Perguntas do paciente (8)

  • Assistir pornografia causa danos físicos ao cérebro? E quando estamos navegando e vemos algo pornogr

    Assistir pornografia causa danos físicos ao cérebro? E quando estamos navegando e vemos algo pornográfico sem a intenção da busca ou envolvimento emocional/ atividade sexual, há algum efeito negativo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thaiane Palhares

    A pornografia, quando consumida de forma excessiva ou em contextos inadequados, pode ter impactos psicológicos e, em alguns casos, influenciar o funcionamento cerebral. Estudos indicam que a exposição constante à pornografia pode alterar padrões de recompensa no cérebro, afetando a dopamina, que é o neurotransmissor relacionado ao prazer e à motivação. Esse impacto pode levar a uma "superexposição" ao estímulo, fazendo com que o indivíduo busque cada vez mais esse tipo de conteúdo para alcançar o mesmo nível de satisfação.

    Além disso, o consumo excessivo de pornografia pode interferir nas relações interpessoais e afetar a percepção da sexualidade, criando expectativas irreais sobre a intimidade e o corpo humano.

    Quanto à segunda parte da sua pergunta, se você encontra conteúdo pornográfico acidentalmente, sem a intenção de buscar ou de se envolver emocionalmente, o impacto será muito menor. O cérebro tende a reagir de forma mais neutra, sem o reforço da repetição ou da expectativa associada ao consumo habitual de pornografia. Porém, se esse tipo de exposição se tornar frequente ou se houver uma reação emocional intensa, é importante refletir sobre o contexto e o impacto disso nas suas emoções e comportamento.

    Se você sentir que o consumo de pornografia, seja acidental ou intencional, está afetando sua vida emocional, seus relacionamentos ou seu bem-estar, é interessante buscar ajuda profissional para entender melhor essas questões e encontrar maneiras de gerenciar esse comportamento de forma mais saudável.


  • Como faço para diminuir a Desrealização? faço tratamento para o transtorno de ansiedade.

    Como faço para diminuir a Desrealização? faço tratamento para o transtorno de ansiedade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thaiane Palhares

    A desrealização é uma sensação de irrealidade ou distanciamento do ambiente ao seu redor, frequentemente experimentada em quadros de ansiedade. Para lidar com isso, especialmente quando está associada ao transtorno de ansiedade, é importante adotar algumas estratégias que podem ajudar a reduzir essa sensação.

    Técnicas de Respiração e Relaxamento
    A desrealização pode ser desencadeada por altos níveis de estresse e ansiedade. Práticas de respiração profunda, como a respiração abdominal, podem ajudar a regular o sistema nervoso e diminuir a sensação de irrealidade. Experimente respirar profundamente, inspirando pelo nariz, segurando por alguns segundos e expirando lentamente pela boca.

    Mindfulness (Atenção Plena)
    A prática de mindfulness ajuda a focar no presente, o que pode diminuir a sensação de desconexão. Focar nos seus sentidos, como a visão, o tato e a audição, ajuda a ancorar você no momento presente. Pode começar com simples observações do ambiente ao redor, como descrever mentalmente o que você vê ou sente.

    Acompanhamento Terapêutico e Medicamentoso
    Se os sintomas persistirem ou se intensificarem, é importante continuar com o acompanhamento psicológico e, se necessário, discutir com seu médico a possibilidade de um tratamento medicamentoso. Certos medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos podem ser indicados para auxiliar no controle da ansiedade e, consequentemente, da desrealização.

    É importante que você compartilhe suas experiências e sintomas com seu terapeuta para que ele possa ajustar o tratamento conforme necessário.


  • Quais são as técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental?

    Quais são as técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thaiane Palhares

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) utiliza várias técnicas para ajudar no tratamento de questões emocionais e comportamentais, como:

    Reestruturação Cognitiva: Identificar e desafiar pensamentos negativos para substituí-los por mais realistas.
    Exposição Gradual: Enfrentar medos de forma controlada, diminuindo a ansiedade.
    Treinamento de Habilidades Sociais: Melhorar a comunicação e assertividade.
    Técnicas de Relaxamento: Como respiração profunda, para reduzir estresse e ansiedade.
    Resolução de Problemas: Desenvolver soluções práticas para desafios cotidianos.
    Mindfulness: Focar no presente, ajudando a reduzir a ansiedade e melhorar a regulação emocional.
    Essas técnicas ajudam a mudar padrões de pensamento e comportamento, promovendo o bem-estar emocional.


  • Qual exame detecta problemas cognitivos? .

    Qual exame detecta problemas cognitivos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thaiane Palhares

    Exames para detectar problemas cognitivos incluem o Mini Exame do Estado Mental (MEEM), que avalia funções como memória e atenção, além de testes neuropsicológicos mais detalhados, que examinam diversas áreas cognitivas. Exames de imagem, como a ressonância magnética (RM) ou tomografia computorizada (TC), também podem ser feitos para verificar alterações no cérebro que afetam a cognição. Caso haja suspeita de problemas cognitivos, é importante consultar um médico para direcionamento adequado.


  • Pode tomar o seakalm a noite e o ritmoneuran de dia

    Pode tomar o seakalm a noite e o ritmoneuran de dia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thaiane Palhares

    Quanto às medicações mencionadas, o Seakalm e o Ritmoneuram são fitoterápicos que podem ter propriedades calmantes e ajudar no manejo da ansiedade. No entanto, é fundamental compreender que os efeitos dessas substâncias podem variar de pessoa para pessoa, e a resposta ao tratamento também pode depender de outros fatores.

    Além do uso dessas medicações, é crucial explorar e compreender os fatores subjacentes aos seus processos de ansiedade. A psicoterapia, por exemplo, pode ser uma abordagem valiosa para trabalhar nas causas raiz e desenvolver estratégias eficazes de enfrentamento.


  • Olá. Eu tenho depressão, ansiedade, já tive crise de pânico e tenho algumas fobias. Estão num estágio

    Olá. Eu tenho depressão, ansiedade, já tive crise de pânico e tenho algumas fobias. Estão num estágio avançado. Eu tomava Wellbutrin XL 300 mg (bupropiona) e o quadro estava piorando. Troquei de médico e ele mudou para Imense (desvenlafaxina) + Rivotril 2mg (que eu já tomava) . É um bom tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thaiane Palhares

    Olá! Continue seguindo a terapêutica medicamentosa conforme prescrito pelo médico. Muitos estudos mostram que os antidepressivos ajudam a restaurar a capacidade de certas regiões no cérebro, porém ressalto a importância de um tratamento com psicoterapia individual em paralelo ao uso da medicação, haja vista que a medicação não atua nos aspectos do pensamento e comportamento. Se quiser resultados de longa duração, sugiro combinar medicação e psicoterapia. Um forte abraço!


  • Eu sou transexual,e tenho uma auto estima baixa e um sentimento de inadequação social. Eu tenho a sensação

    Eu sou transexual,e tenho uma auto estima baixa e um sentimento de inadequação social. Eu tenho a sensação e a impressão que as pessoas nao irão gostar de mim, e me afasto, me isolo, evito contatos.cheguei a um ponto de quase não sair mais de casa. Não sei mais o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thaiane Palhares

    Olá! Em complemento ao que foi mencionado pelos profissionais que já lhe responderam, noto que, apesar do preconceito social ser um fator que possa contribuir para essa sensação de inadequação que você sente, suas crenças pessoais sobre si mesmo, também parecem lhe atrapalhar bastante. Quando as crenças pessoais negativas de uma pessoa entram em ação dentro de uma situação específica, (como por exemplo em um momento de interação social) o indivíduo passa a enxergar toda a situação pelas lentes destas crenças negativas, interpretando a situação como ameaçadora, gerando pensamentos negativos ( exemplo: "ninguém vai querer falar comigo" ; "eles não gostam de mim") ; isso poderá fazer com que essa pessoa se sinta ansiosa e com sentimentos de inadequação, gerando portanto comportamentos evitativos como o isolamento social por exemplo. A psicoterapia individual lhe ajudará a remanejar e lidar com essas crenças limitantes, de modo a melhorar sua autoestima desenvolvendo autoconfiança.


  • Estou tomando Venlafaxina 75 mg à seis meses. Tenho síndrome do pânico e transtorno de ansiedade.

    Estou tomando Venlafaxina 75 mg à seis meses. Tenho síndrome do pânico e transtorno de ansiedade. Depois do tratamento senti uma melhora significativa. Porém, venho percebendo que os sintomas voltaram: desânimo, ansiedade, sem vontade de nada.Será que seria o caso de aumentar a dose para 150 mg?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thaiane Palhares

    Boa tarde. Seria muito importante que em paralelo ao tratamento medicamentoso, você pudesse se engajar em uma psicoterapia individual, para descobrir as origens do que te leva ao desânimo e a falta de prazer em realizar coisas. Retorne no seu psiquiatra para ajustamento das mediações e dosagens caso seja necessário. Estimo sua melhora. Um forte abraco!


Perguntas frequentes

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