Perguntas do paciente (35)
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Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?
Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível. Náuseas, tontura e desconforto gastrointestinal estão entre os efeitos colaterais mais comuns do escitalopram nas primeiras semanas de tratamento e, na maioria dos casos, tendem a diminuir gradualmente ao longo das primeiras 2 a 4 semanas.
Como você está no 14º dia de uso, esses sintomas ainda podem fazer parte da fase de adaptação. No entanto, se forem intensos, estiverem piorando ou persistirem por mais tempo, é importante conversar com seu psiquiatra para avaliar a necessidade de ajustes.
Caso apresente vômitos persistentes, desmaios, sintomas importantes ou qualquer sinal que gere preocupação, procure atendimento médico. Não interrompa a medicação por conta própria sem orientação.
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Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para t
Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para tratarmos o TOC (pensamentos obsessivos), não estou com efeitos colaterais como náuseas e dor de cabeça, porém notei grande aumento na disposição (para faxina, organização e demais atividades), mas consigo descansar a noite e dormir muito bem (desde o início do tratamento com a de 50mg).
Gostaria de saber se é comum esse "UP" de disposição nos primeiros dias e se isso vai se regulando com o passar dos dias/semanas? Ou se isto pode ser algo "natural" meu e está mais evidente pois estou mais em alerta comigo mesma?
Pergunto pois sinto que é uma disposição muito maior e enérgica do que me lembro de ter naturalmente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível, sim. Após o aumento da dose da sertralina, algumas pessoas podem perceber uma sensação transitória de maior energia ou disposição enquanto o organismo se adapta à nova dose. Em muitos casos, essa percepção tende a se estabilizar nas semanas seguintes.
No entanto, se essa energia vier acompanhada de diminuição da necessidade de sono, euforia, impulsividade, aceleração dos pensamentos ou comportamentos incomuns para você, é importante informar sua psiquiatra, pois esses sintomas merecem uma avaliação.
Como você está dormindo bem e não relata outros efeitos adversos, é importante manter o acompanhamento e observar a evolução. Em caso de dúvidas ou mudanças importantes no quadro, converse com sua psiquiatra antes de realizar qualquer ajuste na medicação.
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Olá pessoa, tudo bem? Gostaria de tirar uma duvida conquanto ao medicamento Atentah. Estou usando a
Olá pessoa, tudo bem? Gostaria de tirar uma duvida conquanto ao medicamento Atentah. Estou usando a aproximadamente um mês onde comecei com 18mg e a cada 6 dias subia mais 18mg (assim entre 36, 54, 72) e nessa semana cheguei na dose indicada de 80mg. Desde que entrei na dosagem mais alta, tenho me sentido mais ansioso e "vulnerável", um sentimento de perda de controle mesmo. Tenho TEA e TDAH, e comecei essa medicação justamente porque não consigo manter o foco nas atividades... Além dele tomo Escitalopram 15mg... Minha pergunta é se essa ansiedade e sentimentos de vulnerabilidade/instabilidade são comuns durante a adaptação na dosagem de 80mg em casos como o meu... É algo que tem me deixado muito mal e pensativo... Podem me ajudar? Obrigado a todos!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
lá! É possível, sim. A atomoxetina (Atentah) pode causar aumento da ansiedade, sensação de inquietação ou maior vulnerabilidade emocional, principalmente durante a fase de titulação da dose e nas primeiras semanas após atingir a dose-alvo.
Em muitos pacientes esses sintomas são transitórios e tendem a melhorar conforme o organismo se adapta. No entanto, se forem intensos, persistirem ou estiverem causando sofrimento importante, é fundamental entrar em contato com o psiquiatra que acompanha seu caso. Dependendo da evolução, pode ser necessário ajustar a velocidade da titulação, a dose ou reavaliar a estratégia terapêutica.
Como você também faz uso de escitalopram e possui diagnóstico de TEA e TDAH, uma avaliação individualizada é ainda mais importante, pois diferentes fatores podem influenciar esses sintomas.
Enquanto isso, não interrompa a medicação por conta própria. Mantenha seu médico informado sobre essa piora para que ele possa orientá-lo da forma mais segura.
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Existe flexibilidade no acompanhamento de TDAH com uso de estimulantes, permitindo intervalos maiore
Existe flexibilidade no acompanhamento de TDAH com uso de estimulantes, permitindo intervalos maiores entre consultas após estabilização, ou a exigência de consultas mensais é padrão independente do caso? Em geral, é prática padrão na psiquiatria exigir consultas mensais contínuas para esse tipo de prescrição, ou existem situações em que o intervalo entre consultas pode ser ampliado com segurança, visando também reduzir custos para o paciente?
Pergunto porque tenho interesse em manter o tratamento de forma responsável, mas também preciso considerar a sustentabilidade financeira no longo prazo. Ao mesmo tempo, às vezes parece que foi criado um sistema em que o paciente acaba ficando dependente de consultas frequentes e precisa arcar com custos elevados, mesmo quando o quadro está estável — gostaria de entender se essa percepção faz sentido do ponto de vista clínico.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua pergunta é muito pertinente e reflete uma preocupação legítima com a sustentabilidade do tratamento a longo prazo.
No acompanhamento do TDAH, especialmente com uso de estimulantes, a frequência das consultas não é fixa para todos os pacientes. Em geral, no início do tratamento ou durante ajustes de dose, o acompanhamento tende a ser mais próximo, para avaliar resposta, tolerabilidade e possíveis efeitos colaterais. Após a estabilização — quando há boa resposta clínica, adesão e ausência de intercorrências — é possível, sim, ampliar com segurança o intervalo entre consultas, de forma individualizada.
No entanto, existe também um fator regulatório importante. No Brasil, os estimulantes costumam ser prescritos por meio de receitas de controle especial (como a notificação amarela), que têm regras específicas e, na prática, frequentemente limitam a dispensação a cerca de 30 dias de medicação. Isso pode influenciar a dinâmica do acompanhamento, não necessariamente por uma exigência clínica de consulta mensal em todos os casos, mas por questões legais e logísticas da prescrição.
Ainda assim, isso não significa que seja obrigatório realizar uma consulta completa todos os meses quando o quadro está estável. Muitos profissionais organizam o seguimento de forma mais flexível após a estabilização, equilibrando segurança, responsabilidade no uso da medicação e viabilidade para o paciente.
Sobre a sua percepção de um possível “sistema” que mantém consultas frequentes, é compreensível que isso surja dessa combinação entre necessidade clínica em algumas fases e exigências regulatórias. Do ponto de vista ético, porém, o objetivo do acompanhamento é garantir eficácia e segurança, e não gerar dependência do paciente ao serviço.
O mais adequado é alinhar isso diretamente com seu médico, discutindo sua evolução clínica e suas necessidades práticas. Em muitos casos, é possível construir um plano de acompanhamento seguro, individualizado e financeiramente mais sustentável.
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Meu filho é estudante de medicina do 3 período, e há uns dois meses teve crises fortes de ansiedade,
Meu filho é estudante de medicina do 3 período, e há uns dois meses teve crises fortes de ansiedade, foi medicado pela psiquiatra, está tomando venlafaxina 150mg, começou com a melhor dose, não sente mais ansiedade, mas tá reclamando muito da memória diz que não consegue memorizar o que estuda, fez prova recente e se saiu mal, ele sempre foi muito inteligente e bom de memória, não sabemos o que fazer, porque ele está com medo de não conseguir e ficar reprovado, será está falta de memória tem a ver com o medicamento ou as crises deixaram alguma sequela?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sua preocupação é muito compreensível, especialmente pela mudança de desempenho em alguém que sempre teve bom funcionamento cognitivo.
A venlafaxina é um antidepressivo bastante utilizado no tratamento da ansiedade e, em geral, não está associada a prejuízo cognitivo significativo. Em alguns casos, podem ocorrer queixas como dificuldade de concentração ou sensação de “mente mais lenta”, principalmente no início do tratamento, mas não é o efeito mais típico — e costuma ser transitório.
Por outro lado, é importante considerar que episódios recentes de ansiedade intensa podem impactar bastante a memória e a capacidade de aprendizado. A ansiedade elevada interfere diretamente na atenção e na consolidação da memória, e mesmo após a melhora dos sintomas mais evidentes, pode haver um período de recuperação cognitiva. Além disso, o próprio estresse acadêmico, a autocobrança e o medo de não conseguir performar podem manter esse ciclo de dificuldade.
Outro ponto relevante é que, ao sair de um estado de hiperansiedade para um estado mais “controlado”, alguns pacientes relatam uma sensação subjetiva de menor agilidade mental, o que pode ser interpretado como piora da memória, mas muitas vezes reflete uma mudança no ritmo cognitivo.
Dito isso, como a queixa está impactando diretamente o desempenho acadêmico, vale sim reavaliar com a psiquiatra assistente. Pode ser necessário ajustar a dose, revisar o diagnóstico (por exemplo, avaliar sintomas residuais de ansiedade ou até humor) ou considerar outras estratégias. Em alguns casos, também é útil investigar fatores como sono, fadiga, sobrecarga e até realizar uma avaliação cognitiva mais detalhada.
De forma geral, isso não costuma representar uma “sequela” permanente, e há boas chances de reversão com o ajuste adequado do tratamento.
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Foi receitado pro meu filho 1/2 comprimido de Haldol de 5 mg pela manhã e mais a outra metade a noit
Foi receitado pro meu filho 1/2 comprimido de Haldol de 5 mg pela manhã e mais a outra metade a noite junto com 1 comprimido de prometazina só que,ele estava muito agressivo e não dormia,ele me agredia e se agredia também, passei a dar um comprimido de Haldol aí invés de metade e as crises reduziu e não está mais agressivo como era,só que o sono dele a noite é todo picado.
Devo falar com o médico dele a respeito?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito importante que você converse com o médico assistente do seu filho. O Haldol (haloperidol) é um antipsicótico potente, frequentemente utilizado para controlar agitação e agressividade, mas a dose precisa ser ajustada com bastante cautela, especialmente em crianças e adolescentes. A prometazina pode contribuir com efeito sedativo, porém também pode interferir na qualidade do sono.
O fato de você ter observado redução da agressividade após aumentar a dose é uma informação clínica relevante, mas qualquer ajuste de medicação deve ser feito com orientação médica. O sono fragmentado que você descreve pode estar relacionado a efeito colateral, a uma dose ainda não ideal ou à necessidade de ajuste no esquema ou nos horários das medicações. Além disso, é fundamental avaliar possíveis efeitos adversos do haloperidol, como rigidez muscular ou inquietação.
Por isso, o mais seguro é relatar ao médico exatamente o que aconteceu, incluindo a mudança que você fez, a melhora do comportamento e como está o sono atualmente, e evitar novos ajustes por conta própria até essa avaliação. Caso haja piora do quadro ou surgimento de efeitos colaterais mais intensos, é importante buscar atendimento com mais urgência.
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Estou tomando Trazodona faz 1 mês e duas semanas e tive dores de cabeça todos os dias, porém não sen
Estou tomando Trazodona faz 1 mês e duas semanas e tive dores de cabeça todos os dias, porém não senti os efeitos terapêuticos do remédio ainda, isso é normal? Será que leva tanto tempo assim para sentir algo com antidepressivos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Trazodona é um antidepressivo de ação gradual, com início de resposta esperado em torno de 2 a 4 semanas e efeito mais completo entre 6 a 8 semanas. No entanto, ela tem uma particularidade importante: em doses mais baixas, atua principalmente como indutor do sono, e só em doses mais elevadas costuma ter efeito antidepressivo mais consistente. Portanto, a ausência de melhora até esse momento pode estar relacionada a uma dose ainda não terapêutica, especialmente se houve início com doses baixas e sem titulação adequada.
Por outro lado, a presença de dor de cabeça diária desde o início do uso também merece atenção, pois pode representar efeito colateral relevante. Assim, mais do que o tempo isoladamente, é fundamental avaliar a dose utilizada, a evolução dos sintomas e a tolerabilidade.
O mais indicado é conversar com seu médico assistente para reavaliar a estratégia: pode ser necessário ajustar a dose, aguardar mais tempo em dose adequada ou considerar outra medicação, sempre com segurança e acompanhamento profissional.
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vou começar o tratamento com Sertralina e tenho medo de perder músculos e minha libido cair muito
vou começar o tratamento com Sertralina e tenho medo de perder músculos e minha libido cair muito. Posso perder?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sertralina é um antidepressivo bastante utilizado e, de modo geral, não está associada à perda de massa muscular. Ou seja, não é esperado que você “perca músculos” diretamente por causa da medicação.
Em relação à libido, pode haver, sim, algum impacto. Os antidepressivos da classe dos ISRS (como a sertralina) podem causar efeitos como diminuição do desejo sexual, atraso para atingir orgasmo ou dificuldade de excitação em uma parte dos pacientes. No entanto, isso não acontece com todas as pessoas, e quando ocorre, muitas vezes é leve, transitório ou manejável com ajustes de dose ou estratégias médicas.
Também é importante considerar que o próprio quadro de ansiedade ou depressão já pode afetar negativamente a libido — e, ao tratar a condição de base, muitas pessoas acabam percebendo melhora da vida sexual ao longo do tempo.
O mais importante é iniciar o tratamento com acompanhamento e, caso perceba qualquer alteração relevante, conversar com seu médico. Existem ajustes e alternativas que permitem manter o tratamento eficaz sem comprometer sua qualidade de vida.
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Estou a 2 meses e 2 dias tomando sertralina ainda sentindo cabeça oca tonturas e formigamento nos pé
Estou a 2 meses e 2 dias tomando sertralina ainda sentindo cabeça oca tonturas e formigamento nos pés. É normal? Conversar com pessoas me da uma certa irritabilidade. Isto é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sertralina é um antidepressivo que costuma ter boa tolerabilidade, e muitos efeitos iniciais — como tontura ou sensação de “cabeça leve” — podem ocorrer nas primeiras semanas. No entanto, após cerca de 2 meses de uso, esses sintomas já não são considerados tão esperados como efeitos de adaptação inicial.
Sensações como “cabeça oca”, tontura e formigamento podem, em alguns casos, estar relacionadas à medicação, mas também podem ter outras causas, incluindo ansiedade residual, efeitos da própria condição tratada ou até necessidade de ajuste de dose. A irritabilidade ao interagir com outras pessoas também pode ocorrer, seja como parte do quadro clínico ainda não totalmente controlado ou, menos frequentemente, como efeito adverso.
Diante desse tempo de uso e da persistência dos sintomas, o mais indicado é reavaliar com seu médico assistente. Pode ser necessário ajustar a dose, aguardar mais tempo em dose adequada ou até considerar outra estratégia terapêutica. Evite fazer mudanças por conta própria, mas leve esses sintomas de forma detalhada na consulta para uma avaliação mais precisa.
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Tomei bupropiona por quatro meses com clonazepam 1 mg. Tive crises de ansiedade muito fortes. A psiq
Tomei bupropiona por quatro meses com clonazepam 1 mg. Tive crises de ansiedade muito fortes. A psiquiatra me indicou tomar junto, escitalopram de 10 mg e mesmo assim continuo muito depressivo e com crises de ansiedade, além de estar cada vez mais dependente do clonazepam. Tenho tido pensamentos que não gostaria de ter. Gostaria de tentar voltar a não depender de nenhuma medicação, pois parece que o meu discernimento era maior quando apenas tinha depressão e não fazia uso de medicamentos, além de não ter "pensamentos ruins", nesse período tinha forças pra fazer exercícios físicos regularmente, mas não me sinto forte o suficiente pra parar de tomar o clonazepam.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua angústia — e é importante levar esses sinais a sério. O quadro que você descreve não é incomum em fases de ajuste medicamentoso, mas também indica que o tratamento atual precisa ser reavaliado com cuidado.
A bupropiona pode, em algumas pessoas, aumentar ansiedade e agitação, especialmente no início ou em perfis mais sensíveis. Já o escitalopram costuma ajudar tanto na ansiedade quanto na depressão, mas pode levar algumas semanas para atingir efeito pleno e, às vezes, requer ajuste de dose. O clonazepam, por sua vez, é eficaz para alívio rápido da ansiedade, mas o uso contínuo pode levar à dependência e à sensação de que é difícil ficar sem ele, como você descreveu.
Sobre o desejo de “ficar sem medicação”, ele é compreensível, especialmente quando você associa períodos sem remédio a maior clareza e energia. No entanto, interromper ou reduzir medicações — principalmente o clonazepam — de forma abrupta pode piorar muito a ansiedade e até trazer riscos. O caminho mais seguro, se esse for um objetivo, é fazer isso de forma gradual e acompanhada, com um plano estruturado.
Os “pensamentos que não gostaria de ter” são um ponto de atenção importante. Eles podem fazer parte do quadro depressivo ou ansioso, mas precisam ser avaliados diretamente com seu psiquiatra, especialmente se estiverem mais intensos ou frequentes.
Neste momento, o mais indicado é uma reavaliação completa do tratamento: entender se há necessidade de ajustar doses, trocar medicações, rever o papel do clonazepam e, principalmente, incluir estratégias não farmacológicas, como psicoterapia, que ajudam muito na redução da ansiedade e na recuperação da autonomia.
Você não está “fraco” por sentir dificuldade em parar o clonazepam — isso faz parte do efeito da própria medicação. Com acompanhamento adequado, é possível reorganizar o tratamento de forma mais confortável e segura para você.
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Estou tomando olanzapina que o psiquiatra passou para tiques; já tomo sertralina de 100mg e,essa ola
Estou tomando olanzapina que o psiquiatra passou para tiques; já tomo sertralina de 100mg e,essa olanzapina só me dar fome e por mais que eu controle estou engordando horrores.
O que fazer para essa fome diminuir e para esse efeito colateral de ficar ganhando peso parar? Com o tempo passa?
Isso é horrível,mexe na auto estima.
De já, agradeço!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse efeito é relativamente comum com a olanzapina, que pode aumentar o apetite e favorecer o ganho de peso por alterações no metabolismo e na saciedade. Infelizmente, nem sempre melhora com o tempo.
Nesses casos, o mais indicado é conversar com seu psiquiatra, para avaliar possibilidades como ajuste de dose, troca por outra medicação com menor impacto no peso ou outras estratégias complementares.
Medidas como alimentação equilibrada e fracionamento das refeições podem ajudar, mas muitas vezes não são suficientes isoladamente, pois se trata de um efeito do próprio medicamento.
Seu incômodo é totalmente válido, visto que efeitos colaterais que impactam a autoestima devem ser levados em consideração no tratamento. Tente conversar com seu médico sobre isso.
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Bom dia eu queria saber qual é o exame que realiza para descobrir problemas mental?
Bom dia eu queria saber qual é o exame que realiza para descobrir problemas mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia!
Não existe um único exame que, isoladamente, “descubra” um transtorno mental. O diagnóstico em saúde mental é clínico, ou seja, é feito principalmente por meio de uma avaliação detalhada com o psiquiatra.
Essa avaliação inclui:
- Entrevista clínica (história dos sintomas, início, duração, impacto na vida)
- Histórico pessoal e familiar
- Avaliação do estado mental (humor, pensamento, percepção, comportamento)
- Quando necessário, aplicação de escalas e questionários padronizados
Exames complementares (como exames de sangue ou, em alguns casos, imagem cerebral) podem ser solicitados, mas têm outro objetivo: descartar causas clínicas que possam estar provocando sintomas semelhantes (por exemplo, alterações hormonais, deficiência de vitaminas, entre outros).
Em alguns casos, também pode ser indicada avaliação psicológica ou neuropsicológica, especialmente quando há dúvidas diagnósticas ou necessidade de aprofundamento.
Se você estiver com sintomas ou dúvidas, o mais indicado é procurar um psiquiatra para uma avaliação individualizada. Com a abordagem correta, é possível entender o que está acontecendo e definir o melhor tratamento.
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Olá, Dr. Tudo bem? Eu estou sofrendo com esses pensamentos de estar com uma doença. Já fiz dois exam
Olá, Dr. Tudo bem? Eu estou sofrendo com esses pensamentos de estar com uma doença. Já fiz dois exames e estão negativos para essa doença; porém, fico pesquisando sobre o assunto e achando que o exame deu alteração. Eu já tive esse mesmo problema de pensamentos, porém com outras doenças que não tinham o que dever ser. Sempre fico ansiosa, triste e com medo. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve é relativamente comum e costuma estar relacionado à ansiedade, especialmente à ansiedade de doença. Mesmo com exames normais, a mente continua buscando sinais de ameaça, o que leva a um ciclo de preocupação, checagem e mais ansiedade.
Alguns pontos importantes:
- Pesquisar repetidamente sobre sintomas tende a aumentar a ansiedade, não aliviar
- A dúvida constante sobre exames é um padrão típico desse tipo de quadro
- Esses pensamentos são reais e angustiantes, mas não significam que você esteja doente
O que pode ajudar:
- Evitar pesquisas excessivas sobre doenças
- Buscar técnicas de manejo da ansiedade
- Iniciar psicoterapia (especialmente terapia cognitivo-comportamental)
- Em alguns casos, uso de medicação pode ser indicado
O mais importante é procurar um psiquiatra para uma avaliação adequada. Esse tipo de quadro tem tratamento e costuma melhorar bastante com acompanhamento.
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Tomo 40 mg de escitalopram tem algum risco para minha saúde? Já que o normal é 20 mg?
Tomo 40 mg de escitalopram tem algum risco para minha saúde? Já que o normal é 20 mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A dose usual do escitalopram é de até 20 mg ao dia, mas em alguns casos muito específicos o médico pode indicar doses maiores. Doses acima do recomendado exigem acompanhamento mais próximo, pois podem aumentar o risco de efeitos adversos, como alterações no ritmo cardíaco, náuseas, tremores ou agitação. Converse com o seu psiquiatra para confirmar se essa dose é adequada para o seu caso e para monitorar sua segurança.
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Tomava sertralina 25 mg, mas após ter minha bebê parei por conta. Após um ano e meio percebi retorno
Tomava sertralina 25 mg, mas após ter minha bebê parei por conta. Após um ano e meio percebi retorno de sintomas depressivas e a psiquiatra resolveu testar o escitalopram 10 mg, com um mês de uso, não consigo fazer mais nada além de trabalhar, mesmo tomando a noite fico sonolenta o dia inteiro, chegando a pescar várias vezes no trabalho, chego em casa e desligo, apago, e acordo cansada mesmo assim, o que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A sonolência pode ocorrer em algumas pessoas no início do uso do escitalopram, mas quando interfere nas atividades diárias é importante reavaliar. Isso pode estar relacionado ao efeito da medicação ou ao próprio quadro depressivo. Recomendo que procure uma avaliação psiquiátrica para ajustar dose ou considerar alternativas.
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Boa noite. Tomo sertralina 100mg há 15 anos e agora andava um pouco mal por morte de 1 colega de tra
Boa noite. Tomo sertralina 100mg há 15 anos e agora andava um pouco mal por morte de 1 colega de trabalho. Fui a 1 psiquiatra que me indicaram e ele retirou a medicação de um dia para o outro e meteu-me com elontril 150mg. Ao segundo dia comecei a ficar com tonturas e névoa e dificuldade de concentração e a partir daí descansou tudo. Apertos musculares no tórax, chorar, pensar em morrer. Fui parar ao hospital e o psiquiatra k m atendeu mandou-me retomar a sertralina 50mg 4 dias e dp passar p 100mg. Ainda só passaram 3 dias e já desapareceram alguns sintomas mas a tensão muscular é horrível, canso-me só de falar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A interrupção abrupta da sertralina após tantos anos de uso pode realmente causar sintomas intensos, como tonturas, ansiedade acentuada, tensão muscular e sensação de mal-estar. Esses efeitos costumam melhorar após a retomada gradual da medicação, mas o corpo leva alguns dias para estabilizar novamente. Como a tensão muscular ainda está muito forte, é importante manter o acompanhamento e retornar ao médico caso os sintomas persistam ou piorem. Não interrompa o tratamento por conta própria.
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Tomo Losartana e ablok plus minha médica receitou amitriptilina pra ansiedade depressão. É segura es
Tomo Losartana e ablok plus minha médica receitou amitriptilina pra ansiedade depressão. É segura essas combinações de medicamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A associação entre amitriptilina, losartana e ablok plus (atenolol + diurético) pode ser utilizada, mas requer acompanhamento médico. Em algumas pessoas, a amitriptilina pode baixar um pouco a pressão ou causar aumento de sedação, então é importante monitorar pressão arterial, sonolência e possíveis alterações cardíacas nas primeiras semanas. Caso note queda importante da pressão, tonturas ou palpitações, procure seu médico para ajuste.
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Tive anorexia e bulimia laxativa por 14 anos, recentemente engordei mais de 40kg mesmo fazendo dieta
Tive anorexia e bulimia laxativa por 14 anos, recentemente engordei mais de 40kg mesmo fazendo dieta (acredito ser devido ao uso de medicamentos antipsicóticos e diu mirena, que já cessei o uso) e isso me afeta muito e percebo constantes oscilações de humor, nervosismo, ansiedade, irritabilidade, depressão, baixa autoestima, estresse, tristeza ruminações suicídas, apatia, culpa, sensação de inadequação e isolamento social. Possuo uma relação patológica com a comida. Meus pais fazem chacota e bullying com minha atual condição, com o aumento de peso exponencial que tive e com meu corpo. Odeio o que vejo no espelho. Já fiz uso de risperidona, lítio, quetiapina, sertralina, fluoxetina e outros antidepressivos e estabilizadores de humor, mas sem melhora no quadro do T.A., gostaria de um direcionamsnto para qual tratamento devo procurar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, trata-se de um transtorno alimentar ainda ativo, associado a desregulação emocional importante. O ganho de peso após anorexia/bulimia, somado ao uso prévio de algumas medicações, pode é comum e reflete mudanças no metabolismo, na saciedade e na relação com a comida, e não falta de esforço.
Os sintomas de oscilações de humor, ansiedade, irritabilidade, tristeza intensa, ideias suicidas, culpa e isolamento mostram que você precisa de um tratamento especializado.
O tratamento mais indicado é multidisciplinar, envolvendo psicoterapia, avaliação psiquiátrica e nutrição. De preferência, com profissionais especializados em transtornos alimentares, que trabalhem relação com a comida, o comportamento alimentar, a regulação emocional e distorções da autoimagem. Essa combinação é o padrão-ouro internacional,, com impacto direto tanto nas alterações biológicas quanto nos comportamentos alimentares e no bem-estar emocional.
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Desde criança eu tenho muita dificuldade em permanecer em atividades paradas e monótonas. Na escola,
Desde criança eu tenho muita dificuldade em permanecer em atividades paradas e monótonas. Na escola, eu ligava para minha mãe me buscar porque não conseguia ficar em sala de aula devido ao tédio intenso e dificuldade de foco. Na adolescência, isso piorou e acabei sendo afastado da escola por 1 ano, concluindo os estudos de casa pelo mesmo motivo.
Hoje, adulto, isso se repete no trabalho: ajo por impulso, invento desculpas para ir embora e fujo de tarefas que exigem permanência, foco e repetição. Atualmente estou em casa sem conseguir trabalhar. Quando tento estudar, não consigo ficar sentado por mais de 20 minutos, levanto e fico andando pela casa, com muitos devaneios e distrações.
Isso pode ser algum transtorno, como TDAH ou algo relacionado? Qual profissional devo procurar para uma avaliação correta?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve — dificuldade em manter o foco, inquietação, impulsividade, sensação intensa de tédio e prejuízo no trabalho e nos estudos — podem estar relacionados a um Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), especialmente por estarem presentes desde a infância.
No entanto, outras condições também podem causar sintomas semelhantes, como ansiedade, depressão, distúrbios do sono ou sobrecarga emocional. Por isso, é importante realizar uma avaliação clínica detalhada antes de definir o diagnóstico.
O profissional mais indicado para essa investigação é o psiquiatra, que poderá avaliar seu histórico, sintomas e, se necessário, solicitar exames laboratoriais ou testes para complementar o diagnóstico. A partir daí, será possível definir o tratamento mais adequado, que pode envolver medicação e/ou psicoterapia.
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Bom dia! Na troca de antidepressivo eu posso voltar do zero a ter os sintomas da ansiedade?
Bom dia!
Na troca de antidepressivo eu posso voltar do zero a ter os sintomas da ansiedade?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. Durante a troca de antidepressivo, é possível que os sintomas de ansiedade retornem ou até se intensifiquem temporariamente, especialmente nas primeiras semanas. Isso pode ocorrer por alguns motivos: adaptação ao novo medicamento, até que ele alcance efeito terapêutico; redução ou suspensão do antidepressivo anterior; diferenças no mecanismo de ação entre os medicamentos, que podem afetar de forma distinta neurotransmissores ligados à ansiedade.
Na maioria das vezes, esses sintomas são transitórios e tendem a melhorar conforme o corpo se adapta à nova medicação. Ainda assim, é importante manter acompanhamento próximo com o psiquiatra durante essa fase, para ajustar doses ou adotar medidas que reduzam o desconforto e avaliar se a resposta clínica é satisfatória com a nova medicação.
Se a ansiedade estiver muito intensa, comunique seu médico antes de fazer qualquer mudança por conta própria — isso ajuda a garantir uma transição mais segura e estável.
Perguntas frequentes
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É comum que tomando estabilizador de humor os episódios de mania e depressão sejam de duração mais c
Sim. Um dos objetivos dos estabilizadores de humor no transtorno bipolar…