a sessão.
Caso os contatos fora de sessão sejam constantes e com conteúdo denso/extenso, é importante considerar a necessidade de duas sessões semanais para que sejam trabalhados de forma mais íntegra e que garanta a segurança emocional do paciente, reforçando que o setting terapêutico é o ambiente mais apropriado e seguro para cuidar de suas questões.
A psicoterapia é um processo que busca autonomia do indivíduo, ajudando-o a criar estratégias que facilitem o manejo de suas questões, portanto, é importante frisar que o contato não deve acontecer em razão de uma dependência do psicoterapeuta.
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Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, ac
Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, acho que elas estão me julgando ou avaliando, quando saio de casa sozinha é quando a minha rua está vazia, sempre fui muito tímida,evito ir a eventos,locais com muita gente e muito barulhentos,será que é normal ser assim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece e, ao mesmo tempo, merece atenção e cuidado.
Ser tímida, preferir ambientes mais tranquilos e não gostar de multidões pode fazer parte da sua personalidade. Existem pessoas naturalmente mais introspectivas, que se sentem melhor em espaços calmos e com menos estímulos. E isso é totalmente normal.
Porém, tem um ponto muito importante no seu questionamento: o medo de estar sendo julgada, a vergonha de sair sozinha e o fato de isso estar limitando sua liberdade (sair somente quando a rua está vazia, evitar lugares e situações). Se essas sensações te "prendem", causam sofrimento ou te impedem de viver coisas que você gostaria, pode ser um sinal de que algo não vai bem.
Porém, não cabe aqui um diagnóstico sem saber do teu contexto e história de vida. O que posso dizer é que isso não é frescura, nem fraqueza. Mas é algo real e que muitas pessoas enfrentam e que pode ser trabalhado, caso queira, com cuidado e desenvolvimento de estratégias que te ajudem a melhorar a socialização e a pensar nas emoções que sentes ao se sentir socialmente exposta.
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Como saber se o meu hiperfoco é desadaptativo (disfuncional) ?
Como saber se o meu hiperfoco é desadaptativo (disfuncional) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma das características principais do hiperfoco e o sinal de que ele é disfuncional é a negligência às necessidades básicas, como sede, fome ou sono, devido ao estado de concentração profunda, involuntária e duradoura a uma tarefa ou estímulo específico. Além disso, também é preciso atentar-se para outros prejuízos, como os acadêmicos/escolares, pessoais, profissionais, entre outros, que acontecem pela dificuldade de interromper a atividade a qual o foco está direcionado.
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Estou a tomar brintellix de manhã ao acordar posso beber ao fim de semana
Estou a tomar brintellix de manhã ao acordar posso beber ao fim de semana
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Apesar de não haver uma interação direta do brintellix com o álcool (vide bula), não é aconselhável fazer essa combinação, assim como para muitos outros medicamentos. Sugiro consultar o seu médico para conversar de forma mais aprofundada e tirar as dúvidas sobre as interações relacionadas à medicação.
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Por que a motricidade fina é importante para a aprendizagem?
Por que a motricidade fina é importante para a aprendizagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As atividades que envolvem o desenvolvimento da motricidade fina ajudam a criança a organizar o pensamento, planejar ações e manter a atenção.
Enquanto a criança pratica esses movimentos como segurar um lápis, encaixar um brinquedo ou, até mesmo, abotoar a própria roupa, o cérebro está trabalhando intensamente: planejando ações, mantendo a atenção, testando estratégias e aprendendo a resolver pequenos desafios.
Esse processo fortalece funções cognitivas importantes, como concentração, planejamento e resolução de problemas.
Esse desenvolvimento também está diretamente ligado à coordenação entre o olhar e as mãos, algo essencial para atividades como desenhar, escrever e acompanhar as linhas no papel. Por isso, estimular a motricidade fina contribui muito para o processo de alfabetização e aprendizagem.
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Quais sentimentos as vítimas de bullying podem desenvolver?
Quais sentimentos as vítimas de bullying podem desenvolver?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Com base em pesquisas em áreas como psicologia do desenvolvimento, clínica e social, o bullying não é apenas uma experiência momentânea, ele pode afetar profundamente a forma como a pessoa sente, pensa e se relaciona. As vítimas frequentemente desenvolvem sentimentos (e respostas emocionais associadas) que variam em intensidade e duração, tais como ansiedade e medo, tristeza profunda e depressão, baixa autoestima e vergonha, raiva, isolamento social/solidão, entre outros.
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Qual a diferença entre psicologia humanista e existencialista?
Qual a diferença entre psicologia humanista e existencialista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Humanismo parte da ideia de que o ser humano possui uma tendência natural ao crescimento. É como se cada pessoa já tivesse dentro de si um potencial positivo, uma espécie de “núcleo saudável” que, quando encontra um ambiente favorável, se desenvolve espontaneamente. Já o Existencialismo entende que o ser humano não nasce com um sentido ou essência definidos. Em vez disso, cada pessoa constrói quem é ao longo da vida, por meio de suas escolhas, em um mundo que não oferece um significado pronto.
Outra diferença importante está na noção de natureza humana. O Humanismo geralmente assume que existe uma tendência interna ao desenvolvimento, algo que orienta o indivíduo na direção de uma vida mais plena. Em contraste, o Existencialismo rejeita a ideia de uma natureza humana fixa, pois, para essa perspectiva, não existe um “modelo interno” a ser seguido, o que existe é a liberdade de construir a si mesmo ao longo da vida, o que também implica lidar com a responsabilidade por essas escolhas.
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Quais intervenções psicológicas existem na abordagem existencial?
Quais intervenções psicológicas existem na abordagem existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A abordagem existencial não busca ajustar o indivíduo a normas, e sim ajudá-lo a se tornar mais consciente, livre e comprometido com a própria maneira de existir.
Portanto, as intervenções não são técnicas isoladas, mas expressões de uma mesma postura clínica: auxiliar a pessoa a se confrontar com a própria existência tal como ela é vivida, ampliando consciência, liberdade e responsabilidade diante da vida.
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O que causa o adoecimento existencial e a desmotivação?
O que causa o adoecimento existencial e a desmotivação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O adoecimento existencial e a desmotivação surgem quando a pessoa perde o sentido das próprias experiências, se afasta de si mesma e acaba deixando de viver de forma autêntica em relação aos seus valores, desejos e possibilidades. Esse vazio costuma aparecer quando a vida da pessoa passa a ser guiada muito mais por expectativas externas do que por uma escolha genuína de quem se é e do que se quer tornar.
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O que é uma crise existencial e um vazio existencial?
O que é uma crise existencial e um vazio existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A crise existencial é quando a pessoa começa a questionar profundamente quem ela é, qual o sentido da vida e das próprias escolhas. Enquanto o vazio existencial é uma sensação mais constante de falta de propósito e desconexão interna, mesmo quando “está tudo bem” por fora.
E ambos podem surgir quando a pessoa se afasta de si mesma e do que realmente faz sentido pra ela.
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Quais são as questões existenciais fundamentais? .
Quais são as questões existenciais fundamentais? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dentro da psicologia humanista existencial, as principais questões giram em torno de temas como: quem eu sou, qual sentido quero dar à minha vida, como lidar com a liberdade e as escolhas, com a solidão, com a morte e a responsabilidade de ser quem se é. São perguntas que costumam aparecer quando a pessoa está tentando viver de forma mais autêntica e coerente consigo mesma.
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"Quais são as fontes de auxílio para a saúde mental do ponto de vista existencial?"
"Quais são as fontes de auxílio para a saúde mental do ponto de vista existencial?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista existencial, a saúde mental não é tratada apenas como ausência de sintomas, e sim na forma como a pessoa se relaciona com questões fundamentais da vida.
Algumas fontes de auxílio que são trabalhadas dentro das psicoterapias existenciais incluem o encontro de sentido/propósito na vida, a liberdade de escolhas, bem como, assumir a responsabilidade do que foi escolhido, busca por relações autênticas, pois estas reduzem o isolamento social, o enfrentamento da angústia, e autenticidade e coerência (viver de acordo com os próprios valores).
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O que é a saúde mental na perspetiva existencial? .
O que é a saúde mental na perspetiva existencial? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva existencial, saúde mental não significa viver feliz o tempo todo ou nunca sofrer. Tem mais a ver com conseguir olhar pra própria vida com consciência, aceitar as incertezas da existência e viver de forma autêntica, conectada com quem você realmente é. Eu diria que saúde mental é quando a pessoa consegue se escutar, reconhecer os próprios sentimentos e construir uma vida com sentido pra si mesma, em vez de viver só no automático ou tentando atender expectativas externas.
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