Perguntas do paciente (38)
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é natural que a relação se transforme com o tempo, trazendo mudanças na maneira de sentir e de perceber o outro. O tempo nos modifica internamente, podendo trazer mudanças em relação aos nosso desejos, escolhas, prioridades e motivações. É importante olhar para dentro para perceber o que mudou em você nestes últimos três anos. Talvez a relação não tenha se modificado, mas você sim, e portanto, o que fazia sentido antes, talvez não tenha mais o mesmo significado. Olhar para dentro pode te ajudar a descobrir mais sobre si mesma e te ajudar a construir caminhos que te tragam novamente entusiasmo e satisfação.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Percebo que você enfrentou uma situação muito desafiadora nos últimos meses, e tem conseguido se manter no trabalho, apesar das dificuldade e inseguranças. Isso é muito significativo e demonstra uma grande capacidade de enfrentamento e adaptação, visto que você relata ansiedade social desde a infância. Apesar de ter esta percepção de conquista e fortalecimento emocional, relata que se ressente muito com o julgamento dos outros. É importante refletir sobre por que a opinião dos outros tem tanto impacto na maneira como você avalia a si mesma. Este pode ser um caminho para compreender as dificuldades que você sempre sentiu. Timidez excessiva e ansiedade social podem estar relacionadas e baixa autoestima e medo de julgamento, e trabalhar estas questões pode te ajudar a se fortalecer e a acolher o seu jeito de ser. Não significa que você deva deixar de ser quieta e tímida, mas que você pode se fortalecer para se sentir melhor consigo mesma, compreendendo quais traços fazem parte da sua personalidade. Assim, os julgamentos podem continuar acontecendo, mas eles podem não ter mais o impacto que atualmente têm sobre você.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá, pelo seu relato, percebo um intenso sofrimento devido a sentimento de culpa, e que talvez exista uma crença de que de fato exista "algo errado" com você. É importante compreender, neste momento, de que o fato de nunca ter tido uma experiência sexual não significa que exista algo errado com você, e que este fato não define quem você é. Percebo que esta angústia se intensificou após ter visto o vídeo que te causou repulsa, o que pode ter fortalecido em você a crença de que existe "algo errado" em si mesma. Nenhuma destas experiências te define, e é importante conversar sobre isso com alguém em quem você confie, para compreender melhor as suas dificuldades, sem julgamentos. A psicoterapia pode ser um espaço seguro para aprofundar nestas questões, e a confiança no processo terapêutico pode ser reconstruída, a partir de uma nova experiência.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá, a psicoterapia pode te ajudar a compreender estas dificuldades, e a trazer à tona os sentimentos que desencadeiam a ansiedade ao interagir socialmente. Pode ser que experiências anteriores que lhe tenham causado intenso sofrimento emocional estejam influenciando no medo que você sente hoje. Encontrar um espaço seguro para falar sobre o que você sente pode ser um caminho importante para começar a enfrentar o medo do julgamento e poder olhar para si mesma com acolhimento e compreensão.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez a tristeza tenha relação com não se sentir acolhida e com a frustração por não ser compreendida. Muitas vezes, o desejo de isolamento pode surgir devido à necessidade de proteção contra esta frustração, porém isolar-se pode intensificar a tristeza, pois me parece que o seu desejo é ser ouvida e compreendida, e não ficar só.
Sim, é normal se sentir triste e às vezes desejar se isolar, mas talvez esta tristeza intensa esteja indicando que este pode ser o momento onde se torna necessário construir novos caminhos para lidar com a frustração e com a dificuldade em expressar os seu sentimentos.
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Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c
Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento
O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?
Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.
Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.
Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.
É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".
A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.
Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.
A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Pelo seu relato, me parece que a fé ocupa um espaço muito importante em sua vida. Talvez seja importante compreender que questionar a doutrina não significa falta de fé, e encontrar espaço para questionar é uma parte importante do processo de amadurecimento e de fortalecimento da sua identidade. É possível encontrar caminhos próprios para viver a sua fé dentro da igreja de maneira autêntica e alinhada com o que você sente e deseja para si mesma. Encontrar um espaço para conversar sobre o sentimento de culpa e a autocobrança pode ser um caminho valioso de fortalecimento e de ressignificação de sua relação com a igreja e a fé.
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá, pelo seu relato, a tristeza foi se intensificando a ponto de prejudicar o seu trabalho e o convívio social. Neste caso, é importante procurar ajuda profissional para atravessar este momento. Conversar sobre o que sente pode te ajudar a se fortalecer emocionalmente, e em alguns casos, o tratamento com psiquiatra também pode ser necessário. Indico buscar ajuda psicológica e também fazer uma avaliação com psiquiatra. O processo de luto é único para cada pessoa, e aceitar ajuda neste momento é fundamental para conseguir construir novos caminhos para a vida após a perda.
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Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des
Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des de seus 21 dias de vida diagnóstico de leucemia congênita, recaida da doença há 6 anos,quando acreditávamos que tínhamos vencido ,o diagnóstico de glioma em,doença causada pelo tratamento da leucemia, como lidar com essa perda tão dolorosa?,depois de tanta luta, des de bebe,e agora super ativo,estudioso criança amada por todos. como aceitar essa partida?como seguir adiante?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela sua perda, e diante de uma dor tão intensa, podem surgir sentimentos de impotência, raiva, medo, tristeza profunda. Busque ajuda para lidar com este momento. Poder falar sobre os seus sentimentos pode te ajudar a descobrir caminhos e a se fortalecer emocionalmente, e a construir novos sentidos e propósitos.
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Minha cachorra morreu como superar isso e também a culpa?
Minha cachorra morreu como superar isso e também a culpa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lidar com morte de um animal de estimação pode ser um processo muito doloroso, que pode trazer sentimentos de impotência e culpa. Se os seus sentimentos estiverem muito intensos e trazendo dificuldades em sua rotina ou relacionamentos, é importante procurar ajuda e conversar sobre esta dor. Falar sobre o sentimento de culpa pode te ajudar a compreender mais sobre si mesmo e te fortalecer emocionalmente.
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Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino
Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo que a sua reação foi de proteção e é muito válida, pois existe realmente um grande risco de abuso sexual pela internet, e os adolescentes são muito vulneráveis. Supervisionar o uso do celular é importante, mas o caminho do diálogo também é fundamental. Sugiro perguntar a ele quem era esta pessoa, há quanto tempo se conhecem...enfim...procurar entender mais sobre este contato. Abrir caminhos para o diálogo aberto, sem julgamentos, mas procurando compreender, pode fortalecer o seu relacionamento com o seu filho, e ajudá-lo a confiar mais. A confiança e a cumplicidade na relação com os pais é também uma forma de proteção ao adolescente, e a construção desta forma de relação pode exigir tempo e muita paciência. Caso tenha dificuldade em conversar com ele, procure ajuda e a orientação de um profissional. Espero que possa descobrir novos caminhos na relação com o seu filho!
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Como saber se uma mulher adulta é autista? .
Como saber se uma mulher adulta é autista? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O processo de diagnóstico em mulheres autistas pode ser muito desafiador, pois as meninas aprendem, desde muito cedo, a reproduzir comportamentos socialmente aceitáveis e a "camuflar" os sintomas do transtorno. Desta forma, é comum os sintomas passarem despercebidos durante a infância e adolescência, e o diagnóstico tardio torna-se muito comum. Sintomas como esgotamento emocional após interações sociais, dificuldade em compreender sutilezas na comunicação, como ironias e intenções dos outros, sensibilidade aumentada em relação a sons e texturas, seletividade alimentar, comportamentos repetitivos e interesses restritos são algumas características que podem estar presentes no Transtorno do Espectro Autista. Estes sintomas devem estar presentes desde a infância, e é necessário considerar o impacto destes na rotina e nos relacionamentos. O transtorno acarreta significativo prejuízo nas relações sociais, podendo levar a um intenso sofrimento, baixa autoestima, sentimento de impotência, depressão e ansiedade. É importante compreender que cada pessoa autista é única, e portanto o processo de diagnóstico deve ser individualizado e ser acompanhado por psiquiatra e psicólogo. É possível construir caminhos para relacionamentos saudáveis com os outros e consigo mesmo no contexto do autismo, e para isto o autoconhecimento é um caminho necessário e profundamente transformador. Toda pessoa autista possui potenciais e características únicas, e a psicoterapia pode ajudar na descoberta deste potenciais e habilidades que podem fortalecer a autoconfiança e autoestima.
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. O que é reciprocidade social e como ela se manifesta no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
. O que é reciprocidade social e como ela se manifesta no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A reciprocidade social envolve a habilidade de interação espontânea com os outros, compreendendo intenções e sentimentos, realizando trocas satisfatórias, que tornam possível aprofundar laços e estabelecer relações construtivas.No Transtorno do Espectro Autista pode existir uma acentuada dificuldade neste processo de interação, devido ao prejuízo na capacidade de compreensão de nuances na comunicação, como sentimentos e intenções dos outros, ironias, linguagem não verbal. Devido a esta dificuldade, a pessoa autista pode tender ao isolamento, pois interações mal sucedidas podem gerar frustração, baixa autoestima e intenso estresse. Procurar ajuda psicológica pode ajudar o autista a desenvolver estratégias de comunicação e adaptação social, de forma que este possa construir relações saudáveis com o meio. O processo de autoconhecimento busca valorizar a singularidade da pessoa autista, e ajudá-la a existir no mundo à sua própria maneira, descobrindo os seus potenciais e aprimorando as suas estratégias de adaptação.
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Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um
Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um bom emprego financeiramente falando, mas detesto o que faço. Não possuo amigos ou qualquer vida social ou amorosa (sou diagnosticado com fobia social e TEA suporte 1). Procuro usar o vídeo game para escapar da realidade e ir para mundos de fantasia. Chego a ficar mais apegado com personagens virtuais desses jogos do que com pessoas da vida real.
É possível que isso seja sinal de depressão? Sinto que se jogos de vídeo game deixassem de existir, a vida seria um total marasmo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá,
Você relata que somente a vida virtual (no video game) te traz satisfação, e entendo que este comportamento pode ser uma maneira de evitar a repetição de possíveis experiências anteriores de frustração e dor emocional na "vida real". Viver a vida virtual pode ser reconfortante, pois te protege de situações difíceis, porém te impede de desenvolver recursos emocionais e descobrir as suas capacidades e potenciais. As relações são mesmo imperfeitas, mas é através delas que nos desenvolvemos, errando, nos frustrando, mas também podemos criar vínculos afetivos saudáveis, descobrir a aceitação e o acolhimento.
É importante buscar ajuda para compreender melhor as suas dificuldades, e considerando o seu diagnóstico (TEA e fobia social), a psicoterapia pode te ajudar a conhecer melhor as suas habilidades e desenvolver recursos adaptativos para se relacionar com os outros.
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O que fazer durante uma crise de raiva ou ciúme de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderlin
O que fazer durante uma crise de raiva ou ciúme de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá, é importante compreender que em situações de crise no TPB, a pessoa pode não ter controle sobre as sua próprias reações, e esta situação pode causar um intenso sofrimento. Manter a calma e acolher os sentimentos, se oferecendo para escutar é o primeiro passo para ajudar na autoregulação da pessoa em crise. Evitar julgamentos e abrir espaço para que a pessoa fale o que sente pode ajudar na compreensão do fator desencadeador da crise e a pensar em estratégias para que ela possa se regular emocionalmente. Caso a pessoa ainda não faça um tratamento com psiquiatra ou psicoterapia, é importante orientar a buscar ajuda. Validar os sentimentos da pessoa em crise não significa validar o comportamento agressivo, mas sim compreender que existe uma emoção intensa como fator desencadeante. Assim, é importante que aquele que cuida também possa receber ajuda para lidar com os desafios que podem surgir nesta relação.
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Como lidar com.filha de 4 anos que nao entende que eu e o pai estamos separados?ele nos fez mal e me
Como lidar com.filha de 4 anos que nao entende que eu e o pai estamos separados?ele nos fez mal e mesmo assim ela chora muito ao vim embora da casa dele(ela presenciou violência dele comigo 2x)
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Por não ter recursos emocionais para lidar com esta experiência (testemunhar a agressão física), a sua filha pode estar vivenciando uma situação de grande conflito emocional. Presenciar uma situação onde a mãe foi agredida pode levar a criança a sentimentos de angústia e impotência. Ao mesmo tempo, pelo seu relato, me parece que existe um vínculo forte com o genitor, e talvez a separação a esteja levando a sentimentos de medo, vulnerabilidade, e a sentimento de abandono. O afastamento pode ser sentido por ela com grande dor emocional, e sugiro a você buscar orientação profissional para te ajudar a lidar com este processo.
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Há diferentes formas de reação às perdas? Depende do vínculo que tínhamos com quem morreu?
Há diferentes formas de reação às perdas? Depende do vínculo que tínhamos com quem morreu?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, há diferentes formas de lidar com a morte de alguém...como cada pessoa irá reagir depende de vários aspectos, como a qualidade do vínculo com quem faleceu, a história de vida, as experiências passadas relacionadas a luto, crenças religiosas, enfim...a intensidade dos sentimentos experimentados também será única para cada um, e quando este sentir passa a interferir no seguimento da vida da pessoa (trabalho, relações sociais, autocuidado), é necessário buscar ajuda para compreender as dificuldades e encontrar novos caminhos para a vida. É importante compreender que o luto é um processo de reorganização emocional, e cada um vivencia este processo à sua maneira, com os recursos internos que possui.
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O que posso fazer para ajudar um amigo que está sofrendo com o luto e ansiedade?
O que posso fazer para ajudar um amigo que está sofrendo com o luto e ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Escutar e oferecer a sua presença com acolhimento e sem julgamento é uma maneira muito valiosa de oferecer ajuda. Diga a ele que pode te procurar caso sinta necessidade de conversar, sem forçar a comunicação. Muitas vezes, saber que tem alguém por perto já é ajuda suficiente.
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Como diferenciar luto, luto prolongado e depressão?
Como diferenciar luto, luto prolongado e depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No processo de luto, são esperados sentimentos como tristeza, raiva, culpa, medo...quando esses sentimentos são muito intensos e começam a interferir nos relacionamentos, na vida profissional e na rotina da pessoa, entende-se que é necessário procurar ajuda profissional para atravessar este momento. Caso este estado emocional incapacitante se prolongue e não exista apoio, pode evoluir para um quadro depressivo.
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Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mai
Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mais nenhum recurso financeiro. Hoje, deve agiotas, família e amigos. Preciso de ajuda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é importante buscar uma avaliação psiquiátrica e também iniciar a psicoterapia. O tratamento com o psiquiatra irá te ajudar a tratar a ansiedade, e a psicoterapia pode te oferecer o suporte emocional necessário para lidar com o vício. É possível construir novos caminhos e se fortalecer através do tratamento, busque ajuda e não desista.
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TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Em
TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Emocional, como ansiedade, medo da solidão, do abandono no fim de um relacionamento etc.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Costumo dizer que mais importante do que a abordagem do profissional é perceber o quanto você se sente acolhido e seguro no relacionamento com o terapeuta. Converse com profissionais e observe como se sente. Todas as abordagens são eficientes para tratar questões emocionais, mas o que realmente impulsiona o sucesso do tratamento é o vínculo terapêutico construído mutuamente.
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Perguntas frequentes
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Estou amamentando e meu bebê tem 10 meses. Posso tomar picolinato de cromo?
Picolinato de cromo durante a amamentação: Não há evidências suficientes…