Perguntas do paciente (35)

  • Olá há 6 anos tive um quadro de ansiedade bem forte e fiz tratamento até 2021 e após isso tive alto e

    Olá há 6 anos tive um quadro de ansiedade bem forte e fiz tratamento e após isso tive alto e fiquei bem, agora voltei a ter ansiedade e reiniciei o tratamento com sertralina e estou tomando faz um mês (é o mesmo remédio que tomei antes) eu já ter tomado antes faz perder à eficácia do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Não, o fato de você já ter usado sertralina anteriormente não faz o remédio perder a eficácia.
    Na verdade, é comum que pessoas que já tiveram um bom resultado com um antidepressivo no passado voltem a utilizá-lo quando os sintomas reaparecem. A resposta tende a ser semelhante à anterior, embora o tempo para perceber melhora possa variar de pessoa para pessoa — em geral, entre 4 e 8 semanas de uso contínuo.
    O que pode influenciar a resposta não é o uso prévio, mas sim mudanças no momento atual, como intensidade dos sintomas, estresse, hábitos de sono, alimentação ou outros medicamentos em uso.
    Se após 6 a 8 semanas você não sentir melhora significativa, o ideal é conversar com seu psiquiatra, que poderá ajustar a dose ou avaliar alternativas. Mas, de modo geral, não há perda de eficácia apenas por já ter usado o mesmo antidepressivo antes.


  • Bom dia, estou fazendo o uso da clomipramina 25mg, está me ajudando, porém estou com alguns colatera

    Bom dia, estou fazendo o uso da clomipramina 25mg, está me ajudando, porém estou com alguns colaterais como: Sudorese, boca seca, tremedeira, é normal? Agradeço pela resposta!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Sim, os sintomas que você descreve — sudorese, boca seca e tremores leves — são efeitos colaterais comuns da clomipramina, especialmente nas primeiras semanas de uso. Esse medicamento é um antidepressivo tricíclico que pode causar efeitos relacionados à ação sobre o sistema nervoso autônomo.
    Na maioria dos casos, esses sintomas tendem a diminuir com o tempo, à medida que o organismo se adapta. No entanto, se os tremores forem intensos, persistirem por várias semanas ou se surgirem outros efeitos incômodos (como palpitações ou tonturas), é importante informar seu psiquiatra. Ele poderá avaliar se é necessário ajustar a dose ou adaptar o tratamento.
    De forma geral, esses efeitos são esperados no início e não indicam algo grave, mas sempre vale acompanhar de perto para garantir o uso mais seguro e confortável possível.


  • Olá. Desde a minha infância tinha a forte convicção que minha mãe sofre de algum transtorno de humor

    Olá. Desde a minha infância tinha a forte convicção que minha mãe sofre de algum transtorno de humor ou de personalidade. Sou casada com um bipolar tipo 1 e a semelhança comportamental é assustadora. Porém no caso da minha mãe a ciclagem do humor sempre foi muito rápida, chegando até mesmo a ser diária. Na minha infância tinha dias em que ela era super cruel ( com comportamento narcisistas em relação a nós ) ou depressiva pela manhã, e de tarde estava com o humor elevado, como se nada tivesse acontecido. Ela já chegou a ter longos períodos de depressão, tratados como agudos. E em uma certa fase, se comportava loucamente como uma adolescente.
    Atualmente com 50 anos, ela está mais estável, porém conserva uma perspectiva negativa sobre a vida, muito sensível à criticas ou qualquer posição contrária e com forte dependência emocional. Ela tem tireóide já em uso de Puran à 18 anos (atualmente o 175 mg). Como posso fazer, para ajudá-la a buscar o diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Sua percepção é muito sensata e demonstra cuidado e empatia — algo essencial quando lidamos com familiares que podem ter algum transtorno mental.
    De fato, os comportamentos que você descreve podem estar presentes em diferentes condições, como transtornos do humor ou transtornos de personalidade. Além disso, o hipotireoidismo, quando mal controlado, também pode influenciar diretamente o humor e a energia, e deve sempre ser considerado na avaliação.
    O melhor caminho para ajudá-la é estimular uma avaliação com um psiquiatra, de preferência de forma acolhedora e não confrontativa. Tente abordar o assunto, destacando o quanto uma consulta pode ajudá-la a se sentir melhor, em vez de focar em rótulos ou diagnósticos.
    Evite falar em “transtornos” ou “diagnósticos” logo de início, pois isso pode gerar resistência. Se possível, ofereça-se para acompanhá-la na consulta.
    Também é importante manter o acompanhamento com o endocrinologista para garantir o bom controle da tireoide.


  • Quais são as comorbidades psiquiátricas em mulheres autistas e como afetam a percepção do corpo?

    Quais são as comorbidades psiquiátricas em mulheres autistas e como afetam a percepção do corpo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Mulheres autistas frequentemente apresentam comorbidades psiquiátricas como ansiedade, depressão, transtornos alimentares, TOC, TEPT e, em alguns casos, disforia de gênero.

    Essas condições afetam a percepção do corpo de diversas formas: podem gerar baixa autoestima, autocrítica intensa, distorção da imagem corporal, hipersensibilidade sensorial e até desconexão emocional com o próprio corpo.

    Além disso, a tentativa constante de se “camuflar” socialmente e de se adequar a padrões externos reforça o cansaço mental e o sentimento de inadequação, tornando a relação corporal mais conflituosa. Um acompanhamento psiquiátrico e psicoterápico sensível ao perfil neurodivergente feminino é essencial nesses casos.


  • Tomo sertralina 50 mg a 3 meses, na hora do sexo fico excitada mas não consigo chegar ao orgasmo. É

    Tomo sertralina 50 mg a 3 meses, na hora do sexo fico excitada mas não consigo chegar ao orgasmo. É muito frustante. Tem algo que possa ser feito ou só trocando a medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    A sertralina, assim como outros antidepressivos, pode causar efeitos na vida sexual, como dificuldade para atingir o orgasmo e isso é relativamente comum. Porém, é importante também avaliar se existem outras causas (fatores emocionais, físicos ou do relacionamento) que podem estar contribuindo para isso. No caso de efeito colateral do medicamento, existem algumas opções: ajustar a dose, trocar a medicação, associar outra estratégia ou até usar recursos específicos para minimizar esse efeito. O mais importante é não interromper o tratamento por conta própria e conversar com um psiquiatra para individualizar a melhor conduta para seu caso.


  • Bom dia! Quem está fazendo tratamento com rosuvastatina pode tomar também a amitriptilina para depre

    Bom dia! Quem está fazendo tratamento com rosuvastatina pode tomar também a amitriptilina para depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Sim, a rosuvastatina pode ser usada junto com a amitriptilina. Não há interação relevante entre essas duas medicações. O importante é sempre informar seus médicos sobre todos os remédios em uso, para garantir segurança no tratamento.


  • Antes eu fazia uso de sertralina+quetiapina de 100 pra dormir, só que minha libido ficava no zero.

    Antes eu fazia uso de sertralina+quetiapina de 100 pra dormir, só que minha libido ficava no zero.
    Conversando com um médico,ele passou mirtazapina' 30mg + quetiapina a noite e pela manhã 150mg de bupropiona. A minha libido voltou,mas é seguro o uso dessas 3 medicações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    A combinação de mirtazapina, bupropiona e quetiapina pode ser segura e, em alguns casos, até estratégica. Esses três medicamentos atuam em mecanismos diferentes, e podem ser usadas juntas quando há necessidade de controlar sintomas de humor, ansiedade, sono e com menor risco de disnfunções sexuais. O mais importante é que o uso seja feito sob acompanhamento psiquiátrico regular, já que cada organismo responde de forma única e pode haver necessidade de ajustar doses ou monitorar efeitos.


  • Minha filha possui 2 anos e 9 meses, atende todos os comandos, não possui nenhuma dificuldade em ent

    Minha filha possui 2 anos e 9 meses, atende todos os comandos, não possui nenhuma dificuldade em entender oque é solicitado, porém não forma frases quando pede algo, fala apenas a palavra exata do que quer, imita sons da tv, falas personagens bem emboladas, mais não emite frases para se comunicar, devo me preocupar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Olá! Aos 2 anos e 9 meses, já é esperado que a criança combine palavras e forme pequenas frases. Quando ela entende bem os comandos, mas usa falas repetidas da TV ou trechos de personagens e não utiliza frases para se comunicar, é importante avaliar o desenvolvimento da linguagem. Recomendo uma consulta com pediatra, fonoaudiólogo e, se necessário, neuropediatra ou psiquiatra infantil, para investigar precocemente e orientar as intervenções adequadas.


  • Porque que na bula do próprio fabricante da venlafaxina diz que faz efeito terapêutico em 4 dias e m

    Porque que na bula do próprio fabricante da venlafaxina diz que faz efeito terapêutico em 4 dias e muitos médicos falam que demora até 4 semanas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Olá! A venlafaxina pode começar a produzir alguns efeitos iniciais em poucos dias, como leve melhora da energia ou da ansiedade. Porém, o efeito terapêutico completo — especialmente para depressão e transtornos de ansiedade — costuma aparecer entre 2 e 4 semanas. Por isso, embora a bula mencione início de ação rápido, na prática clínica observamos que a resposta plena leva mais tempo. Esse intervalo é normal e faz parte da adaptação do organismo ao medicamento.


  • Olá, tenho 19 anos e sofro todos os dias com queda de pressão, já fazem 3 anos. Neste meio tempo des

    Olá, tenho 19 anos e sofro todos os dias com queda de pressão, já fazem 3 anos. Neste meio tempo descobri que tinha ansiedade e venho fazendo terapia e tomando os medicamentos corretamente. Porém essa sensação da pressão baixa nunca passa, eu não consigo ficar em pé muito tempo, não consigo caminhar sem essa sensação de desmaio que pode vim a qualquer momento. Já fiz vários exames de sangue e não tem nenhum problema. Gostaria de saber se essa sensação e as quedas de pressão que já me levaram a desmaio é por conta só da ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Olá! A ansiedade pode causar sensação de desmaio, tontura e mal-estar, mas quedas reais de pressão com desmaios recorrentes normalmente precisam de investigação complementar. Mesmo com exames de sangue normais, é importante avaliar causas como pressão naturalmente baixa, desidratação, alterações de ritmo cardíaco ou condições como síncope vasovagal e intolerância ortostática. Recomendo seguir em acompanhamento com clínico ou cardiologista para uma avaliação detalhada, além do tratamento da ansiedade. Não atribua estes sintomas à ansiedade sem uma investigação clínica completa.


  • È verdade que com o passar da idade e com tratamento adequado os transtornos psiquiátricos podem dim

    È verdade que com o passar da idade e com tratamento adequado os transtornos psiquiátricos podem diminuir?Tipo a esquizofrenia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Sim, em muitos casos é possível observar melhora ao longo do tempo, especialmente com tratamento adequado — mas isso não significa necessariamente “cura”, e sim melhor controle e estabilidade.

    Na esquizofrenia, por exemplo, o curso é bastante variável entre as pessoas. De modo geral, os primeiros anos tendem a ser mais intensos, com maior frequência de crises, e, com o passar do tempo, muitos pacientes apresentam redução da intensidade dos sintomas psicóticos, principalmente quando fazem uso regular da medicação, têm acompanhamento contínuo e suporte psicossocial.

    Além disso, com o tempo, a pessoa pode desenvolver mais estratégias de enfrentamento, maior insight sobre a doença e melhor adesão ao tratamento, o que contribui para estabilidade. Em alguns casos, há fases prolongadas de remissão, com poucos ou nenhum sintoma ativo.

    Por outro lado, é importante ter em mente que se trata de um transtorno crônico, que costuma exigir acompanhamento a longo prazo. A evolução depende de vários fatores, como adesão ao tratamento, uso de substâncias, rede de apoio, início precoce do cuidado e características individuais.

    Portanto, sim — muitos pacientes melhoram ao longo da vida com o tratamento adequado, podendo levar uma vida estável e funcional, mas o acompanhamento contínuo segue sendo fundamental.


  • Estou tomando pregabalina 75 MG mais quetiapina 30mg para dormir, no outro dia sinto enjoos, dormênc

    Estou tomando pregabalina 75 MG mais quetiapina 30mg para dormir, no outro dia sinto enjoos, dormência nas mãos e nos pés , tontura tomo a 10 dias , é normal? Vai passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    A pregabalina e a quetiapina podem, sim, causar sintomas como tontura, sonolência residual, náuseas e sensação de formigamento ou dormência, especialmente nos primeiros dias de uso. Esses efeitos costumam estar relacionados à adaptação do organismo e, em muitos casos, tendem a reduzir ao longo das primeiras semanas.

    No entanto, com cerca de 10 dias de uso, ainda é possível que você esteja nesse período de adaptação, principalmente se as medicações foram iniciadas juntas. A combinação das duas também pode potencializar esses efeitos, como a tontura e a sensação de “corpo pesado” no dia seguinte.

    Por outro lado, quando os sintomas são persistentes, intensos ou incômodos — como náusea frequente ou dormência contínua — é importante não apenas “aguardar passar”, mas sinalizar ao médico. Pode ser necessário ajustar dose, horário de uso ou até reavaliar a combinação.

    De modo geral, pode melhorar com o tempo, mas não deve ser ignorado. O mais seguro é acompanhar de perto e conversar com seu médico caso os sintomas não estejam diminuindo progressivamente ou estejam atrapalhando sua rotina.


  • Parei de tomar o antietanol a mais de 3 anos e quando bebo ainda sinto os mesmos efeitos colaterais

    Parei de tomar o antietanol a mais de 3 anos e quando bebo ainda sinto os mesmos efeitos colaterais (rubor facial, midríase, taquicardia, etc.) o que fazer para não ter mais essas reações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Mesmo após anos sem usar o antietanol (dissulfiram), não é esperado que ele ainda cause reações ao ingerir álcool. Se os sintomas persistem isso pode indicar uma intolerância individual ao álcool, alguma condição metabólica ou hepática, ou interação com outros medicamentos.
    Nesse caso, é importante evitar o consumo de álcool e procurar avaliação médica para investigar a causa com mais segurança.


  • Clonazepam pode ser tomado com tamoxifeno??foi o psiquiatra quem passou.. a oncologista colocou que

    Clonazepam pode ser tomado com tamoxifeno??foi o psiquiatra quem passou.. a oncologista colocou que não posso antecipar depressivo que contenha paroxetina fluoxetina bupropiona quinidina... clonazepam contém estas fórmulas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    O clonazepam pode sim ser usado junto com o tamoxifeno.
    Ele é um benzodiazepínico, indicado para uso pontual em algumas condições como crises de ansiedade. Não há interação relevante dele com o tamoxifeno como ocorre com alguns antidepressivos que podem reduzir sua eficácia.
    Ele não contém paroxetina, fluoxetina, bupropiona (estes são medicamentos diferentes, antidepressivos) nem quinidina — que realmente podem interferir na ação do tamoxifeno, mas não fazem parte da fórmula do clonazepam.
    Portanto, se foi prescrito pelo psiquiatra, não há problema quanto a essa interação específica. Sempre mantenha o oncologista e o seu psiquiatra informados sobre todas as medicações em uso.


  • Aprender a tocar instrumentos musicais pode ajudar no combate da depressão e ansiedade?

    Aprender a tocar instrumentos musicais pode ajudar no combate da depressão e ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taís Simplicio

    Aprender a tocar um instrumento pode sim ajudar no controle da depressão e da ansiedade. A prática musical estimula áreas do cérebro ligadas ao prazer, melhora o humor, ajuda na concentração e na expressão das emoções. Isso não substitui a necessidade de avaliação e o tratamento médico ou psicológico, mas pode ser um ótimo complemento para o seu bem-estar.


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