Perguntas do paciente (92)

  • Qual a diferença de transtorno mental para doença mental?

    Qual a diferença de transtorno mental para doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Transtorno mental e doença mental são termos que muitas vezes são usados como sinônimos, mas há uma diferença sutil e importante entre eles.
    Transtorno mental é o termo mais utilizado atualmente na Psicologia e na Psiquiatria. Ele se refere a alterações no funcionamento emocional, cognitivo ou comportamental de uma pessoa, que causam sofrimento ou prejuízos na vida pessoal, social ou profissional. Exemplos: ansiedade, depressão, transtorno bipolar, TDAH, entre outros. Nem sempre há uma causa biológica clara — muitas vezes, envolve fatores psicológicos, sociais e ambientais.
    Já doença mental é um termo mais antigo e médico, que ainda é usado em alguns contextos. Ele costuma se referir a condições em que há alterações cerebrais ou neurológicas mais evidentes, e que requerem acompanhamento clínico e, frequentemente, medicamentoso. Exemplos podem incluir esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo, entre outros.
    Hoje, o termo transtorno mental é preferido por ser mais abrangente e menos estigmatizante, além de refletir melhor a complexidade da saúde mental. E o mais importante: seja transtorno ou doença, o cuidado deve ser individualizado, humanizado e com suporte especializado.


  • Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental para o acompanhamento de uma pess

    Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental para o acompanhamento de uma pessoas com distúrbios mentais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    A equipe multiprofissional é fundamental no cuidado com a saúde mental de pessoas que enfrentam distúrbios mentais porque cada profissional contribui com um olhar específico e complementar.
    Psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, enfermeiros e outros especialistas atuam juntos para garantir um cuidado mais completo, humano e eficaz.
    Enquanto o psicólogo trabalha com os aspectos emocionais, comportamentais e relacionais, por exemplo, o psiquiatra pode avaliar a necessidade de medicação. Já o assistente social pode apoiar com questões familiares ou sociais que impactam diretamente na saúde mental.
    Esse trabalho em conjunto evita que o paciente fique sobrecarregado ou desassistido em alguma área importante da vida. A meta é promover não apenas a melhora dos sintomas, mas também o bem-estar, a inclusão social e a qualidade de vida.


  • O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é c

    O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é comum em quais transtornos do neurodesenvolvimento ou mentais? É possível que o QI limítrofe ocorra em pessoas com TDAH, autismo ou transtorno bipolar? Também pode estar presente em casos onde há comorbidade entre TDAH e TEA? Além disso, pessoas com inteligência limítrofe podem apresentar dificuldades comportamentais semelhantes às da deficiência intelectual, como infantilidade, imaturidade emocional, problemas sociais, dificuldades com autonomia e memória? Em que medida essas dificuldades interferem no desenvolvimento, aprendizagem e na adaptação social da pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    O funcionamento intelectual limítrofe é um nível cognitivo abaixo da média, mas acima da deficiência intelectual (DI). Ele é caracterizado por um QI entre 70 e 84, sendo que a média da população está entre 90 e 110. Não é considerado um transtorno por si só, mas um fator de vulnerabilidade que pode dificultar a adaptação, aprendizagem e o desenvolvimento, principalmente em contextos mais exigentes. O QI limítrofe pode estar presente como comorbidade ou característica associada a vários transtornos, como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), TEA (Transtorno do Espectro Autista), Transtorno Bipolar...
    Pode sim haver em casos de comorbidade entre TDAH + TEA.
    Pessoas com QI limítrofe podem apresentar comportamentos semelhantes aos da deficiência intelectual e apresentam características semelhantes, como: dificuldades com abstração e raciocínio complexo, imaturidade emocional ou infantilização do comportamento, problemas com interação social (isolamento, ingenuidade, dificuldades de compreender sutilezas), baixa autonomia em tarefas do cotidiano, déficits de memória, principalmente de curto prazo e memória operacional, respostas emocionais intensas ou desproporcionais.
    Mas isso não significa deficiência intelectual. A diferença está na capacidade adaptativa e no grau de prejuízo funcional.
    Isso interfere no desenvolvimento, aprendizagem e adaptação social sim, especialmente quando não há diagnóstico ou suporte adequado.


  • Opa olá a todos me chamo Felipe tenho três perguntas e procuro uma consulta presencial que seja uma

    Opa olá a todos me chamo Felipe tenho três perguntas e procuro uma consulta presencial que seja uma boa neuropsicóloga ou psicóloga mesmo que realiza testes e diagnostico, sou de Campo Grande - MS

    Tenho por preferencia mulheres, mas pode ser homem caso eu mudo de ideia

    é seguinte eu tenho forte suspeitas que tenho Autismo (acredito grau 1 leve a 2 moderado), além de ter possível TOC, TDAH e ansiedade + depressão, e vicio em pornografia (Conhecido como masturbação compulsiva)

    No meu caso depressão e ansiedade é 100% confirmado pq eu sinto os sintomas embora leve e também tenho muita raiva por causa disso, pq minha depressão não é só baseado na tristeza mas também na agressividade

    A Terapia cognitiva comportamental é suficiente para lidar com todos esses problemas? e quantas semanas ou meses é necessário ? também seria melhor acompanhar junto com medicação? Obrigado deste já a todos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Olá, Felipe! Obrigado por compartilhar sua história com tanta clareza.
    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem bastante eficaz e indicada para TDAH, TOC, ansiedade, depressão, comportamentos compulsivos, como o vício em pornografia com foco em habilidades sociais e regulação emocional. Por ser uma abordagem estruturada, prática e com técnicas baseadas em evidências, ela pode sim ajudar bastante — principalmente se você tiver um vínculo de confiança com a profissional. Em muitos casos, a TCC funciona melhor dentro de um plano mais amplo, que pode incluir avaliação neuropsicológica, apoio psiquiátrico (medicação) e práticas complementares como psicoeducação, organização da rotina, atividades físicas, etc.
    O tempo de terapia vai depender da gravidade dos sintomas, sua dedicação ao processo terapêutico, frequência dos atendimentos (semanal, quinzenal), se houver comorbidades (quando uma condição intensifica a outra). Mas, em média, temos melhoras iniciais entre 8 a 12 sessões. Processos mais complexos podem levar de 6 meses a 1 ano ou até mais.
    Lembre-se: terapia não é mágica, mas uma construção contínua — com altos e baixos, mas com muita possibilidade de avanço real e duradouro.
    Na maioria dos casos como o seu, é melhor acompanhar junto com medicação sim.
    A medicação, quando bem indicada por um médico psiquiatra, pode ajudar a estabilizar sintomas que dificultam o próprio processo terapêutico. Mas o ideal é que o uso de medicação seja avaliado com cuidado, levando em conta seus sintomas, histórico e possíveis efeitos colaterais. Terapia e medicação não se anulam — se complementam.
    E sobre o atendimento em Campo Grande - MS, não vou saber te dizer. Meus atendimentos são 100% online e fico à disposição caso queira experimentar essa modalidade e conhecer meu trabalho.


  • Oiii, boa tarde! Tem 2 anos que tive alta da terapia e no momento passo com outro psicólogo, esse at

    Oiii, boa tarde! Tem 2 anos que tive alta da terapia e no momento passo com outro psicólogo, esse atual tem uns 3 meses que estou passando. Posso iniciar uma amizade com meu antigo psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    De forma ética e profissional, a maioria dos psicólogos segue orientações claras que desaconselham o estabelecimento de vínculos de amizade com ex-pacientes, especialmente quando o vínculo terapêutico foi recente. Isso acontece para preservar os limites da relação que existiu, proteger o sigilo, evitar conflitos de interesse e garantir que a confiança construída no processo terapêutico não seja confundida com outros tipos de relação.
    Mesmo após a alta, ainda podem existir resquícios do vínculo terapêutico que dificultam uma amizade genuína, igualitária e isenta de expectativas. Além disso, há uma recomendação ética do Conselho Federal de Psicologia que orienta os profissionais a manterem uma distância segura justamente para evitar prejuízos emocionais para o ex-paciente.
    Ou seja, mesmo que o atendimento tenha sido finalizado, o ideal é conversar diretamente com esse ex-terapeuta, caso deseje abordar esse assunto. Ele ou ela poderá lhe explicar os limites profissionais e éticos envolvidos.


  • O que é "psicologia tomista"? e o que é ABA? qual a diferença destas para a a TCC e a PBE?

    O que é "psicologia tomista"? e o que é ABA? qual a diferença destas para a a TCC e a PBE?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    A Psicologia Tomista é baseada na filosofia de Tomás de Aquino. Ela entende o ser humano como uma unidade de corpo e alma, buscando o desenvolvimento integral da pessoa em sua razão, emoções e vontade, sempre orientada para o bem e a verdade. É uma abordagem que respeita a natureza humana e seus princípios universais.

    A ABA (Análise do Comportamento Aplicada) é uma abordagem baseada em evidências, que analisa e modifica comportamentos observáveis, muito utilizada no tratamento do autismo e outras condições de desenvolvimento. Seu foco é reforçar comportamentos positivos e reduzir comportamentos disfuncionais.

    A TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) trabalha com a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. Ela busca identificar padrões de pensamento distorcidos e ajudar a pessoa a desenvolver formas mais equilibradas e funcionais de pensar e agir.

    A PBE (Psicoterapia Baseada em Evidências) não é uma abordagem específica, mas um princípio: significa usar intervenções que tenham comprovação científica de eficácia, independentemente da linha teórica.


  • Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com am

    Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com amor e sem mágoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Reconstruir um relacionamento que passou por agressões físicas e verbais é um processo muito delicado e exige mais do que vontade: é necessário um profundo arrependimento, ampliação de consciência, mudanças reais de comportamento, busca de ajuda profissional (individual e, muitas vezes, em casal) e tempo para reconstruir a confiança.
    Embora existam casos em que ocorra transformação, é importante ser realista: agressões rompem a base de segurança e respeito que sustenta qualquer relação saudável. Muitas vezes, mesmo com esforços, as mágoas e os traumas deixam marcas difíceis de superar.
    A prioridade deve ser sempre a proteção física e emocional de quem foi ferido. E, se houver desejo genuíno de mudança, o acompanhamento psicológico é fundamental para que as escolhas futuras sejam feitas de forma consciente, segura e respeitosa.

    Se a pessoa deseja continuar com o parceiro mesmo após episódios de agressão, é fundamental que algumas condições sejam observadas para que exista uma chance real de reconstrução:
    O agressor precisa reconhecer o que fez, demonstrar arrependimento verdadeiro e buscar ajuda profissional específica (como psicoterapia ou grupos de reabilitação para agressores).
    A vítima também deve receber apoio psicológico, para entender seus sentimentos, fortalecer sua autoestima e avaliar com segurança se deseja seguir nessa relação.
    Mudanças precisam ser consistentes e comprovadas no tempo — não apenas promessas imediatas após o episódio de violência.
    O relacionamento precisa ser reconstruído com base em novos padrões de respeito, segurança e responsabilidade emocional.
    Sem essas mudanças profundas e sustentadas, o risco de novas agressões permanece alto. A decisão de continuar é pessoal, mas deve sempre priorizar a saúde emocional, física e a dignidade de quem foi ferido.


  • Meu marido não me beija mais e principalmente na hora da relação não tem beijos. Pra mim é um balde

    Meu marido não me beija mais e principalmente na hora da relação não tem beijos.
    Pra mim é um balde de água fria.
    O tesão não é o mesmo …..
    O que faço?
    As vezes cobro coisas básicas e me sinto mal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Entendo como essa situação pode ser dolorosa para você. O beijo é uma expressão de intimidade essencial para muitos casais e a sua ausência pode, sim, impactar no desejo e na conexão emocional.
    O primeiro passo é conversar abertamente com seu marido, de forma tranquila, explicando como isso te faz sentir — sem cobranças, mas mostrando suas necessidades. Muitas vezes, mudanças na rotina, no estresse ou na dinâmica do casal podem influenciar essas manifestações de afeto.
    Se mesmo com diálogo a situação não mudar, buscar a ajuda de um psicólogo especializado em relacionamento pode ser muito valioso. Um profissional pode ajudar vocês a entenderem o que está acontecendo e a reconstruírem essa conexão que é tão importante.

    Lembre-se: seus sentimentos são legítimos. Cuidar da sua relação também é cuidar de você.


  • Quais são as técnicas utilizadas pela terapia Gestalt?

    Quais são as técnicas utilizadas pela terapia Gestalt?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    A Terapia Gestalt utiliza diversas técnicas para ajudar a pessoa a se perceber no momento presente e a integrar pensamentos, emoções e comportamentos. Entre as principais estão: o diálogo (entre terapeuta e paciente ou entre partes internas do próprio paciente), o uso da cadeira vazia (para promover o contato com emoções ou conflitos), a ampliação da consciência corporal (perceber sensações e expressões), o trabalho com sonhos (como mensagens do momento presente) e a experimentação criativa (trazer à tona sentimentos e comportamentos de forma segura no ambiente terapêutico).
    Tudo é feito respeitando o ritmo e a autenticidade de cada pessoa, sempre com foco no aqui e agora.


  • Meu marido é muito ciumento não sei o que fazer, estamos juntos há 1 ano e meio, ele reclama de minh

    Meu marido é muito ciumento não sei o que fazer, estamos juntos há 1 ano e meio, ele reclama de minhas roupas, pedi até pra trocar quando tem decotes, tem ciúme de meus colegas de trabalho, toda vez que eu to no horario e almoço ele quer fazer chamada de vídeo pra ver quem está do lado. pega meu celular de meia em meia hora, checa tudo ate histórico de navegação. quando ele ta no trabalho e eu to de folga eu preciso avisar ele antes toda vez que eu for em algum lugar, até no mercado. fala que olho para os homens na rua, fala que se eu trair ele, ele me mata. toda vez que a gente briga ele esconde meu celular, fica 2 dias e depois me devolve. não gosta que eu comprimento homens na rua, não gosta que vou na casa das minhas amigas, pq segundo ele vou lá pra falar de macho. e agora quer que eu engravide.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    O comportamento que você descreve é extremamente preocupante e ultrapassa o limite do ciúme comum — ele caracteriza controle abusivo, violência psicológica e ameaças graves.
    Ninguém tem o direito de controlar suas roupas, seus amigos, seus horários ou seu celular. As ameaças que ele faz ("se eu trair ele, ele me mata") são sinais claros de risco real à sua segurança.
    É muito importante que você procure ajuda imediatamente. Converse com pessoas de confiança, busque apoio psicológico e, se possível, entre em contato com serviços de proteção à mulher (como o 180 no Brasil, que é gratuito e sigiloso).
    Relacionamentos saudáveis são baseados em respeito, confiança e liberdade — nunca em medo, controle ou ameaças.
    Além disso, engravidar neste momento, em um ambiente de controle e violência, pode te colocar em uma situação ainda mais vulnerável. Priorize sua segurança e seu bem-estar antes de qualquer decisão.


  • É possivel uma pessoa se transformar por causa do álcool?

    É possivel uma pessoa se transformar por causa do álcool?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Sim, é possível, sim. O uso do álcool pode provocar mudanças significativas no comportamento, nas emoções e até na forma como a pessoa se relaciona com os outros e consigo mesma. Em algumas pessoas, o álcool atua como um desinibidor, facilitando reações impulsivas, agressivas ou inadequadas — o que pode gerar a impressão de que "a pessoa se transforma".
    Além disso, o consumo frequente e excessivo pode afetar o funcionamento do cérebro, alterar o humor, prejudicar o julgamento e aumentar a vulnerabilidade a transtornos psicológicos, como ansiedade e depressão. Em casos mais graves, o álcool pode levar à dependência, o que gera ainda mais mudanças negativas na personalidade e no estilo de vida.
    Se essa transformação está causando sofrimento ou afetando relacionamentos importantes, buscar apoio psicológico pode ser um passo fundamental. A terapia pode ajudar a entender o que está por trás do uso do álcool e a construir caminhos mais saudáveis de enfrentamento.


  • Tenho depressão e ansiedade e estou sendo acompanhada por psicóloga e psiquiatra, que me passou um a

    Tenho depressão e ansiedade e estou sendo acompanhada por psicóloga e psiquiatra, que me passou um antidepressivo que está me ajudando muito. Faço Pilates 3x por semana,, porém minha psicóloga recomendou incluir algum exercício aeróbico na minha rotina para auxiliar na minha ansiedade. Tem algum tipo de exercício específico que é mais indicado para pessoas com depressão/ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Para aliviar a ansiedade, exercícios de respiração são bastante efetivos. Você pode fazer a qualquer hora e em qualquer lugar. Exercícios respiratórios provocam relaxamento e ajudam a você estar no presente, o que faz aliviar completamente a ansiedade. São técnicas fáceis, práticas e muito eficientes.


    Te convidamos para uma consulta


  • Casos, em que adolescentes, são encaminhados, pelo Conselho Tutelar, porém, não há responsáveis lega

    Casos, em que adolescentes, são encaminhados, pelo Conselho Tutelar, porém, não há responsáveis legais, qual seria a postura da/do psicóloga/o, de acordo, com o CRF?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Em casos em que adolescentes são encaminhados pelo Conselho Tutelar e não há responsáveis legais presentes, o psicólogo deve atuar com base no que determina o Código de Ética Profissional do Psicólogo e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069/90).
    A postura adequada é:
    - Priorizar a proteção integral e o melhor interesse do adolescente, conforme preconiza o ECA.
    Atender o adolescente, assegurando a escuta qualificada, mesmo sem a presença imediata do responsável legal, especialmente em situações de vulnerabilidade e urgência.
    - Comunicar formalmente ao Conselho Tutelar qualquer necessidade de autorização específica para continuidade de procedimentos terapêuticos, de acordo com a situação apresentada.
    - Documentar cuidadosamente o atendimento, registrando as circunstâncias do encaminhamento e as providências tomadas.
    - Manter o sigilo profissional, rompendo-o apenas nos casos previstos em lei (quando houver risco à vida ou violação de direitos).
    - Atuar em articulação com a rede de proteção (Conselho Tutelar, Ministério Público, Vara da Infância e Juventude e abrigo, se houver) sempre que necessário.
    O psicólogo é corresponsável pela garantia dos direitos do adolescente, devendo sempre fundamentar sua atuação na ética, no respeito à dignidade e na promoção da autonomia progressiva do jovem.


  • Quando o terapeuta de casal entende que a separação é o melhor caminho? E como ele aborda a sua conc

    Quando o terapeuta de casal entende que a separação é o melhor caminho? E como ele aborda a sua conclusão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Desde a primeira sessão, o terapeuta de casal deve deixar claro que a terapia trabalha para fortalecer o relacionamento, mas também pode levar à conclusão de que a separação é o caminho mais saudável para ambos. Essa possibilidade precisa ser apresentada de forma ética, sem julgamentos, respeitando a autonomia do casal.
    O terapeuta entende que a separação pode ser o melhor caminho quando identifica que não há mais respeito, afeto, desejo mútuo de reconstrução ou condições emocionais seguras para a continuidade da relação — especialmente em casos de violência, traições repetidas ou esgotamento profundo do vínculo.
    Quando chega a essa percepção, o terapeuta aborda o tema com muito cuidado, sensibilidade e respeito, convidando o casal a refletir sobre os sinais que indicam essa direção. O objetivo nunca é impor uma decisão, mas abrir espaço para que ambos avaliem, com maturidade, qual escolha os conduzirá a uma vida mais saudável e digna.
    O caminho será "sair com amor".


  • Gostaria de perguntar aos psicólogos qual é, ou quais são, o(s) melhor(es) campos da psicologia para

    Gostaria de perguntar aos psicólogos qual é, ou quais são, o(s) melhor(es) campos da psicologia para tratar, dentro de um processo terapêutico, a questão do relacionamento romântico que é abusivo/tóxico. Estou precisando de ajuda para sair dessa situação, já decidi procurar um profissional, mas fico confusa em meio a tantas vertentes.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Situações de relacionamento abusivo ou tóxico, infelizmente, causam muito sofrimento emocional e podem impactar profundamente a autoestima, a identidade e a capacidade de tomar decisões.
    Quanto à sua dúvida sobre as abordagens da psicologia: não existe uma única vertente "melhor", mas sim aquela que mais combina com você e com o profissional que irá conduzir o processo.
    No meu caso, trabalho com a Gestalt Terapia e Terapia Sistêmica. São eficazes para a pessoa entrar em contato com seus sentimentos, compreender seus limites e fortalecer sua responsabilidade pessoal. Trabalha amplamente a tomada de consciência e resgate da autoestima, o que vai te ajudar a se fortalecer para se afastar desse tipo de relacionamento.


  • Meu pai nunca me quiz, fui criado pela minha mãe e avós, tios etc, hoje tenho 20 anos faço faculdade

    Meu pai nunca me quiz, fui criado pela minha mãe e avós, tios etc, hoje tenho 20 anos faço faculdade e moro sozinho, encontrei o endereço do meu pai , mas quero uma ajuda para escrever um e-mail pedindo para nos encontrar-nos e quero o conhecer, como posso aborda-ló??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    É muito compreensível querer conhecer seu pai e buscar esse encontro. Essa é uma etapa importante da sua história de vida.
    Antes de enviar o e-mail, porém, é fundamental que você tenha suporte psicológico. A busca pelo pai envolve expectativas, emoções profundas e possíveis frustrações que precisam ser acolhidas com cuidado. A terapia pode te ajudar a fortalecer emocionalmente e a se preparar para qualquer resposta — seja ela positiva, distante ou até mesmo um silêncio.
    Sobre o e-mail, sugiro que seja breve, respeitoso e objetivo, sem cobranças ou acusações.


  • O tratamento com psicólogo e somente conversa e aconselhamento ou tem outras abordagens?

    O tratamento com psicólogo e somente conversa e aconselhamento ou tem outras abordagens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    São várias as linhas da Psicologia, portanto, são mesmo muitas abordagens. Porém, a conversa com o psicólogo é que vai proporcionar que ele entenda a sua demanda, a sua forma de ser na vida (sua dinâmica particular) para, então, poder fazer o trabalho mais adequado para você. Mas atenção: psicólogo que faz aconselhamento, corre dele! Essa não é a função da nossa profissão. O necessário é que você, através de suas próprias ferramentas, possa conseguir sair do problema e caminhar sozinha na vida com segurança e autonomia.


  • Oi, tenho 27 anos de idade, perdi a minha viginidade com 21 anos, desde então nunca senti prazer na

    perdi a minha viginidade com 21 anos, desde então nunca senti prazer na penetração, fico excitada, lubrifico correctamente e ate chego a atingir orgamo com o sexo oral e com a masturbação , não sinto dor ao me relacionar apenas não sinto prazer na
    penetração, será algum problema que pode ser trabalhado com psicologo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Com certeza, o psicólogo vai te ajudar. Pode existir aí uma questão de autoestima, ou fantasias em relação ao sexo que estão atrapalhando seu sentido de prazer, ou ainda pode haver algum bloqueio que te impeça a chegar no orgasmo (o que só a terapia corporal pode ajudar). Mas, lembre-se: sexo é muito mais do que penetração. Portanto, sua insatisfação também pode ser no parceiro.


  • Tenho 18 anos mais não consigo senti prazer nem orgamos nunca senti nada dês da primeira vez só as v

    Sou adolescente e não consigo senti prazer nem orgamos nunca senti nada dês da primeira vez só as vezes dores de leve mais não sei mais oque fazer tenho que fingir que sinto sem senti isso é deprimente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Aqui podem existir dois conflitos: sua identidade adolescente (que é a fase de desenvolvimento mais difícil do seu humano, ao meu ver) e pode haver um bloqueio no seu anel pélvico que pode ser resolvido com poucas sessões de terapia corporal. Não se deprima! Isso ocorre com muitos adolescentes, principalmente em relação a sexo, pois é um assunto que geralmente se fantasia muito. Procure ajuda e sua autoestima e desempenho sexual vai melhorar bastante.


  • Fui muito humilhada por pessoas que ajudei,me desdobrei pra ajudar essas pessoas deixei a minha de l

    Fui muito humilhada por pessoas que ajudei,me desdobrei pra ajudar essas pessoas deixei a minha de lado pra ajudar elas.No fim das contas me caluniaram, difamaram e tentaram me agredir fisicamente.
    Me sinto triste, desanimada e cansada mentalmente as penso em tirar minha vida e acabar com toda dor de uma vez.Sao pessoas que gosto e sempre cuidei dando minha atenção achei que eram minhas amigas.
    Não sei como esquecer isso e superar!O que devo fazer pra superar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Taiza Renata

    Existe um desequilíbrio de troca que precisamos ficar muito atentos: quando abandonamos nossa vida por algo ou alguém (pode ser mulher/marido, filhos, pai/mãe, emprego...).
    Quando isso ocorre, é como se o indivíduo tivesse abandonado a própria existência pelo outro, como se não tivesse cortado o cordão umbilical com sua mãe ou não tivesse se individualizado para tomar o seu destino.
    Quem não se individualiza, não cresce. E quem não cresce, não aprende a dar e receber.


    Te convidamos para uma consulta


Autor

Psicólogo

Perguntas frequentes

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