Perguntas do paciente (32)

  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá rapaz. Me chamo Talita Noronha, sou psicóloga e psicanalista e vou responder tua pergunta. Você sabia que em todos os anos de minha clínica, essa é uma das principais queixas dos pacientes? Isso significa dizer que muitas pessoas, grande parte dos jovens adultos, se sentem como você. A verdade é que você não está competindo com ninguém, mas sente que precisa estar lá também para poder sossegar na vida. Acontece que, antropologicamente falando, e dependendo da sua realidade, é cada vez mais dificil viver no Brasil, financeiramente falando, o que diminui nossas possibilidades de conquista de bens que dependem diretamente desse 'sucesso financeiro'. Acontece também que apenas você sabe da sua trajetória: pontos de acerto, pontos de decisões erradas, pontos em que poderia ter feito diferente, e é por isso que dói tanto sentir que não está lá. Antes de tudo tenha plena convicção de que ninguém está diretamente preocupado com suas conquistas, mas consigo mesmos e suas próprias conquistas. Muita gente compartilha deste mesmo medo, mas ninguém fala, porque isso seria assumir o proprio fracasso - o que não é.

    Vivemos em uma sociedade que vende a ideia de que todo mundo pode conquistar tudo e ser especial, rico, famoso - e isso não é verdade, por mais que seja dificil de assimilar. As vezes conseguimos apenas o que podemos mesmo, e nenhum esforço a mais mudaria a situação.

    Ter disposição e motivação quando se é adulto (quando ninguém manda em nós) é uma das tarefas mais dificieis mesmo, mas saiba que é importante continuar caminhando, é isso que dá o tom da vida: continuar buscando. Até porque, quando a chega lá onde a gente queria, logo logo isso também se torna o nosso cotidiano e a gente é levado a acreditar que precisa querer mais ou nós mesmos ficamos sem rumo. Em psicanálise, entendemos que essa falta que sentimentos, esse vazio, é estrutural (sempre vai estar lá), e que o preenchimento desta falta só pode ser parcial e passageira, nunca completa e fixa.

    Falar sobre essas questões em terapia com certeza te dará uma perspectiva em que a vida não precise ser tão pesada e possa ser relativizada. Pense sobre buscar acompanhamento profissional.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá! Esta é uma pergunta muito dificil, pois só quem pode responder são as próprias pessoas envolvidas. Ainda há desejo afetivo um pelo outro? Há a capacidade de perdoar e seguir em frente? Com certeza o acompanhamento psicológico de ambos, de forma individual, lhes dará mais clareza sobre seus desejos e suas disposições para continuar apostando nesta relação ou sair dela. Terapia de casal também pode ser uma indicação, mas ambos precisariam estar dispostos e implicados a enfrentar, o que pode não acontecer simultaneamente. Se você é uma dessas duas pessoas do casal, busque um profissional da psicologia ou da psicanalise.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá rapaz. Me chamo Talita Noronha, sou psicóloga e psicanalista e vou tentar responder algumas de suas perguntas, mas de antemão já te aviso que a psicanálise, em si, não é uma visão de mundo ou visão de homem, mas, antes, uma clínica das responsabilidades, e, por isso, inicio com uma pergunta: qual a tua responsabilidade nisso de que você se queixa?

    Sobre as razões da sua esposa agir assim, disso jamais poderemos saber, pois são questões internas dela que devem ser analisadas por um analista em particular. Vejo que você tem certa lucidez quanto aos seus próprios erros, o que já é muito bom, mas também vejo que tenta a todo custo responder perguntas sobre sua esposa que possivelmente você nunca obterá respostas, ainda que ela te dê, porque nunca será a suficiente: você estará sempre querendo saber mais do que perguntou e ela sempre respondendo menos do que foi perguntada - nem falar o mesmo idioma nos dá a garantia de sermos totalmente compreendidos. Sempre falaremos menos do que podemos e queremos falar, e teremos sempre de contar com seja lá qual interpretação o outro fez de nossa fala. Sobre o outro não temos controle, mas sobre nós, sim.
    Existem conflitos internos em você e uma clara aposta ainda nesse relacionamento, afinal, mesmo desconfiado e magoado você aceitou casar com esta mulher - você apostou que seria diferente. É preciso falar mais e falar muito sobre isso em análise, para que você possa, ao falar, se ouvir falar, pois é assim que pomos nosso inconsciente a trabahar. Não é uma questão simples de resolver, mas me parece também que você já tem o vislumbre de uma solução (o divórcio), mas é incapaz, no momento, de bancar essa decisão.

    Vá para análise, fale sobre isso, sem pressa de resolver. Apenas se dê ao trabalho de ouvir a si mesmo e deixar que isso possa te dar as respostas que busca.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá moça! Sim, isso é absolutamente comum, pois somos seres sociais. Nascemos de alguém, fomos nomeados e educados por alguém, e precisamos sempre de alguém em nossas vidas, mesmo que indiretamente. Por isso, temos tanta necessidade de validação social, porque isso nos mostra que existimos como sujeito diante desse outro, e isso pra nós é muito importante. Quando a mãe olha para o bebê enquanto lhe dá de amamentar, não só provê o alimento que o bebê precisa mas também demonstra, pelo olhar, que ela o está vendo e que valida sua existencia enquanto sujeito no mundo - eu te vejo, portanto você existe.

    Este exemplo foi apenas para ilustrar para você que desde que nascemos buscamos o olhar do outro para validar nossa própria constituição e presença no mundo. Falar com um profissional da psicologia com certeza irá te ajudar, pois lá definitivamente você será ouvida e reconhecida dentro da sua singularidade (o que não quer dizer que o profissional deva ser conivente com você, obviamente). Mas o/a psicóloga irá te ouvir e acolher e buscar compreender, junto contigo, entendendo sua responsabilidade dentro desta queixa. Fique bem e procure um psicólogo.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá rapaz, sinto muito por sua situação, que é mas comum do que você pode imaginar. Muitas vezes precisamos nos afastar de alguém para continuar amando essa pessoa. Talvez você pudesse se perguntar se qualquer coisa que sua esposa fizesse, no sentido de se redimir com você, mudaria a forma como você se sente sobre ela e sobre o casamento? Ou nada mais que ela puder fazer vai apagar a mágoa e a deterioração do casamento que já houve?
    Outro ponto importante é que apenas podemos mudar a nós mesmos, e nunca contar com a possibilidade de mudança no outro, que é sempre da ordem de uma aposta (apostamos nos outros que amamos). Falar sobre isso em terapia pode te ajudar a tomar alguma decisão ou mesmo compreender porque você age como age nos momentos de discussão, mas se tem algo que é certo, é que você apenas pode mudar a si mesmo.


  • Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas

    Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.

    Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.

    Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá rapaz! Pode ser que passe, com o tempo e a maturidade, mas é importante que possa procurar ajuda psicólogica para dar vazão e compreender melhor um pouco mais dessa tua ligação com esse grupo, já que, como você mesmo compreende, está muito mais no campo da fantasia que da realidade. Talvez a sua ligação com este grupo de k-pop seja uma formação sintomática que dê vazão a outra questão emocional mascarada. Quando um comportamento ou afeto prejudica alguma área da vida - no seu caso a vida social - é sinal de que a relação deixou de ser positiva e tornou-se prejudicial. Procure um psicólogo, estou a disposição caso deseje.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá! A ansiedade pode ter origem física (no corpo mesmo, pela questão da química cerebral) ou pode ter origem emocional (um sentimento ou afeto leva ao inicio da crise ansiosa). É importante o tratamento psicológico com um profissional que você confie para compreender as raízes dessa manifestação. Em muitos casos, também é indicado o inicio de medicação psiquiatrica, para 'silenciar' essa cabeça agitada e permitir que o paciente possa pensar e sentir com mais clareza, mas isso deve ser uma indicação em conjunto do seu psicólogo e do seu psiquiatra. Seria preciso mais informações sobre esses sintomas para poder te dizer algo mais especifico sobre outras possibilidades de diagnósticos, para não cometer a imprudencia de cogitar erroneamente.


  • Gosto usar fraldas, algumas vezes usar mamadeira e chupetas. Estou ficando doido? Também gosto usar

    Gosto usar fraldas, algumas vezes usar mamadeira e chupetas. Estou ficando doido? Também gosto usar calcinhas e roupas femininas. Já fiz tratamentos psicológicos e psiquiatras, mas, não libertei. Sou casado e enfrento problemas de rejeição familiares sobre isso. Ten vezes que me controlo, mas, tem vezes que me descontrolo. O maior problema é que me exponho deixandoaparecera bairadada calcinhaou da fralda. Tenho esperança de cura ou é melhor me internar no hospício? Tenho medo de procurar um fim drástico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá, como vai? Seria interessante que você buscasse por ajuda de um profissional da psicologia, e não por que esteja doente mentalmente ou algo do gênero, mas sim por que parece estar angustiado com suas características de personalidade (que também podem ser fetiches ou expressão de gero) e isso está afetando a sua vida e aos seus relacionamentos.


  • Meu marido não me procura dorme em outro quarto ,tenho certeza que está viciado em pornografia pois

    Meu marido não me procura dorme em outro quarto ,tenho certeza que está viciado em pornografia pois já peguei a um tempo atrás até um fake tinha ,vive de mal humor não tem um pingo de paciência e pelo que vejo já não sente falta de mim..ainda sofro com isso pois já tentei de tudo pra ele voltar para cama ...hoje me tornei sem paciência,engordei vivo em crise de ansiedade como melhorar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá, como vai? O ideal é que você possa procurar terapia com um profissional da psicologia, para dirimir as angústias relacionadas as escolhas do seu marido. É necessário poder compreender que sobre o outro não temos poder algum, e, por isso, compreender a si mesma dentro dessa dinâmica de relacionamento que seu marido impõe é ainda mais importante que compreender seu marido e suas razões.


  • Olá, eu comecei a ver porno bem cedo e acho que isso influenciou na minha sexualidade, é possível?

    Olá, eu comecei a ver porno bem cedo e acho que isso influenciou na minha sexualidade, é possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá, como vai? Sim, a pornografia pode influenciar diversos aspectos não só relativos a sexualidade, mas também em relação a autoestima, disfunções eréteis, frigidez, fetiches, relacionamentos amorosos... Tanto a saúde física quanto mental.


  • Sou assexual, porem me descobri gênero fluído, é possivel ser assexual e gênero fluído ao mesmo temp

    Sou assexual, porem me descobri gênero fluído, é possivel ser assexual e gênero fluído ao mesmo tempo?...
    Me desculpem se minha pergunta é meio idiota, é que eu realmente não sei ao certo sobre isso e estou com muita dúvida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá, como vai? Claro que é possível! A assexualidade é uma orientação de gênero, já ser gênero fluído é sobre identidade e/ou expressão de gênero. São duas coisas distintas!


  • Ola, então possou HOCD, me identifico com os sintomas, não sou gay nem bissexual e tenho certeza abs

    Ola, então possou HOCD, me identifico com os sintomas, não sou gay nem bissexual e tenho certeza absoluta disso. Mas me sinto muito angustiado e com medo, não consigo me livrar de jeito nenhum deste trauma, e agora fico com receio de me envolver com uma mulher é meio frustante, amo mulher e me sinto muito atraído pelo sexo oposto, devo procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Talita Noronha

    Olá! Neste caso seria interessante que você procurasse um psicólogo, para que pudesse trazer suas questões e compreênde-las melhor, sem a pressa ou angústia de precisar caber em algum rótulo tão apressadamente. A sexualidade é um tópico que pode ser muito fluído, e divide-se em diversas nuances, como orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero... O importante é que, conversando com um profissional da psicologia, poderá compreender melhor a si mesmo e assim melhor viver.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.