Perguntas do paciente (62)
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Estou tomando dois comprimidos de sertralina de 50mg, logo após o café da manhã, no entanto quando v
Estou tomando dois comprimidos de sertralina de 50mg, logo após o café da manhã, no entanto quando vou sair de casa eu ainda sinto muita diarréia, fico suando muito, coração acelerado, isso melhora com o uso do medicamento por mais tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve—diarreia, suor excessivo e coração acelerado—podem ser efeitos colaterais da sertralina, especialmente no início do tratamento ou após um aumento de dose.
O que esperar com o tempo?
Esses efeitos costumam diminuir após algumas semanas (geralmente entre 2 a 4 semanas), conforme o organismo se adapta ao medicamento.
Se os sintomas forem intensos ou persistentes, pode ser necessário ajustar a dose ou mudar o horário da medicação. Algumas pessoas se sentem melhor tomando a sertralina à noite, por exemplo.
A ansiedade em si pode causar sintomas semelhantes, então é importante diferenciar se os sintomas são do remédio ou da própria condição.
Se os efeitos colaterais estiverem muito incômodos ou não melhorarem com o tempo, vale a pena conversar com seu médico para avaliar ajustes no tratamento.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Faço tratamento para transtorno bipolar ou borderline a mais de 20 anos sem um diagnóstico fechado.
Faço tratamento para transtorno bipolar ou borderline a mais de 20 anos sem um diagnóstico fechado. Já tomei muitos reguladores de humor e outras medicações que com o tempo perderam o efeito. Meus colegas e familiares estão dizendo que tenho traços de autismo. Então: um tratamento com reguladores de humor, antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos por longos anos poderia camuflar os traços de autismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso prolongado de estabilizadores de humor, antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos pode, sim, modular sintomas que poderiam estar associados ao autismo, mas não necessariamente "camuflá-los". Isso ocorre porque muitos dos sintomas do transtorno do espectro autista (TEA), como dificuldades sociais, padrões repetitivos de comportamento e hipersensibilidade sensorial, podem se sobrepor a sintomas de outros transtornos psiquiátricos, como transtorno bipolar (TAB) e transtorno de personalidade borderline (TPB).
TEA e Espectro Expandido
Nos últimos anos, pesquisadores têm discutido o conceito de Espectro Expandido do TEA, que engloba não apenas os casos clássicos de autismo, mas também pessoas com traços autísticos mais sutis, que podem se manifestar de formas diversas ao longo da vida. Isso inclui:
Autismo nível 1 – Indivíduos com dificuldades sociais mais leves, sem déficits intelectuais ou de linguagem, mas que podem apresentar rigidez cognitiva, hipersensibilidade sensorial e dificuldades na comunicação não verbal.
Fenótipo Ampliado do Autismo (BAP - Broad Autism Phenotype) – Pessoas que não preenchem todos os critérios para TEA, mas possuem traços significativos, como dificuldades sociais, padrões de pensamento rígidos e sensibilidade aumentada a estímulos.
Comorbidades Psiquiátricas no TEA – Muitos indivíduos no espectro apresentam transtornos psiquiátricos associados, como ansiedade, depressão, TAB e TPB, o que pode levar a dificuldades no diagnóstico preciso ao longo da vida.
Dificuldade no Diagnóstico
O diagnóstico do TEA nível 1 e do espectro expandido é um grande desafio, pois os sintomas podem ser confundidos com características de personalidade ou outros transtornos psiquiátricos. Alguns fatores que dificultam a identificação são:
Adaptação ao longo da vida – Muitas pessoas no espectro aprendem estratégias para lidar com dificuldades sociais e emocionais, mascarando traços autísticos.
Compensação Cognitiva – Indivíduos com bom funcionamento intelectual desenvolvem mecanismos para "driblar" dificuldades sociais, como imitar padrões de comportamento neurotípicos.
Sobreposição com outros transtornos – Qualquer pessoa com TEA pode apresentar outras psicopatologias no decorrer da vida como TAB, TPB, TDAH e transtornos de ansiedade.
Subdiagnóstico em mulheres – Mulheres com TEA nível 1 frequentemente apresentam padrões mais internalizados de sofrimento, sendo interpretadas como "tímidas", "perfeccionistas" ou "ansiosas", o que dificulta o diagnóstico.
O que pode estar acontecendo?
Diagnóstico prévio incompleto – Muitas pessoas com TEA são diagnosticadas tardiamente, especialmente mulheres, porque os traços podem ser mais sutis e confundidos com outros transtornos.
Uso de medicações – Alguns medicamentos podem reduzir sintomas como irritabilidade, impulsividade e ansiedade, tornando os traços de autismo menos evidentes.
Histórico desde a infância – O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento, então os sinais devem estar presentes desde a infância, mesmo que tenham passado despercebidos.
O que fazer agora?
Se houver essa suspeita, pode ser útil buscar um profissional com experiência em TEA adulto para uma avaliação mais aprofundada.
Revisar o histórico dos sintomas desde a infância pode trazer pistas importantes sobre a possibilidade de TEA.
Se houver um diagnóstico confirmado, a abordagem pode ser ajustada para atender melhor às suas necessidades individuais.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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A troca de laboratório pode influenciar no efeito do remédio de ansiedade?
A troca de laboratório pode influenciar no efeito do remédio de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a troca de laboratório pode influenciar no efeito do medicamento, mas isso não acontece na maioria dos casos.
Por que pode haver diferença?
Variação nos excipientes: Embora o princípio ativo seja o mesmo, os componentes usados na fórmula (excipientes) podem influenciar a absorção do medicamento.
Biodisponibilidade: Pequenas variações na quantidade do princípio ativo que chega à corrente sanguínea podem ocorrer entre marcas diferentes, mas dentro de uma margem aceitável.
Efeito psicológico: Algumas pessoas percebem mudanças por causa da adaptação ao novo medicamento, mesmo que não haja diferença significativa na composição.
Se notar qualquer mudança no efeito do remédio após a troca, converse com seu médico para avaliar a necessidade de ajustes.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Me prescreveram vortioxetina (voextor) juntamente com o cloridrato de buspirona (ansitec). queria sa
Me prescreveram vortioxetina (voextor) juntamente com o cloridrato de buspirona (ansitec). queria saber se há risco de síndrome serotoninérgica ou de uma interação medicamentosa entre eles
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A vortioxetina (Voextor) e o cloridrato de buspirona (Ansitec) atuam no sistema serotoninérgico, e, teoricamente, o uso conjunto pode aumentar o risco da síndrome serotoninérgica. No entanto, essa combinação é utilizada na prática clínica e, com acompanhamento médico, costuma ser segura.
O que você deve observar?
Embora o risco seja baixo, fique atento a sinais como:
Agitação, inquietação ou ansiedade intensa
Tremores, sudorese excessiva
Taquicardia ou alterações na pressão arterial
Espasmos musculares ou rigidez
Se perceber qualquer sintoma incomum, entre em contato com seu médico para ajustar o tratamento, se necessário.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Tomo escitalopram a 2 meses,e fui tomar chá de camomila, percebi que fiquei muito mal tem como ter a
Tomo escitalopram a 2 meses,e fui tomar chá de camomila, percebi que fiquei muito mal tem como ter alguma interação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De forma geral, o chá de camomila não costuma causar interações graves com o escitalopram. No entanto, algumas pessoas podem ter sensibilidade a essa combinação por alguns motivos:
1⃣ Efeito calmante: Tanto o escitalopram quanto a camomila possuem propriedades relaxantes. Em algumas pessoas, isso pode potencializar a sonolência, tontura ou sensação de mal-estar.
2⃣ Metabolismo hepático: A camomila pode afetar algumas enzimas do fígado envolvidas no metabolismo de medicamentos, embora esse efeito geralmente seja fraco.
3⃣ Reações individuais: Algumas pessoas são mais sensíveis a fitoterápicos e podem apresentar sintomas como náusea, tontura ou sensação de inquietação.
Se você se sentiu mal após consumir a camomila, pode ser prudente evitar o chá e observar se os sintomas desaparecem. Caso os sintomas persistam ou piorem, converse com seu médico para avaliar se há outra causa envolvida.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Tomei clonazepam por 5 anos e a uma semana parei, já tive todos os sintomas da abstinência e foram e
Tomei clonazepam por 5 anos e a uma semana parei, já tive todos os sintomas da abstinência e foram embora, o único que permanece é a insônia, por quanto tempo ainda vou ter insônia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A insônia após a interrupção do clonazepam pode durar semanas a meses, dependendo de fatores como:
Tempo de uso: Como você tomou por 5 anos, seu corpo pode levar mais tempo para se reajustar.
Dose usada: Doses mais altas podem gerar um período de adaptação maior.
Forma da interrupção: Se a parada foi abrupta e não houve um desmame gradual, a insônia pode ser mais prolongada.
Sensibilidade individual: Algumas pessoas se adaptam mais rápido do que outras.
Quanto tempo dura a insônia?
O sono pode levar de algumas semanas a alguns meses para se regularizar. No entanto, a maioria das pessoas percebe melhora significativa entre 2 e 6 semanas após a suspensão completa.
O que fazer para melhorar o sono?
Rotina de sono: Mantenha horários regulares para dormir e acordar.
Evite estimulantes: Cafeína, telas e luz forte antes de dormir podem piorar a insônia.
Atividade física: Exercícios ajudam a regular o ciclo do sono, mas evite à noite.
Técnicas de relaxamento: Meditação, respiração profunda ou banhos quentes podem ajudar.
Suporte médico: Se a insônia for muito intensa ou persistir por mais de 2 meses, converse com seu médico sobre estratégias seguras para melhorar o sono.
A boa notícia é que, com o tempo, seu cérebro se ajusta e o sono tende a voltar ao normal.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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É possivel uma pessoa ser diagnosticada como Autista e ter transtorno de personalidade Boderline?
É possivel uma pessoa ser diagnosticada como Autista e ter transtorno de personalidade Boderline?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que uma pessoa tenha transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno de personalidade borderline (TPB) ao mesmo tempo. Embora sejam condições distintas, elas podem coexistir em alguns casos, o que pode tornar o diagnóstico mais complexo.
Diferenças entre TEA e TPB
Autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, interação social e padrões de comportamento repetitivos.
Transtorno de personalidade borderline (TPB) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por instabilidade emocional, impulsividade, medo intenso de abandono e dificuldades nos relacionamentos.
Semelhanças que podem gerar confusão
Alguns sintomas podem se sobrepor, como:
Dificuldades nas relações interpessoais
Sensibilidade à rejeição ou mudanças
Comportamentos impulsivos ou autoagressivos
Dificuldade na regulação emocional
No entanto, a origem e o desenvolvimento dos sintomas são diferentes. O TEA tem base neurológica desde a infância, enquanto o TPB geralmente surge na adolescência ou início da vida adulta, muitas vezes associado a traumas ou padrões disfuncionais de relacionamento.
Diagnóstico e Tratamento
Um diagnóstico preciso requer uma avaliação cuidadosa por um médico e/ou neuropsicólogo experiente. O tratamento pode incluir:
Psicoterapia
Medicamentos, dependendo dos sintomas associados
Adaptações na rotina e suporte social para lidar com desafios específicos
Se houver suspeita de ambas as condições, é essencial buscar um profissional para uma avaliação detalhada.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Tenho pensamentos obsessivos, tenho medo de ter TOC! Como diferenciar TAG com pensamentos obsessivos
Tenho pensamentos obsessivos, tenho medo de ter TOC! Como diferenciar TAG com pensamentos obsessivos de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
dúvida é muito comum, pois tanto o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) quanto o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) podem envolver pensamentos repetitivos e angustiantes, mas as características e o impacto desses pensamentos são diferentes. Vamos ver como diferenciá-los:
1. Pensamentos obsessivos no TOC
Natureza dos pensamentos: No TOC, os pensamentos obsessivos são frequentemente irracionais e envolvem medos extremos que a pessoa reconhece como excessivos, mas sente que precisa realizar um comportamento (compulsão) para aliviar a ansiedade.
Compulsões: A pessoa sente a necessidade de realizar um ritual ou ação repetitiva para neutralizar o medo ou a obsessão, como lavar as mãos várias vezes, checar se a porta está trancada, etc.
Impacto: Esses pensamentos e comportamentos são muito intrusivos, consumindo muito tempo e interferindo significativamente nas atividades diárias.
2. Pensamentos no TAG
Natureza dos pensamentos: No TAG, os pensamentos obsessivos geralmente estão relacionados à ansiedade generalizada e preocupações excessivas com situações cotidianas, como saúde, trabalho, ou relacionamentos. Esses pensamentos são muito angustiantes, mas não necessariamente irracionais como no TOC.
Falta de compulsão: No TAG, você pode ter pensamentos repetitivos, mas não sente a necessidade de realizar rituais para afastá-los. A ansiedade vem da preocupação constante e não de uma tentativa de controlar o medo por meio de ações repetitivas.
Impacto: Embora a ansiedade seja intensa, o foco é mais sobre preocupação constante do que sobre a necessidade de realizar ações para aliviar a ansiedade.
Principais diferenças:
TOC: Pensamentos obsessivos + compulsões (ações repetitivas para aliviar a ansiedade).
TAG: Pensamentos obsessivos relacionados a preocupações gerais, mas sem compulsões.
Se você está lidando com esses sintomas de forma contínua, pode ser importante conversar com um psiquiatra ou psicólogo para um diagnóstico mais preciso e iniciar o tratamento adequado.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Tomo escitalopram de 10mg e quetiapina de 20mg para tratamento de ansiedade e insônia. Tive infecçã
Tomo escitalopram de 10mg e quetiapina de 20mg para tratamento de ansiedade e insônia.
Tive infecção de urina e o médico receitou nitrofurantoina de 100mg, não dá interação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A nitrofurantoína, usada no tratamento de infecção urinária, não possui interações significativas com o escitalopram ou a quetiapina que comprometam a segurança do tratamento.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Olá. Faço tratamento com duloxetina, devido alguns motivos, a médica optou por trocar para fluox
Olá.
Faço tratamento com duloxetina, devido alguns motivos, a médica optou por trocar para fluoxetina. Então para fazer o desmame do duloxetina ela abaixou a dose, e já incluiu o fluoxetina. Minha dúvida é se não faz mal tomar esses dois juntos mesmo que seja só para o desmame do duloxetina, pois li que esses dois medicamentos juntos podem causar síndrome serotoninérgica.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sua dúvida é muito válida! A duloxetina e a fluoxetina são ambas inibidoras da recaptação de serotonina, e o uso combinado pode, sim, aumentar o risco de síndrome serotoninérgica.
No entanto, esse tipo de sobreposição controlada é uma estratégia comum para evitar sintomas de abstinência ao trocar antidepressivos. Quando feito com doses ajustadas e acompanhamento médico, o risco é minimizado.
O que observar?
Embora o risco seja baixo, fique atento a sintomas como:
Agitação, tremores ou inquietação
Sudorese excessiva e febre
Coração acelerado ou pressão alterada
Espasmos musculares ou rigidez
Se sentir algo incomum, entre em contato com sua médica para avaliar ajustes na troca. Caso não apresente sintomas, siga o esquema prescrito, pois ele foi planejado para tornar a transição mais segura.
Esclareci sua dúvida?
Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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A Fluoxetina pode ser tomada durante muitos anos? Ou toda a vida? Tenho 56 anos e tomo fluoxetina
A Fluoxetina pode ser tomada durante muitos anos?
Ou toda a vida?
Tenho 56 anos e tomo fluoxetina há 3, melhorei a minha qualidade de vida e deixei ser medrosa, ansiosa e não tenho ve mais ataques de pânico. Gosto deste novo eu. Mas devo tomar sempre?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fluoxetina pode ser usada por longos períodos, inclusive por toda a vida, se houver necessidade e acompanhamento médico adequado. Em muitos casos, transtornos como depressão e transtorno do pânico podem ser crônicos, e o tratamento contínuo ajuda a manter a qualidade de vida e prevenir recaídas.
O que considerar para continuar o tratamento?
Se os sintomas eram graves e recorrentes, o uso prolongado pode ser benéfico para evitar recaídas.
Se você já tentou reduzir a medicação no passado e os sintomas voltaram, pode ser um sinal de que o tratamento contínuo é mais seguro.
Acompanhamento médico regular é essencial para avaliar a necessidade de manutenção, ajuste de dose ou, eventualmente, uma redução gradual.
Se você se sente bem e tem uma boa qualidade de vida com a fluoxetina, não há problema em continuar. No entanto, sempre discuta com seu médico a melhor estratégia para o seu caso.
Esclareci sua dúvida?
Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Olá, tudo bem? Esqueci de tomar um comprimido de Venlafaxina 150mg há +- 24h; pode ocorrer, como 'ef
Olá, tudo bem? Esqueci de tomar um comprimido de Venlafaxina 150mg há +- 24h; pode ocorrer, como 'efeito de retirada' algo semelhante à diarréia? Obrigado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Esquecer de tomar a venlafaxina 150 mg por cerca de 24 horas pode levar a alguns sintomas de descontinuação, já que esse medicamento tem uma meia-vida relativamente curta.
Pode causar diarreia?
Sim, sintomas gastrointestinais, como náusea, desconforto abdominal e diarreia, podem ocorrer em algumas pessoas quando há interrupção repentina do uso. Além disso, outras sensações leves, como tontura ou alterações no humor, também podem aparecer temporariamente.
O que fazer?
Tome a próxima dose normalmente, no horário habitual. Não é necessário tomar uma dose extra para compensar.
Caso os sintomas persistam ou causem desconforto, converse com o seu médico para avaliar a melhor conduta.
Se os esquecimentos forem frequentes, vale a pena discutir estratégias para manter uma rotina estável no tratamento. O acompanhamento regular com o médico assistente ajuda a garantir o uso seguro e eficaz da medicação.
Esclareci sua dúvida?
Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Bupropiona tem interação medicamentosa com Lamotrigina?
Bupropiona tem interação medicamentosa com Lamotrigina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A bupropiona e a lamotrigina podem ser usadas juntas, mas essa combinação requer cuidado, pois há um risco de convulsões.
Por que essa interação pode ser preocupante?
• A bupropiona reduz o limiar convulsivo, ou seja, pode facilitar a ocorrência de convulsões, especialmente em doses altas.
• A lamotrigina é um anticonvulsivante e estabilizador de humor, mas seu efeito protetor pode não ser suficiente para impedir crises em pessoas predispostas.
Quais os principais riscos?
• Maior chance de convulsões, principalmente em doses mais altas de bupropiona.
• Risco de efeitos adversos do SNC, como agitação, insônia e ansiedade, já que ambas podem atuar no sistema nervoso central.
O que fazer?
Monitoramento médico: Seu médico deve acompanhar a evolução do tratamento e avaliar a necessidade de ajuste de doses.
Uso com cautela: Se houver histórico de convulsões ou fatores de risco, essa combinação pode não ser a melhor escolha.
Se você já está usando os dois medicamentos e se sente bem, sem efeitos adversos, continue o acompanhamento regular com seu médico. Lembrando que risco não quer dizer que você terá, mas se por ventura apresentar uma crise convulsiva é importante cogitar o uso do BUP, temos que lembrar também que a lamotrigina possui um fator protetor para crises convulsivas.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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eu tomo ritalina cedo e risperidona junto com a amitriptilina a noite isso e seguro?
eu tomo ritalina cedo e risperidona junto com a amitriptilina a noite isso e seguro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A combinação de ritalina (metilfenidato), risperidona e amitriptilina pode ser segura em algumas situações, mas requer cuidados, já que esses medicamentos têm mecanismos de ação diferentes e podem interagir de maneiras que precisam ser monitoradas.
Ritalina (Metilfenidato):
É um estimulante usado para tratar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Pode aumentar a frequência cardíaca e pressão arterial, e causar ansiedade ou insônia em algumas pessoas.
Risperidona:
É um antipsicótico usado para tratar psicoses, transtornos bipolares e transtornos de ansiedade. Pode causar sedação, aumento de peso, alterações no controle motor e efeitos extrapiramidais.
Amitriptilina:
É um antidepressivo tricíclico que também é usado para ansiedade e dor crônica. Pode causar sedação, sonolência e aumento de peso. Além disso, tem efeitos sobre a frequência cardíaca e a pressão arterial.
Interações e Cuidados:
Ritalina e Risperidona: Não há uma interação direta grave entre esses medicamentos, mas o uso combinado deve ser monitorado, pois o efeito estimulante da ritalina pode ser atenuado pela risperidona em alguns casos.
Ritalina e Amitriptilina: O metilfenidato pode potencializar os efeitos da amitriptilina sobre o sistema nervoso central, aumentando o risco de sedação excessiva e efeitos adversos no coração.
Risperidona e Amitriptilina: Ambos os medicamentos têm efeitos sedativos, e combiná-los pode resultar em excesso de sonolência ou sedação, o que pode prejudicar suas atividades diárias.
O que fazer?
Acompanhamento médico regular: Sempre mantenha o acompanhamento com seu médico, especialmente se perceber algum efeito adverso.
Ajuste de doses: O médico pode ajustar as doses para minimizar os efeitos colaterais e evitar interações indesejadas.
Se você não está tendo problemas com esses medicamentos, provavelmente o seu médico ajustou as doses para você. Se tiver alguma dúvida ou sentir efeitos inesperados, é fundamental comunicar-se com o seu médico.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Queria saber quanto tempo leva para sertralina sai do corpo?
Queria saber quanto tempo leva para sertralina sai do corpo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sertralina tem uma meia-vida que varia entre 22 e 36 horas, o que significa que leva esse tempo para a concentração do medicamento no corpo diminuir pela metade. No entanto, o metabólito ativo, chamado desmetilsertralina, tem uma meia-vida mais longa, entre 62 e 104 horas.
O que isso significa na prática?
Meia-vida da sertralina: A sertralina tende a ser eliminada do corpo em cerca de 5 a 7 dias após a última dose, mas isso pode variar dependendo do metabolismo individual, da função hepática e de outros fatores.
Metabólito ativo (desmetilsertralina): Como o metabólito ativo permanece no corpo por mais tempo, os efeitos da sertralina podem continuar por um período um pouco mais longo, mesmo após o medicamento ter sido eliminado.
Vale lembrar que, para pessoas com problemas hepáticos ou renais, esse tempo de eliminação pode ser mais longo. Para garantir uma descontinuação segura, sempre siga as orientações do seu médico.
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Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Quais são as características do TAB e o que são TAB tipo I e tipo II?
Quais são as características do TAB e o que são TAB tipo I e tipo II?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por alterações intensas do humor, variando entre episódios de mania ou hipomania (elevação do humor) e episódios de depressão (humor deprimido). Essas mudanças afetam significativamente a vida da pessoa, causando impactos nas relações, no trabalho e no bem-estar geral.
Principais características do TAB:
Episódios de mania ou hipomania
Episódios depressivos
Alterações de energia e comportamento
Oscilações que duram dias ou semanas
Diferença entre TAB Tipo I e Tipo II:
O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) tipo I é caracterizado por episódios de mania, que são períodos de humor extremamente elevado, expansivo ou irritável, acompanhados de energia excessiva, impulsividade, ideias grandiosas e, em alguns casos, sintomas psicóticos, como delírios e alucinações. Esses episódios podem ser graves a ponto de exigir hospitalização. Além disso, o TAB tipo I também inclui episódios de depressão, que podem ser intensos e debilitantes.
Já o TAB tipo II envolve episódios de hipomania, que são semelhantes à mania, mas menos intensos e sem sintomas psicóticos. A pessoa pode se sentir mais enérgica, sociável e produtiva, mas sem prejuízos graves no funcionamento. No entanto, os episódios de depressão no TAB tipo II são mais frequentes e prolongados, podendo causar grande impacto na vida do paciente.
O que é Mania e Hipomania?
Mania: Estado de humor anormalmente elevado, expansivo ou irritável, com energia excessiva, impulsividade, ideias grandiosas, fala acelerada e, em casos graves, delírios ou alucinações.
Hipomania: Semelhante à mania, mas menos intensa. A pessoa fica mais ativa e sociável, mas sem perder totalmente o contato com a realidade.
O diagnóstico deve ser feito por um médico, que avaliará a frequência, duração e intensidade dos sintomas para diferenciar os tipos de TAB.
Esclareci sua dúvida?
Dr Thiago Sales
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Quais os Sintomas físicos e psicológicos do transtorno de ansiedade generalizada (TAG)?
Quais os Sintomas físicos e psicológicos do transtorno de ansiedade generalizada (TAG)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado por preocupação excessiva e persistente, acompanhada de sintomas físicos e psicológicos que afetam a rotina da pessoa. Diferente da ansiedade comum, que surge em situações específicas, no TAG a preocupação é constante, desproporcional e difícil de controlar.
Sintomas Psicológicos do TAG:
Preocupação excessiva e persistente, mesmo sem motivo claro
Dificuldade em controlar os pensamentos ansiosos
Sensação constante de inquietação ou nervosismo
Irritabilidade
Dificuldade de concentração ou sensação de "mente vazia"
Medo de algo ruim acontecer, mesmo sem razão evidente
Sintomas Físicos do TAG:
Tensão muscular (ombros rígidos, dor no pescoço)
Fadiga (cansaço constante, mesmo sem esforço físico intenso)
Dificuldade para dormir (insônia ou sono não reparador)
Aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia)
Sensação de falta de ar ou respiração curta
Desconforto gastrointestinal (náusea, dor de barriga, diarreia)
Tontura ou sensação de fraqueza
Esses sintomas podem variar de pessoa para pessoa e interferir no dia a dia, no trabalho e nas relações pessoais. O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde mental, e o tratamento pode envolver terapia, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, medicação.
Esclareci sua dúvida?
Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Pessoas com transtorno de personalidade borderline podem ter uma vida normal?
Pessoas com transtorno de personalidade borderline podem ter uma vida normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB) podem sim ter uma vida normal, com qualidade e realização, especialmente quando recebem tratamento adequado e têm apoio em sua rede de relacionamentos.
O TPB é caracterizado por instabilidade nas emoções, nos relacionamentos interpessoais, na autoimagem e nos impulsos. Isso pode trazer desafios importantes no dia a dia, como medo intenso de abandono, explosões emocionais, sensação de vazio e comportamentos impulsivos. No entanto:
Com tratamento, é possível:
Reduzir sintomas intensos e alcançar maior estabilidade emocional;
Desenvolver habilidades de regulação emocional, com melhora significativa nos relacionamentos;
Ter vida profissional, afetiva e social satisfatória;
Construir autonomia e senso de identidade mais estáveis ao longo do tempo.
O que ajuda nessa jornada:
Psicoterapia;
Uso criterioso de medicações, quando indicado, para manejo de sintomas como impulsividade, depressão ou ansiedade;
Ambiente acolhedor e compreensivo, com limites claros e suporte afetivo;
Persistência e paciência, tanto da pessoa quanto da rede de apoio.
Importante lembrar:
TPB não é uma sentença de sofrimento permanente. Muitas pessoas com diagnóstico de TPB conseguem reconstruir suas vidas, desenvolver relações estáveis e encontrar sentido e propósito. O diagnóstico é uma descrição de padrões — não define quem a pessoa é, nem limita o que ela pode alcançar.
Se você ou alguém próximo está lidando com esse diagnóstico, buscar ajuda é um ato de coragem — e pode ser o começo de uma grande transformação.
Fico feliz em ajudar, caso tenha alguma dúvida, marque um horário e vamos conversar.
Dr Thiago Sales
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boa tarde, eu tento insônia, tomo donarem de 50 mg e as vezes tomo zolpidem de 10 mg,o que devo faze
boa tarde, eu tento insônia, tomo donarem de 50 mg e as vezes tomo zolpidem de 10 mg,o que devo fazer prá melhorar o meu sono
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A insônia pode ter várias causas, e o uso de medicações como Donarem (trazodona 50 mg) e Zolpidem 10 mg pode ajudar, mas é importante adotar outras medidas para melhorar a qualidade do sono.
Dicas para melhorar o sono:
Mantenha horários regulares: Tente dormir e acordar no mesmo horário todos os dias, mesmo nos finais de semana.
Evite telas antes de dormir: A luz azul de celulares e TVs pode prejudicar a produção de melatonina.
Evite cafeína e álcool à noite: Podem interferir no sono profundo.
Crie um ambiente adequado: Um quarto escuro, silencioso e fresco ajuda na indução do sono.
Não fique muito tempo na cama sem dormir: Se não conseguir dormir em 20-30 minutos, levante-se e faça uma atividade relaxante até sentir sono.
Sobre os medicamentos
Trazodona (Donarem): Tem efeito sedativo e pode ser útil na insônia associada à ansiedade ou depressão.
Zolpidem: Induz o sono rapidamente, mas não deve ser usado por longos períodos, pois pode causar dependência e tolerância.
Se a insônia persistir, pode ser interessante revisar o tratamento com seu médico para ajustar a abordagem ou investigar possíveis causas.
Esclareci sua dúvida?
Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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quanto tempo dura os efeitos colaterais do alprazolam 1mg, tomei somente 1 pílula de 1 mg e as vezes
quanto tempo dura os efeitos colaterais do alprazolam 1mg, tomei somente 1 pílula de 1 mg e as vezes sinto meu coração desparar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O alprazolam 1 mg (frontal) tem uma meia-vida média de 11 horas, mas pode variar entre 6 e 27 horas, dependendo do metabolismo da pessoa. Isso significa que, em até 24 horas, a maior parte da substância já foi eliminada do corpo, mas seus efeitos podem durar um pouco mais.
Efeitos colaterais possíveis após uma única dose:
Sonolência e relaxamento (mais comuns)
Tontura ou leve desorientação
Palpitações ou sensação de coração acelerado (menos frequente, mas pode acontecer)
Alterações na pressão arterial
Por que o coração pode disparar?
Embora o alprazolam seja um ansiolítico, ele pode causar pequenas flutuações na frequência cardíaca. Além disso, se você já tem ansiedade, pode estar mais atento às sensações do corpo, o que pode dar a impressão de que o coração está mais acelerado.
O que fazer?
Fique tranquilo: O efeito da medicação tende a passar naturalmente.
Hidrate-se e evite estimulantes (como café e bebidas energéticas).
Se a sensação persistir ou houver desconforto intenso, converse com seu médico para avaliar se essa medicação é adequada para você.
Se foi apenas uma única dose, os efeitos colaterais devem desaparecer em poucas horas ou, no máximo, em um dia. Caso continue sentindo desconforto, um acompanhamento médico pode ajudar a esclarecer melhor a situação.
Esclareci sua dúvida?
Estimo melhoras, Dr Thiago Sales
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Perguntas frequentes
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Olá. Atualmente uso Vortioxetina 20mg, Venvanse 50mg e Aripiprazol 0,5mg. Tenho sentido que minha an
Olá! Primeiramente sobre a ansiedade. Embora a vortioxetina seja eficaz para…